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Livro traz história real de mulher negra que não cede lugar para branco

O livro “O Ônibus de Rosa” poderia ser o roteiro de um belo filme. Um dos dois personagens centrais teve a oportunidade de estar presente à ação exemplar de Rosa Parks, uma senhora negra de meia-idade, que, nos anos 1950, com um simples “não”, desencadeou uma grande transformação no seu país.

JOEL ZITO ARAÚJO

Essa história é muito conhecida de minha geração. Rosa Parks, trabalhadora como tantas outras no seu tempo, voltava de mais um dia cansativo de trabalho e se recusou a se levantar e ceder o seu lugar no ônibus para um homem branco.

Esse ato infringia o apartheid e todas leis racistas dos Estados Unidos na época. Por isso, ela foi arrastada e presa. Mas esse seu ato pacífico de desobediência civil revolucionou o país.

E, como em todo bom roteiro de cinema, o personagem que foi só testemunha ocular do gesto heroico de Rosa, exatamente por isso, carrega um drama pelo resto da vida.

Um dia ele constituirá família e terá um neto. E se perguntará: que legado respeitável poderia deixar se ele se omitiu diante da ação de Rosa Parks? O leitor descobrirá como esse avô enfrenta a recordação dessa sua atitude e como buscará transmitir uma mensagem de coragem e de esperança para os seus descendentes. Imperdível.

JOEL ZITO ARAÚJO é cineasta, diretor dos filmes “Filhas do Vento”, “A Negação do Brasil” e “Raça”.

“O ÔNIBUS DE ROSA”
AUTOR Fabrizio Silei (tradução Maurício Santana Dias)
EDITORA SM
PREÇO R$ 35
INDICAÇÃO a partir de 8 anos

 

 

 

Fonte: Folha de São Paulo

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