Tag: Stephanie Ribeiro

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    Stephanie Ribeiro: Afinal o que é apropriação cultural?

    A colunista Stephanie Ribeiro relembra casos emblemáticos de apropriação de símbolos da cultura de negros, indígenas e povos latino-americanos: "Apropriação cultural NÃO É UMA CRÍTICA SOBRE O INDIVÍDUO BRANCO, mas sobre uma estrutura racista nociva que apaga e silencia os demais" Por Stephanie Ribeiro Do Revista Marie Claire Em todo debate que participo falando sobre gênero e raça, as pessoas me perguntam sobre apropriação cultural. Geralmente, a pergunta é: _ "O que você acha de apropriação cultural?" De uma forma como se quisesse minha aprovação para algo. Então, vou logo dizendo: _"Quer usar o turbante? Usa. Nem eu, nem outra pessoa negra vai correr atrás de você com uma arma te impedindo de usá-lo." Respondo isso sempre tentando fazer uma piada, tendo plena convicção de que a maioria das pessoas nem sequer vai usar um turbante na vida, mas precisa ter a sensação de que seu PODER para tal continua garantido. A questão é ...

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    Stephanie Ribeiro: em poema, colunista relembra o abandono do pai

    Em texto lido na última edição do TEDX, no sábado (12/8), em São Paulo, a colunista Stephanie Ribeiro emocionou o público ao relembrar a espera pelo pai, que abandonou a ela e a irmã Giulia quando eram crianças Por STEPHANIE RIBEIRO, da Marie Claire Nos primeiros dias depois que você se foi. Sentei no balanço vermelho que você me deu. E como eu não podia fazer mais nada. Aprendi a te esperar até o dia que você quisesse Voltar a me balançar. E te esperei. Na primeira festa da escola para você Fiz corações de cartolina com seu nome dentro. Ensaiei cantar aquela música do Fábio Jr. E te esperei. Pensei que no meio daquelas várias pessoas Você ia surgir para me ver Que nem acontecia nos filmes da Sessão da Tarde. Então até o último minuto eu cantei olhando a porta E te esperei. No meus aniversários. Eu te esperei. Nas ...

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    Stephanie Ribeiro: Nossa apatia também colocou o nazismo nas ruas

    Colunista de Marie Claire, Stephanie Ribeiro compara os ataques racistas e o apoio nazista que mostrou sua face nos protestos de Charlottesville, nos Estados Unidos, com o racismo e os movimentos anti-imigração no Brasil Ódio em Charlottesville: Manifestante segura cartaz que diz "Pare o Ódio", durante manifestação em Minnesotta, nos Estados Unidos (Foto: Getty Image) Em Charlottesville, no Estado norte-americano de Virginia, se concretizou o que já vinha sendo professado nos Estados Unidos desde a ascensão de Trump nas eleições e a concretização desse fato. Grupos de supremacistas brancos foram às ruas em prol da união da direita, entoando palavras de ordem contra negros, latinos, LGBTQ e judeus. Insatisfeitos e se sentindo de alguma forma vítimas de um contexto socioeconômico que inclusive os favorece mais que os demais estruturalmente, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra os imigrantes, que eles temem que roubem seus empregos, quando na verdade estes, em sua ...

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    Stephanie Ribeiro: Nicholle Kobi ilustra as mulheres negras no auge de sua elegância

    Dez ilustrações da francesa Nicholle Kobi que ajudam a dar visibilidades às mulheres negras que vivem em seu país Por Stephanie Ribeiro Do Revista Marie Claire Você já ouviu falar de Nicholle Kobi? Talvez não, mas provavelmente já deve ter ouvido falar do estilo da mulher parisiense, existe inclusive um livro, guia fashion, que te ensina a ter o estilo de uma, e também existe uma série de filmes, imagens, publicidades que reafirmam o padrão dessa mulher de Paris como alguém, além de muito elegante, sempre branca. Tanto que quando pensamos em Paris, não imaginamos que essa cidade tenha uma comunidade forte de africanos e de seus descendentes que são, nada menos que parisienses negros, e que eles sofrem uma invisibilidade dentro do seu próprio país. Nicholle Kobi: a ilustradora francesa reproduz a elegância das mulheres negras de seu país (Foto: Martin Lagardère) Nicholle Kobi é uma ilustradora negra e francesa, descendente de ...

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    Stephanie Ribeiro: As histórias tristes habitam peles negras

    A arquiteta e escritora Stephanie Ribeiro estreia como colunista de Marie Claire com uma comovente reflexão sobre a participação da professora Diva Guimarães na Flip deste ano e suas próprias experiências com o racismo Por STEPHANIE RIBEIRO, da Marie Claire Diva Guimarães se emociona durante entrevista na Flip (Foto: Walter Craveiro) A Flip (Festa Literária de Paraty) deste ano homenageou Lima Barreto e contou com inúmeros destaques do meio literário e com a maior presença de negros e mulheres desde sua fundação. Foi nesta Flip - provavelmente não poderia ser em outra - que tivemos a possibilidade de escutar Diva Guimarães, uma senhora negra, baixinha, professora que, no painel A Pele que Habito, nos lembrou muito bem que os sujeitos que habitam corpos negros foram e continuam sendo a força deste País, em meio a uma vida marcada pelas violências do Estado, das instituições, dos estranhos, dos amigos, dos vizinhos, dos parceiros, dos familiares. Estamos sujeitos a tudo e a ...

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    Julguem homens que abandonam seus filhos, isso diz muito sobre nós

    Já quero começar dizendo algo óbvio e direto: abandono paterno é para além do machismo e de um ideal de masculinidade nociva, tem impactos na sociedade toda então é problema da sociedade toda. Por Stephanie Ribeiro, do Plano Feminino  O filme Erin Brockovich ou Uma Mulher de Talento conta a história de uma mulher mãe solteira de três filhos. Dito isso já escrevi sobre esse assunto nesse texto, porém quero novamente chamar atenção para essa questão. Já que mais uma vez se espalha as defesas injustificáveis de abandono paterno com justificativas sempre rasas, machistas e convenientes: Não julgue a vida pessoal de alguém. O problema é que o abandono de um homem significa uma mulher sobrecarregada que terá sua vida social, financeira, afetiva, acadêmica e de trabalho, impactadas pelo abandono e uma ou mais crianças/adolescentes/jovens vão crescer na vulnerabilidade emocional, financeira e/ou psicológica.   Então isso não é um aborto paterno, ...

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    A declaração de Juliana Paes e o feminismo que precisa ir além do argumento raso

    O feminismo é uma luta social e coletiva. É sobre cada mulher, é sobre todas nós. Por Stephanie Ribeiro, do HuffPost Brasil Juliana Paes e Fábio Assunção em cena da novela "Totalmente Demais", exibida em 2016. Em recente entrevista para a revista Veja, a atriz Juliana Paes disse: Não quero queimar sutiãs. Gosto de sutiãs! Não quero quebrar saltos de sapato em busca de liberdade. Gosto de me enfeitar, e nós, mulheres, não fazemos isso para o macho. Fazemos porque dá prazer cuidar de si e cuidar do outro. Sou uma feminista de saia, sutiã, salto alto e batom vermelho. Eu não queria criticar mais uma mulher, mas acho realmente que alguém tem que escrever sobre o que Juliana Paes e tantas outras mulheres acreditam e dizem sobre o que é ou não feminismo. Ano passado, quando escrevi sobre Fernanda Torres, eu disse: Chega de mulheres brancas sendo perdoadas facilmente por opiniões ...

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    Mulher negra com cabelo pintado de loiro é apropriação cultural?

    Para entender a apropriação cultural é preciso entender a violência sofrida por não-brancos ao longo da história Por Stephanie Ribeiro Do Mde Mulher Recentemente escrevi, aqui no MdeMulher, um artigo falando sobre o blackface praticado por Daniela Mercury e Anitta durante o Carnaval. Falei sobre branquitude, mestiçagem, e recebi muitos comentários a respeito do texto. Muita gente entendeu que o uso de peruca crespa em fantasias de carnaval por pessoas não-negras, que tentam se passar por negras usando blackface não seria um problema, já que mulheres negras como Rihanna e Beyoncé usam cabelos lisos e loiros. Essa afirmação é uma falsa simetria – que muitas vezes pode ser uma forma de racismo inconsciente. Quando entendemos o blackface como apenas o ato de pintar o rosto/corpo de preto para representar alguém negro, estamos errados. A prática é isso e mais do que isso. No século 19, nos EUA, atores brancos não apenas ...

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    Afetividade perpassa por gênero, raça e classe, afirma Stephanie Ribeiro

    A ativista Stephanie Ribeiro, em entrevista ao Alma Preta, afirma que as escolhas afetivas das pessoas são influenciadas por gênero, raça e classe. A pesquisadora organiza no dia 18 de Março, sábado, curso sobre a solidão da mulher negra. Por Pedro Borges Do Alma Preta No dia 18 de março, sábado, das 14h às 18h, Stephanie Ribeiro coordena curso sobre a solidão da mulher negra. A formação, organizada em conjunto do Coletivo Dijejê, acontece no Aparelha Luzia, Rua Apa, 78, centro. As inscrições podem ser feitas aqui. O Alma Preta entrevistou Stephanie Ribeiro sobre o tema. A pesquisadora e ativista apresentou algumas das nuancês deste problema brasileiro e de muitos países da diáspora africana. Porque é importante estudar a solidão da mulher negra? Acho que não é apenas uma questão de estudar, mas sim de falar sobre esse tema. Vamos discutir o que se entende como solidão da mulher negra e ...

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    Stephanie Ribeiro ministra curso sobre a solidão da mulher negra

    A afetividade é um dos temas mais delicados à comunidade negra, em especial às mulheres negras. Para discutir o assunto, Stephanie Ribeiro e o Coletivo coordenam um encontro de formação sobre a solidão da mulher negra. Texto / Pedro Borges Imagem / Divulgação Do Alma Preta  No dia 18 de março, sábado, das 14h às 18h, Stephanie Ribeiro coordena curso sobre a solidão da mulher negra. A formação, organizada em conjunto do Coletivo Dijejê, acontece no Aparelha Luzia, Rua Apa, 78, centro. As inscrições podem ser feitas aqui. O curso tem 20 vagas e oferece às e aos participantes a possibilidade de discutir um dos principais problemas da comunidade negra, e em especial das mulheres negras, a afetividade. No último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicado em 2010, os números apontavam que 52,52% das mulheres negras não viviam em união, independente do estado civil. A pesquisa também aponta ...

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    Nem todo mundo é negro no Brasil – e não há problema nisso

    O que Daniela Mercury diz sobre "ser negra de pele branca" não é sobre apropriação cultural - é sobre racismo. Não é empático se dizer negro quando convém. Por Stephanie Ribeiro, do MdeMulher  É fato que esse começo de ano foi marcado por discussões raciais sobre o tema de Apropriação Cultural. Infelizmente, muitas pessoas estão agindo sem conhecimento e entendendo a apropriação cultural num viés muito deturpado e empobrecido – ou seja, menos como uma crítica estrutural e muito (ou tão somente) como uma crítica pessoal. É por essa personificação que muitos respondem de forma agressiva ao fato, ou entendem que qualquer crítica feita por negros ativistas é “apropriação”. Quando as notícias sobre Daniela Mercury e sua fantasia no carnaval – e a estética adotada pela também cantora Anitta durante a festa – vieram à tona, o que lemos na mídia foi que se tratava de apropriação cultural. Dia do ...

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    A branquitude não corre o risco, ela é uma caricatura de si mesma

    Resposta ao texto publicado da Folha de São Paulo pela Colunista Mariliz Pereira Jorge no dia 16/02/2017 com o título: O movimento negro corre o risco de virar caricatura. Por Stephanie Ribeiro, do Medium Manifestações na Paulista. Foto: Jornalistas Livres Faz mais ou menos dois anos que comecei a me relacionar com um homem negro, e há um tempo atrás resolvemos adotar um cachorrinho. Um fato comum e corriqueiro, porém ensinamos ele a não fazer nem xixi e cocô no apartamento. Por isso é necessário estar sempre levando ele para passear. Quando eu o levo, vou sem bolsa, carteira e só com sacolinha no bolso. Quando Tulio, meu namorado, sai com o cachorro ele leva a carteira com todos os documentos. Perguntei se ele não tinha medo de ser roubado, ele disse que o maior medo dele é ser parado sem os documentos pela polícia e ser morto. Onde já se ...

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    “A Seat At The Table” uma comunicação não violenta na perspectiva negra

    A Seat At The Table é o terceiro álbum de estúdio de Solange Knowles, com esse trabalho a cantora recebeu sua primeira indicação ao Grammy de Melhor Performance pela canção Cranes In The Sky, o álbum intimista e bem pessoal se torna praticamente uma prova que se voltando para nós mesmos conseguimos, nós negros, dialogar com o todo. Para negros isso cada vez se torna mais essencial: não basta a luta coletiva, é preciso vencer nossas batalhas pessoais psicológicas. Nós estamos doentes. Nós estamos cansados. Por STEPHANIE RIBEIRO, no Revista Capitolina  Ilustração: Sarah Roque I’m weary of the ways of the world | Eu estou cansada dos caminhos do mundo. Letra de Weary Nós estamos cansados enquanto negros dos caminhos dos mundos. Nós estamos cansadas enquanto coletivo dos caminhos do mundo. Nós estamos cansadas enquanto indivíduos dos caminhos do mundo. O que mudou de anos para cá, em relação a exposição ...

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    Lugar de fala: o medo branco

    ESTABELECER QUE MINORIAS SÓ PODEM FALAR DOS PROBLEMAS DO SEU GRUPO É UMA FORMA ASTUTA DE SILENCIAMENTO? Por Stephanie Ribeiro, do Medium Foto Mídia Ninja. Até 1850 não Brasil não era possível hipotecar um lote de terra. Entretanto, era possível hipotecar um escravizado. É a partir do escravo que começamos a traçar uma ideia de propriedade privada no Brasil. O escravo era o negro sequestrado de países africanos e trazido para territórios invadidos e explorados por europeus com uma principal função de ter sua mão de obra explorada no campo nas grandes plantações de cana, café e mineração. Posteriormente, nas cidades, passou um ser explorado como principal agente para a manutenção da rotina urbana. Era um esgoto, um lixo, uma água encanada, uma cozinheira, um jornaleiro, um chofer, uma lavadeira, o responsável por todas as funções que mãos brancas não tocavam. E em algum momento da história a terra se tornou uma ...

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    6 filmes para entender por que a prostituição infantil é um problema no Brasil

    Por Stephanie Ribeiro Do Brasil Post Recentemente, na minha conta pessoal do Facebook, postei uma matéria que mostra fotos de bordéis em Bangladesh denunciando a violência a que estão sujeitas as mulheres que se prostituem nesses ambientes. Depois disso, infelizmente, vi pessoas dizendo que tais situações são distantes da realidade que vemos aqui no Brasil, o que me deixou muito indignada. O documentário Nascidos em Bordéis, único filme feito na Índia desta lista, é uma denúncia da situação que aquelas mulheres vivem, em um local onde a extrema pobreza e as questões morais e religiosas as levam a esse único lugar, que é o da prostituição, onde, consequentemente, seus filhos tem pouquíssimas chances, nenhum estudo e, para suas meninas, pouco resta a não seguir o caminho da prostituição. Isso é na Índia. Mas no Brasil não e tão diferente como alguns pensam. Existem muitas produções cinematográficas nacionais que fazem o papel ...

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    Ativista Stephanie Ribeiro dá um “soco” no racismo com texto viral sobre amor próprio

    Stephanie Ribeiro, 23 anos, é uma inspiração para todas as mulheres negras. Se emocione com as palavras de impacto dela: por MANUELA ALMEIDA, da Revista Glamour  "O racismo funciona de uma forma que 90% das crianças negras acreditam que não são bonitas e não são capazes." O texto impactante - e viral - de Stephanie Ribeiro, 23 anos, ativista feminista negra, começa assim. Inspirada no Dia das Crianças, ela publicou uma mensagem no Facebook, na última quinta-feira, 13, sobre autoestima entre jovens negras. Em seu recado de amor próprio, a estudante conta em primeira pessoa como foi lidar com racismo na infância e adolescência. "Eu tinha tanta vergonha e nojo de mim e do meu corpo, que tinha épocas que eu fugia das fotos e que me esfregava mais forte no banho (...) Eu me odiava e nem sabia." Stephanie, assim como muitas e muitas meninas, aprendeu a se amar na ...

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    Sobre tombamento – Por Stephanie Ribeiro

    Fui numa festa da batekoo me deparei com pessoas com batom preto e roxo que você não paga nem 10 reais para ter. Camisas customizadas mas nada novo ou de marca conhecida, camisas velhas cortadas pra mostrar o corpo. Jens! Muito shorts jens! Corpos diversos: tinha magra, tinha gorda, tinha seios saltando da roupa, tinha garotos sem camisa rebolando sem parar. Tinha muitas meninas só de sutiã na parte de cima e shorts. Cabelos crespos presos, raspados, tranças, coloridos daquele jeito pintado em casa. Por Stephanie Ribeiro em seu Facebook  Dançando sem parar. Sério isso é a geração tombamento. Gente pobre que divide a mesma catuaba que é uma bebida mega barata, pois não tem grana para comprar uma inteira sozinho. Que dança até pingar de suor e que se diverte de uma forma bem simples. Tô enojada como vocês insistem em problematizar essas pessoas. Lembro da fala de um menino no ...

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    O feminismo Good vibe: a branquitude racista que precisa do aval de homem branco

    O Brasil mesmo sendo o país de maioria negra, e mesmo tendo as mulheres negras como 26% da população, ou seja, maioria do país é de mulheres e negras. Tem ainda um feminismo/luta emancipatório pelo direitos das mulheres, extremamente RACISTA. Por Stephanie Ribeiro, do Medium Atualmente as mulheres brancas vem usando a falácia do “good vibes” as brancas se intitulam como calmas, focadas, que não entram em “tretas”, superiores, amorosas, pacíficas. O antigo: luto pela sororidade. A completa oposição ao comportamento de mulheres negras, facilmente taxadas como agressivas, violentas, até quando estão DIGITANDO. Não que negras são violentas, mas SEMPRE que uma mulher negra se manifesta, ou a mera entrada de uma mulher negra num espaço causa estranhamento. E é isso… A mulher negra é taxada como agressiva ao respirar, então quando manifesta sua opinião, ou seja, se acha no direito de falar sem ter sido chamada (afinal negras servem para ...

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    Nós negros não morremos só de tiros. Eu tenho depressão

    Como lidar com o racismo?  por Stephanie Ribeiro no HuffPost Brasil Eu faço essa pergunta a mim mesma diariamente e incansavelmente. E confesso que ainda não tenho a resposta para ela. Optei por falar sobre racismo para compreender e enfrentar o que vivencio e testemunho diariamente. Entretanto, mesmo que não sejamos diretamente ativos no ativismo contra o preconceito, nós, negros estamos sempre resistindo para existir. Me sinto fadigada, desamparada e com medo até de sair de casa e encarar o mundo. Parece que fora da minha zona de proteção não há um dia sem sufoco, perturbação e dor. Quanto mais consciente nos tornamos, percebemos o quão constante e devastadoras são as violências que presenciamos ou sofremos. Temo até compartilhar com outros o que me causa tanta tristeza e ninguém ser capaz de compreender, afinal, muitos tratam depressão como "frescura" e racismo como algo que se você for "superior" nos estudos, no trabalho, etc, será vencedor, além de absurdo é um discurso meritocrático ...

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    10 Dicas poderosas para mulheres negras

    Mulheres negras em geral sentem-se como se tivessem perdido a batalha ao longo de suas vidas devido a inúmeras situações racistas e machistas. O mundo nos faz acreditar que somos fortes e devemos carregar tudo nas nossas costas. Eu desejo que sejamos livres, portanto, compartilho esta lista com dicas. Não haverá mais objetivos clichês de emagrecimento/organização/trabalho/vida… Aqui estão 10 resoluções para mulheres negras que desejam ser dinâmicas, saudáveis e inteiras. Por STEPHANIE RIBEIRO, do Modefica 1. Olhe para outras mulheres negras como motivação, não com competição. Ciúme é natural, mas muitas mulheres negras foram ensinadas que só há espaço para uma de nós brilhar por vez. O racismo e a misoginia institucionalizados podem limitar nossas oportunidades, mas você não vencerá tentando subir pelas costas de outras mulheres que se parecem com você. Cada situação é diferente e mulheres negras são provavelmente as aliadas mais importantes que você terá quando for enfrentar a ...

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