quinta-feira, abril 22, 2021

Tag: povos indígenas

Mulheres indígenas do Movimento das Mulheres Guarani Kaiowá kunhangue Aty em manifestação contra a violência (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

‘Na pandemia, esqueceram de proteger as mulheres indígenas’, diz professora sobre violência doméstica nas aldeias

A falta de dados estatísticos e de políticas públicas efetivas dentro da Lei Maria da Penha são fatores que favorecem a invisibilização dos casos de violência doméstica contra mulheres indígenas. Sem a atuação expressiva das autoridades governamentais, movimentos independentes lutam contra o feminicídio e pelos direitos básicos das indígenas. A professora e ativista Kunha Poty Rendy, que atua no movimento das mulheres Guarani Kaiowá kunhangue Aty, do Mato Grosso do Sul, é uma das responsáveis por mapear e promover rodas de conversas sobre o assunto em 15 aldeias do estado. Integrante do movimento desde 2006, ela não imaginava que o aprendizado sobre como buscar ajuda em casos de violência poderia, um dia, valer tanto para si. Há exatos oito anos, Kunha Poty Rendy sofreu as primeiras agressões físicas e psicológicas, que culminaram na tentativa de feminicídio pelo seu ex-companheiro, com quem tem um filho de 9 anos. Hoje, ainda sob constantes ...

Leia mais
Dados do relatório indicam que um em cada três Yanomami já pode ter sido contaminado pelo novo coronavírus (Foto: Pieter Van Eecke/Clin d'Oeil Films)

Coronavírus avança 250% em três meses na Terra Yanomami e relatório cita ‘total descontrole’

Relatório inédito produzido por uma rede de pesquisadores e líderes Yanomami e Ye'kwana indica que a pandemia de coronavírus avançou 250% em três meses dentro da Terra Indígena Yanomami e um em cada três moradores da região pode ter sido contaminado. A situação é descrita como "total descontrole." Relatório inédito produzido por uma rede de pesquisadores e líderes Yanomami e Ye'kwana indica que a pandemia de coronavírus avançou 250% em três meses dentro da Terra Indígena Yanomami e um em cada três moradores da região pode ter sido contaminado. A situação é descrita como "total descontrole." O número de casos confirmados no território saltou de 335 para 1.202 entre agosto e outubro, conforme o documento intitulado "Xawara: rastros da Covid-19 na Terra Indígena Yanomami e a omissão do Estado". Monitoramento da ONG Rede Pró-Yanomami e Ye’kwana, que integra o relatório, contabiliza 23 mortes, entre confirmados e suspeitos de Covid-19, de ...

Leia mais
O cacique Raoni, ao centro, entre líderes indígenas de 47 povos, que estiveram reunidos por quatro dias no Mato Grosso para relançar a "aliança dos povos da floresta". (Foto: RICARDO MORAES / REUTERS (REUTERS))

O olhar dos povos indígenas atentos a contínua propaganda enganosa da Europa ao mundo: O Amanhã

Ailton Krenak é um segundo sol vivo que ilumina a cultura indígena, e que ainda resiste contra a racionalidade do ocidente (Compreendendo a força da consciência coletiva produzida pelo poder da linguística, neste artigo opto pela força da consciência descolonizada, portanto, a ausência da letra maiúscula neste substantivo próprio não reconhece o poder simbólico da arma cultural dominante) em matar, roubar e destruir. Krenak nasceu em 1953, na área verde do vale do rio Doce, mas a vida dos seres vivos e da vegetação do local vem sendo mortos pelas mãos do homem branKKKo (Branco com três K refere-se a Klu Klux Klan, organização da supremacia branca. Assata Shakur, ex membra do Partido Pantera Negra, apresentou AmeriKKKa com três k. A partir daí estendemos para outras palavras). Ativista dos direitos dos povos originários, luta pela existência do planeta Terra, ainda que os branKKKos não queiram imaginar o fim do capitalismo, ...

Leia mais

“De qual humanidade você é?”

Nome conhecido entre as lideranças indígenas, Ailton Krenak fala sobre a vida e políticas relacionadas aos povos nativos brasileiros Por Camilla Millan e Seham Furlan, da Revista Esquinas Ailton Krenak (Foto: Garapa/Coletivo Multimídia) Ailton Krenak é uma das vozes que ecoam em favor da resistência indígena no Brasil. Em 1987, realizou um discurso impactante na Assembleia Nacional Constituinte, no qual pintou seu rosto com jenipapo em protesto à opressão sofrida pelas comunidades indígenas. Sua liderança resultou nos artigos 231 e 232 da Constituição de 1988, que garantem os direitos denominados originários, concedendo aos indígenas autonomia sobre suas terras tradicionais. Krenak é um importante protagonista em diversas iniciativas de lutas ameríndias, além de ser um dos fundadores da União das Nações Indígenas e da Aliança dos Povos da Floresta, assim como da ONG Programa de Índio. Na literatura, é autor de “O lugar onde a terra descansa” ...

Leia mais
© Antonio Bonsorte/Amazon Watch

Raoni: “Nós estamos com muito medo. Logo, vocês também estarão”

© Antonio Bonsorte/Amazon Watch O The Guardian publicou um artigo do cacique Kayapó Raoni que está peregrinando pela Europa em busca de apoio para seu Povo e sua floresta. “Uma geração atrás, muitas das nossas tribos estavam lutando entre si, mas agora estamos juntos, lutando juntos contra nosso inimigo comum. E este inimigo comum é você, os povos não indígenas que invadiram nossas terras e que, agora, estão queimando até mesmo essas pequenas partes das florestas onde vivemos e que vocês deixaram para nós. O presidente Bolsonaro do Brasil está encorajando fazendeiros próximos a nossas terras a cortar a floresta – e ele não está fazendo nada para preveni-los de invadir nosso território.” Por Dal Marcondes, do Envolverde O artigo tem como título “Nós, Povos da Amazônia, estamos com muito medo. Logo, vocês também estarão. Você destrói nossas terras, envenenam o planeta, semeiam morte porque estão perdidos. ...

Leia mais
Edson denuncia exploração ilegal de madeira no rio Amazonas, na região de Breves, no Pará. Foto: Arquivo pessoal

‘Índio, nome dado pelos europeus, não representa nossa diversidade’, diz historiador Edson Kayapó

A militância e o trabalho de escritores, educadores e artistas indígenas têm sido fundamentais para combater o preconceito e o desconhecimento da sociedade brasileira sobre esses povos, cuja história foi contada principalmente sob o ponto de vista de não indígenas. Da ONU No momento em que ocorre na sede da ONU, em Nova Iorque, a 17ª Sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) entrevistou quatro intelectuais de diferentes etnias indígenas brasileiras sobre formas de garantir direitos e valorizar a cultura e os conhecimentos dessas populações. A militância e o trabalho de escritores, educadores e artistas indígenas têm sido fundamentais para combater o preconceito e o desconhecimento da sociedade brasileira sobre esses povos, cuja história foi contada principalmente sob o ponto de vista de não indígenas. No momento em que ocorre na sede da ONU, em Nova Iorque, a ...

Leia mais
Arquivo Pessoal

‘A dor é algo natural para os alunos’, diz professor da Maré

Na sexta-feira (16), dois dias após a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o professor Gabriel* não conseguiu dar aula em uma escola municipal no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro. “Comecei a falar e caí no choro”, relatou. O docente havia pensado em algumas palavras de conforto para dizer a seus alunos, adolescentes do ensino fundamental. Em vez disso, ele quem foi consolado. por Carolina Santos no Metro “Infelizmente, meus alunos encaram a violência de forma naturalizada, pois convivem ela diariamente. Muitos conhecem alguém que perdeu a vida; amigos, primos ou parentes próximos. Tenho alguns alunos que são órfãos. Dá para perceber a dor que eles sentem, mas, da mesma forma, eles mostram uma serenidade que surpreende quem é de fora.” Gabriel dá aulas em comunidades do Rio há oito anos. Já são dois na Maré, comunidade de onde Marielle era “cria”. ...

Leia mais

A descolonização do pensamento proposta por Daniel Munduruku e Eliane Potiguara: ‘Eu não sou índio’

Com mediação de Suzane Costa Lima, mesa inédita com autores indígenas encerrou a sétima edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira. Por Danutta Rodrigues, do G1 Daniel Munduruku e Eliane Potiguara debatem na última mesa da Flica este ano (Foto: Paolo Paes/ Divulgação) Estereótipos construídos ao longo de 517 anos que massacram e invisibilizam os povos indígenas. A última mesa da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), neste domingo (8), propôs uma reflexão a respeito dos equívocos históricos e culturais perpetuados dentro das escolas, rodas de conversas e todas as esferas políticas e sociais quando o assunto é o povo indígena. Com os escritores Daniel Munduruku e Eliane Potiguara, o público foi convidado a se livrar de amarras do preconceito enraizado e que destrói milhares de culturas indígenas que resistem no Brasil: a proposta de descolonização do pensamento. “Meu avô costumava dizer que o tempo que nós vivemos é o ...

Leia mais

MPF disponibiliza material digital de combate ao racismo e a discriminação contra indígenas

Material didático publicado nesta segunda-feira (15) busca contribuir para a redução do preconceito e da violência contra indígenas em Santarém. Do G1 A versão digital do material didático que traz informações que combatem o preconceito contra povos indígenas foi publicado nesta segunda-feira (15), pelo Ministério Público Federal (MPF), com o objetivo de reduzir o número de ocorrências de racismo e discriminação, que segundo denúncias registradas pelo órgão, têm sido frequentes em ambientes escolares ou em meio a disputas de terras em Santarém. A produção do material começou a partir de um acordo assinado em outubro do ano passado em Santarém, por representantes do MPF, União, Estado e município, motivado por um processo judicial aberto em 2014, após uma ação do MPF que pediu à Justiça que obrigasse a União, o estado do Pará e o município a promoverem com urgência medidas educativas para combater o racismo contra indígenas em Santarém. ...

Leia mais

Watu Morreu: A transformação da vida às margens do rio Doce após a tragédia de Mariana

Para os índios Krenak, a lama proveniente da mina da Samarco trouxe o fim da pesca e da caça e o ocaso de um estilo de vida. Por Luísa Torre e Patrik Camporez Do Huffpost Brasil "Não fale a palavra Samarco. É amaldiçoada, assim como o rio está amaldiçoado." O recado veio de um agente da Funai, pouco antes de a reportagem pisar nas aldeias indígenas Krenak, localizadas às margens do rio Doce, no município de Resplendor, em Minas Gerais. Um ano e meio após um mar de lama e rejeitos de minério vazar das barragens de Fundão, em Mariana, a vida às margens do rio Doce se transformou completamente. Se antes caçar, pescar, beber água do rio e irrigar as plantações era parte do dia a dia, as 126 famílias indígenas que viviam da agricultura nas sete aldeias Krenak agora se acostumam a buscar as compras nos supermercados da cidade ...

Leia mais

Entre sua comunidade e o ativismo internacional, Davi Kopenawa, xamã e militante, é uma das mais importantes lideranças indígenas do país

São 9 horas da manhã e São Paulo já vive seu caos voraz. A terra remexe com a passagem dos trens do metrô, multidões de pernas e braços se atropelam, olhos vibram cheios de cores e velocidade. Nos cruzamentos, nas filas de carros, em semáforos acéfalos e na eletricidade líquida a cidade desabrocha em seu ímpeto de movimento. Por Paulo Henrique Pompermaier Do Revista Cult Entre imensos prédios, por trás de uma dessas portas fugazes, no Hotel Atlântica, na Bela Vista, encontra-se Davi Kopenawa, liderança indígena yanomami. Sua presença é ambígua naquele lugar, resiste ao fluxo da cidade com o porte profundo da floresta. No primeiro cumprimento, sentem-se suas mãos robustas, ásperas e atentas. Mataram sozinhas uma anta, ainda na adolescência. Uma caça muito valorizada por seu povo. Quando ele pronuncia algumas palavras, percebe-se uma voz atravessada por gerações. São palavras que vieram de Omama, demiurgo da cosmogonia yanomami. De um ...

Leia mais

Alicia Keys e o movimento pelos direitos dos povos indígenas do Canadá recebem o prêmio máximo da Anistia Internacional

A celebrada cantora e ativista internacional Alicia Keys e o inspirador movimento dos Povos Indígenas que luta por direitos no Canadá receberam o prêmio Embaixador da Consciência 2017 da Anistia Internacional, anunciou hoje a organização. O prêmio será entregue oficialmente durante uma cerimônia em Montreal, Canadá, no próximo 27 de maio. Do Anistia Para recebê-lo, seis pessoas estarão presentes representando a força e a diversidade do movimento dos direitos dos povos indígenas do Canadá que lutou para acabar com a discriminação, garantir a segurança e o bem estar de famílias e comunidades. Serão elas: Cindy Blackstock, Delilah Saunders, Melanie Morrison, senador Murray Sinclair, Melissa Mollen Dupuis e Widia Larivière. “O prêmio Embaixador da Consciência é a honra máxima concedida pela Anistia Internacional de reconhecimento aos que tiveram liderança e coragem excepcionais na defesa dos direitos humanos,” explica Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional. “Tanto Alicia Keys quanto o movimento pelos direitos ...

Leia mais

A morte do pajé Tëpi Matis e a força desencorporada da cobra

Tëpi Pajé é o nome de um forte xamã do povo Matis. Na língua matis, Tëpi era chamado de xó’xókit, palavra que nomeia aquele que cozinha o xó, aquele que carrega, porta, possui ou trabalha com muito xó. O Xó é a substância xamânica e de poder para os matis. Tëpi era o único em seu povo a ser chamado xó’xókit, um curador poderoso a quem muitos índios de outras etnias também recorriam para se tratar. Nesta terça-feira, 7 de março, o xó’xókit matis morreu e passou a ser tsussin (uma força desencorporada). Por BARBARA ARISI, do Amazônia Real Tëpi estava pescando com sua família quando a cobra o picou, próximo a sua aldeia Bokwat Paraíso, no rio Branco, coração da Terra Indígena Vale do Javari, segunda maior do país, com 8,5 milhões de hectares, no estado do Amazonas. Tëpi Pajé chegou ainda com vida na aldeia Bokwat Paraíso, mas não havia ...

Leia mais

A Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos Povos Indígenas

Artigo 1º Os indígenas têm direito, como povos ou como pessoas, ao desfrute pleno de todos os direitos humanos e de todas as liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, pela Declaração Universal de Direitos Humanos e pelo Direito Internacional relativo aos Direitos Humanos Do Portal Educação Salvador  Artigo 2º Os povos e as pessoas indígenas são livres e iguais a todos os demais povos e pessoas e têm direito a não ser objeto de nenhuma discriminação — fundada, em particular, em sua origem ou identidade indígena — no exercício de seus direitos. Artigo 3º Os povos indígenas têm direito à livre determinação. Em virtude desse direito, determinam livremente a sua condição política e perseguem livremente seus desenvolvimentos econômico, social e cultural. Artigo 4º Os povos indígenas, no exercício do seu direito à livre determinação, têm direito à autonomia ou ao autogoverno nas questões relacionadas com seus assuntos internos ...

Leia mais

Sons indígenas além da aldeia

Índios de várias etnias mesclam seus ritos com gêneros, como heavy metal, reggae e congo, em defesa de suas histórias Por Lucas Simões, Fonte: Racismo Ambiental O cronista português Pêro de Magalhães Gândavo (1540-1580) foi um dos muitos servos da colonização europeia a enraizar uma visão demoníaca e preconceituosa sobre indígenas, deixando anotado o seguinte: “A língua desse gentio toda pela costa é uma: carece de três letras – não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei”. Os idiomas são apenas um recorte da vasta cultura indígena minada até hoje – agora, sob a desonestidade de fazendeiros do agronegócio e dos interesses latifundiários entranhados no Congresso Nacional. Em um país que assistiu passivamente às línguas indígenas serem reduzidas de 1.500 para apenas 181, das quais 115 são faladas por menos de mil pessoas, segundo dados da ...

Leia mais

Adeus, capitão Krohokrenhum

Morto aos 90 anos, Krohokrenhum, líder do povo gavião Parkatejê, era incentivador da cultura e das práticas tradicionais de sua comunidade Por Felipe Milanez Do Racismo Ambiental No dia 18 de outubro, enquanto o movimento indígena lutava em Brasília contra um golpe militar-evangélico na Funai e resistia ao desmanche do sistema de saúde, faleceu, no Pará, o grande líder do povo gavião Parkatejê, Krohokrenhum. Ele representava, como são os grandes chefes indígenas, tal como Ailton Krenak me explicou uma vez aqui nessa coluna, sujeitos coletivos: “Digo coletivos porque eles não viveram para eles sozinhos, mas para suas famílias, seus povos.” Perder Krohokrenhum em um momento tão difícil como agora é uma verdadeira bomba para os gavião, mas para todos os povos indígenas. Para refletir sobre a dimensão profunda dessa passagem, convidei a antropóloga Iara Ferraz, uma brava guerreira que visitou pela primeira vez o povo Gavião em janeiro de 1975, enquanto ...

Leia mais

Jovem da etnia poianaua é o primeiro indígena formado em antropologia pela UnB

O antropólogo Jósimo da Costa Constant, 27 anos, percebeu logo cedo a importância da educação para a manutenção da cultura do seu povo. Indígena da etnia poianaua, nasceu em uma aldeia do município Mâncio Lima (AC), na fronteira com o Peru. Criado com os costumes indígenas, precisou se mudar com a família para a cidade – o pai, que era professor na escola local, teve a oportunidade de cursar o ensino superior na Universidade Federal do Acre (Ufac). Do  Planeta Universitário  Como a aldeia só oferecia educação até o quinto ano do ensino fundamental, para Jósimo foi a chance de seguir com os estudos. “Senti muita dificuldade em sair de lá para estudar na cidade, me adaptar a um modo de vida diferente, passar por cima do preconceito”, lembra. Depois de concluir o ensino médio, retornou à aldeia com a família. Jósimo passou o ano seguinte lecionando na escola onde ...

Leia mais

Índio xavante volta à tribo após se formar em faculdade de Sorocaba

Tewaté deixou comunidade Namunkurá, no MT, para estudar geografia. Formado recentemente pela UFSCar, ele diz que diploma ajudará a aldeia. Por Amanda Campos Do G1 Entre os xavantes da comunidade Namunkurá, no Mato Grosso (MT), a palavra Tewaté significa "dono do trovão". Quem explica é um dos próprios índios da aldeia, Gedeão, de 35 anos, cujo segundo nome, homônimo, foi um "presente" da mãe, Jacinta Penhouro, 78, para que o filho tivesse força para vencer batalhas na vida. E a crença parece ter dado certo. Em busca de melhorar a vida na comunidade, o índio deixou a tribo em 2011 para cursar geografia na Universidade Federal de São Carlos, UfsCar, em Sorocaba (SP). Cinco anos depois, ele voltou ao local onde nasceu diplomado - e cheio de boas ideias. "Nossa sociedade vem sofrendo uma grande exposição por causa do sistema capitalista, que invade aldeias e agride o meio ambiente. Temos de nos preparar ...

Leia mais

Os índios, nossos mortos

Os índios, nossos mortos. O Brasil, país racista e preconceituoso, sempre demonstrou profundo desprezo pelos povos indígenas Por LUIZ RUFFATO, do El Pais O recente episódio envolvendo a indicação, e posterior desistência, para o comando da Fundação Nacional do Índio (Funai) de um general identificado com a ditadura militar é bastante emblemático do tratamento que o Estado dispensa à população nativa brasileira. A escolha do nome do general Sergio Roberto Peternelli para o cargo deveu-se ao Partido Social Cristão (PSC), ligado à Assembleia de Deus, e que tem entre seus líderes o pré-candidato à Presidência da República, deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), de claras tendências fascistas. O PSC defende a Proposta de Emenda Constitucional 215 que transfere do Executivo para o Congresso a competência exclusiva para aprovar a demarcação de terras indígenas e o direito de retificar aquelas já homologadas. O que significaria, na prática, o fim das reservas. Continue lendo ...

Leia mais

O território indígena 2: entrevista com Gersem Baniwa

A semana foi de muita tristeza para os povos originários. Mais um irmão caiu sob a violência do latifúndio. Desta vez foi um Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. O genocídio interminável, iniciado em 1492, quando as caravelas espanholas chegaram em Dominica. Por Elaine Ravares Do Racismo Ambiental Em respeito a todas as comunidades que seguem na luta pela recuperação de suas terras, nós seguimos com nossa série sobre o sentido do território para os povos indígenas, porque entendemos que ao compreender a filosofia que comanda o modo de vida dos povos originários, os não-índios poderão também compreender a luta pela demarcação das terras. Nesse vídeo a entrevista é com Gersem Baniwa, do povo Baniwa, professor da Universidade Federal do Amazonas. O trabalho é fruto dos Projetos “Povos Originários de Nuestra América” e “Indígena Digital”, ambos do IELA.

Leia mais
Página 1 de 3 1 2 3

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist