sexta-feira, abril 16, 2021

Tag: #vidasnegrasimportam

Enterro de Edson Arguinez Júnior, de 20 anos, morto após uma abordagem policial em Belford Roxo Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

‘Os assassinos não deram chance para o meu filho’, diz mãe de um dos rapazes mortos após abordagem de PMs

Comoção e indignação de parentes e amigos marcaram o enterro do camelô Edson Arguinez Júnior, de 20 anos, na tarde desta segunda-feira, dia 14, no Cemitério Municipal de Belford Roxo, no bairro da Solidão. O pai do rapaz, Edson Arguinez, estava desolado. A todo tempo ele dizia que o filho era “amigo e trabalhador” e questionou a abordagem da PM. A dona de casa Renata Santos de Oliveira, de 40 anos, diz que “é uma revolta, indignação, tristeza, um conjunto de sentimentos” ter que passar por essa situação. O rapaz foi morto junto com o amigo Jhordan Luiz Natividade, estudante de 17 anos, após uma abordagem por policiais militares na madrugada de sábado, em Belford Roxo. — Eu estou fazendo (hoje) uma coisa que eu não desejo para ninguém, que é enterrar o meu filho. Os assassinos não deram chance para o meu filho. Não deram chance de um filho ...

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Andrey Régis de Melo (Imagem enviada para o portal Geledés)

Corpo e suspeição: O covarde espancamento de um homem negro

Louvor a este povo varonil que ajudou a construir a riqueza do nosso Brasil (Samba-enredo Mangueira/1975) Na madrugada de 14 de novembro de 1844, no atual Município de Pinheiro Machado – RS, aproximadamente cem negros foram mortos e os sobreviventes aprisionados pelas forças imperiais de Duque de Caxias. Uma das vertentes históricas indica que o episódio conhecido como “Massacre dos Porongos” foi marcado pela traição do Gen. David Canabarro, líder farroupilha, que teria facilitado o ataque, fulminando a esperança de liberdade dos lanceiros negros que engrossaram o exército gaúcho na Guerra dos Farrapos. O caso ocorrido no Cerro dos Porongos é um bom começo para chegarmos até a morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro que foi agredido e asfixiado por seguranças, no dia 19 de novembro de 2020, no interior do hipermercado Carrefour, em Porto Alegre. O encontro entre os dois fatos históricos diz respeito às relações de ...

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Emily Victória Silva dos Santos, 4, e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, 7, brincavam no portão de casa quando foram baleadas Imagem: Arquivo Pessoal

Fragmentos de bala são encontrados no corpo de uma das primas mortas no RJ

A Polícia Civil encontrou fragmentos de bala no corpo de uma das meninas mortas na porta de casa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O material vai ser encaminhado para perícia e, com ele, espera-se definir o tipo de projetil que atingiu a criança. As armas dos PMs, cinco fuzis e cinco pistolas, já haviam sido apreendidas para exame de confronto balístico. As primas Emily e Rebeca, de 4 e 7 anos respectivamente, foram mortas na sexta-feira (4), na calçada de casa, na comunidade do Barro Vermelho, em Gramacho. De acordo com o advogado da família, Rodrigo Mondego, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB /RJ, testemunhas e a posição dos policiais no momento que as duas meninas foram atingidas podem ajudar a esclarecer o caso. "Com esse fragmento dá para saber qual tipo de arma usada. Pelo impacto na criança, há suspeita de que seja um tiro ...

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S&P Dow Jones retira ação do Carrefour Brasil de índice ESG (Foto: Divulgação)

S&P Dow Jones e B3 retiram ação do Carrefour Brasil de índice ESG

A S&P Dow Jones, empresa responsável por índices de ações em todo o mundo, comunicou que vai remover a ação do Carrefour Brasil (CRFB3) do índice de sustentabilidade S&P/B3 Brasil ESG, que é ponderado por critérios ESG (melhores práticas ambientais, sociais e de governança). A exclusão vale a partir de 14 de dezembro e foi decidida por um comitê formado por membros da S&P Dow Jones e da B3, após análise do assassinato de um homem negro em um supermercado da rede em Porto Alegre, segundo informação divulgada pela B3. Criado pela parceria B3 e S&P Dow Jones, o índice S&P/B3 Brasil ESG oferece aos investidores a opção de investimento em empresas consideradas sustentáveis. Fonte: Mercado News

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SILVIA IZQUIERDO / AP

Dados inéditos comprovam que negros são o alvo da letalidade policial nos cincos estados monitorados pela Rede de Observatórios

97% dos mortos pela polícia na Bahia são negros Ceará não notifica a cor dos mortos em 77% dos casos Nove em cada dez mortos pela polícia são negros em Pernambuco 51% da população do RJ é negra, mas entre os mortos pela polícia negros são 86% São Paulo vê aumento da letalidade policial e entre os mortos 64% são negros A cor da violência policial: a bala não erra o alvo, novo relatório da Rede de Observatório da Segurança, traz dados dos cinco estados monitorados pela rede  e escancara a dinâmica racista da letalidade policial. O estudo apresenta um retrato preciso da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo com dados de 2019 que comprovam que a bala da polícia é dirigida à população negra. A Bahia apresenta o maior percentual de negros mortos pela polícia e em números absolutos fica atrás apenas do Rio de Janeiro e São ...

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Silvia Ramos (Foto: Claudia Ferreira)

A polícia não vai mudar

Emilly e Rebecca estavam brincando na porta de casa, no bairro Pantanal em Caxias no fim da tarde. Numa fração de segundos, estavam no chão, com uma bala na cabeça e outra no tórax. Uma rajada só. Moradores dizem que os tiros partiram da polícia. Policiais dizem que foram atacados por criminosos. Fazendo pesquisas e projetos sobre violência e segurança pública há mais de 20 anos no Rio de Janeiro, me pergunto quantas vezes ouvi esse enredo e quantas foram as tragédias envolvendo crianças. A plataforma de dados Fogo Cruzado nos informa que só em 2020 foram 8 crianças mortas por balas perdidas no Rio de Janeiro. Porém, em outras ocasiões, já se comprovou que o tiro partiu dos agentes. Foi a polícia que matou  Ágatha, no Complexo do Alemão e João Pedro, no Salgueiro, em São Gonçalo. Crianças negras, como são negras 86% das vítimas de violência policial no Rio ...

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Nota de pesar: Jane Beatriz Silva Nunes

GELEDÉS-Instituto da Mulher Negra, vem manifestar seu pesar pela morte de JANE BEATRIZ SILVA NUNES, de 60 anos de idade, mulher negra, funcionária pública, morta na tarde do dia 08/12, pela brigada militar, numa operação na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre/RS.  Geledés expressa o seu mais veemente repúdio, indignação e reprovação perante os atos praticados na referida operação. JANE que era ativista de direitos humanos, do movimento negro e com formação como Promotora Legal Popular (PLP) pela ONG Themis, Gênero, Justiça e Direitos Humanos, reivindicava o seu direito de cidadã, sob a égide de um Estado Democrático de Direito, garantido constitucionalmente, ao chegar em sua casa depois de um dia de trabalho, presenciou os policiais armados invadindo a sua residência e solicitou a apresentação do mandado judicial. Neste momento foi brutalmente empurrada por uma escada, batendo a cabeça e vindo à óbito. Essas operações policiais por todo o Brasil têm ...

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A ativista Jane Beatriz Silva Nunes (Imagem retirada do site Repórter Popular)

Ativista e Promotora Legal Popular da ONG Themis morre em operação policial na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre

No começo da tarde de hoje (08/12), a Brigada Militar realizou uma operação na Vila Cruzeiro, na Zona Sul de Porto Alegre, que resultou na morte de Jane Beatriz Silva Nunes, mulher negra, mãe de família e funcionária pública da Secretaria de Segurança Pública do município. Jane, que também era ativista pela igualdade de gênero, Movimento Negro e Direitos Humanos, com formação como Promotora Legal Popular (PLP) pela ONG Themis, tinha 60 anos de idade e chegava em casa quando se deparou com policiais armados invadindo sua residência. Ao se aproximar dos policiais, Jane teria pedido o mandado, e segundo testemunhas, teria sido empurrada escada abaixo. Com a queda, a vítima teria sofrido forte impacto na cabeça, vindo a óbito no caminho para o posto de saúde da Vila Cruzeiro. A versão que corre na mídia hegemônica conta que Jane teria sofrido um “mal súbito”, tendo sido socorrida pelos policiais, ...

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Bianca Santana - Foto: João Benz

Que vergonha ser adulta em uma sociedade que assassina suas crianças

Todos os dias, ao longo de 2015, 32 crianças ou adolescentes foram assassinadas no Brasil. Em um ano, um total de 11.403, sendo 10.480 meninos. No mesmo período, na guerra da Síria, morreram 7.607 meninos. Cidadãos de bem, religiosos, defensores da pátria e da família, vocês dormem bem com este dado? Eu não durmo. Como todo mundo já sabe, crianças brasileiras não são alvos de balas perdidas. Meninas e meninos negros é que são alvos do genocídio. No Rio de Janeiro, 91% das crianças assassinadas por tiros são negras. Na UNEafro Brasil, movimento de que faço parte, nos dedicamos à educação popular e à organização comunitária como estratégias de promoção de vida e acesso a direitos para pessoas negras e periféricas. Atuamos com mais de uma centena de entidades na Coalizão Negra por Direitos, fazendo incidência política nacional e internacionalmente para interromper o genocídio negro. Somos milhares de pessoas organizadas ...

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Reprodução/Facebook

“Matou o cara do Carrefour desse jeito”: Jovem negro é espancado por seguranças de supermercado de MG

Menos de um mês após o brutal assassinato de João Alberto, homem negro espancado até a morte por seguranças de um Carrefour em Porto Alegre (RS), outro caso de agressão em supermercado supostamente motivada por racismo ocorreu neste final de semana na cidade de Várzea da Palma, no Norte de Minas Gerais. Alex Júnior Alves de Souza, de 28 anos, contou em depoimento à polícia, ainda na unidade de saúde em que foi atendido após o espancamento, que foi acusado de roubar uma botina por um segurança do supermercado Guaicuí. O dono do mercado, então, identificado como Rubens, teria aparecido armado e o arrastado, junto com outros seguranças, para uma sala do estabelecimento. No local, teria ocorrido a agressão. “Me pegou, deu porrada na boca do estômago, na boca, enquanto eu estava no chão, os dois me chutaram. O pessoal que estava dentro lá na hora, o pessoal ouviu eu ...

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Foto: Rafaella Gomes (Coletivo Negritude do Audiovisual/Articulação Negra de Pernambuco)

Justiça por Miguel: A tentativa de culpabilizar uma criança por seu próprio fim

Após seis meses da morte de Miguel Otávio, 5 anos, narrativa de defesa da ré Sari Corte Real culpabiliza a criança e infantiliza a acusada. “Cadê aquele pessoal todo que foi pra porta da maternidade aqui? Cadê os cristãos, os deputados?”, se questionam as pessoas que participaram do ato que aconteceu em frente à 1ª Vara de Crimes Contra a Criança e Adolescente enquanto a primeira audiência de instrução para o julgamento de Sari Corte Real, ré do Caso Miguel, era realizada. O estranhamento é em relação à quantidade de gente que tentou impedir o aborto legal da criança grávida, que veio do Espírito Santo ao Recife ter seu direito garantido, sob a justificativa de proteção da vida. Na manhã do dia 3 de dezembro, cerca de 100 pessoas deram suporte a esse ato que exige que não só esse, como outros crimes praticados contra a população negra, não passem impunes. ...

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Thiago de Souza Amparo – Imagem- Veja.com

Quem mandou matar Emilly e Rebeca?

Chega um tempo em que a dor não basta. Chega um tempo em que nossos ombros negros suportam o mundo e, como escreveu Drummond, "ele não pesa mais que a mão de uma criança". Se pudéssemos parar o tempo, as primas Emilly Victoria Silva dos Santos, 4, e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, 7, ainda estariam ali brincando na porta de sua casa em Duque de Caxias (RJ), e não atravessadas pelo genocídio em curso. Uso o termo em sua acepção jurídica: homicídio com intenção de destruir, no todo ou parte, pobres e pretos. Chega um tempo em que devemos recusar escrever elegias, porque num mundo onde a morte de crianças pretas é uma ordem que as dilacera, resta lutar por justiça. Justiça, escrevera Cornell West, é como o amor se apresenta em público. Balas não são perdidas, porque sempre acham os mesmos corpos negros para os quais foram disparadas. ...

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Arquivo Pessoal

Choremos pelas crianças que vão morrer a tiros de fuzil como Emily e Rebeca

É como se tudo estivesse previsto em um roteiro que todos temos que seguir. Primeiro a tragédia: as primas Emily, de 4 anos, e Rebeca, de 7 anos, são assassinadas em uma comunidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a tiros de fuzil. A partir desse flagelo, já sabemos tudo o que vai acontecer - e tudo o que não vai acontecer. O crime ocorreu na noite de sexta-feira. Lídia Santos, avó de Rebeca, conta que voltava do trabalho e iria ao encontro das meninas, que a esperavam na calçada para cumprir a promessa de comprar um lanche. Assim que desceu do ônibus, Lídia viu um carro da Polícia Militar. Em seguida, foram feitos os disparos. A avó e outras testemunhas acusam os PMs de terem atirado. Em nota, a corporação nega que os policiais tenham apertado o gatilho. Um projétil atingiu Rebeca na cabeça. Outro tiro acertou o ...

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(Foto: Geledés)

Supermercados que golpeiam e matam: sobre Januários, Elisângelas e Joões

Esta narrativa  foi gerada no início deste ano de 2020, e de lá pra cá, trazendo ainda às nossas lembranças a brutalidade extrema, racista, contra Januário, homem negro acusado de “roubar o próprio carro” no supermercado Carrefour, na cidade de São Paulo, muitas situações de racismo em supermercados vêm ocorrendo com pessoas negras nos quatro cantos deste país.  O mesmo Brasil que, pela boca de uma mídia “global” diz que “Nós não somos racistas”, cujo quiproquó escorre na língua venenosa de algumas lideranças políticas. Há Joões negros que morrem tanto asfixiado brutalmente numa confusão resolvível numa rede de supermercados (Carrefour), quanto num mercado menor.  Há também Marias que são perseguidas e golpeadas pelas insensibilidades de funcionários, que também não deixa de ser racista, advindas de situações preconceituosas no estacionamento ou nos corredores de pequenos supermercados. Cada um desses episódios são mortais, seja para o corpo, a alma, o psicológico da ...

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"Sou vítima e sobrevivente desse sistema racista", diz Crispim Terral, vítima de violência dentro de uma agência bancária Imagem: Arquivo Pessoal

‘O Beto podia ter sido eu’: clientes relatam tensão e agressões em lojas

A divulgação das imagens que mostram João Alberto Silveira Freitas ser espancado até a morte dentro de um Carrefour em Porto Alegre fez o empresário Crispim Terral, 35, reviver a violência sofrida por ele e filmada há quase dois anos. Policiais o agrediram na frente da filha em uma agência da Caixa em Salvador. Terral ficou por quase cinco horas na agência para resolver um saque indevido de R$ 2 mil de sua conta corrente. "Sou vítima e sobrevivente desse sistema racista que mata o nosso povo diariamente. A violência se repete e eu fico pensando: até quando vai acontecer?", questiona Terral, "Podia ter sido eu ali e quase foi". O sentimento de indignação e revolta revivido no último dia 20 de novembro é compartilhado por outras vítimas de agressões em shoppings, bancos e supermercados ouvidas pela reportagem. Elas narram os problemas fúteis que culminaram em violência física ou psicológica. Espera desmesurada, ...

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Darnella Frazier (Arquivo Pessoal)

Adolescente que filmou últimos momentos de George Floyd será premiada por coragem

A americana Darnella Frazier, de 17 anos, que filmou George Floyd sendo sufocado pela polícia, vai receber um prêmio pela coragem de ter registrado a cena. "Com nada além de um celular e muita coragem, Darnella mudou o curso da história deste país", afirma Suzanne Nossel, presidente da Pen America, associação de defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos que vai homenagear a jovem. " acendeu as chamas de um corajoso movimento que pede pelo fim do racismo sistêmico e da violência praticada pela polícia." A homenagem a Darnella será feita no início de dezembro em uma cerimônia virtual que vai substituir o tradicional baile de gala que a instituição oferece para entregar o prêmio "PEN/Benenson Courage Award" (prêmio de coragem da Pen/Benenson). O assassinato de George Floyd pela polícia gerou enorme revolta nos EUA e impulsionou o movimento Black Lives Matter (Vidas negras importam, em inglês), ...

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O produtor musical Michel Zecler depois de ser agredido por policiais em seu estúdio, em Paris O produtor musical Michel Zecler depois de ser agredido por policiais em seu estúdio, em Paris - Reprodução/Loopsider

Quatro policiais são indiciados por agressão a homem negro na França

Quatro policiais foram indiciados e dois deles detidos no âmbito das investigações sobre o espancamento de um produtor musical negro em Paris, no caso mais recente de violência policial que ocorre em meio ao debate sobre a Lei de Segurança Global. O juiz de instrução acusou três dos quatro policiais de "violência voluntária por parte de pessoa detentora de autoridade pública" (similar ao crime de lesão corporal dolosa) e de "mentir em documento público" (falso testemunho), como havia requisitado o Ministério Público de Paris. Os acusados são os três policiais que aparecem em um vídeo divulgado na quinta-feira (26) e que foi gravado pelas câmeras de segurança do estúdio musical da vítima. As imagens mostram os agentes espancando o produtor Michel Zecler, um ato que foi chamado de vergonhoso pelo presidente Emmanuel Macron. O policial suspeito de lançar gás lacrimogêneo no estúdio foi indiciado por lesão corporal dolosa contra o ...

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Agatha Félix, de 8 anos, morava no Complexo do Alemão (Foto: Reprodução das redes sociais)

PM réu por morte da menina Ágatha Felix está com Covid e audiência é adiada para 2021

O policial militar Rodrigo José de Matos Soares, acusado de matar a menina Ágatha Vitória Sales Felix, de 8 anos, foi diagnosticado com Covid-19 e, por isso, a pedido da defesa dele, a primeira audiência sobre o caso – que ocorreria nesta quinta-feira (26) – foi adiada para abril de 2021. É a segunda vez que a sessão na 1ª Vara Criminal é prorrogada. Em junho, foi determinada a remarcação da audiência por conta da pandemia. Ágatha Felix foi morta no Complexo de favelas do Alemão, Zona Norte, na noite de 20 de setembro de 2019. A menina estava dentro de uma kombi com a mãe quando foi baleada nas costas. Dois meses após o crime, a investigação da Secretaria de Polícia Civil concluiu que não havia tiroteio no momento em que a criança foi baleada. Também foi confirmado ao fim do inquérito que a bala que atingiu a menina ...

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O artista NegoVila, 40 (Foto: Arquivo Pessoal)

Artista negro morre baleado em distribuidora de bebidas em SP, e policial suspeito é detido

O artista NegoVila Madalena, 40, morreu atingido por um tiro que, segundo testemunhas, foi disparado por um policial na frente de uma distribuidora de bebidas de Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista, na madrugada deste sábado (28). A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou, no fim da tarde deste sábado, que um policial militar foi detido após um homicídio ocorrido em um bar na Vila Madalena. "O caso está sendo registrado pelo 14º DP (Pinheiros), que apura os fatos. A Polícia Militar também instaurou um IPM para investigar todas as circunstâncias relacionadas à ocorrência", diz a nota. O assassinato do artista negro acontece nove dias depois de Beto Freitas, também negro, ser espancado até a morte por seguranças de uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre. O crime, ainda sob investigação, chocou o país. NegoVila era o nome artístico de Wellington Copido Benfati. ...

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João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Pelo fim da banalidade da violência contra pessoas negras e por #JustiçaParaJoãoAlberto

Na última quinta-feira, 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, na cidade que foi o ponto de partida das discussões que articularam esta data como uma pauta nacional de resgate da humanidade da população afro-brasileira, Porto Alegre, João Alberto Freitas, o Beto, foi espancado durante cinco minutos, sem qualquer chance de reação, até a morte. As cenas, repercutidas incessantemente pela imprensa nacional, são o retrato da lógica de morte e descarte das vidas negras em nosso país, e nos choca profundamente que esse brutal assassinato não gere uma crise moral nacional. Como podemos viver em uma sociedade em que o fato de ser uma pessoa negra é um passe livre para a morte violenta? Bastaram apenas três dias para que o sangue negro que escorreu de forma covarde, racista e desumana fosse limpo e a loja onde o assassinato de Beto aconteceu retomasse as atividades. Os lamentos cínicos nas notas emitidas ...

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