quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: direitos civis

    Ella Baker, a “mãe” do movimento por direitos civis (Foto: Wikimedia Commons/Reprodução)

    Quem foi Ella Baker, a “mãe” do movimento por direitos civis

    Dizem que “por trás de um grande homem, existe sempre uma mulher”. No caso do movimento por direitos civis da década de 1960 nos Estados Unidos, liderado pelo pastor Martin Luther King Jr., essa mulher era Ella Josephine Baker. Defensora ferrenha da democracia, Baker promovia a organização popular e acreditava na habilidade dos povos oprimidos de advogarem por suas causas. “Ela é uma das maiores, não existe movimento por direitos civis sem Ella Baker. O amor de Ella por pessoas, pessoas negras, pessoas pobres, e sua grande suspeita de liderança messiânica e carismática… Ela queria que todas as vozes fossem ouvidas”, definiu o filósofo Cornel West em uma entrevista à revista Time. Conheça sua trajetória: Neta de uma mulher escravizada Nascida no dia 13 de dezembro de 1903, na Virginia, Baker era neta de uma mulher que foi escravizada. Sua infância foi marcada pelas histórias da avó: ela foi castigada ...

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    Reuters

    Veterano líder dos direitos civis Joseph E. Lowery morre aos 98 anos

    Pregador carismático, Lowery liderou a Conferência de Liderança Cristã do Sul (CLCS) por duas décadas - restaurando a estabilidade financeira da organização e pressionando as empresas a não negociar com o regime do apartheid da África do Sul - antes de se reformar, em 1997. Lowery, considerado o decano dos veteranos dos direitos civis, viveu para comemorar um marco em novembro de 2008 que poucos dos seus colegas do movimento pensaram alguma vez testemunhar: a eleição de um presidente afro-americano. Numa emocionante comemoração de vitória do presidente eleito Barack Obama em Atlanta, Lowery afirmou: "Os Estados Unidos hoje à noite estão em processo de nascer de novo". Defensor precoce e entusiasta de Obama sobre a então oponente democrata Hillary Clinton, Lowery foi responsável pela bênção na posse de Obama. Em 2009, Obama concedeu a Lowery a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honra civil do país. Noutro momento de destaque, ...

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    Cecil atualmente, com uma foto sua de juventude (Imagem retirada do site Hypeness)

    O fotógrafo que desafiou o racismo nos EUA e registrou a luta pelos direitos civis no país

    Quando Cecil J. Williams começou a trabalhar como fotojornalista, nos anos 1950, um fotógrafo negro era uma absoluta raridade, especialmente em um estado notoriamente racista como o da Carolina do Sul, onde Cecil nasceu e foi criado. O estado era segregado, negros eram separados de brancos em locais públicos, a violência racista era uma ameaça constante, mas a resistência e a luta pelos direitos civis eram crescentes – e foi esse movimento que Cecil decidiu registrar. E não somente: sua foto orgulhosamente bebendo água em um bebedouro designado somente para a população branca (com uma placa em primeiro plano na qual vergonhosamente se lê “somente brancos”) tornou-se símbolo do horror racial que tomava conta dos EUA de então, mas também da luta e da força para derrubar a pior sombra de nossa civilização. Tirada em 1956 pelo amigo e fotógrafo Rendall Harper em um posto de gasolina, a foto hoje ...

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    Mais de 60 anos depois, EUA reabrem investigação sobre assassinato que chocou o país

    Quando a mãe do adolescente americano Emmett Till, Mamie, exigiu que o filho fosse velado em um caixão aberto, ela queria que a imagem do corpo mutilado e irreconhecível do jovem negro de 14 anos despertasse o público para a violência racial que assolava os Estados Unidos. Por Alessandra Corrêa Do BBC Emmett Till visitava a família no Mississippi quando foi brutalmente assassinado (GETTY IMAGES) O linchamento de Till, em 1955, ainda hoje é considerado um dos crimes mais chocantes do país. Milhares de pessoas acompanharam seu funeral, e fotografias de seu rosto desfigurado percorreram o mundo, geraram protestos e ajudaram a galvanizar o movimento pelos direitos civis. Os dois homens brancos acusados de sequestrar, torturar e matar Till foram absolvidos, e mesmo após confessarem o assassinato em uma entrevista posterior, morreram sem nunca terem sido condenados. Agora, mais de seis décadas depois, o governo americano reabriu as investigações ...

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    (Foto: © Reuters)

    54 anos depois, mais de mil líderes religiosos desfilaram em Washington na Marcha de Martin Luther King

    Em 28 de agosto de 1963, Martin Luther King proferiu o famoso discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"), perante cerca de 250 mil pessoas. Durante o desfile de segunda-feira, os participantes recordaram, junto ao imponente monumento a Luther King, que a justiça pela qual lutou este reverendo está longe de se ter concretizado e alertaram para a gravidade do momento atual. "Por que estamos aqui? Estamos aqui para que o país saiba que não toleramos o racismo. Estamos aqui para que o país saiba que não toleramos o fanatismo", disse um dos oradores, sob fortes aplausos. Com este mote, religiosos de todos os EUA e várias confissões uniram-se na "Marcha dos Mil Ministros pela Justiça", promovida pela organização não-governamental de direitos civis National Action Network (Rede de Ação Nacional). O seu presidente, o influente reverendo Al Sharpton, tinha dito antes da marcha que a violência racista, em ...

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    Elizabeth Eckford chega na escola Little Rock Central High School sob ataques de estudantes racistas, em 1957 (Foto: Will Counts/Divulgação)

    O que aconteceu com Hazel Bryan – hoje com 75 anos – que personificou o racismo em uma das fotos mais famosas da história

    O preconceito e o horror humano podem ter muitas faces, e uma delas sem dúvida é a da americana Hazel Bryan. Ela tinha somente 15 anos quando protagonizou uma das mais icônicas e abomináveis imagens da luta pelos direitos civis nos EUA. A foto mostra Hazel tomada de ódio, gritando contra outra personagem determinante dessa dura época – essa, porém, do lado certo da história: foi contra a presença de Elizabeth Eckford, uma das primeiras estudantes negras a estudar em uma escola integrada no sul dos EUA, que Hazel esbravejou – e uma foto, tirada por Will Counts, imortalizou o exato instante, como o retrato de uma época que nunca deveria ter existido, de uma sombra que insiste em não desaparecer. A icônica foto (Foto: Will Counts/Divulgação) A foto foi tirada no dia 04 de setembro de 1957, na Little Rock Central High School, quando a ...

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    Mulher que acusou Emmet Till de assedia-la diz que mentiu, 62 anos após o assassinato do jovem negro

    O assassinato do adolescente negro Emmet Till ganha um novo capítulo, 62 anos depois de ele ter sido linchado até a morte. A mulher que fez a acusação que teria justificado sua morte confessou, depois de 6 décadas, que foi tudo uma mentira. O adolescente, que na época tinha apenas 14 anos, entrou em uma loja para comprar chiclete, quando visitava uma região branca do Estado do Mississippi, e foi sequestrado, espancado, baleado e desfigurado por 2 homens brancos a ponto de seu rosto ficar completamente irreconhecível. por Robin Batista no Afroguerrilha Para justificar o linchamento, Carolyn Bryant, esposa de um dos assassinos, acusou o jovem de te-la assediado, o que, para a corte que julgou o caso, justificava o linchamento. Segundo o testemunho que ela deu no tribunal na época, o jovem Emmet Till teria a agarrado e a agredido verbalmente. Roy Bryant, esposo dela, e seu irmão, os assassinos, foram absolvidos pelo júri branco. Roy Bryant, que assassinou ...

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    Maurício Requião

    Quem É Ouro no Brasil

    As fotos revelam que a principal fonte de medalhas de ouro das Olimpíadas foi a população negra, que segundo o IBGE é formada por pretos e pardos. Por Helio Santos Do Brasil de Carneeosso Tenho dito que a periferia brasileira é ouro puro; figuração que faço para evidenciar a riqueza que ali sobrevive. Nada vale mais nesse planeta do que talento, mais que o próprio ouro. E convenhamos: esse material é abundante em nossos bairros periféricos, favelas, cortiços e invasões. As Olimpíadas que acabaram de se encerrar no Rio comprovou de forma cabal o que dissemos recentemente aqui nessa página. Sempre lembro que, apesar de dispormos de fartos veios de ouro puro, optamos pelas bijuterias. Ou seja: valorizamos os bem-nascidos que não precisam se empenhar para manter seus privilégios. O resultado é o país que nos resta: baixa capacidade de crescimento com inclusão; jejum completo de Prêmios Nobel e medíocre pontuação ...

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    Morre ativista norte-americano de direitos civis Julian Bond

    Ex-líder do Naacp atuou em defesa dos direitos da população negra. Bond morreu no sábado (15) aos 75 anos na Flórida, EUA. O ativista norte-americano dos direitos civis e ex-líder da Naacp (associação de defesa dos direitos da população negra), Julian Bond, que surgiu como um dos estudantes ativistas mais prominentes nos turbulentos anos 1960, morreu no sábado (15) aos 75 anos. Bond morreu em Fort Walton Beach, na Flórida, de acordo com comunicado do SPLC (Southern Poverty Law Center), que não informou a causa do óbito. Bond foi o primeiro presidente do SPLC, organização internacional dedicada aos direitos civis. "O país perdeu uma de seus mais apaixonadas e eloquentes vozes pela causa da justiça", disse Morris Dees, fundador do Southern Poverty Law Center. Bond foi presidente do SPLC de 1971 a 1979. De 1998 a 2010, ele foi presidente da NAACP. "Julian Bond foi um herói e, eu sou ...

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    Aplicativo grava e envia vídeos de abuso de poder da polícia a advogados nos EUA

    A associação de direitos civis dos Estados Unidos, American Civil Liberties Union (ACLU) desenvolveu um aplicativo para smartphones que permite gravar conversas entre policiais e cidadãos. no Olhar Digital Os vídeos gravados no app poderão ser enviados diretamente a um escritório local da ACLU e servirão como prova de possíveis violações dos direitos civis por parte da polícia. Depois de gravados, os arquivos são armazenados de modo que mesmo se o celular for apreendido, perdido ou destruído, seja possível acessá-lo. O programa, disponível para Android e iOS, também pode ser usado para enviar pedidos de ajuda a outras pessoas para que se dirijam a um local e documentem um incidente do gênero. "Este aplicativo vai servir como um controle sobre o abuso - seja por policiais, assistentes dos delegados, patrulha fronteiriça ou outros funcionários - permitindo que os cidadãos comuns registrem e documentem qualquer interação com agentes da lei", explica ...

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    Livro investiga trajetória de mulheres flagradas em foto símbolo da segregação racial nos EUA

    Em "Elizabeth and Hazel - Two Women of Little Rock" (Elizabeth e Hazel - Duas Mulheres de Little Rock, inédito em português), David Margolick conta como imagem mudou para sempre a vida das duas ex-estudantes, que chegaram a ser amigas, mas se afastaram novamente. "Sei que a despeito de tudo, elas ainda se gostam e sentem falta uma da outra", diz no Marie Claire por Amauri Arrais   ELIZABETH (À FRENTE) E HAZEL EM FOTO FEITA POR WILL COUNTS EM 4 DE SETEMBRO DE 1957 (FOTO: REPRODUÇÃO / YOUTUBE / YALE PRESS) Os nomes de Elizabeth Eckford e Hazel Bryan não são reconhecíveis para a maioria, mas uma imagem das duas no dia 4 de setembro de 1957 certamente é: a primeira, uma estudante negra, óculos escuros, caminha estoicamente em meio aos colegas brancos, enquanto a segunda, logo atrás, parece gritar impropérios racistas. A imagem histórica, capturada pelo ...

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    Ativistas do “Friendship 9” são perdoados 53 anos após protesto racial

    O grupo "Friendship 9", os nove afro-americanos condenados nos anos 60 por se sentarem em uma mesa reservada para brancos em uma cafeteria, foram perdoados nesta quarta-feira em um julgamento na Carolina do Sul, palco do protesto que fizeram há 53 anos contra o racismo e a favor dos direitos civis. por Beatriz Pascual Macías no Yahoo Com sua estratégia "Jail, No Bail" (Prisão, Não fiança), os nove ativistas foram os primeiros afro-americanos a preferir ir para a prisão a pagar a multa por ocupar o lado do balcão reservado aos brancos, uma ação que ajudou a impulsionar a luta contra a segregação racial no sul dos Estados Unidos. "Hoje é um dia monumental para os direitos civis. É uma vitória da não violência e da dignidade. Hoje é o começo de um novo dia nos Estados Unidos", afirmou Bernice King, que segue os passos do pai, Martin Luther King, ...

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    Fotos jamais vistas da segregação racial nos Estados Unidos, nos anos 1950

    Gordon Parks era apenas um adolescente quando deixou Fort Scott, sua cidade natal, no Kansas. Mais novo de 15 irmãos, Parks decidiu ganhar a vida sozinho depois da sua morte de sua mãe e acabou se tornando o primeiro fotógrafo negro da revista Life. The Huffington Post  por  Priscilla Frank no BrasilPost Somente dois anos depois de sua primeira pauta para a Life, Parks voltou para casa para um ensaio sobre a segregação racial na educação. Em uma viagem para Fort Scott em outras cidades próximas no Meio Oeste americano, Parks fotografou seus ex-colegas de escola da infância, capturando seus rostos, famílias e casas e registrando detalhes sobre suas ocupações e rendas. O ensaio, por razões que permanecem desconhecidas, nunca foi publicado, e as imagens nunca tinham sido vistas. Foi quando Karen Haas, curadora do Museum de Belas Artes de Boston, deparou com uma imagem de Parks que mudou tudo. ...

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    ‘Selma’ conta luta dos afro-americanos por direitos humanos

    Filme, dirigido por Ava DuVernay retrata a história das marchas históricas no ano de 1965no EstadãoO longa-metragem “Selma – Uma Luta pela Igualdade”, Lançado em 2014 nos Estados Unidos, estreia no Brasil no dia 5 de fevereiro. O filme, dirigido pela negra Ava DuVernay e indicado ao Oscar de melhor filme, retrata a história das marchas históricas no ano de 1965 entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, e Montgomery, capital do Estado, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana e lideradas por pessoas como Martin Luther King Jr. Entre as muitas cenas de agressões polícia, da Ku Klux Klan e dos defensores da supremacia branca recriadas pelo longa está a vivida por John Lewis, no dia 7 de março de 1965. Lewis estava à frente de 600 pessoas em uma das marchas. Na ponte Edmund Pettus, foram recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e ...

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    Selma é considerado esnobado no Oscar; veja repercussão

    (Selma,O longa é um drama sobre a campanha de Martin Luther King em 1965, que deu força ao movimento dos direitos civis dos negros nos Eua Do O Tempo  O filme "Selma", grande favorito dos críticos na corrida do Oscar, recebeu só duas indicações, nas categorias de melhor filme e melhor canção original ("Glory"). O longa é um drama sobre a campanha de Martin Luther King em 1965, que deu força ao movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. No filme, King lidera uma marcha sangrenta, e sempre contestada, de Selma a Montgomery, Alabama, para promover a luta pelo direito dos negros ao voto no Estado e em todo o Sul dos EUA. O elenco inclui Tom Wilkinson, Tim Roth, Oprah Winfrey e David Oyelowo, que faz o papel de Martin Luther King. Caso a diretora Ava DuVernay tivesse sido indicada para melhor diretora, teria sido a primeira ...

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    Martin Luther King (Foto: Willian H. Aden/ Evening Standard/ Getty Images)

    Quando o FBI quis matar, com palavras, Martin Luther King

    Ameaças acompanhadas de insultos e humilhações foram parte de uma carta anônima que o FBI enviou ao histórico líder dos direitos civis nos Estados Unidos, Martin Luther King, cujo último propósito era que este, desesperado, acabasse recorrendo ao suicídio. A carta que é de 1964 e nesta semana foi divulgada na íntegra, mostra a obsessão do FBI, dirigido por J.Edgar Hoover, para demonstrar o suposto vínculo do ativista com o comunismo em plena Guerra Fria. "Animal anormal", "fraude" ou "ser diabólico" são alguns dos adjetivos usados pela agência ao ameaçar King em revelar suas relações extraconjugais, das quais, disse, eram próprias de um "psicopata sexual". "King, olhe dentro de seu coração. Sabe que é uma completa fraude e a maior mentira para nós, os negros. Os brancos deste país têm suficientes fraudes por si mesmos, mas tenho certeza de que neste momento não têm uma que iguale a sua", dizia ...

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    Malcom X (Foto: Getty/Bettmann)

    “Malcolm X” e o racismo do capitalismo

    I - ORIGEM: Malcolm Little, mais conhecido como Malcolm X (nasceu em 19 de maio de 1925,  Omaha, estado de Nebraska). II - INFÂNCIA MALDITA: O pai: aos seis anos, seu pai Earl Little, dedicado trabalhador da UNIA (Associação para Melhoria Universal do Negro) foi violentamente assassinado, jogado na linha do trem com corpo quase partido em dois, agonizando mais algumas horas. A mãe: Louise Little aos 34 anos assumiu o sustento dos seus oito filhos. Ela possuía pele clara e trabalhava em empregos domésticos (até descobrirem que ela era negra). Passou por intensas pressões que a levaram a um colapso nervoso, sendo internada num hospital de doentes mentais. Adotado: Ele foi adotado em 1937 e viu a família ser destruída. O Destino dos sete imãos: Os mais velhos Wilfred e Hilda foram deixados à própria sorte. Philbert foi levado para casa da família em Lansing. Reginald e Wesley foram viver com a família ...

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    (Foto: AFP / AFP / Getty Images)

    50 anos depois da lei de direitos civis nos EUA, veja o que mudou

    Em 2 de julho de 1964, o presidente Lyndon Johnson assinava a lei que acabaria com a discriminação de cor, raça, religião ou nacionalidade nos EUA. Cinquenta anos depois da lei dos direitos civis nos EUA, afro-americanos ainda lutam para acabar com a discriminação racial do pais. A maioria ainda sofre ou já sofreu algum tipo de discriminação racial. De acordo com uma pesquisa realizada pelo site CBSNews, três em cada quatro americanos aprovam a lei dos direitos civis de 1964 e afirmam que foi um marco histórico para o pais. A mesma pesquisa diz que apenas 5% dos norte-americanos, acham que todos os objetivos de Martin Luther King foram atingidos, e 52% acreditam que nem todos os objetivos da lei dos direitos civis foram alcançados. Portanto, para a maioria, mesmo tendo um presidente afro-americano, os EUA ainda lutam com o preconceito e a discriminação racial, mulheres ainda recebem menos ...

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    Livro traz história real de mulher negra que não cede lugar para branco

    Livro traz história real de mulher negra que não cede lugar para branco

    O livro "O Ônibus de Rosa" poderia ser o roteiro de um belo filme. Um dos dois personagens centrais teve a oportunidade de estar presente à ação exemplar de Rosa Parks, uma senhora negra de meia-idade, que, nos anos 1950, com um simples "não", desencadeou uma grande transformação no seu país. JOEL ZITO ARAÚJO Essa história é muito conhecida de minha geração. Rosa Parks, trabalhadora como tantas outras no seu tempo, voltava de mais um dia cansativo de trabalho e se recusou a se levantar e ceder o seu lugar no ônibus para um homem branco. Esse ato infringia o apartheid e todas leis racistas dos Estados Unidos na época. Por isso, ela foi arrastada e presa. Mas esse seu ato pacífico de desobediência civil revolucionou o país. E, como em todo bom roteiro de cinema, o personagem que foi só testemunha ocular do gesto heroico de Rosa, exatamente por ...

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    Racismo e democracia amputada - Por: Dennis de Oliveira

    Racismo e democracia amputada – Por: Dennis de Oliveira

    No Fórum Social Mundial Temático realizado na semana passada em Porto Alegre, a ativista sul-africana Wilhelmina Trout, representante da Marcha Mundial de Mulheres na África do Sul, deu um impressionante depoimento sobre a sua vida e trajetória de militância no seu país. Quando votou pela primeira vez, já era avó. A luta pelos direitos civis foi uma árdua batalha, liderada por Nelson Mandela. Após vinte anos de fim do apartheid, a avaliação que ela faz não é das mais promissoras. A desigualdade econômica entre brancos e negros permanece e, em algumas situações, até se acentua; há um desânimo latente entre vários jovens negros e até já há vários deles que passaram a ser eleitores dos partidos brancos. A conquista dos direitos civis é um patrimônio coletivo, foi a custa de muito suor e sangue que se chegou a este patamar. Porém, não é suficiente para se pensar em uma verdadeira ...

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