Narrativas evaristianas: Ponciá Vicêncio em tempos difíceis

Não devemos alimentar um olhar passivo, resignante, diante da situação crítica e aterrorizante que estamos vivendo, ao mesmo tempo em que corpos são sepultados, sistematicamente, em várias cidades brasileiras, em virtude da epidêmica infecção ocorrida em nosso país. Sabemos que o alcance da infecção causada pelo novo coronavírus terá sua maior incidência nas localidades densamente ocupadas, de extrema pobreza, em que há residências de poucos cômodos e muitos moradores, favorecendo assim, o crescimento exponencial da epidemia. Não podemos negar os fatos e dados dos institutos de pesquisas, que demonstram existirem famílias, nas quais, cinco ou mais pessoas dormem no mesmo cômodo.

Intermitentemente, na densa noite escura, há gemidos e gritos, que se fragmentam em esperançar, não obstante ao sofrimento sufocante, pelo ar que não chega aos pulmões. Para algumas pessoas, sobretudo as mulheres, golpeadas pelo dilacerante infortúnio da dura vida, mulheres trabalhadoras, mulheres pobres, mulheres negras, mulheres… o amanhecer se descortina em desafios, porque não dizer, ato político, anticolonialista, conforme nos lembra a escritora negra Conceição Evaristo, em seu poema Todas as manhãs: todas as manhãs tenho os punhos/sangrando e dormente/tal é a minha lida/cavando, cavando torrões de terra/até lá, onde os homens enterram/a esperança roubada de outros homens.

A simplista fala presidencial chama-nos a atenção, ainda que façamos inegável esforço para compreendermos, ao afirmar que “o coronavírus veio e, um dia, irá embora” ou “está começando a ir embora”, conforme disse no domingo de Páscoa, em Brasília, para alguns líderes religiosos. Tal fala é a nítida declaração do seu inquestionável desapreço à vida humana, ainda mais por sabermos, conforme a denúncia cantada por Elza Soares, qual é a carne mais barata do mercado. Seria uma ingenuidade acreditarmos que as coisas podem ser tão simples assim. Dar crédito a esse pensamento é acreditar em um sofisma discursivo que transforma o vírus em “sujeito” dotado de vontade própria, como se o mesmo tivesse autonomia para “ir embora” quando bem quisesse, ao seu bel prazer. Abdicamos, veementemente, do superficialismo governamental adotado na condução do problema atual em que vivemos, trata-se de uma perspectiva rudimentar e discriminatória com aqueles e aquelas cujos sonhos e esperanças estão sob uma perigosa ameaça de serem sepultados.

O vírus não irá embora, a menos que o combatamos, nesse caso, obedecendo às orientações de isolamento social determinadas pela Organização Mundial da Saúde! Não é uma questão mágica, “um dia irá embora” e sim de enfrentamento. Trata-se de uma visita indesejável, que não queremos que fique junto a nós! Nesse momento, torna-se crucial a implementação de políticas públicas que venham ao encontro dos menos favorecidos, neste caso não devemos ignorar homens e mulheres que trazem consigo os efeitos históricos da vergonhosa escravização, possibilitando-lhes acessos aos bens necessários de sobrevivência. O que temos visto, com imenso aperto no coração, como ação efetiva para atendimento às pessoas mais pobres, é um simulacro assistencial. As irrelevantes ações governamentais, adotadas até o presente momento, fomentam, displicentemente, a inconcebível imagem universalizada de que todos os indivíduos e famílias, que ocupam os mais diversos espaços de nossa sociedade, sem considerar os que não têm até mesmo o mínimo necessário para passar o dia, possuem condições tecnológicas, financeiras e educacionais para acessar as exigências propostas para obterem os benefícios emergenciais que necessitam, sem contar que muitos, lamentavelmente, vivem na fronteira da indigência.

As narrativas que apontam para possíveis superações do fato apresentado encontram consonância na “desafortunada” experiência de perdas e desencontros, vivida por Ponciá Vicêncio, personagem do romance de formação do mesmo nome, escrito pela já citada escritora Conceição Evaristo. A leitura desse romance intenso e pujante nos empodera no enfrentamento das estruturas racistas, colonialistas e, sobretudo, machistas, que permeiam nosso cotidiano. No sentido de uma despretensiosa alusão interpretativa, não conclusiva, dessa maravilhosa obra, pinçaremos alguns excertos com vistas em oportunizar caminhos na reflexão que por ora apresentamos. Temas transversais como: o ato de bendizer, falar bem e tratar bem o outro, respeitando suas escolhas; a valorização e o respeito ao corpo, que carrega consigo vivências e marcas inapagáveis; a não-domesticação do tempo, que segue seu rumo nos diversos espaços e lugares; a condição do transparente e vazio, que revela o devir e a incompletude da vida humana e o pertencimento familiar, que denota identidade além do parentesco, fazem parte da construção da narrativa do romance.

Logo quando nos aproximamos, com o devido cuidado e respeito que a narrativa nos exige, da história da personagem, somos surpreendidos por um fato ligado à Ponciá Vicêncio, que atravessará o romance desaguando lentamente na derradeira página. Após passar por baixo do arco-íris, que é nomeado como Angorô, divindade religiosa da cultura banto, o que tanto Ponciá temia, segundo informações adquiridas oralmente pelo senso comum, que mudaria de sexo, não aconteceu: “Diziam que menina que passasse por debaixo do arco-íris virava menino”. As palavras que dizemos e ouvimos são geradoras de potências, que se concretizam do seu modo e ao seu tempo, por tal motivo, na cultura social brasileira, principalmente no período pós-abolição, era comum encontrarmos nas comunidades pobres e marginalizadas as famosas benzedeiras, mulheres guardiãs, herdeiras da tradição e conhecimento ancestral, que faziam suas rezas e benzeções para a cura dos males que acometiam crianças, jovens, adultos e velhos. Conforme relatado no romance, era importante “saber a benzedura para o cobreiro, para o osso quebrado ou rendido, para o vento virado das crianças”, eram muitas as doenças. A função dessas mulheres era benzer, ben-dizer através da potência vital da fala. Falar bem, subvertendo as maldições, que por vez eram mantidas pela elite branca escravocrata, que optavam por mal-dizer, negros e negras que foram escravizados, tratando-os com termos racistas, discriminatórios, depreciativos, como: “negro sujo”, “preto burro”, “negra do cabelo ruim” e tantos outros praguejamentos, incidindo muitas vezes no psicológico dessas pessoas, que por sua vez somatizavam diversas doenças.

É possível vermos nesse romance que tudo passava em uma dinamicidade transformadora diante dos olhos de Ponciá, a percepção do que temos e somos reafirma nossa vivência nos espaços que ocupamos: “lá estavam os seinhos que começaram a crescer”. Nessa ilativa revelação, temos a constatação acerca do corpo da personagem, vemos como o tempo surge como maestro na nossa formação. E mais: o tempo também passava e “ela nem via”. Devemos lembrar que as mudanças decorrentes da ação do tempo na natureza, incluímos aqui a existência humana, pois fazemos parte do universo, são concebidas em perspectivas singulares, haja vista a forma como o pensamento helênico compreendia o tempo, para os gregos o tempo era concebido a partir de duas perspectivas: uma que quantifica e a outra que qualifica, respectivamente Chronos e Kairós, enquanto o primeiro legitima-se por “marcar o devir” em dias, semanas, meses e anos, através de segundos, minutos e horas, o outro se estabelece como “o momento oportuno”, adequado para realização de uma atividade.

Mesmo que possamos considerar no nosso dia a dia a importância de observarmos nossas agendas e calendários, para cumprirmos com os nossos compromissos no momento oportuno e exato, não devemos esquecer que a cosmovisão africana, responsável pela visão de mundo dos negros e negras escravizados, nesse caso  estamos falando exclusivamente  da cultura banto, sem mencionar as demais nações africanas, que se organizaram no processo  da reconstrução, em terras brasileiras, do culto ancestral denominado candomblé, constitui, como vemos até hoje, um modo de perceber a vida cotidiana, com sua agenda e oportunidades, como intrínsecas ao Sagrado, por essa razão, acolhem o Tempo como divindade. Se por um lado, a Grécia arcaica, concebe o tempo como aquilo que quantifica e qualifica as ações humanas, os africanos da diáspora veem como aquele que dignifica. Sim, é o respeito pela vida das mulheres e homens que o inquice Tempo ou Kitembo, divindade do culto banto, também conhecido nas nações jeje-nagô como Iroko e Loko, legitima nos processos das relações sociais, consolidando empatia e acolhimento ao outro, evidenciando sua dignidade.

As idas e vindas da narrativa envolve-nos e seduz. Há em cada palavra e frase um intenso renascimento, do que supostamente pensamos ser o fim, como por exemplo ao lermos que certo dia “primeiro ela viu os pés da mulher, depois as pernas, que eram longas e finas, depois o corpo, que era transparente, vazio”. Em sua experiência teofânica, a transparência e o vazio, presentes na imagem vista por Ponciá, revelam o que vem depois, ou o que está por trás, seja a natureza ou o ente, com suas particularidades e diferenças. Isso é o que caracteriza aquilo que é transparente, causando em muitos, assombro e receio. Talvez, por esse motivo, as coisas veladas, guardadas a sete chaves, misteriosas, tenham por parte de alguns, fascínio e interesse.

A necessidade imperiosa, de uma sociedade imagética, amante da estética, que vende a aparência de uma vida cheia de sorrisos, mesas fartas, roupas de grife e ostentação material, como é demonstrado nas imagens veiculadas nas mais diversas redes sociais, disponibilizadas pelo interesse capitalista, parece apontar para a mais triste constatação: as relações somente são aceitáveis coletivamente, ou seja, em rede, se algo agradável aos olhos, que denota glamour, riqueza e plena satisfação, tiver seu lugar de destaque, mesmo que tais amostragens não tenham nenhuma relevância para a transformação da sociedade, agregando valores imprescindíveis para a convivência humana. Conserva-se, na comunidade imagética, respaldada pelas mídias digitais, um pacto não explícito que desautoriza seus membros serem transparentes, mostrarem “o que está” e o que vem depois de si. A auto declaração de se perceber vazio, é agressão e desrespeito às leis das aparências recorrentes nas redes sociais. A fronteira do real e do imaginário é tênue, somos seres de projeções, idealizações e sonhos, que nos acompanham por toda nossa vida e disso a personagem sabia, pois agora, adulta, ainda receava passar por baixo do arco-íris, mesmo sabendo que não viraria homem.

Foi a imagem de homem, construída em seu interior, desde sua meninice, que a possibilitou perceber-se, notando quem era. O reconhecimento ancestral envolve pertença e identidade. Só sabemos quem somos se, primeiramente, pertencermos ao outro. Ponciá “relembrou-se do primeiro homem que conhecera em sua família”. Viver em família e como família é coexistir, existir junto, na luta travada contra a desmemória, o apagamento alheio. É (con)viver, viver junto a experiência mútua de existir. É surpresar atentamente torrentes de gestos, histórias e impressões, dando a si a imensa oportunidade de ficar do lado e ao lado, de transcender, mesmo que por poucos momentos, pois a modernidade cotidiana nos exige pressa, esse é o mistério da vida! A personagem contraria a ideia de que não somos capazes de retermos significativas experiências na brevidade das relações, pois “o pouco tempo em que conviveu com o avô, bastou para que ela guardasse as marcas dele”. Percebemos nessa narrativa onisciente que, além de guardarmos a memória e lembranças dos nossos, que não mais se encontram fisicamente entre nós, torna-se importante guardarmos também suas emoções, afetos, que nos foram deixados, pois “Ponciá Vicêncio, mesmo menina de colo ainda, nunca esqueceu o derradeiro choro e sorriso do avô”. A narrativa reforça o vínculo afetivo estabelecido entre a pequena Ponciá e seu avô, através de um questionamento que possivelmente não precisasse de resposta: “como a menina se lembrava dele? Ela era tão pequena, tão de colo ainda quando o homem fez a passagem. Como, então, Ponciá Vicêncio havia guardado todo o jeito dele na memória?”. As expressões do corpo, reveladas através do riso e do choro, descortinam a nossa mais humanizadora forma de existir. A dicotomia presente no momento da alegria e da tristeza, revelada através do riso e de choro, vez por outra é amalgamada, em que tudo de forma fascinante passa a ser um, numa extraordinária manifestação do corpo humano, por esse motivo, às vezes choramos de tanto rir!

Não satisfeita com o nome de batismo que recebera a identificação não lhe definia, Ponciá sentia que sua “cabeça rodava no vazio, ela vazia se sentia sem nome. Sentia-se ninguém. Tinha, então, vontade de choros e risos”. Diz-nos o romance que “uma noite ela passou todo o tempo diante do espelho chamando por ela mesma”. A não-identidade, vivenciada pela personagem aponta para uma das questões fundamentais legitimadas na construção identitária do povo brasileiro, ou seja, como pertencer ao que não me define? Em relação a essa pergunta o romance nos diz que “o tempo passava, a menina crescia e não se acostumava com o próprio nome. Continuava achando o nome vazio, distante”. Aí está uma das muitas violências que permearam a construção social dos negros e negras da diáspora.

O nome, dentro da cosmovisão africana, sobretudo para os bantos e iorubás, não traz simplesmente a função de identificar uma pessoa da outra, ou seu sexo, mas revela sua história e ancestralidade, sua afirmação inegociável enquanto ser.  Vemos na narrativa que “o pai, a mãe, todos continuavam Vicêncio. Na assinatura dela, a reminiscência do poderio do senhor, de um tal coronel Vicêncio. O tempo passou deixando a marca daqueles que se fizeram donos das terras e dos homens”. Como percebemos, o sistema escravocrata no Brasil tinha por objetivo a total desumanização e objetificação de homens e mulheres negros.

O “batismo” compulsório era efetivado pelo escravizador no período colonial, tinha por objetivo denotar posse dos escravizados, assim, estabelecendo legalmente autorização para negociá-los nos mercados públicos, como animais, peças e coisas. Devemos lembrar que todos os brasileiros, que trazem em seu registro de nascimento o sobrenome Silva, saibam que seus antepassados foram propriedades dos grandes latifundiários, cujas terras eram fechadas por extensas vegetações, denominadas silva, palavra latina que significa selva.

De igual modo, os que têm o sobrenome da Costa, seus antepassados eram propriedades daqueles que possuíam seus haveres próximos ao litoral, das praias, das zonas costeiras. E finalmente, para resumirmos essa sucinta amostra, temos aqueles e aquelas que carregam em suas identidades sobrenomes como: Trindade, Sacramento, Espírito Santo, Bispo, dos Anjos, Santos, entre outros. Esses tiveram sua família ancestral escravizada pelo clero, pois a igreja também foi uma das maiores defensoras e mantenedoras da escravidão. A afirmação da nossa identidade ratifica quem somos e o que somos. Uma sucinta análise de conjuntura, da atual situação que ratifica o isolamento social, como procedimento necessário no enfrentamento ao COVID-19, por parte de homens e mulheres em vários estados do Brasil, revela o desconhecimento do atual governo de quem somos nesse sombrio contexto político. Afirmamo-nos, como aqueles e aquelas que não se permitem ser subjugados por informações governamentais que minimizam a eficácia letal de um vírus que tem vitimado milhares de pessoas, são os que dizem não, as declarações que validam procedimentos medicamentosos, para o combate ao COVID-19, sem a chancela científica. Somos os que não digerem a ideia fatalista de que nada podemos fazer contra a epidemia, pois “da mesma forma que ela veio irá embora”, nessa perspectiva fica demarcado também o que somos, isto é: resultados das nossas ações.

Nosso engajamento político-social tem por finalidade revelar a nossa verdadeira face, muitas vezes invisibilizada por estruturas colonialistas opressoras e por diversas vezes repressoras e desumanas. Esse é o pensamento de uma estrutura social colonialista, classista e ageísta, que estabelece, a partir de um viés utilitarista sinistro, a escolha entre jovem e idoso na “hora da morte”; estruturas que colocam o capital acima da vida humana; estrutura necropolítica, como define o intelectual e filósofo negro Achille Mbembe, na qual o Estado exerce o controle e classifica quem deve viver ou morrer, descartando quem não mais atende aos seus interesses.

Como vimos, através das narrativas evaristianas, nos pensamentos que pinçamos da vida e história de Ponciá Vicêncio, somos convidados a construirmos possibilidades de superação a partir de uma leitura da vida, na qual o ordinário perceber das coisas e do outro é surpreendido pela inserção do (extra)ordinário, daquilo que não está aguardado, mas desejado. Ponciá “ficava olhando sempre um outro lugar de outras vivências”. A personagem, assim como sua história, é conduzida pelo tempo, podemos vê-la além do registro romanesco. A narrativa fazendo-nos percebê-la no nosso passado, presente e futuro, sua face está impressa em carne, osso, cheiro, desejos e vontades, na rua e viela, no morro e asfalto, no campo e na cidade. Rostos não vistos, desapropriados do seu eu, oprimidos e esquecidos pelas instâncias de poder em espaços densos, em tempos difíceis.

Ponciá Vicêncio nos ensina a caminhar, não obstante as desventuras que a vida nos impõe, pois “ela acreditava que poderia traçar outros caminhos, inventar uma vida nova”. O romance está repleto de pensamento e vivência da mulher negra, esse olhar composto pela subjetividade da autora é o que ela chama de escrevivência, no qual a existência e representação da mulher negra, no imaginário machista e branco, não deve ser pautada por paradigmas androcêntricos. Ponciá traz consigo uma herança ancestral fomentadora, que aponta para um futuro a ser alcançado a partir do sofrimento vivido, na construção do querer apesar de, “bom que ela se fizesse reveladora, se fizesse inteira de uma história tão sofrida, porque enquanto o sofrimento estivesse vivo na memória de todos, quem sabe não procurariam, nem que fosse pela força do desejo, a criação de um outro destino”. Os passos carecem de serem dados… quer cansado ou bem-disposto, na alegria ou em sofrimento, com choro ou risadas, tendo muito ou pouco, ou seja, na mistura do tempo. A personagem nos inspira contra a temporalidade cartesiana, pois “andava como se quisesse emendar um tempo ao outro, seguia agarrando tudo, o passado-presente-e-o-que-há-de vir”.

O que a vida da personagem descortina diante dos nossos olhos em tempos difíceis? Bem, basta olharmos para o lugar de onde vem o som da batida do coração da autora, onde “lá fora, no céu de cor de íris, um enorme angorô multicolorido se diluía lentamente, enquanto Ponciá Vicêncio, elo e herança de uma memória reencontrada pelos seus, não se perderia jamais, se guardaria nas águas do rio”. Eis a resposta: o arco-íris, símbolo de aliança para uns, diversidade para outras e divindade para o povo da diáspora, dádiva do Sagrado a nos acompanhar até as águas do rio que nos faz esperançar! 

 

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*Edson Fabiano dos Santos – Possui Graduação em Teologia; Especialista em Ética, Subjetividade e Cidadania pelo Instituto ecumênico de Pós-Graduação; Mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, na área de Teologia e História; Licenciatura em Filosofia – Universidade Candido Mendes (AVM). É doutorando em Educação (FE/UNICAMP) pesquisador e integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação de Jovens e Adultos – GEPEJA da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP/SP. Atuando principalmente nos seguintes temas: relações étnico-raciais, racismo e intolerância religiosa, escravidão negra no Brasil, teologia negra, espiritualidade, literatura negra e afro-brasileira, Jorge Amado, filosofia e educação, cultura afro-brasileira, pensamento afrodiaspórico, políticas públicas, direitos humanos e cidadania. 

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