quarta-feira, agosto 5, 2020

    Tag: literatura afro-brasileira

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    Escritores negros buscam espaço em mercado dominado por brancos

    Temática e autores ganharam representatividade em eventos e feiras, mas ainda estão distantes das grandes livrarias por Tory Oliveira* no Carta Capital Quantos livros escritos por pessoas negras você já leu? Quantos autores e autoras negras você conhece? Provavelmente o número será menor se comparado com o de escritores brancos lidos ou conhecidos. A falta de espaço em grandes editoras e o racismo institucional que muitas vezes desvaloriza a produção intelectual negra podem ser apontadas como alguns dos motivos para a menor presença da literatura negra em estantes e livrarias, a despeito do interesse do público, da resistência dos autores e da maior promoção de eventos e feiras com temáticas sobre a representatividade e a questão racial nos últimos anos. Criticada pela ausência de mulheres e negros em edições passadas, a Festa Literária de Paraty (FLIP), por exemplo, homenageou o escritor Lima Barreto e preocupou-se com uma composição mais igualitária ...

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    100 livros infantis com meninas negras – Parte II Final

    Sobre o projeto 100 meninas negras. Parte II Este é um projeto do blog A mãe preta e da livraria itinerante InaLivros chamado 100 meninas negras Meninas negras precisam se enxergar em todos os espaços e a literatura é um meio muito eficiente para a formação de uma autoimagem positiva. Por meio da literatura procuramos fornecer ferramentas para que crianças possa lidar bem com o racismo e possa elevar sua autoestima a partir de referencias positivos. O objetivo desse projeto é listar livros que tragam destaque para a presença feminina negra nas histórias infantis. Não são poucos livros publicados no Brasil que trazem meninas negras em posição de destaque e alguns educadores ainda insistem em afirmar que não há material disponível. Que meninas negras possam se reconhecer em diferentes contextos, possam se inspirar e aprender com as personagens destes livros e possam escrever suas próprias histórias sem se importar pelas limitações impostas pesa sociedade. ...

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    100 livros infantis com meninas negras – 50/100 Parte I

    Sobre o projeto 100 meninas negras Este é um projeto do blog A mãe preta e da livraria itinerante InaLivros Meninas negras precisam se enxergar em todos os espaços e a literatura é um meio muito eficiente para a formação de uma autoimagem positiva. Por meio da literatura procuramos fornecer ferramentas para que crianças possa lidar bem com o racismo e possa elevar sua autoestima a partir de referencias positivos. O objetivo desse projeto é listar livros que tragam destaque para a presença feminina negra nas histórias infantis. Não são poucos livros publicados no Brasil que trazem meninas negras em posição de destaque e alguns educadores ainda insistem em afirmar que não há material disponível. Que meninas negras possam se reconhecer em diferentes contextos, possam se inspirar e aprender com as personagens destes livros e possam escrever suas próprias histórias sem se importar pelas limitações impostas pesa sociedade. [button color="red" bgcolor="#" hoverbg="#" textcolor="#" ...

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    ‘Reza de Mãe’ para que a Casa Grande siga surtando!

    Domingo era dia de refresco, mas o suco vinha morno” (Reza de Mãe, p. 59) Por Ana Flávia Magalhães Pinto - enviado para o Portal Geledés Ana Flávia Magalhães Pinto Todos os dias, Vingança traveste-se de Esperança, toma lá uma talagada de café e se lança como protagonista de uma sequência dinâmica e monótona de ações que falam da vida e do seu inverso. Vingança tem seus múltiplos sentidos e feições. É gente homem, mulher, criança, jovem e pessoa que carrega o peso de ter visto muito acontecer, mas pouca coisa mudar. Vingança é a desforra de diariamente sobreviver à guerra de entrar no busão/trem lata de sardinha/navio negreiro, para encarar o esculacho do subemprego e da subalternidade; de aprender a beber pouca água e segurar a bexiga para suportar a viagem de horas até o centro da cidade ou a volta de lá; de engolir a humilhação sofrida “quando ...

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    Joyce Fonseca

    Aparição distorcida do negro na literatura reforça preconceito

    Os escritores Nei Lopes, Conceição Evaristo, Paulo Lins e Ana Maria Gonçalves por Rodrigo Caesarian no UOL A pesquisadora Regina Dalcastagnè leu, entre 1990 e 2004, um total de 258 romances de escritores nacionais publicados por três das principais editoras do país. Sua leitura resultou no livro "Literatura Contemporânea - Um Território Contestado" (2012), no qual aponta que 94% dos autores brasileiros são brancos --mesma cor de 92% dos personagens. Dalcastagnè encontrou pouco mais de 5% de protagonistas negros, e quase sempre apresentados como bandidos, empregados domésticos ou escravos e que, em mais da metade dos casos, morrem assassinados. Na vida real, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa) apontam que a população que se declara negra no Brasil é de aproximadamente 53%. Cruzando os dados, é fácil notar: a representatividade do negro na literatura nacional está muito aquém da sua presença e importância na sociedade brasileira. "O ...

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    literatura

    A emergência de um novo olhar para a literatura afro brasileira

    É sabido que a Literatura, em especial a brasileira, adentra redes e paredes da grande maioria das escolas, se não, de todas no Brasil. A forma como é ou não apresentada ao corpo discente torna-se um reflexo das educadoras (es) enquanto leitoras (es), isto é, imagina-se que o hábito de ler seja uma prática cotidiana na vida de todas (os), haja vista a aquisição do conhecimento constituir-se como um devir. Por  Rosângela Apª Cardoso, do A Tribuna  MT Dessa forma, adentrar as páginas dos escritos literários ainda é a melhor forma de estar em vários mundos encantados, em vários lugares, com as mais diferentes pessoas e vivenciar muitas experiências, quiçá ter a oportunidade de se apaixonar e viver os mais diversos amores, literariamente entrecortados pela ficção. Torna-se necessária e urgente a inserção de mais práticas de leituras deleites nas escolas, sobretudo que aconteçam em locais adequados e especialmente preparados para ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil

    Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil Pedro Henrique Souza da Silva* via Guest Post para o Portal Geledés Em tempos de recrudescimento do racismo –  vide a situação de Ferguson nos Estados Unidos, ou ainda os recorrentes casos brasileiros –, o devir do afrodescendente se torna algo obscuro e incerto. Ao negro ainda são impostas determinadas posições sociais que, via de regra, não escapam das páginas policiais, ou a personificação da luxúria (por parte da negra, mulata) e da virilidade (homem negro). De certo, muito ainda há que se fazer até que tal condição – imposição – seja superada, contudo da parte dos oprimidos são criadas táticas de resistência que buscam marcar uma episteme negra-ancestral frente aos constantes silenciamen-tos provenientes do discurso hege-mônico. É nessa posição de embate que podemos enquadrar a escritora afro-brasileira Cidinha da Silva, mineira, autora de diversos ...

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    Livro Pele e Sensibilidades discorre sobre as marcas e as memórias do ser negro no Brasil

    Antes dos meus sete anos de idade, quando ainda não frequentava a escola, eu não sabia o que era ser negro, mas tinha noções múltiplas de como o negro era visto e representado popularmente nos discursos comuns e a partir de imagens da televisão. Quando sai de São Paulo para voltar à vida e, de fato, estudar em Goiás, tive o primeiro contato com aquilo que entenderia por raça, distinguido pelas cinco representações estéticas da pele e do fenótipo do ser humano, esquema elaborado no livro didático da escola primária, no qual eram apresentados como raça os sujeitos de pele branca, negra, amarela e vermelha. por Túlio Henrique Pereira via Guest Post para o Portal Geledés Os brancos eram representados pelos portugueses e descritos como aqueles que vieram para colonizar, morar, cultivar a terra, sendo eles responsáveis pela criação de povoados, vilas e cidades, construção dos engenhos para a produção do açúcar e produção ...

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    Um diálogo com Carolina Maria de Jesus

    Saraus, Projeto Cine Viela e biblioteca comunitária com o seu nome. Mestrado no Chile, literatura marginal, feminina, negra, Carolina. Jesus, o mesmo sobrenome da minha família materna, da minha mãe, figura de admiração e semelhança com a sua história de luta, sofrimento, de coragem. por Fernanda Oliveira Matos via Guest Post para o Portal Geledés   Medo, rejeição, medo, insegurança, medo, isto não e literatura, isto não e literatura Fernanda. Peraê, mas o que é literatura então? Se não dialoga com a vida, com o ser humano, se não é esta que fica no tempo e no espaço? O que é literatura então? Ok, então a qual gênero textual pertence? O que são os gêneros? Quem os determina e legitima? Por quê? Pode ser testemunho, autobiografia, mas não é literatura. Ok, não importa como o definam é sobre este mesmo que quero e vou trabalhar... É literatura profe, é Carodivina. De vida. De Carolina ...

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    Literatura negra não caiu na graça do mercado, diz autor de Cidade de Deus

    Em entrevista ao G1, Paulo Lins falou sobre samba, cinema e poesia. Escritor e roteirista participa de mesa na Festa Literária de Cachoeira. Danutta Rodrigues Filho de baianos, o carioca Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus (1997), que deu origem ao filme homônimo, é poeta, romancista, roteirista de cinema e televisão, além de professor licenciado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No próximo domingo (2), às 10h, ele vai participar da última mesa de debates na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que começa na quarta-feira (29). Lins afirmou que irá defender a participação do negro na formação da cultura brasileira, assim como a produção literária nas periferias. "Eu vou falar a mesma coisa que eu falo nas favelas de São Paulo e do Rio de Janeiro quando o assunto é negritude, que é sobre a participação do negro na formação da cultura nacional e agora o advento ...

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    Há 10 anos morria o escritor mineiro Adão Ventura, autor de ‘A cor da pele’

    Escritor e professor de literatura terá o clássico A cor da pele e outros poemas negros relançado em formato digital Carlos Herculano Lopes Um dos maiores poetas brasileiros do século 20. Esta é a avaliação do escritor e editor Tião Nunes sobre Adão Ventura, mineiro nascido em 1939, em Santo Antônio do Itambé, autor do já clássico A cor da pele, importante conjunto de poemas sobre o tema da negritude e do racismo. Ao lado do romancista Jaime Prado Gouvêa e de Beth Guimarães, Tião vem cuidando do legado literário do escritor, que morreu há 10 anos de câncer, em Belo Horizonte, aos 65 anos.De acordo com Nunes, que em 2006, dois anos depois da morte do poeta, lançou a antologia Costura de nuvens, pela Editora Dubolsinho %u2013 no volume estão reunidos alguns dos melhores poemas de Adão Ventura %u2013, a ideia que deve se concretizar até o fim do ano é a publicação ...

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    AMANHÃ 19 julho Bate Papo Cadernos Negros

    A Representação Regional da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) em São Paulo convida para o BATE-PAPO sobre a publicação CADERNOS NEGROS VOLUME 36.A atividade é uma parceria entre a FCP e o grupo de escritores QUILOMBHOJE LITERATURA, e tem por objetivo colocar em debate o conteúdo da publicação que, nesta edição, destaca os contos afro-brasileiros.QUANDO? 19 julho, das 15h às 18hONDE? Auditório do MinC (junto à FUNARTE) - Alameda Nothmann, 1058 - Santa Cecília - São Paulo/SPINFORMAÇÕES: (11) 2766-4320 ou [email protected]   Fonte: Palmares São Paulo

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    A literatura afro-brasileira de autoria feminina: um estudo de Úrsula, de Maria Firmina dos Reis

    Resumo: O romance Úrsula, escrito por Maria Firmina dos Reis, em 1859, cerca de 29 anos antes da abolição da escravatura no Brasil, é o primeiro romance de temática abolicionista da literatura brasileira. O presente trabalho, realizado através de levantamento bibliográfico e análise crítico-interpretativa, realizada sob os auspícios da crítica literária de orientação feminista, tem como objetivo, fazer um resgate do romance Úrsula, apresentando a temática da obra e uma reflexão acerca da exclusão da voz e da escrita das mulheres brasileiras do século XIX dos cânones literários. Palavras-chave: Literatura afro-brasileira; autoria feminina; Úrsula.  Bárbara Loureiro Andreta - Universidade Federal de Santa Maria Apresentação Faz-se importante refletir acerca da exclusão da voz e da escrita de mulheres como Maria Firmina dos Reis dos cânones literários, bem como sobre sua representação no processo de constituição da nacionalidade, considerando-se as diferenças de gênero, raça e classe social. Segundo Rita Terezinha Schmidt (2000), o ...

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    A periferia na visão de um poeta

    O poeta Luan Luando fala sobre cultura, educação, políticas públicas; revela anseios e as perspectivas para o universo em que vive por Joseh Silva Filho de Alzenir de Jesus (a Dona Nega), baiana de Itambé, sertão do estado da Bahia, e de José Felício Meireles da Silva, oriundo de Birigui, interior de São Paulo, Luan de Jesus, de 24 anos, nasceu em Osasco, mas foi criado em Taboão da Serra. É o caçula de três irmãos: Renato de Jesus e Carlos Eduardo de Jesus. Poeta, ator e frequentador assíduo das ações culturais da periferia de São Paulo, ele pode ser considerado patrimônio das quebradas. Onde tem cultura periférica tem Luan Luando. “Sou da última geração de Taboão que jogou bola na rua de terra e que roubou fruta das árvores.” Hoje, lamenta, a cidade está verticalizada, os prédios ocuparam o espaço de casas e os comércios tradicionais menores. Luan não ...

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    Compositor e escritor Nei Lopes abre hoje a programação do projeto Conexão África Brasília

    Compositor e escritor Nei Lopes abre hoje a programação do projeto Conexão África Brasília

    por Gabriela de Almeida e Maíra de Deus Brito É de Irajá, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, de onde vem Nei Lopes, músico, historiador e escritor, que deixou de lado os carnavais no Salgueiro e na Vila Isabel para se aventurar em um bloco de rua em Piraí, município localizado no Vale do Médio Paraíba, também no Rio. Cantor e compositor, Nei é um dos responsáveis pela exaltação da cultura negra na música popular brasileira, com seus textos e canções com temática afro. Com todo o seu samba na veia, Nei Lopes vem a Brasília para abrir o projeto Conexão África Brasília, nesta quinta-feira (3/11), na Sala Cássia Eller, da Funarte. A programação também conta com shows das cantoras brasilienses Cris Pereira, Ligiana Costa, Renata Jambeiro; da goiana Camilla Faustino e da carioca Zezé Motta, que encerra o evento dia 25. Ao lado de Wilson Moreira, Nei Lopes ...

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    SEPPIR

    Carta à Seppir sobre campanha da Caixa Econômica Federal

    Carta à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República sobre campanha dos 150 anos da Caixa Econômica Federal A Caixa Econômica Federal reafirma a esta secretaria e aos movimentos sociais por ela defendidos o seu compromisso com a responsabilidade social e o respeito à diversidade. Esta instituição sempre estará alinhada com política de igualdade do nosso Governo Federal, regida pela justiça social e oportunidade para todos. Em suas peças publicitárias, a CAIXA sempre buscou retratar a diversidade que caracteriza o nosso país, como pode ser demonstrado nas campanhas elaboradas em parceria e com o apoio dos movimentos sociais e da própria Seppir.No entanto, a CAIXA pede desculpas por sua última peça publicitária comemorativa aos 150 anos do banco, que teve como personagem o escritor Machado de Assis. A CAIXA lamenta que a peça não tenha caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com sua origem racial.A ...

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