Tag: segregação racial

    Mulher com máscara de proteção sentada em ponto de ônibus em Niterói, com o Pão de Açúcar no fundo.RICARDO MORAES / REUTERS

    A Niterói de Iris e Alessandro desenha o mapa da segregação racial brasileira

    A nutricionista Iris Motta, 46, e o jornalista Alessandro Conceição, 37, moram em Niterói, município a 15 quilômetros da capital Rio de Janeiro que ostenta alguns dos melhores indicadores sociais e econômicos de todo o Brasil. Porém, ambos vivem realidades bem diferentes. É fim de tarde e, assim como algumas dezenas de pessoas, Iris se exercita no calçadão da praia de São Francisco, bairro de classe média-alta da cidade. As ruas estão impecavelmente limpas e uma viatura de polícia faz a segurança do local. “Morar aqui é ótimo, me sinto muito segura”, afirma Iris, que é branca e vive no Canal, bairro de classe média. Alguns desses serviços de qualidade até chegam no Complexo de favelas do Viradouro. Mas o cotidiano de Alessandro, que é negro, é cheio de armadilhas. “Em toda minha existência ocupar certos lugares significa sempre gerar muita desconfiança. Eu sei que os olhares vigilantes de policiais ...

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    Foto: Russell Lee/Domínio Público

    Considerações sobre a segregação racial nos Estados Unidos (EUA)

    Contemporaneamente a segregação racial ainda pode ser definida como uma espécie de política do Estado que visa separar os indivíduos ou grupos de indivíduos de uma mesma sociedade com base em critérios étnicos ou raciais. Tal medida foi executada particularmente ao final do século XIX e encontrou ênfase no século XX, em países como a Alemanha nazista, que empreendera uma política antissemitista, na África do Sul, com a instituição do apartheid e igualmente nos EUA. Nesse último país, a questão racial reporta ao processo de formação dos EUA, principalmente em razão de diferenças básicas entre o Sul e o Norte. Os EUA inicialmente foram colonizados pelos ingleses, que originaram as famosas Treze Colônias no leste do país. No entanto, as colônias do Sul obtiveram desenvolvimento diferente das colônias do Norte. Pois, enquanto que no Norte firmou-se o modelo de pequena propriedade privada, do trabalho livre e assalariado, propiciando o desenvolvimento ...

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    ‘Encarceramento em massa é a continuidade da segregação racial’

    Debate aponta desigualdades a partir do sistema prisional brasileiro, com destaque para São Paulo, estado que proporcionalmente mais prende negros Por Gabriel Valery Do Rede Brasil Atual São Paulo – A população negra do estado de São Paulo representa cerca de 30% dos habitantes. Já no sistema prisional, os negros são 54%. A média nacional é de 292 encarcerados a cada grupo de 100 mil negros mas em São Paulo chega a 514 por 100 mil. São Paulo, portanto, é o estado que proporcionalmente mais prende negros no país. Os dados estão no Mapa do Encarceramento de 2016, e foram apresentados pela pesquisadora e integrante do projeto Giane Silvestre, do Núcleo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Ela participou do seminário Prisão e Direitos Humanos: Histórias de Longa Caminhada, realizado na sexta-feira (26), organizado pelo Núcleo de Direitos Humanos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São ...

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    5 mapas e 4 gráficos que ilustram segregação racial no Rio de Janeiro

    Um estudante de Geografia da USP tem chamado a atenção de internautas, jornalistas estrangeiros e professores de universidades brasileiras pelos mapas que criou mostrando a distribuição racial da população de capitais brasileiras - e que, no caso do Rio de Janeiro, por exemplo, ilustram o quadro de segregação social da cidade. Por Camilla Costa Do BBC Os pontos coloridos no mapa acima representam a quantidade de brancos (pontos azuis), negros (pontos vermelhos) e pardos (pontos verdes) que habitam todo o Rio de Janeiro, segundo dados do Censo de 2010, realizado pelo IBGE. O trabalho detalhado foi feito pelo estudante de geografia Hugo Nicolau Barbosa de Gusmão, de 29 anos, morador da zona Leste de São Paulo. Mas a ideia não surgiu durante pesquisas sobre o Brasil, e, sim, sobre os Estados Unidos, para um trabalho da USP. "Meu grupo estava fazendo um trabalho sobre guetos e desigualdade racial e eu fiquei ...

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    Livro investiga trajetória de mulheres flagradas em foto símbolo da segregação racial nos EUA

    Em "Elizabeth and Hazel - Two Women of Little Rock" (Elizabeth e Hazel - Duas Mulheres de Little Rock, inédito em português), David Margolick conta como imagem mudou para sempre a vida das duas ex-estudantes, que chegaram a ser amigas, mas se afastaram novamente. "Sei que a despeito de tudo, elas ainda se gostam e sentem falta uma da outra", diz Por Amauri Arrais, na Revista Marie Claire Os nomes de Elizabeth Eckford e Hazel Bryan não são reconhecíveis para a maioria, mas uma imagem das duas no dia 4 de setembro de 1957 certamente é: a primeira, uma estudante negra, óculos escuros, caminha estoicamente em meio aos colegas brancos, enquanto a segunda, logo atrás, parece gritar impropérios racistas. A imagem histórica, capturada pelo fotógrafo Will Counts, do Arkansas Democrat, foi feita quando nove estudantes negros - entre eles a tímida Elizabeth, de 15 anos -iriam ao primeiro dia de aula ...

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    Livro investiga trajetória de mulheres flagradas em foto símbolo da segregação racial nos EUA

    Em "Elizabeth and Hazel - Two Women of Little Rock" (Elizabeth e Hazel - Duas Mulheres de Little Rock, inédito em português), David Margolick conta como imagem mudou para sempre a vida das duas ex-estudantes, que chegaram a ser amigas, mas se afastaram novamente. "Sei que a despeito de tudo, elas ainda se gostam e sentem falta uma da outra", diz no Marie Claire por Amauri Arrais   ELIZABETH (À FRENTE) E HAZEL EM FOTO FEITA POR WILL COUNTS EM 4 DE SETEMBRO DE 1957 (FOTO: REPRODUÇÃO / YOUTUBE / YALE PRESS) Os nomes de Elizabeth Eckford e Hazel Bryan não são reconhecíveis para a maioria, mas uma imagem das duas no dia 4 de setembro de 1957 certamente é: a primeira, uma estudante negra, óculos escuros, caminha estoicamente em meio aos colegas brancos, enquanto a segunda, logo atrás, parece gritar impropérios racistas. A imagem histórica, capturada pelo ...

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    Fotos jamais vistas da segregação racial nos Estados Unidos, nos anos 1950

    Gordon Parks era apenas um adolescente quando deixou Fort Scott, sua cidade natal, no Kansas. Mais novo de 15 irmãos, Parks decidiu ganhar a vida sozinho depois da sua morte de sua mãe e acabou se tornando o primeiro fotógrafo negro da revista Life. The Huffington Post  por  Priscilla Frank no BrasilPost Somente dois anos depois de sua primeira pauta para a Life, Parks voltou para casa para um ensaio sobre a segregação racial na educação. Em uma viagem para Fort Scott em outras cidades próximas no Meio Oeste americano, Parks fotografou seus ex-colegas de escola da infância, capturando seus rostos, famílias e casas e registrando detalhes sobre suas ocupações e rendas. O ensaio, por razões que permanecem desconhecidas, nunca foi publicado, e as imagens nunca tinham sido vistas. Foi quando Karen Haas, curadora do Museum de Belas Artes de Boston, deparou com uma imagem de Parks que mudou tudo. ...

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