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Exposição reforça a luta pelo direitos da mulher negra no Brasil

Mostra pode ser visitada até o dia 21 de março. A ativista Lélia Gonzalez é homenageada na mostra.

Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia

Do G1

A exposição itinerante “O Feminismo negro no palco da história”, sobre a vida da ativista Lélia Gonzalez, pode ser visitada no auditório da Casa Civil da Governadoria até o dia 21 de março. A programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher começou na última quinta-feira (11) e faz homenagens à ativista, como um símbolo de todas as mulheres que vivem a margem da sociedade.

Maria Luiza Nunes, técnica do Núcleo de Apoio aos Povos Indígenas, Comunidades Negras e Remanescentes de Quilombo, vinculado à Casa Civil, explicou a importância de trazer a história de Lélia Gonzalez para a discussão.

“Lélia, uma importante intelectual brasileira, reconhecida internacionalmente, vive na invisibilidade. Eu quero ressaltar que várias outras mulheres negras, intelectuais, no Brasil de hoje estão na invisibilidade. Então que, a partir desse olhar, a gente comece a perceber a importância da contribuição de todos para a sociedade”, ressaltou Maria Luiza.

A coordenadora do Núcleo de Apoio aos Povos Indígenas, Comunidades Negras e Remanescentes de Quilombos, Adelina Braglia, falou da luta da mulher negra na sociedade. “Quando a gente transpõe a história da discriminação e do racismo da sociedade como um todo para as mulheres, a coisa é bem mais complicada. As mulheres negras estão no último degrau da sociedade. Elas ganham menos que o homem negro, menos que a mulher branca, e, muito menos que o homem branco”, destacou.

O evento também ainda teve demonstração do uso do turbante, indumentária que representa as raízes africanas, símbolo de resistência e resgate cultural.

Serviço
A exposição, na Casa Civil da Governadoria, fica aberta até o dia 21 de março, localizada na avenida Dr.Freitas. Mais informações no número: (91) 3248-0667. Além disso, qualquer instituição pode solicitar os painéis que contam a história de Lélia para exposição no Centro de Estudo e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa), que fica na rua dos Timbiras, passagem Paulo VI, 244, no bairro da Cremação, entre 14 de Março e Generalíssimo Deodoro. Contatos: (91) 3224-3280 e [email protected]

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