quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: Átila Roque

    blank

    Minha vida entre livros

    Para Ana Paula Lisboa e Alexandre Roque Por Atila Roque em seu Blog Foto: Reprodução/ Anista Internacional Sou apaixonado por livros. Não consigo imaginar uma vida sem livros ou uma casa sem estantes cheias de livros. Sinto conforto quando cercado por eles, desorganizados que sejam, empilhados ou mesmo empoeirados. Tenho a impressão que nasci gostando de livros, mesmo tendo crescido em uma casa praticamente sem livros. Meu pai e minha mãe não eram leitores. Pelo menos não tenho memórias deles lendo. Se bem que minha mãe sim tinha o cuidado de sempre ler e contar histórias para mim. E me impressionava muito mais pelas histórias que contava. Algumas verdadeiras histórias de terror infantil. Não sei se repetia ou inventava, mas nunca encontrei em livros aquelas histórias de terror, quase sempre envolvendo um macaco e uma onça – onde o macaco infligia verdadeiros horrores à coitada da onça. Não tinha nada ...

    Leia mais
    blank

    Sobre privilégio: Por que o desconforto é um sinal de progresso

    Estive recentemente em um desses clubes exclusivos, localizado de frente para a paisagem deslumbrante da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Era a minha primeira vez no clube, acompanhando a filha de um amigo que pratica esporte no local. O que senti após alguns momentos de circulação pelas dependências do clube, mesmo sendo tratado com cortesia pelos funcionários, foi uma combinação de deslumbre e desconforto, como se a qualquer momento fosse ser desmascarado como alguém que não deveria estar ali. Mas o dia estava lindo, a vista convidativa e o calor ameno do sol matinal acariciava o meu rosto. Relaxei, sentei a beira da Lagoa, tirei umas fotos e saquei um livro para desfrutar algumas horas de leitura diante daquela paisagem deslumbrante. Por Atila Roque, da Ford Foundation No entanto, não consegui parar de pensar no desconforto inicial. Isso me incomodou.  O que tinha provocado esse sentimento de deslocamento? Essa não ...

    Leia mais
    blank

    O doce sabor do privilégio

    Estive recentemente em um desses clubes chiques a beira da Lagoa Rodrigo de Freitas. Era a minha primeira vez no clube. A impressão que senti após alguns momentos de circulação, mesmo sendo tratado com cortesia pelos funcionários, foi uma combinação de deslumbre e desconforto, como se a qualquer momento fosse ser desmascarado como alguém que não deveria estar ali. Mas o dia estava lindo, a vista convidativa e o calor ameno do sol matinal acariciava o meu rosto. Relaxei, sentei a beira da Lagoa, tirei umas fotos e saquei um livro para desfrutar algumas horas de leitura diante daquela paisagem deslumbrante. Mas o incômodo já tinha se instalado. PorAtila Roque em seu blog   Não consegui parar de pensar no desconforto inicial. O que tinha provocado esse sentimento de deslocamento? Afinal, não era a minha primeira vez em espaços de elite, estou bem acostumado a ser o único em certos ...

    Leia mais
    blank

    Segurança pública, racismo e a construção dos sujeitos ‘matáveis’ no Brasil

    Foto: Anistia Internacional Por Atila Roque Do Atila Roque Não gostamos do que vemos no espelho e preferimos negar e calar, valorizando as narrativas – constantemente renovadas desde antes da República e, sobretudo, após o fim da escravidão – que destacam o país pacífico e não racista A volta para casa dos cinco jovens residentes na favela de Costa Barros, zona norte do Rio de Janeiro, na madrugada de 29 de novembro passado, um domingo, após uma noite de celebração e festa no Parque de Madureira –  um dos poucos espaços públicos de lazer dos subúrbios cariocas –, terminou em mais uma chacina que chocou pela brutalidade, mas não, infelizmente, por sua excepcionalidade. No caminho daqueles jovens havia uma viatura do 41º Batalhão da Polícia Militar do RJ com policiais que descarregaram mais de cem tiros de fuzil e pistola sobre o carro onde estavam os jovens. ...

    Leia mais
    blank

    “O que a gente precisa é construir pontes para superar a desigualdade”

    O diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, Atila Roque, afirma que já passou da hora de buscar um pacto contra a violência e alerta para o retrocesso na conquista dos direitos Por Soraia Yoshida Do Epocane Gocios Ao falar sobre direitos humanos, uma das pedras fundamentais da Anistia Internacional, Atila Roque relembra o comentário do jurista Oscar Vilhena Vieira. “Nós estamos vivendo no Brasil recente uma revolução tocquevilleana, que é a revolução da igualdade”, diz. A expressão vem do autor francês Alexis de Tocqueville, cujo livro “A Democracia na América” apontava a “onda irresistível da igualdade” vivida pelos Estados Unidos no século XIX, que iria mudar radicalmente o cenário da sociedade americana. Roque, que é diretor executivo da Anistia no Brasil, enxerga os mesmos paralelos. “Uma vez que você cria o desejo de ter direitos, você pode até retirar esses direitos, mas não vai retirar o desejo. A ideia da igualdade está ...

    Leia mais
    blank

    Fundação Ford nomeia Atila Roque como representante de seu escritório no Brasil

    A Fundação Ford anunciou hoje a nomeação de Atila Roque como diretor de seu escritório no Brasil, baseado no Rio de Janeiro. Roque, líder proeminente da sociedade civil, será o sucessor de Nilcéa Freire, que deixou a Fundação em maio de 2016. no Ford Foundation Atualmente, Roque é diretor executivo da Anistia Internacional Brasil. À frente da organização, liderou a implantação de uma estratégia de direitos humanos de abrangência nacional em um período em que toda a organização passava por um importante processo de reestruturação e de fortalecimento de sua presença no mundo, especialmente em países em desenvolvimento. Roque é uma das principais referências da sociedade civil no Brasil no debate sobre direitos humanos, desigualdades e desenvolvimento social. Anteriormente, Roque foi diretor do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), que realiza análises e acompanha políticas públicas à luz do orçamento, além de pesquisas sobre desigualdades, discriminação de gênero e justiça racial. ...

    Leia mais
    blank

    Olimpíada é aprofundamento do modelo militarizado de segurança

    Para diretor da Anistia Internacional, aumento da violência do Estado mostra que a sociedade dá carta branca à guerra contra jovens nas favelas por Marsílea Gombata , na Carta Capital  Treinamento de policiais militares para a implantação da UPP em Nova Brasília, comunidade do Rio O aumento de 103% no número de mortes causadas pela polícia na cidade do Rio de Janeiro de abril a junho, em comparação ao mesmo período de 2015, é um indicativo preocupante. Os números trazidos pela Anistia Internacional, com base em pesquisa do Instituto de Segurança Pública estadual, mostram que o maior legado dos Jogos Olímpicos, envoltos em polêmicas, falta de planejamento e violações de direitos humanos, é “o aprofundamento de um modelo militarizado de segurança pública”. O diagnóstico é do diretor executivo da Anistia Internacional, Átila Roque. Em entrevista aCartaCapital, ele lembra que a polícia matou 35 pessoas em abril, 40 em maio e 49 em junho no ...

    Leia mais
    blank

    Direitos Humanos são inegociáveis

    A atual crise política e o déficit de legitimidade nos partidos e governo proporcionaram o avanço de propostas que representam um enorme risco de retrocesso à medida que andam na contramão dos direitos humanos Por Atila Roque Do Carta Capital Com muita frequência me vejo diante da pergunta, quase sempre em tom provocação: a quem se destinam os direitos humanos? Com isso muitos querem sugerir que os “bandidos” são os maiores beneficiários. Outros, no entanto, reconhecem a importância de garantir a dignidade humana a todas as pessoas, sem exceções. Os princípios fundamentais dos direitos humanos, conquistados e consagrados internacionalmente após muito sofrimento ao longo das últimas décadas e, no caso do Brasil, expresso amplamente na Constituição de 1988, constituem os pilares que sustentam o estado de direito moderno. O novo momento político, entretanto, nos coloca um questionamento ainda mais primordial: para que servem os direitos humanos em momentos de crise como ...

    Leia mais
    blank

    Chegou a hora dessa gente branca mostrar o seu valor – Por Atila Roque

    A crise política que atinge a democracia brasileira com a força de uma tsunami exige de cada um e cada uma de nós um enorme esforço para não cair prisioneiro dos acontecimentos diários. É fundamental não perder de vista as correntes profundas e densas que há séculos atolam o Brasil na areia movediça das desigualdades e injustiças. O Brasil não é para principiantes. Somos mestres em mudar tudo para que tudo permaneça onde sempre esteve. Por Atila Roque em seu Blog  Uma dessas forças profundas que nos mantém tão próximos do estado de barbárie é a persistência do racismo. Nos últimos anos, em reação ao protagonismo dos movimentos negros e de uma juventude majoritariamente negra que não aceita mais ser silenciada por hierarquias de lutas que sempre colocaram a sua dor em segundo plano, as forças racistas saíram do armário centenário em que andavam guardadas, e se expuseram de maneiras mais ...

    Leia mais
    blank

    “É como se a cada dois dias derrubássemos um avião lotado de jovens”

    Para o diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, o Estado brasileiro não está conseguindo focar e dar prioridade ao enfrentamento dos altos índices de homicídio, que é a maior emergência humanitária que o Brasil vive. A Anistia lançou nesta quarta-feira (24/2), no Rio de Janeiro, o relatório completo com um debate. Por Maria Carolina Trevisan, especial para Jornalistas Livres Ilustração: Joana Brasileiro O artigo 5o da Constituição Brasileira garante a inviolabilidade do direito à vida. Mas as conclusões apresentadas pela Anistia Internacional no relatório “O Estado dos Direitos Humanos no Mundo”, que será lançado hoje, revela que estamos violando sistematicamente o direito à vida no Brasil. São cerca de 58 mil homicídios por ano no país. É uma letalidade altamente seletiva: 77% das vítimas são jovens negros, moradores da periferia. Como se essas vidas não tivessem valor algum para a nossa sociedade e para o Estado. Ao invés ...

    Leia mais
    blank

    Assassinatos negros expõem racismo

    Para Átila Roque, não há solução mágica para a segurança pública no país. Do DomTotal  O assassinato de jovens negros na periferia das cidades expõe o racismo e a violência da sociedade brasileira, afirmou o diretor executivo da Anistia Internacional, Átila Roque. A organização destaca que, segundo dados do Mapa da Violência 2012, dos 56 mil assassinatos registrados no país, 30 mil são de jovens entre 15 e 29 anos. Destes, 77% são negros. Segundo Roque, a violência sempre teve papel-chave na busca da ordem pelo Estado e está profundamente arraigada na forma como a sociedade distribui o poder. Ele disse que, apesar de o Brasil não se ver como um país racista, a cor influencia no tratamento que se dá ao cidadão. "O Estado, que detém o monopólio da força, acaba sendo violador de direitos e abusa da força letal", disse o diretor em debate feito na Matilha Cultural, ...

    Leia mais
    Roque defende há "surtos de indignação seletiva" com determinados casos

    “Não há onda de violência no Rio”, diz diretor da Anistia Internacional

    A morte do médico cardiologista Jaime Gold, esfaqueado por ladrões em um assalto na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro, e os recentes casos de assaltos com facas tanto no centro quanto na zona sul do Rio de Janeiro, trouxeram à tona o debate em torno de uma suposta onda de violência na cidade, que desencadeou até a aprovação de uma medida proibindo o porte de instrumentos pontiagudos no Estado. Por Paula Bianchi, do Bol Além disso, algumas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) --projeto que completa sete anos em 2015 -- têm sido constantemente atacadas por criminosos que buscam a retomada de territórios hoje ocupados pela polícia, ampliando a sensação de insegurança vivida pelos moradores da capital fluminense. Roque defende há "surtos de indignação seletiva" com determinados casos Para o historiador carioca e diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil, Atila Roque, 54, é ...

    Leia mais
    blank

    A violência no Brasil tem cor

    Artigo publicado na revista Carta Capital em 9 de janeiro de 2015 Por Atila Roque No Anistia  Cinco jovens foram assassinados em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense: um com 12 anos, um com 14, um com 15 e dois com 18. Um sexto jovem, com 12 anos, sobreviveu à tentativa de homicídio. Eram seis jovens, mas este crime não mereceu destaque em nenhum jornal, tampouco o pronunciamento de nenhuma autoridade. O assassinato de Michael Brown, em agosto, ocorreu num subúrbio negro e pobre dos Estados Unidos. O mesmo acontece todos os dias no Brasil. Os jovens negros são os mais afetados pela violência e sabemos que uma parte destes homicídios é decorrente de intervenção policial. Tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil há uma herança de exclusão social e discriminação associada a juventude negra, que deve ser amplamente discutida e repudiada. A diferença é que no caso dos Estados Unidos, ...

    Leia mais
    blank

    Átila Roque e a defesa dos direitos humanos no Brasil

    O historiador e diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil, Atila Roque, 54, escreveu artigo para a Folha de S. Paulo dizendo que apesar dos avanços conquistados em termos de redução da pobreza extrema, continuamos convivendo com um deficit de justiça que compromete o futuro do Brasil. Para ele os dois principais desafios do país são: garantir os direitos de povos indígenas, populações quilombolas e urbanas impactadas por planos modernizantes; e os sistemas de Justiça e segurança pública: "O que vemos são sistemas que aplicam pesos e medidas diferenciados de acordo com a origem e cor, local de moradia ou classe social dos cidadãos", afirmou Do Brasil247 Em artigo publicado ontem (11) na Folha de S. Paulo, Atila Roque – 54, historiador e diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil –, disse: "apesar dos avanços conquistados em termos de redução da pobreza extrema, continuamos convivendo com um deficit de justiça que compromete o futuro. A ...

    Leia mais
    blank

    Direitos Humanos para bandido?

    A Justiça e o Estado devem garantir os direitos de todas as pessoas, sem qualquer exceção, inclusive daqueles que incorrem em crimes e/ou violam a lei. Isso é o que define o estado de direito no mundo moderno Por Atila Roque* do Ponte  No dia em que celebramos o Dia Internacional de Direitos Humanos algumas pessoas perguntam: “para quem?”. Durante muitos anos uma visão sensacionalista e demagógica, quase sempre à serviço de quem despreza os princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, tem distorcido a luta daqueles que se levantam em defesa dos direitos humanos a uma caricatura simplista, mas bastante eficaz como propaganda da barbárie e da violência: são defensores de “bandidos”. Esquecem que a Justiça e o Estado devem garantir os direitos de todas as pessoas, sem qualquer exceção, inclusive daqueles que incorrem em crimes e/ou violam a lei. Isso é o que define o Estado de direito ...

    Leia mais
    blank

    Atila Roque: “É como se o Brasil escolhesse entre quais mortes se importar”

    O diretor executivo da Anistia Internacional Brasil Átila Roque conversou com o Favela 247sobre a campanha "Jovem Negro Vivo", que tem como objetivo divulgar os números absurdos da violência no Brasil: "Nós estamos falando num patamar que é quase de extermínio em massa, são 30 mil jovens entre 14 e 24 anos que morrem todos os anos, e destes 77% são negros. É como se caísse um avião cheio de  jovens de 14 a 24 anos a cada dois dias". Átila também comparou as revoltas pelo assassinato do jovem negro Michael Brown, nos EUA, com casos semelhantes no Brasil: "A diferença é que no caso dos Estados Unidos, a morte desse jovem pela polícia provocou comoção e revolta, enquanto no Brasil raramente chega sequer às páginas secundárias dos jornais e a sociedade convive com isso como se a morte violenta fosse o destino inevitável desses jovens" Por Artur Voltolini , no Brasil ...

    Leia mais
    A banalidade do extermínio

    A banalidade do extermínio

    por ATILA ROQUE PEDRO ABRAMOVAY É difícil entender como os alemães conviviam com a violência nos anos 30. Mas estamos indo pelo mesmo caminho Seis jovens. Dois com 12 anos, um com 14, um com 15 e dois com 18. Foram vítimas de uma chacina em Duque de Caxias. Um dos meninos de 12 sobreviveu. Esta notícia não estampou a capa de nenhum jornal nacional. E também não mereceu a manifestação de nenhuma autoridade pública. É razoável que lidemos com normalidade com a execução de adolescentes? Não se trata de apontar o dedo para a imprensa. Apontemos para nós todos. Convivemos com normalidade com esses fatos. Convivemos com normalidade com a morte de 1 milhão de brasileiros em pouco mais de duas décadas. É a maior tragédia da nossa história desde a escravidão. Alguns pensam: “O mundo é mesmo um lugar violento.” Não. Violento mesmo é o Brasil. São 56 ...

    Leia mais
    1195768053_racismo_1

    As cotas e a ditadura do pensamento único

    Atila Roque - Fonte: BLOG DO INESC A repercussão da decisão judicial que suspendeu o sistema de cotas no estado do Rio de Janeiro deixou em evidência o quanto é vergonhoso o massacre da mídia contra as políticas afirmativas. O debate foi simplesmente silenciado. Os contra as cotas, falam sozinhos, nem precisam mais enfrentar o contraditório; acusam, classificam, interpretam, fazem a caricatura do outro lado e dominam os principais meios de comunicação. Quando editores se dignam a dar uns dez segundos de espaço televisivo a alguém favorável escolhem a dedo a pior declaração, a mais estereotipada e virulenta, aquela que melhor "prova" o quanto os opositores tem razão em dizer que os defensores das cotas vão criar a divisão e o ódio racial. Tudo isso a despeito de todas as avaliações qualitativas feitas até agora provarem justamente o contrário: as cotas trouxeram a diversidade para espaços universitários até então reservados ...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist