Tag: Maria Júlia Coutinho

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    Maju

    Enfrentar o racismo no Brasil há algumas décadas era tarefa das mais árduas por conta da complexidade que o tema exigia. Além de denunciar a existência de algo imperceptível para pessoas de pele branca, o problema também parecia inexistente para boa parcela de negros, tornando a luta quase inglória. Por Marister Santos via Guest Post para o Portal Geledés Tínhamos de usar a tática da denúncia e do convencimento de que alguma coisa estava errada no país do samba, do futebol e da alegria exacerbada de um status quo que só meia dúzia de negros “recalcados”, como éramos apontados, pareciam perceber, pela nossa inexistência nas universidades, nos meios de comunicação e nos espaços de poder – públicos ou privados. Somente quando o quesito cor passou a ser utilizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, veio à tona o retrato fiel da  face do racismo brasileiro, denunciado por décadas pelo movimento negro, ...

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    Polícia identifica suspeito de ataques racistas contra Maria Júlia Coutinho

    Zé Paulo Cardeal / TV Globo/Divulgação A polícia identificou um adolescente de 15 anos suspeito de publicar ofensas raciais contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, apresentadora do tempo do Jornal Nacional, da TV Globo. Segundo a Polícia Civil, o garoto mora na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ele foi ouvido na delegacia na segunda-feira. no ClicRBS Ele vai responder por ato infracional e pode sofrer medida socioeducativa devido às agressões que fez via Facebook. A polícia está tentando identificar outros envolvidos no caso. A investigação rastreou imagens com as mensagens ofensivas e fez buscas nas redes sociais para identificar as páginas dos envolvidos. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), instaurou inquérito para investigar o crime de prática de discriminação ou preconceito de raça. O caso motivou uma campanha em defesa da jornalista pelas redes sociais, ...

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    Estudante da UFRB é vítima de racismo: “Hoje até filho de faxineiro pode estudar?”

    Uma estudante da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) de Santo Antônio de Jesus foi vítima de racismo. Depois de ter sido vítima de preconceito quando estava na Itália no ano passado, a aluna do curso de medicina da UFRB, Débora Reis da Cruz, 29 anos, sofreu racismo novamente. No post do Facebook, Débora relatou o acontecido. Segundo ela, na tarde da última sexta-feira (03), estava na fila de um correspondente bancário em uma loja no município quando uma senhora ao seu lado iniciou um diálogo: “Você estuda história?”, perguntou. por Samile Macedo no Mídia Bahia A estudante respondeu: “Eu não, faço medicina”. “Uma parente minha também faz medicina, mas ela tem cabelos lisos, olhos claros e é bem branquinha”, disse a senhora. “Por que a pergunta? Não pareço fazer medicina por não ter cabelos lisos?”, questionou a estudante. “Não, porque geralmente quem faz esses cursos se veste de outra forma ...

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    Somos todos Maju? por Danielle Anatólio

    Esta é a mais nova expressão afirmada por diversas pessoas em redes sociais e enfatizada pelo Jornalista, Editor Chefe do Jornal Nacional da Rede Globo, William Bonner, após crimes cometidos contra a Jornalista Maria Júlia Coutinho. Sim, cometer racismo no Brasil é crime desde 1989, através da lei 7716 que considera “a prática inafiançável e imprescritível”. por Danielle Anatólio via Guest Post para o Portal Geledés Não adianta reservar 2 minutos do Jornal Nacional para levantar a bandeira “Somos Todos Maju” e o racismo institucional imperar dentro da emissora mais influente da televisão brasileira. Não adianta gritar Somos Todos Maju e ter um quadro de 15% de artistas negros nas novelas, quando temos uma realidade de tantos artistas (atores, atrizes, cantoras, produtoras, diretores, maquiadores, poetas, entre outros) negros no anonimato espalhados pelos quatro cantos do Brasil. Desde a década de 40, quando o Teatro Experimental do Negro entrou goela abaixo ...

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    Somos todos Maju?

    O que as hashtags #somostodos... mobilizam? O advento das mídias sociais trouxe consigo uma nova forma de demonstrar empatia, que de tempos em tempos se repete!  No Brasil, que eu me lembre: a primeira estratégia de criar vínculo por meio do que eu chamo marcadores de identidade foi a inclusão no nome nos perfis do termo Guarani Kaiowá. Depois se seguiram: #SomostodosTinga, #SomostodosCláudia, #SomostodosAmarildo, #SomostodasVerônica, #Somostodosprofessores! Também tivemos o #Somostodosmacacos em referência ao caso de racismo envolvendo o jogador do Barcelona Daniel Álves. A estratégia também foi adotada em nível planetário com #JesuisCharlie e o seu contrário #jenesuispascharlie, reações ao assassinato dos chargistas do semanário de humor francês Charlie Habdo e o #Wecanbreathe em apoio a Eric Garner, que foi morto pela polícia estadunidense depois de ser preso por vender cigarros ilegalmente. Por  Márcia Maria Cruz via Guest Post para o Portal Geledés Todos esses casos se seguiram a fatos ...

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    A influência de Danilo Gentili no caso de racismo contra Maju Coutinho

    Sabe por que fanáticos se atreveram a publicar insultos à luz do dia contra a jornalista Maju Coutinho? por Paulo Nogueira no DCM Porque eles viram o que aconteceu com Danilo Gentili – herói deles – quando, numa discussão numa rede social, ele mandou um homem negro comer bananas. Nada. Aconteceu nada. O insultado foi à Justiça e perdeu. Numa das sentenças mais infames da República, o juiz considerou que não havia ofensa na atitude de Gentili. O juiz Marcelo Matias Pereira não viu animus injuriandi. Quer dizer: Gentili, segundo Pereira, enviou à vítima um sorriso, um abraço na forma de bananas. Bons exemplos prosperam, e maus ainda mais. Tivesse Gentili recebido a devida punição, os racistas que atacaram Maju guardariam seu ódio e seu fascismo para si próprios. Você tem que castigar exemplarmente manifestações de racismo. Não muito tempo atrás, no Twitter, um internauta postou comentários racistas sobre a agonia de um jogador ...

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    Maurício Requião

    O preço do sucesso para os negros

    O episódio lamentável do esdrúxulo caso de racismo cometido contra Maria Julia Coutinho – a Maju – deve ser visto em sua exata dimensão. O destaque de negras e negros incomodam. A comunicadora Maria Julia tornou-se uma febre televisiva. Conquistou um estupendo sucesso numa área cinzenta dos noticiários – com o perdão do sentido duplo da palavra – em que a mesmice é a marca, que é a da informação do tempo. A criatividade, carisma e beleza de Maju fizeram com que O Jornal Nacional – principal programa da Rede Globo – passasse a ter como atração a comunicadora que fala da previsão do tempo! Por Helio Santos do Brasil de Carne e Osso  Para quem conhece Maria Júlia desde a adolescência como eu o seu sucesso seria questão de tempo. Este ataque poderia ser letal caso ela não fosse filha de quem é. Seus pais, amigos meus de longa data, são ...

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    Vocês não são todos Maju!

    Quando o garoto negro é arrancado da loja na Oscar Freire, vocês não são todos Maju. por Fabio Luiz no Facebook Quando a propaganda sugere que a garota negra precisou ser adotada pra ter acesso à educação e refrigerante, vocês não são todos Maju. Quando um apresentador em Black Face faz um Rap pra vender biscoitos, vocês não são todos Maju. Quando vocês dizem que tal pessoa tem cabelo “ruim”, vocês não são todos Maju. Quando vocês seguram suas bolsas no elevador do shopping, vocês não são todos Maju. Quando vocês não me cumprimentam no hall do prédio, ou trancam o portão ao me ver chegando, não são todos Maju. Quando vocês dizem que racismo não existe, e uma pessoa que “deu certo” como eu não deveria pensar ou falar sobre isso, vocês não são todos Maju. Quando, na minha própria agência bancária, demoro 10 minutos pra ser liberado na porta giratória, ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Dunga X Maria Júlia Coutinho

    Pena! Lástima! Deixar a reprise da vitória de Dustin Brown sobre Rafael Nadal para, em outro canal da Net , obrigar-me a ler as ofensas racistas a Maju Coutinho, a moça do tempo no país de Dunga,  técnico da Seleção que disse gostar de apanhar como um afrodescendente e não perdeu o cargo por isso. Por Cidinha da Silva enviado para o Portal Geledés Se Dunga gosta de apanhar é um problema dele. O homem de confiança da CBF deve ter lá seus traumas e motivos, além da necessidade pueril de admitir o gosto esdrúxulo ao público. Mas, Dunga, deixe os afrodescendentes fora da neurose que o consome desde que Ronaldinho Gaúcho, ainda menino, pintou e bordou contigo num Grenal. E Maju Coutinho, oh... deusas do absurdo, que crime terrível cometeu? Terá sido a combinação maviosa dos cromossomas de Dona Zilma e Seu João Raimundo que resultou nessa mulher linda, ...

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    Pablo Villaça: caso Maju está ligado a ‘crescimento de atmosfera fascista capitaneada pela neodireita

    Ao contrário do que a revista VEJA afirmou em uma matéria de capa há algum tempo, o racismo não acabou no Brasil. Ao contrário: encontra-se em uma de suas fases mais intensas se considerarmos os últimos 30 anos. no DCM A diferença é que sua vítima mais recente é famosa. Estou falando, claro, de Maju Coutinho, a jornalista do Jornal Nacional que hoje recebeu dezenas de mensagens absolutamente odiosas através de redes sociais. Isto, claro, inspirou mais uma daquelas hashtags bem intencionadas -‪#‎SomosTodosMajuCoutinho‬ – que, temo, provocam também certa apatia ao criarem a ilusão de que fizemos algo de relevante quando, na realidade, apenas ocupamos os Trending Topics do Twitter por algumas horas. O fato é que este recrudescimento da intolerância no país está diretamente ligado ao crescimento de uma atmosfera fascista capitaneada pela neodireita – e onde o fascismo ganha força, ganham força também o racismo, a misoginia, a homofobia, ...

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    Maria Julia Coutinho é novamente alvo de racismo na página do “Jornal Nacional” nas redes sociais

    "Só conseguiu emprego no 'Jornal Nacional' por causa das cotas. Preta imunda", dizia um dos comentários. "Não tenho TV colorida para ficar olhando essa preta, não", escreveu outro internauta. Do Rondonia Dinamica Maria Julia Coutinho foi vítima de comentários racistas e pejorativos de internautas, na página oficial do "Jornal Nacional" no Facebook, na madrugada desta sexta-feira (3). A polêmica teve início depois que a página fez um post com uma imagem da moça do tempo do telejornal da TV Globo. "Só conseguiu emprego no 'Jornal Nacional' por causa das cotas. Preta imunda", dizia um dos comentários. "Não tenho TV colorida para ficar olhando essa preta, não", escreveu outro internauta. Leia Também: Maria Júlia Coutinho nova garota do tempo do Jornal Nacional é alvo de racismo na internet Apesar disso, fãs e admiradores da jornalista a defenderam das ofensas. "País mais miscigenado do mundo e ainda temos que ficar lendo esses comentários racistas. ...

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    ‘A moça do tempo’

    Maria Júlia Coutinho é agora um nome nacional e já sabemos que ela prefere ser chamada de “Maju”. Sua presença vem contribuindo para descontrair o ambiente do “Jornal Nacional” na hora da previsão do tempo, de acordo com as “novas” estratégias de reconquista da audiência perdida. E o faz com segurança, numa televisão que impõe severas restrições à participação de pessoas negras. Por EDSON CARDOSO, do Brado Negro Elas têm presença garantida na construção de cenários e ambientes, pedreiros, pintores, marceneiros, eletricistas, ou manicures e costureiras, iluminadores, etc. Quando o cenário está pronto e o programa começa, as pessoas de pele escura devem recolher-se. Mas nunca o fazem totalmente, sempre podemos vê-las aqui e ali ou pressentir sua presença. Lembrem-se de Machado de Assis, descoberto a semana passada numa foto que documentou a missa campal em comemoração ao treze de maio. Recordemos uma cena de seu romance “Quincas Borba” (cap. 51), ...

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    ‘Eu me comporto igual no ar e fora do ar’, diz Maria Júlia Coutinho

    Jornalista estreou como moça do tempo no Jornal Nacional em abril. Ela fala sobre amizade com Monalisa Perrone: 'Tagarelas às 4 da manhã'.  Por Letícia Mendes, do G1  Apesar de ter entrado no horário nobre há algumas semanas, Maria Júlia Coutinho rala na Globo faz anos. Maju foi escolhida para falar sobre meteorologia em 2013, quando Eliana Marques tirou licença. "Acredito que quem já trabalhou como repórter de rua, numa pressão danada de tempo, cobrindo assuntos variados, lida bem com o ambiente de estúdio", diz a jornalista, de 37 anos, ao G1. Em dezembro, Maju passou a informar a previsão do tempo no Hora 1, mas de uma forma diferente, mais conversada, como se estivesse na sala do espectador. Desde 27 de abril, está no Jornal Nacional. "Foi a confirmação de que estou no caminho certo: um caminho que tem que ser construído com honestidade, linguagem acessível, informação correta", afirma. Maju, ...

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    Maria Júlia Coutinho nova garota do tempo do Jornal Nacional é alvo de racismo na internet

    Uma das grandes novidades desta nova fase do Jornal Nacional é a presença de Maria Júlia Coutinho como garota do tempo. Ela tem sido um dos destaques e virou notícia esta semana por ter corrigido William Bonner, seu chefe, ao vivo. Por Odair Braz Jr., do R7 O R7 deu esta notícia, que foi para a página do portal no Facebook. E os comentários foram uma surpresa. Houve vários elogios, mas alguns deles tinham forte conteúdo racista pelo simples fato de Maria ser negra. O pior deles foi de um tal de Venâncio Rodrigues, que nem se sabe se é um perfil real. Ele escreveu para uma internauta, que tinha elogiado a beleza e o talento de Maria Júlia, que só estava falando isso "por ser preta como ela". Antes ele tinha dito que a jornalista tinha “cabelo ruim”. O comentário causou imediatamente revolta entre os usuários e foi denunciado por ...

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    Maria Júlia poderá ser primeira negra na bancada do JN

    Por: Jeff Benício O Jornal Nacional está no ar há 45 anos, desde setembro de 1969. Somente em 2002 um jornalista negro surgiu na bancada: Heraldo Pereira. Paulista de Ribeirão Preto, ele construiu carreira na emissora como repórter especializado em política, baseado em Brasília. Desde então, participa do rodízio de apresentadores durante folgas e férias dos titulares, aos sábados e em ocasiões especiais. Além de ancorar coberturas especiais, como no domingo (5), sobre as eleições. A partir da ascensão de Heraldo, começaram a circular comentários sobre a presença de uma mulher negra na bancada do principal telejornal da emissora líder em audiência no país. Gloria Maria, que por 9 anos comandou o Fantástico, chegou a ser cogitada quando Fátima Bernardes comunicou que deixaria o JN, em 2011. A cobiçada vaga acabou ocupada por Patrícia Poeta, que se despede do jornalístico no próximo dia 31, sendo substituída por Renata Vasconcellos. O ...

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