quinta-feira, novembro 26, 2020

    Tag: abolição da escravidão

    Abolição da escravidão em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agrária, diz historiador

    Em 13 de maio de 1888, há 130 anos, o Senado do Império do Brasil aprovava uma das leis mais importantes da história brasileira, a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão. Não era apenas a liberdade que estava em jogo, diz o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores pesquisadores da escravidão no Brasil. Outro tema na mesa era a reforma agrária. Por Amanda Rossi Do BBC Escravos trabalham em uma plantação de café no Brasil (THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY) O debate sobre a repartição das terras nacionais havia sido proposto pelo abolicionista André Rebouças, engenheiro negro de grande prestígio. Sua ideia era criar um imposto sobre fazendas improdutivas e distribuir as terras para ex-escravos. O político Joaquim Nabuco, também abolicionista, apoiou a ideia. Já fazendeiros, republicanos e mesmo abolicionistas mais moderados ficaram em polvorosa. "A maior parte do movimento republicano fechou com os latifundiários ...

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    Mobilização,Consciência de Raça e Gênero,Rumo aos 130 anos da Abolição

    O Brasil, é a segunda maior população negra fora de África, e de acordo com o IBGE 2017, conta com uma população de 207,7 milhões, sendo este de maioria mulheres, em um percentual de 51,8%, dentre elas maioria negra. Ainda assim estamos condicionadas as piores relações, e condições de trabalho, salários, moradia, saúde, mobilidade urbana e acesso à cultura em termo de produção, execução, e ou conhecimento. Por Mônica Custódio*, do Portal Vermelho  Nestes últimos 130 anos houveram mudanças substanciais, na formação sócio cultural, econômica e histórica de nosso país, da Abolição a Constituinte de 1988, essas mudanças se evidenciaram em várias formas de expressão, como simbolismo da resistência, à afirmação da identidade negra. Com tudo isso a população negra, independente do sexo, recebe 50% menos na sua remuneração que a não negra, quando se inclui o recorte gênero a situação fica ainda mais alarmante. A remuneração de duas mulheres ...

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    5 verdades e mitos sobre a abolição da escravatura no Brasil

    Desde a infância, os brasileiros aprendem que 13 de maio é um dia de celebração, por conta da abolição da escravatura no país – a última nação americana a libertar as pessoas escravizadas, em 1888. Mas quanto realmente sabemos sobre a data tão marcante para a história do Brasil? por Cinthya Oliveira no Hoje em Dia O discurso em torno do assunto tem variado ao longo dos anos, conforme pesquisas são realizadas por historiadores e novas interpretações são apresentadas. Muitas vezes, o que foi dito sobre a assinatura da Lei Áurea há 20 anos não corresponde mais ao que tem sido dito na historiografia contemporânea. Por isso, o Hoje em Dia levantou cinco afirmativas que fazem parte do imaginário de boa parte dos brasileiros e apresentou a historiadores para saber se são verdades ou mitos, de acordo com a atual historiografia. Confira o resultado:   1 - A princesa Isabel ...

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    Flávia Oliveira. (Foto: Marta Azevedo)

    Estamos em maio – por Flávia Oliveira

    É o mês da abolição e todo mundo quer debater racismo. Eu queria falar dos negros em setembro Por Flávia Oliveira, do O Globo Foto: Marta Azevedo Eu sei quando maio começa, porque todo mundo quer saber do povo negro. Se dormisse por meses a fio, ao acordar, me saberia em maio pelo assédio dos ativistas e dos bem intencionados. É o mês da abolição e todo mundo quer debater o racismo. A agenda de eventos não cabe no calendário; o dia 13 deveria ter 129 horas, uma para cada aniversário da Lei Áurea. Em novembro, mês da consciência negra, também. Todo mundo quer saber dos negros em novembro. Eu queria falar em dos pretos em setembro. Mas setembro é o mês em que a gente fala de flores, de literatura e de música. Setembro é o mês da primavera, da Bienal do Livro e do Rock ...

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    Migrações negras no pós-abolição do sudeste cafeeiro (1888-1940)

    O presente artigo tem por objetivo analisar o processo de migração de ex-escravos e seus descendentes diretos ou indiretos, no período após a promulgação da Lei Áurea, do Vale do Paraíba para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e seus desdobramentos. Trata-se de avaliar esse processo para além do sistema dual de explicação das migrações: atração versus expulsão. Busca-se, nesse sentido, incorporar análises qualitativas, quantitativas e demográficas dessa experiência. Para atingir tais objetivos utilizou-se o cruzamento de fontes variadas, a saber, os registros civis de nascimento e óbito, censos, entrevistas e bibliografia secundária. Por Carlos Eduardo Coutinho da Costa, do Revista Topoi Black Migration in Post-Emancipation Coffee-Producing Southeast (1888-1940)   This article focuses on the migration of Blacks – former slaves and their descendants – from the Paraíba Valley to the metropolitan area of Rio de Janeiro, and its consequences, in the post-emancipation period. The goal is to evaluate the process ...

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    1888, Abolição X Imigração

    “O povo Brasileiro precisa, como os estrangeiros que aqui aportam, antes  mesmo destes, ser “imigrado” à posse da sua terra e ao gozo dos seus bens”. (1) Alberto Torres, Ministro do STF, escandalizado com a dação de terra e recursos vários ao japonês. por André Pessego via Guest Post para o Portal Geledés A abolição e a imigração, diametralmente opostas, são os dois calcanhares de aquilhes da nação brasileiro. A “abolição” sai a custo zero para o não negro, no geral; enquanto para o negro vem sendo pior que a escravidão. A imigração no Brasil, em todas as épocas, é feita para salvar a Europa de suas crises cíclicas, daí chega à nocividade. Os recursos dados ao imigrante europeu/japonês são tirados do negro. Isto faz da “abolição” um crime de lesa humanidade; e da imigração no Brasil, um crime de lesa pátria. Estatísticas: Toda estatística no Brasil é azeitada: Tabulada numa ...

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    Dia 1º de junho: nossa Imprensa completa 207 anos de fundação.

    Este é o único retrato em que o gaúcho Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça (1774-1823) aparece com a o seu mensário, o Correio Braziliense (1808-1822), considerado o primeiro jornal brasileiro, embora editado em Londres devido à Censura Régia que proibia imprimir na Colônia. Circulando de forma clandestina na Colônia e em Portugal, este mensário foi o pioneiro a defender a abolição da escravatura no distante ano de 1814. O quadro foi pintado entre 1808-1820 e pertenceu ao Grão - Mestre duque de Sussex que foi protetor e amigo do patrono da imprensa no Brasil. Hipólito José da Costa faz parte da Galeria dos Heróis Nacionais. por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite* via Guest Post para o Portal Geledés O Dia da Imprensa brasileira, comemorado em 1ª de junho, por determinação da Lei Federal ,nº 9.831, é uma homenagem ao seu mensário, o Correio Braziliense, que divulgava os principais acontecimentos, ...

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    Ser mãe negra e jovem no Brasil

    Como ensinar a sua filha a ter orgulho da própria cor no país da falsa Abolição por Michelli Cristini para os #JornalistasLivres Ontem, dia da Abolição, deveria ser feriado Nacional. Deveria ser um dia de comemoração, um dia para ser lembrado. Mas acho que sei porquê o dia 13 de maio não está em vermelho no calendário: por mais que a escravidão tenha sido oficialmente abolida do nosso país, ela continua dentro das pessoas. Sou negra, nunca fui obrigada a trabalhar em troca de comida ou moradia, mas sei o que é entrar em um algum lugar e ser olhada como diferente, sei o que é ouvir piadinhas (todas sem graça nenhuma) pelo fato de sua pele ser de uma pigmentação mais escura, ter apelidos por causa da minha etnia, perguntarem por que não faço uma progressiva. A escravidão acabou oficialmente, mas o racismo não. O que me deixa extremamente ...

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    Por que os negros não comemoram o 13 de maio, dia da abolição da escravatura?

    A Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel em 1888 Do iG A Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, foi assinada em 13 de maio de 1888. A data, no entanto, não é comemorada pelo movimento negro. A razão é o tratamento dispensado aos que se tornaram ex-escravos no País. “Naquele momento, faltou criar as condições para que a população negra pudesse ter um tipo de inserção mais digna na sociedade”, disse Luiza Bairros, ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Após o fim da escravidão, de acordo com o sociólogo Florestan Fernandes (1920-1995), em sua obra "A integração do negro na sociedade de classes", de 1964, as classes dominantes não contribuíram para a inserção dos ex-escravos no novo formato de trabalho. “Os senhores foram eximidos da responsabilidade pela manutenção e segurança dos libertos, sem que o Estado, a Igreja ou qualquer outra instituição ...

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    É significativo que 13 de maio não seja feriado

    Não que o Brasil precise de mais um feriado, mas é significativo que 13 de maio esteja fora das "datas nacionais". Pouco celebramos aquele dia de 1888 em que, com vergonhoso atraso, aboliu-se a escravidão. Ela é a nossa tragédia maior e, paradoxalmente, também a nossa glória, pois não seríamos nada, em qualquer aspecto, sem a presença africana. por Luiz Fernando Vianna na Folha A antropóloga Lilia Schwarcz, que está lançando com a historiadora Heloisa Starling o livro "Brasil: Uma Biografia", relatou nesta Folha a indignação que sentiu ao ouvir pessoas, após uma sessão do filme americano "12 Anos de Escravidão", dizerem coisas como "que bom que no Brasil não foi assim". Por desconhecimento ou má-fé, encampamos falácias como as de que a ditadura militar não foi tão dura quanto de fato foi e que a corrupção é obra de alguns malfeitores –e não uma chaga que está no DNA do país e ...

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    Anúncios de escravos: os classificados da época

    “O Brasil é um país mestiço, com algumas ilhas negras”. (Glória Moura, no livro “Os herdeiros da noite”) Os anúncios de fuga, venda e aluguel de negros, no século 19, são considerados os primórdios dos atuais classificados impressos nos jornais que circulam no cotidiano dos brasileiros. Analisando sob o prisma econômico, o negro era considerado uma mercadoria (um bem) da qual seu proprietário fazia o uso que desejasse: a mão de obra escrava podia ser vendida ou alugada (escravos de aluguel). por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite*  via Guest Post para o Portal Geledés  Clique na imagem para ler matéria atual de busca de empregadas domesticas Nossa economia, durante o período colonial e imperial, foi baseada no latifúndio monocultor e na mão de obra escrava, onde o status social era proporcional à quantidade de escravos que o proprietário possuísse para servi-lo. A fuga ou morte de um escravo representava ...

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    Escravidão, abolição e resistência

    Abolição da escravidão e o dia da Consciência Negra Apresentação No Dia da Consciência Negra, cabe relembrar que a luta pela abolição da escravidão no Brasil remonta aos tempos dos quilombos, com a tragédia épica do líder negro Zumbi, da República dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas, no século XVII, e transporta-se, objetivamente, para o recinto da Assembléia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil em 1823, levando então 65 longos anos para que os abolicionistas triunfassem sobre os escravocratas com a aprovação da Lei Áurea (1888); passa pela Revolta da Chibata, em 1910; pelas primeiras discussões e propos- tas contra a discriminação racial no Parlamento; pelo processo constituinte de 1987-1988, com o reconhecimento dos direitos da comunidade negra, quando da promulgação da Constituição Cidadã (1988); e se encerra com a apresentação de projetos que se trans- formaram em lei, além de mais de uma centena de ...

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    Querida Sinhá Isabel

    Daqui a dois dias seremos lembrados que, numa canetada, uma princesa branca libertou todos os negros escravizados do Brasil. E tenho absoluta certeza de que algumas pessoas, em pleno 2015, celebrarão esse ato de suposta extrema generosidade e compaixão com memes e frases de efeito na minha timeline. Se você é uma dessas, favor persista na leitura. por Leopoldo Duarte, na Revista Fórum Segundo a história oficial, somos levados a crer que depois de 3 séculos, 358 anos pra ser mais exato e um pouco de pressão econômica da Inglaterra, Isabel foi acometida de um lapso de teimosia e humanidade que a levou a assinar a abolição dos escravos. Fofa ela, não?! Mereceu até uma pena dourada pra tornar o momento mais mágico e reluzente. A partir de então, cada homem negro e mulher negra se tornaram livres para desfrutarem da tão sonhada liberdade. E todos viveram feliz pra sempre numa ...

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    Imagem: iStock/RomoloTavani

    Plano de Aula: Sujeitos sociais e interesses envolvidos na abolição da escravidão no Brasil

    por Leide Divina Alvarenga Turini  - UBERLANDIA - MG Universidade Federal de Uberlândia e Coautor(es): Aléxia Pádua Franco no Portal do Professor Estrutura Curricular MODALIDADE / NÍVEL DE ENSINO COMPONENTE CURRICULAR TEMA Ensino Médio História Processo histórico: nações e nacionalidades Ensino Fundamental Final História Nações, povos, lutas, guerras e revoluções Educação de Jovens e Adultos - 2º ciclo História Trabalho e relações sociais O que o aluno poderá aprender com esta aula Identificar diferentes sujeitos sociais envolvidos no processo de abolição da escravidão no Brasil. Analisar os interesses de diferentes sujeitos sociais no processo de abolição da escravidão no Brasil. Duração das atividades 04 aulas de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno O sistema escravista no Brasil entre os séculos XVI e XIX. Estratégias e recursos da aula Aula 1 Motivar os alunos para a discussão do tema a partir da reflexão sobre o predomínio de uma determinada imagem do ...

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    APESP recebe certificado Memória do Mundo com jornal abolicionista “A Redempção”

    APESP recebe certificado Memória do Mundo com jornal abolicionista “A Redempção”

    O coordenador do Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP), Izaias Santana, participou da cerimônia de entrega dos diplomas às instituições detentoras de acervos documentais nominados ao Registro Nacional do Brasil em 2014. O evento aconteceu na quinta-feira, dia 11, às 17h, no auditório principal do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. O diploma será concedido para outras nove instituições do país, incluindo arquivos e museus. Para participar do programa, o Arquivo Público do Estado de São Paulo inscreveu o acervo do jornal abolicionista “A Redempção”. Os 135 exemplares estão sob a guarda da instituição desde 2008 e vieram do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP) em caráter de comodato. A inscrição no Programa Memória do Mundo foi consolidada após diversas pesquisas que confirmaram a raridade do jornal. Saiba mais - Criado pela UNESCO em 1992, o Programa Memória do Mundo reconhece como patrimônio da humanidade documentos, arquivos ...

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    A renda básica e a abolição da escravidão

    Eduardo Matarazzo Suplicy: A renda básica e a abolição da escravidão Em 2004, foi sancionada a lei nº 10.835 –a Lei da Renda Básica de Cidadania–, que garante a todas as pessoas que vivem no Brasil receber uma transferência de renda. Conforme diz a lei, a instituição da RBC (Renda Básica de Cidadania) será realizada em várias etapas, com prioridade para os segmentos mais vulneráveis da sociedade.  As transferências, feitas em parcelas mensais, devem ser suficientes para atender às necessidades de cada pessoa dentro do contexto de desenvolvimento e de possibilidades do Orçamento do Brasil. Quando o Poder Executivo definir o valor a ser concedido, terá de levar em consideração as limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.  Leis relacionadas com o Plano Plurianual e as diretrizes orçamentárias deverão especificar os cancelamentos e as transferências de despesas, bem como quaisquer outras medidas necessárias para a implementação da RBC. É justo ...

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    Comissão irá debater abolição da escravidão amanhã

    Intenção é proporcionar inclusão de negros de maneira completa Por Carolina Souza A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realizará audiência pública interativa para debater o fim efetivo da abolição da escravidão no país. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs a discussão pois acredita que a Lei Áurea não libertou os negros de maneira completa, já que os descendentes dos antigos escravos ainda não têm acesso à educação. Além disso, o senador também salienta que os negros ainda não usufruem de seus direitos e ainda são muito marginalizados. Os participantes da audiência devem ser: o secretário da Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira da Silva; o vice-presidente Grupo Cultural Olodum da Bahia, Marcelo Gentil; o professor e escritor Hélio Santos; e o professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Augusto Sérgio dos Santos de São Bernardo.  Também foram convidados para o debate familiares do abolicionista Joaquim Nabuco: Vivi ...

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    olodum

    Olodum: princesa Isabel não é heroína da abolição

    Fundador do grupo Olodum, João Jorge Rodrigues, disse que a escravidão era prática em declínio à época da abolição: “Não queremos que essa atitude seja vista com aura de santidade. Os verdadeiros heróis negros são Zumbi dos Palmares, Lucas Dantas, Manoel Faustino e todos os personagens negros importantes da época do império” Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil - O fundador do grupo Olodum, João Jorge Rodrigues, foi o entrevistado dessa terça-feira (13) no programa Espaço Público, da TV Brasil. Em uma de suas respostas, ele rejeitou a ideia de que a princesa Isabel seja heroína da história do Brasil. Segundo ele, a escravidão era prática em declínio à época da abolição. “Não queremos que essa atitude seja vista com aura de santidade. Os verdadeiros heróis negros são Zumbi dos Palmares, Lucas Dantas, Manoel Faustino e todos os personagens negros ...

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    Abolição inacabada

    Abolição inacabada

    Três especialistas sobre escravidão e abolição falam sobre o 13 de Maio e de como esta data ainda carece de análise e compreensão da sociedade brasileira A praça estava uma agitação só, e o menino Afonso Henrique, então com sete anos (ele, que nascera em 13 de maio de 1881, comemorava aniversário naquele dia - 13 de maio de 1888), observava tudo aquilo num misto de medo e deslumbramento, apertando ainda mais a mão do seu pai, João. A cena, carregada de simbolismo, seria escrita anos mais tarde pelo escritor Lima Barreto, em seus diários, lembrando do que foi para ele o dia em que a população comemorou, no centro do Rio de Janeiro, a libertação dos escravos por meio da Lei Áurea, e que extinguiu a escravidão no Brasil. Mas não só o episódio ficaria nas memórias de infância do escritor, como também o fato de que aquela a ...

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    Valongo

    Abolição e luta escrava por liberdade

    Valongo ou mercado de escravos no Rio, desenho de Auguste Earle (1793-1838) A abolição resultou principalmente da luta escrava em favor da liberdade, demonstrando o protagonismo da ação dos africanos escravizados. por: Tales dos Santos Pinto Durante a primeira metade do século XIX as rebeliões escravas estavam tirando o sono dos latifundiários, já que a ameaça apresentada pelo exemplo da independência do Haiti ainda era recente e havia indícios de que os africanos escravizados sabiam do processo de abolição e independência haitiana. Só na Bahia foram mais de 30 revoltas até 1835, sendo a mais conhecida a Revolta dos Malês. Em Minas Gerais também ficou conhecida a rebelião de Carrancas, ocorrida em 1833, no contexto da instabilidade política do Período Regencial. Em 1838, houve, no Rio de Janeiro, a revolta de Manoel Congo, ocorrida no município de Vassouras. Entre 1839 e 1842, a Balaiada no Maranhão também levou preocupação à ...

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