segunda-feira, janeiro 25, 2021

Tag: quilombos

Gilmar Bittencourt Santos Silva - Arquivo Pessoal

Quilombos podem ajudar a mudar o racismo estrutural?

No final deste ano após tantas perdas, inclusive entre as populações negras no Brasil (por Racismo, Bala ou Covid -19), a Câmara dos Deputados numa articulação, raspada a facão (Emicida), das esquerdas com o movimento negro, colocou em votação e fez aprovar naquela casa o projeto de decreto legislativo 817/2015 a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância pretende ser instrumento de combate ao racismo estrutural. Ante as falas contra o texto e por conta do meu engajamento e pesquisa, logo imaginei que o texto poderia trazer algo que pudesse mudar as condições de vida no campo, em particular ao falar sobre reparações. Não é o caso. Bastam dois cliques no site da Câmara Federal. O citado projeto aprovado na casa baixa e seguindo ao Senado Federal nada trata de temas mais tensos, quero vê-lo aprovado, mas ele em nada agrega as disputas para a melhorar ...

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Divulgação

Curso: Espaços culturais – lugares de livre associação

A Comunidade Cultural Quilombaque, movimento político étnico cultural regido pelos tambores, localizado no bairro de Perus-SP, está ameaçado de perder o seu espaço físico para a especulação imobiliária. Foram intimados a entregar o espaço, caso não ocorra a compra do terreno, porém o valor e o prazo estimado para a aquisição são incompatíveis com o orçamento da comunidade. Ao longo desses quinze anos de resistência no bairro, várias conquistas foram alcançadas, porém sabemos que ainda há muitos desafios a serem consolidados e um deles é a permanência nesse espaço (anteriormente um lugar de abandono e altamente degradado), construído coletivamente com grande valor afetivo e transformado em um ponto de referência cultural para o bairro e para a cidade de São Paulo. Por essa razão eles lançaram a campanha #FICAQUILOMBAQUE (link para contribuição: http://vaka.me/1341779) para arrecadação de dinheiro para a permanência de sua sede. Sendo assim, o coletivo Margens Clínicas oferece ...

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Olinda de Souza Oliveira durante a coleta de água em um dos manaciais do Quilombo Rio dos Macacos (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)

(Re)exisência dos griôs nos quilombos em meio à pandemia

A cada dia é noticiado que milhares de vidas foram ceifadas pela Covid-19 e outras milhares foram internadas em estado grave. O vírus começou pelas grandes metrópoles, e seus principais alvos são os idosos e portadores de doenças crônicas —grupos que tendem a ser mais suscetíveis aos sintomas graves da Covid-19 e, consequentemente, ao óbito. Nós, enquanto juventude quilombola, temos nos preocupado e tido todo o cuidado com nossos(as) mais velhos(as), eles que são nossas bases e carregam nossa ancestralidade. Quando perdemos nossos mais velhos de causas naturais, é uma dilaceração para nossas comunidades, é um pedacinho nosso indo embora de forma física, é um corpo histórico, um livro vivo que se vai. Com uma pandemia na qual eles se encontram mais vulneráveis ainda, não podemos ter mais nossas conversas e aprendizados, uma prática comum para nós —nos reunirmos com os nossos mais velhos com frequência—, e agora nos encontramos em uma ...

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Membros das comunidades quilombolas durante reunião em Alcântara (MA) Imagem: Arquivo Pessoal

Noite sobre Alcântara: Os quilombolas e a lógica do racismo institucional

Em 1978, o prestigiado romancista maranhense Josué Montello publicou seu famoso livro "Noite sobre Alcântara", em que narra a derrocada econômica da cidade. Embora sem ser o objetivo principal do livro, Montello acaba por narrar a "fuga dos brancos", que, ao fugirem, abandonaram os negros escravizados à própria sorte*. Esse episódio ajudou Alcântara a se transformar no município com a maior quantidade de comunidades quilombolas do Brasil. Dois anos depois da publicação, uma outra noite longa se iniciava sobre Alcântara: a publicação do decreto desapropriatório nº 7.820 de 1980, que declarou como sendo interesse público 52 mil hectares de terra aos militares, sob a justificativa de que o município configurava vazio demográfico. Não satisfeitos, os militares usaram de lobby e influência política para ampliar em mais 10 mil hectares, por meio de outro decreto sem número na década de 1990, feito pelo então presidente Fernando Collor de Melo. A atitude ...

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Produtos da Cooperquivale fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola| Ivy Wiens-ISA

Quilombolas e caiçaras distribuem 15 toneladas de alimentos para comunidades vulneráveis

A Cooperativa dos Agricultores Quilombolas do Vale do Ribeira (Cooperquivale) organizou a produção e entrega emergencial de cestas de produtos da pesca caiçara e da roça dos quilombos para ajudar a suprir, durante a pandemia da Covid-19, as necessidades básicas de 716 famílias da região e da capital paulista. Foram beneficiadas 18 aldeias Guarani, dois quilombos, moradores dos municípios de Eldorado e Iporanga (SP) atendidos por organizações como a Ação Social e a Associação Mulheres Unidas por uma Vida Melhor (Amuvim), e moradores da zona sul da capital paulista atendidos pela ONG Bloco do Beco e coletivos parceiros. São, ao todo, 26 tipos de alimentos orgânicos que fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola, registrado como patrimônio imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O volume total é de 15 toneladas. Segurança alimentar no Vale do Ribeira A limitação de renda e acesso à alimentação ...

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Prefeitura discute geomapeamento dos terreiros e criação do Projeto Quilombos Urbanos de Alagoinhas

Na manhã desta quarta-feira (28) foi realizada primeira reunião entre representantes das religiões de matrizes africanas, representantes da Associação da União de Terreiros Religiosa de Matriz Africana (Auterma), diretoria de reparação da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), procuradores do município e defensoria pública, para discutir a respeito do Projeto Quilombos Urbanos de Alagoinhas, que pretende dar legalidade jurídica às instituições religiosas. Por Davi Ribeiro, do Se Liga Alagoinhas  Reprodução/  Se Liga Alagoinhas  A iniciativa da Prefeitura de Alagoinhas vai além da legalidade jurídica que garante isenções fiscais para os terreiros da cidade, é um projeto de valorização histórico-cultural que pretende georeferenciar os terreiros no perímetro urbano e rural, conhecer a população ligada às religiões de matrizes africanas em seu quantitativo e principalmente realizar pesquisas voltadas para o histórico de cada terreiro e do seu povo, as condições de documentação jurídica e fundiária, infraestrutura, entre outros aspectos socioculturais e demográficos. O ...

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Encontro no Sesc Sorocaba debate questões fundiárias e culturais dos quilombos

O Sesc Sorocaba realiza o debate “Quilombo: Cultura, Território e Resistência”, no dia 22, quarta, às 19h, na Área da Convivência, de graça e livre para todos os públicos. Parte do projeto “Iorubrá – Quilombo: Cultura, Território e Resistência”, realizado em comemoração ao Dia da Consciência Negra, a mesa pretende discutir e apresentar as questões fundiária, histórica e cultural das Comunidades Quilombolas do Estado de São Paulo. Do O Democrata Participam da conversa Benedito Alves (Ditão) do Quilombo Ivaporunduva (Eldorado/SP), Valdir Leite do Quilombo do Carmo (São Roque/SP), Carlos Henrique Gomes, Chefe de Gabinete da Fundação Itesp e Paula Elaine Covo, antropóloga. Desde 1998, 33 comunidades foram reconhecidas pelo Governo do Estado como remanescentes de quilombos, sendo que apenas seis delas foram tituladas em terras públicas. Iorubrá Em novembro, o Sesc Sorocaba apresenta o projeto “Iorubrá – Quilombo: Cultura, Território e Resistência”. O objetivo é contextualizar a diversidade como identidade, ...

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Revelações da genética sobre quilombos brasileiros

Em SP, análise de cromossomos mostra forte papel de homens mestiços, na instalação dos redutos de resistência ao escravismo. Entre as mulheres, há presença minoritária de índias Por Peter Moon No Outras Palavras A maior concentração de remanescentes de quilombos no Estado de São Paulo fica no Vale do Ribeira. São dezenas de comunidades que, estima-se, foram criadas na primeira metade do século 19. Antigos quilombos são hoje bairros das cidades de Eldorado e Iporanga, cerca de 220 quilômetros a sudoeste da capital paulista. Nessas comunidades, teve início em 2000 uma das mais aprofundadas pesquisas de genética de populações em desenvolvimento no Brasil. “As comunidades que estudamos são verdadeiras relíquias do processo de miscigenação da população brasileira. Conseguimos resgatar a história genética de quatro a cinco gerações de membros daqueles remanescentes de quilombos”, disse a geneticista Lilian Kimura. O trabalho resultou na publicação de artigos científicos, dos quais o mais recente ...

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Navegando pelo legado do povo negro na história de Chapadinha, Maranhão, Brasil

Como negro nascido e crescido em Chapadinha – MA, venho experienciando conhecimento por histórias, pela tradição oral, acadêmica e virtual de outrxs negrxs. Na minha busca por nossas histórias (afrochapadinhenses), tento filtrar o que existe dentro das referências bibliográficas da História da minha cidade e me deparo com uma História de pretxs que por décadas vem sendo esquecida ou que simplesmente é citada aqui e acolá de forma muito rasa, sem muita importância. Durante toda minha vida escolar (do jardim ao Ensino Médio) em Chapadinha – MA, aprendi uma História superficial do município, como um conto que não possui muitos fatos e tudo é muito romantizado; isso me fez mergulhar num rio profundo de dúvidas e porquês. Por Lucca Adetokunbo Do Enviado para o Portal Geledés Conhecer a história e cultura da sua terra e dos seus ancestrais é primordial para a construção identitária de um sujeito. Uma criança negra que está ...

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A economia dos quilombos

Trocas de excedentes agrícolas com o entorno ainda sobrevivem nas comunidades rurais negras da atualidade Por Marcio Ferrari Perfis Do Revista Pesquisa Há no Brasil hoje, segundo levantamento do pesquisador Flávio dos Santos Gomes, quase 5 mil comunidades negras rurais remanescentes de antigos quilombos de escravos fugidos. Ao tentar estudar o fio de continuidade entre a atualidade e o passado escravista, Gomes encontrou um hiato desde a abolição da escravidão (1888) até pouco menos de 100 anos depois, quando as comunidades quilombolas vieram a ganhar visibilidade com a oficialização do termo “remanescente de quilombos” na Constituição de 1988. Historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pesquisador estuda a escravidão desde o início dos anos 1990. As fontes habituais sobre o assunto, como processos-crimes, registros policiais e relatos de jornais, “falavam dos quilombos e das tentativas de destruí-los e capturar seus habitantes”, de acordo com o ...

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Movimento Negro denuncia racismo da justiça catarinense contra mãe quilombola

Ação do Ministério Público de Santa Catarina fez com que Maria das Graças perdesse a guarda de duas filhas, ambas com menos de 6 anos Reportagem: Luara Loth, Priscila dos Anjos e Nícolas David (Colaboração do Coletivo Estopim) Fotos: Priscila dos Anjos No Medium “Eu sou Natalina Felipe, moro na Comunidade Quilombola Toca Santa Cruz”. Com nove autoafirmações como esta foi iniciada a coletiva de imprensa organizada pelo Movimento Negro Unificado (MNU) para denunciar aos grupos de mídia independentes de Florianópolis, o racismo do Poder Judiciário e do Ministério Público de Santa Catarina contra Maria das Graças de Jesus, mãe e quilombola, mas que, agora, vive há quase um ano com saudades das duas filhas caçulas. O evento foi realizado na sede do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Gracinha, como é chamada por todos que acompanharam sua trajetória, é analfabeta e conta com a ajuda do MNU para se ...

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Foto: Jéssica Alves/G1

Aluna da Escola Estadual Esther Virgolino tem projeto aprovado em Harvard

Com interesse na pesquisa voltada para projetos e a iniciação científica, a aluna amapaense Bárbara da Costa Amoras, do 2º ano da Escola Estadual Professora Esther da Silva Virgolino, foi destaque na seleção do Programa Brasilitas, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Por Ariane Lopes Do Agencia Amapa Foto: Jéssica Alves/G1 A estudante de 15 anos foi a única representante selecionada do norte do país, tendo concorrido com mais de 50 mil inscritos em todo Brasil. Ela recebeu a confirmação de sua seleção pela internet no último domingo, dia 4 de outubro. Bárbara afirma que o principal critério de avaliação do aluno é que sua iniciativa tenha foco no coletivo. "Comecei fazendo uma pesquisa sobre meio ambiente e desenvolvi um projeto para áreas de ressaca sobre a prevenção do fogo. Com o projeto e outas pesquisas ligadas também à matemática, tive a oportunidade de participar de ...

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Denúncia Túnel Mata Fria-Mairiporã

DENÚNCIA Os descendentes de negros forros e de quilombolas residentes na região da Mata Fria (Hortolândia), os integrantes do Movimento “Orgulho Negro Mairiporã” e os moradores de Mairiporã, simpatizantes da causa negra, vêm através desta denúncia repudiar e solicitar revogação do projeto de lei federal número 1860, de 10 de junho de 2015, de autoria do Deputado Major Olímpio, que tramita na Câmara dos Deputados que “Altera a denominação do túnel “Mata Fria”, que faz a divisa dos municípios de Mairiporã e São Paulo, na Rodovia Fernão Dias (BR 381), para Túnel Salatiel Pereira do Valle”. por Lourdes Toledo dos Santos das Neves via Guest Post para o Portal Geledés Objetivamos com essa denúncia proteger o valor histórico, cultural, simbólico e afetivo do túnel “Mata Fria”. Conforme consta na literatura local, como no livro escrito pela Sra. Iris Fagundes - “Mairiporã Aldeia Pitoresca” e no livro do Memorialista Sr. Pedro Thomas Pereira - “Rosário ...

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iStockphoto

Paraná tem a primeira doutora quilombola do Brasil

O Departamento da Diversidade, da Secretaria de Estado da Educação do Paraná conta com a primeira doutora quilombola do Brasil. A professora da rede estadual de ensino Edimara Soares terminou o doutorado em 2012 na Universidade Federal do Paraná (UFPR), ao defender a tese “Educação Escolar Quilombola: quando a diferença é indiferente”. Por Agência de Notícias do Paraná Do Inaja News iStockphoto O conhecimento que ela ganhou durante a pesquisa é disseminado e debatido em cursos sobre educação escolar quilombola. O Departamento da Diversidade existe desde 2008 na Secretaria da Educação, e Edimara Soares trabalha na coordenação da educação das relações das diversidades etnicorraciais e quilombola. O Paraná tem duas escolas estaduais que funcionam dentro de comunidades quilombolas, o Colégio Estadual Quilombola Diogo Ramos, na comunidade João Surá, em Adrianópolis, e a Escola Estadual Quilombola Maria Joana Ferreira, na comunidade Adelaide Maria da Trindade Batista, em Palmas. ...

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Direito quilombola de volta na pauta do Supremo Tribunal Federal

Está marcada para o próximo dia 19 de março de 2015 a retomada do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3239, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação foi ajuizada em 2004 pelo antigo PFL (hoje DEM) e discute a constitucionalidade do Decreto Federal 4887/2003. Do  Quilombos da Paraíba O Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, expedido pelo Presidente da República, regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos, de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988. Trata-se, portanto, de documento legal que produz efeitos no país há mais de 10 anos. Importante ressaltar que o referido Decreto não apenas define o processo de regularização fundiária, como também defende a criação de um plano de desenvolvimento sustentável para as comunidades dos quilombos. A partir ...

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Selo certifica produtos de procedência quilombola

Agricultores familiares, integrantes de associações, cooperativas ou empresas que atuem nas comunidades reconhecidas como quilombolas podem requerer o Selo Quilombos do Brasil. O Selo é um certificado de origem que atribui identidade cultural aos produtos de procedência quilombola. no Porto Gente Os produtores podem solicitar o Selo junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. A aprovação pode demorar até 60 dias. O Selo Quilombos do Brasil é valido por cinco anos e pode ser usado na identificação de verduras, legumes polpas de frutas e laticínios, geleias, doces e artesanatos. O ministério também disponibilizou na internet o manual do Selo Quilombos do Brasil. O documento explica os benefícios do uso do Selo, informações para o seu requerimento, de uso da marca e sua aplicação. Para receber a certificação, deve ser comprovado que o produto agrega saberes étnico-culturais, além da utilização de matéria-prima local e práticas de produção socioeconômicas ambientalmente sustentáveis.

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A carta da Pastoral da Terra para a presidente Dilma

A carta da Pastoral da Terra para a presidente Dilma

CARTA ABERTA Para a Sra. Presidenta da República Dilma Rousseff Excelentíssima Senhora, A Comissão Pastoral da Terra, CPT, reunida em Conselho Nacional, em Luziânia-GO, entre 27 e 29 de outubro de 2014, dirige-se respeitosamente a V. Excia. para, em primeiro lugar, parabenizá-la pela reeleição e desejar-lhe um novo mandato profícuo e benéfico para toda a nação brasileira, de modo especial para os menos favorecidos, já que foram estes a maioria dos que a reelegeram. Por isso merecem uma atenção toda especial de sua parte. Atendendo à sua abertura e solicitação para o diálogo, expresso em seu primeiro pronunciamento após a vitória nas eleições, queremos apresentar-lhe situações e questões nacionais que passaram ao largo de toda a campanha eleitoral e que, agora, forçosamente, se tornam em alertas e reivindicações. São situações, questões e reivindicações dos povos dos campos, das águas e das florestas com quem a CPT atua e apoia. A ...

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Jean-Pierre Leroy: É nos territórios tradicionais que podem ser encontradas as pistas para o futuro sustentável

O filósofo francês Jean-Pierre Leroy foi o grande destaque da noite de abertura do 2º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente, que está acontecendo na capital mineira, Belo Horizonte.  No contexto atual, no qual vivemos a expansão cada vez mais intensa da agricultura industrial e dos latifúndios monocultores no país, Leroy defende a resistência aos processos de desterritorialização e desapropriação dos territórios tradicionais, que, em nossa sociedade, são respaldadas pelos interesses governamentais e pela política do crescimento econômico. Segundo ele, nesse sentido, os saberes e competências associados ao local passam a ser desqualificados. O filósofo alerta, no entanto, que são nestes territórios que podem ser encontradas pistas para um futuro sustentável. Na conferência, intitulada Direitos, justiça ambiental e políticas públicas, o pesquisador –  que é membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA) e assessor da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) -, destacou que este simpósio ...

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Muito além da cultura, mas sobre a questão da terra

THEREZA DANTAS Uma luta de quase 10 anos está acontecendo no Quilombo da Fazenda tendo o tema meio ambiente e cultura como cenário e como atores o Poder Público estadual e a comunidade quilombola Os quilombos foram "inventados" no continente americano em função da Diáspora Africana. Fenômeno histórico da imigração forçada de africanos para fins escravagistas mercantis que ocorreram durante o período da colonização nas Américas, inicialmente eram locais de refúgio de africanos, mas depois juntaram-se indígenas e brancos perseguidos pela Justiça. Conhecidos por outros nomes como Palenques na Colômbia e em Cuba ou Cumbes na Venezuela, os Quilombos em 1740, eram todo o "agrupamento de negros fugidos que passe de cinco, ainda que não tenham ranchos levantados em parte despovoada nem se achem pilões neles". Hoje os descendentes de escravos que vivem em comunidades rurais passam por um processo de reconhecimento legal por parte de governos e organizações internacionais, ...

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Encontro discute a força da mulher negra quilombola, em Moju, no Pará

VII Encontro da Mulher Negra Quilombola será dias 12, 13 e 14/09. A ideia é mostrar a força da mulher como liderança na luta por território Nos dias 12, 12 e 14 de setembro será realizado o VII Encontro da Mulher Negra Quilombola na comunidade de São Bernardino, município de Moju, nordeste do Pará. Com o tema “Pelos braços da mulher negra: A força de um Quilombo”, a ideia do evento, organizado por elas mesmas, é mostrar a força da mulher quilombola como liderança nas lutas pela titulação dos territórios quilombolas. Nos últimos seis encontros de mulheres negras quilombolas organizados, mudanças sensíveis e significativas já foram percebidas, principalmente a valorização da mulher como liderança, o respeito conquistado nas relações familiares e os espaços institucionais ocupados. Mas, segundo a organização do encontro, ainda há muito por que lutar: o machismo ainda faz vítimas e o racismo ainda segrega. Durante os três ...

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