segunda-feira, novembro 23, 2020

    Tag: indios

    Munduruku leva batalha épica por direitos indígenas às Nações Unidas

    Em Genebra, Ademir Kaba denuncia falta de consulta e violações de direitos territoriais pelo governo brasileiro em corrida para construir hidrelétricas na Amazônia No Racismo Ambiental  Genebra, Suíça – Num evento paralelo à 29ª Reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que aconteceu na tarde desta quarta, 24, o líder indígena Ademir Kaba Munduruku denunciou o agravamento de abusos de direitos indígenas pelo governo brasileiro na sua corrida para construir uma quantidade sem precedentes de hidrelétricas na Amazônia. Grande parte de sua crítica teve como enfoque as repetidas violações dos direitos dos povos indígenas a processos de consulta e consentimento livre, prévio e informado sobre barragens que teriam consequências devastadoras para seus territórios e meios de vida. Ademir também condenou a recusa do governo brasileiro de demarcar um território Munduruku conhecido como Sawre Muybu, que sofreria inundações pela mega-barragem São Luiz do Tapajós. As exigências do líder Munduruku ...

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    Suicídio entre índios é recorde

    Uma morte a cada três dias. Esse é o índice de suicídios entre indígenas brasileiros em 2014, o maior da série histórica, que iniciou em 1986. A informação está no relatório Violência contra os povos indígenas no Brasil, divulgado ontem pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasíia. O documento aponta que 135 indígenas cometeram suicídio no último ano. Por Jorge Macedo, do Clipping De acordo com o deputado Ivan Valente (Psol-SP), o governo federal tem sido omisso no que diz respeito às questões indígenas no país. "A demarcação das terras indígenas é algo que está determinado na Constituição e o Estado não tem feito nada nesse sentido. O reconhecimento desses espaços tem sido protelado, o governo está acuado sob o cerco da bancada ruralista", disse o parlamentar. Segundo Valente, a maior parte das terras indígenas ainda carece de regulamentação. "Só um terço ...

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    Você sabia que existe diferença entre as palavras índio e indígena?

    Quem explica é Daniel Munduruku. Com 45 livros escritos, ele já recebeu diversos prêmios no Brasil e no exterior, entre eles o Prêmio Jabuti Do EBC Você sabia que existe diferença entre as palavras índio e indígena? Quem explica essa diferença é o escritor Daniel Munduruku, da etnia Munduruku, que é formado em Filosofia, História e Psicologia, com doutorado em Educação e pós-doutorado em Literatura. Ele acredita que a palavra índio entrou no imaginário no século XVI, que a palavra muda de conotação ao longo da história, e virou apelido. "Um apelido traz sempre um aspecto negativo e reforça algo ruim", reforça. Daniel Munduruku explica que a palavra índio também tem uma conotação ideológica muito forte, e faz com que as pessoas liguem a aspectos ruins, como achar que índio é preguiçoso, selvagem, canibal ou atrasado. Por outro lado, ele acredita que "há pessoas que ao falar índio ...

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    Atores Indígenas protestam contra Racismo no novo filme de Adam Sandler

    A comédia western “The Ridiculous Six”, primeira produção da parceria entre o ator Adam Sandler (“Juntos e Misturados”) e o site de streaming Netflix, está sendo alvo de protestos por parte do seu elenco indígena. A informação é do site Deadline. por Daniel Medeiros Do Pipoca Moderna Cerca de 12 atores indígenas abandonaram o filme, acusando-se de insultar as mulheres e anciãos nativos americanos e de mostrar a cultura apache de maneira “grosseira”. Mas, segundo o Netflix, essa era exatamente a proposta do longa. “O filme tem a palavra ‘ridículo’ no seu título por uma razão: porque é ridículo”, disse um porta-voz do site de streaming. “É uma sátira aos filmes de western e aos estereótipos que eles popularizaram, com um elenco diverso que não é apenas parte, mas também é a piada”. Apesar da saída dos atores, a produção não sofrerá nenhum atraso. Na trama, Sandler será um órfão ...

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    12 filmes para refletir sobre Descolonização da Educação e Povos Indígenas

    A Equipe da Rádio Yandê reuniu uma lista com 12 filmes para refletir sobre Descolonização da Educação e Povos Indígenas. Do Rádio Yandê 1 - Escolarizando o Mundo (Schooling the World, 2010) O filme mostra como educação ocidental foi imposta aos povos, modificando seu modo de viver e crenças. A força do etnocentrismo por trás dos projetos educacionais, que dizem querer ajudar os jovens conquistar uma vida melhor. As falhas da educação institucional e desvalorização das culturas que não fazem parte das correntes de pensamento ocidentais.Os questionamentos sobre definições de riqueza e pobreza ou conhecimento e ignorância são feitos durante todo o documentário.O papel das escolas na época da colonização na destruição do conhecimento tradicional. 2- Enterrem meu coração na Curva do Rio (Bury My Heart at Wounded Knee, 2007) Baseado no best-seller de Dee Brown, o filme mostra o processo de integração indígena junto da sociedade americana, marcado por discriminação ...

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    A marcha dos invisíveis

    por Pedro Alexandre Sanches, do Farofafá, com fotos de Jardiel Carvalho, do R.U.A Foto Coletivo para os Jornalistas Livres O Palácio do Planalto é o próximo alvo. No segundo dia da 11ª edição do Acampamento Terra Livre, cerca de 1.500 indígenas de Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil desfilam pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, desta vez tentando atrair a atenção da presidenta Dilma Rousseff para sua causa. Do Medium  Ontem, o cerco da Polícia Militar se fechou sobre o Supremo Tribunal Federal, quando o poder judiciário esteve na mira simbólica das flechas reais dos arqueiros da Mobilização Nacional Indígena. Hoje, PM e Polícia Legislativa (essa postada ostensivamente diante dos vários acessos à cúpula da Câmara Federal) amedrontam [email protected] originá[email protected] ostentando cassetetes, armas de fogo, capacetes, escudos, a parafernália toda. Foto: Jardiel Carvalho / R.U.A Foto Coletivo Diante do Palácio do Itamaraty, motocicletas cyborg ...

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    Artistas abraçam causa indígena

    A segunda fase da campanha Tamuaté-Aki, em apoio à Mobilização Nacional Indígena, teve início esta semana nas redes sociais, e conta com a participação de várias personalidades, como os bateristas Charles Gavin, ex-Titãs, e Marcelo Bonfá, Legião Urbana, os atores Bianca Comparato, Ana Lima, Johnny Mascaro, Christine Fernandes, Eriberto Leão, Jorge Pontual, Marcos Palmeiras, entre outros. As fotos dos artistas com cartazes em apoio à Mobilização vão estampar parte do material da campanha, como outdoors e posts nas redes sociais. No Racismo Ambiental A Mobilização Nacional Indígena reunirá entre os dias 13 e 16 de abril lideranças indígenas de todo o país em Brasília, no acampamento Terra Livre, e conta com o apoio de diferentes organizações que atuam em prol dos direitos indígenas e das comunidades tradicionais, como os Quilombolas. Na primeira fase, a campanha Tamuaté-Aki enviou ao Congresso Nacional mais de quatro milhões de e-mails, lembrando aos congressistas que ...

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    ‘A PEC 215 ameaça todos os segmentos sociais’, diz o antropólogo Gersem Baniwa

    Um dos mais respeitados ativistas e estudiosos da questão indígena na Amazônia alerta a sociedade sobre o agravamento dos ataques aos direitos de índios, quilombolas e à biodiversidade brasileira Por IVÂNIA VIEIRA, do A Critica  Os povos indígenas terão este ano um cenário nebuloso sujeito ao agravamento de todas as formas de violência das quais têm sido vítimas no Brasil. A avaliação é do antropólogo e professor-doutor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Gersem José dos Santos Luciano Baniwa, e tem base nos indicadores político-econômico colocados como esteios do projeto de desenvolvimento do País. Um dos embates difíceis dos indígenas é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no 215 (transfere para o Congresso a responsabilidade de aprovar a formalização de Terras Indígenas, de Unidades de Conservação e dos Territórios Quilombolas hoje de competência da União). Arquivada no ano passado, a matéria voltará a tramitar no Congresso Nacional nessa nova legislatura. ...

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    Pataxó: descobrindo o poder, por Egon Heck

    Foram se ajeitando e se ajuntando aos poucos. Entre as indumentárias e instrumentos mais importantes os vistosos cocares, o urucum e jenipapo, o maracá, o tacape e arco e flecha rituais. por Egon Heck  Do Racismo Ambiental  No coração um enorme sentimento de paz e guerra.  Vieram lutar pela terra, pelos seus direitos, pela vida de seu povo e de todas as nações indígenas do Brasil. Véspera de abril. Na memória a falácia do falso “descobrimento”. Vêm do litoral do “encobrimento” para a capital do vil poder. Vêm do Monte Pascoal, tão admirado por Cabral, vêm de Barra Velha, de novas lutas pela terra, vêm de Cumuruxatiba, de Prado, vêm de Porto Seguro, de Santa Cruz de Cabrália, de Coroa Vermelha e uma dezena de outras aldeias. No Centro de Formação Vicente Cañas, a primeira parada. Início do ritual. É de encher o coração sentir a alma dessa gente retumbar ...

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    Que país é esse?, por Egon Heck

    Soldados com escudos e artefatos contra motim fechavam a porta de entrada da Câmara dos Deputados. No Senado também já haviam sido barrados. Um forte esquema policial se espalhou pelos espaços dos três poderes. Parecia que estaria prestes a acontecer uma perigosa invasão de vândalos. Na pauta das duas casas do Congresso estavam temas vitais para os povos indígenas. Uns 150 indígenas estavam em Brasília para participar desses espaços conforme lhes garante a Constituição e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho Do: Racismo Ambiental Egon Heck – Conselho Indigenista Missionário – CIMI Ao serem barrados, ficaram indignados e revoltados, com essa atitude ditatorial e absurda do Estado Brasileiro. “Isso é um crime…o que vocês soldados estão fazendo ao impedir esses brasileiros nativos entrar no congresso é um crime”, dizia um dos presentes ao ato. Ao tentarem forçar a entrada, foram recebidos com spray de pimenta e rechaçados. A grande mídia qualificou ...

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    A batalha pela fronteira Munduruku

    Indígenas proclamam a autodemarcação de terra que pode parar a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, a nova menina dos olhos do governo federal. Assentada em solo sagrado, a área seria alagada pela usina. “A gente não sai”, diz cacique Por Ana Aranha e Jéssica Mota No Brasil de Fato    À beira do rio Tapajós, no oeste do Pará, a floresta estala sob os passos dos guerreiros Munduruku. São cerca de 20 homens fortes, com braços pintados com traços iguais aos da casca do jabuti. Eles trabalham em silêncio, as poucas palavras são ditas na língua materna, o Munduruku. Avançam com atenção sobre um perigoso manto que cobre o chão: cipós, galhos forrados de espinhos e troncos em decomposição. As pisadas são lentas e firmes. Sem pressa, os guerreiros abrem a mata para o campo de batalha. Os Munduruku experimentam uma estratégia nova, inédita para esse povo cujo histórico ...

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    Partidos obstruem reunião sobre a PEC de demarcação de terras indígenas

    Agência Câmara Por meio de apresentação de questões de ordem e exigências de leitura e discussão de ata, deputados do PT, PV, Psol, PCdoB e PSB estão obstruindo a reunião da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/00, que submete ao Congresso a decisão final sobre a demarcação de áreas indígenas. Do: racismoambiental A reunião foi iniciada no início da noite para análise do relatório do deputado Osmar Serraglio (PDMB-PR). Embora não tenha sido convocada pelo presidente do colegiado, deputado Afonso Florence (PT-BA), ela está sendo realizada graças ao apoio de 1/3 dos seus integrantes, obtido pelo deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que está presidindo a reunião. No entanto, parlamentares contrários à PEC questionam a reunião. O deputado Sarney Filho (PV-MA) estranhou a insistência da bancada ruralista em aprovar a PEC na comissão ainda neste ano, já que não terá nenhum efeito prático, ...

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    As 10 mentiras mais contadas sobre os indígenas

    As 10 mentiras mais contadas sobre os indígenas

    As afirmações listadas abaixo foram extraídas da vida real. Algumas nas ruas do interior do Brasil, outras nas cidades grandes, outras em discursos de políticos. Percepções diversas, vindas de pessoas com histórias diferentes, mas com um direcionamento em comum: a disseminação do discurso anti-indígena com argumentos falsos Texto e fotos por Lilian Brandt* Mentira nº 1: Quase não existe mais índio, daqui alguns anos não existirá mais nenhum Se as pessoas não sabem muito sobre os indígenas na atualidade, sabem menos ainda sobre o passado destes povos. Mesmo os pesquisadores não encontram um consenso, e os números variam muito conforme os critérios utilizados. A antropóloga e demógrafa Marta Maria Azevedo estima que, na época da chegada dos europeus, a população indígena no Brasil era de 3 milhões de pessoas. Eram mais de 1.000 povos diferentes, que durante séculos foram exterminados pelos conquistadores, seja por suas armas de fogo, seja pelas ...

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    Famílias pobres e mulheres vítimas de violência, idosos, negros, índios e travestis na fila do Minha Casa, Minha Vida de São Paulo

    Haddad inclui idosos, negros, índios e travestis na fila do Minha Casa, Minha Vida Do  G1 Famílias pobres e mulheres vítimas de violência também são priorizadas. Resolução foi publicada nesta sexta-feira no Diario Oficial. Famílias paulistanas lideradas por idosos, negros, índios, gay, bissexual ou mulher, independentemente de sua orientação sexual terão prioridade na fila do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Também terão prioridade famílias com grau de dependência superior à média da cidade de São Paulo ou lideradas por vítimas de violência doméstica . A lista beneficia ainda famílias com crianças e adolescentes em situação de abrigamento com indicação de atendimento habitacional, famílias com ônus excessivo de aluguel, famílias moradoras em domicílios sem unidade sanitária e famílias que trabalhem ou morem perto do empreendimento habitacional. Idosos precisarão comprovar ter 60 anos ou mais. Negros, índios, travestis e transexuais deverão apresentar autodeclaração. Os outros casos deverão ser comprovados por análise de ...

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    Funai fará (finalmente!) mapeamento de indígenas presos em todo o Brasil

    O levantamento começará em Roraima, estado com a maior proporção de índios: 11% da população. Em 2012, havia 847 indígenas atrás das grades no País O Povo Após verificar aumento no registro dos indígenas presos no Brasil, a Fundação Nacional do Índio (Funai) decidiu identificar com precisão a quantidade de índios encarcerados no País. Representantes da entidade acreditam que os números podem ser maiores, porque estados com considerável população indígena não possuem caso de prisão registrada. O mapeamento começará em Roraima, estado com a maior proporção de índios: 11% da população, ou 49 mil pessoas. Pelos dados estaduais, 3% da população carcerária são indígenas. Numa visita preliminar a um dos presídios de Roraima, a Funai constatou que a quantidade de índios presos era maior do que o indicado nas estatísticas oficiais. Por isso escolheram o Estado para começar o mapeamento. A fim de combater o sub-registro de casos futuros, ...

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    As identidades indígenas na escrita de Daniel Munduruku

    SANTOS, Waniamara J. Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Resumo: Conforme Hall (2002), os efeitos da globalização ocasionaram mudanças rápidas e permanentes no cenário mundial e contribuíram para o descentramento do sujeito. As minorias (negros, índios, mulheres, homossexuais, etc.) ganham voz e, por meio de seus discursos, contrapõem suas identidades aos modelos estáticos vigentes na sociedade. Sob esse viés, discute-se o lugar da literatura indígena no cenário literário brasileiro. Almeida (2009) aponta a fundação dessa literatura na tradição oral de conservação e transmissão de suas “histórias”. Ao constituir uma voz de questionamento e contrapor-se ao discurso hegemônico, aos povos indígenas é possível evidenciar uma nova configuração identitária. Dentre os autores indígenas, Daniel Munduruku destaca-se no cenário literário brasileiro. Sua ação é de militância, sua literatura é política. Este trabalho busca refletir sobre o processo de escrita e (re)invenção indígena em sua obra premiada pela UNESCO na questão da tolerância, em ...

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