Tag: Beatriz Nascimento

    Ilustração: Silvana Mendes

    Beatriz Nascimento, uma mulher afro-atlântica

    A princípio esta coluna estava desenhada para receber textos mensais, porém tenho refletido muito sobre como produzir ideias em meio a uma pandemia e com uma montanha russa de emoções, que creio eu, estamos todas passando, umas mais e outras menos. Por esse motivo, o texto de julho acabou saindo só agora no começo de agosto. E junto dele temos novidades com a chegada de Silvana Mendes – maranhense, artista visual, professora e graduanda em Artes pela Universidade Federal do Maranhão. Sil será a responsável pelas imagens de abertura dos meus textos daqui em diante e eu estou muito feliz com a sua chegada. Para a sua estreia, Sil adentrou comigo nas fotos da família de Beatriz, a quem dedico este texto, nos revelando os seus experimentos visuais, que, em suas palavras, "são tentativas de apropriação das cores da bandeira desse Brasil tão desgastado", mas que nos ajuda a lembrar ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Curso online sobre Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento

    O Coletivo Cultural Dijejê apresenta o curso de formação sobre o pensamento das intelectuais brasileiras Lélia Gonzales e Beatriz Nascimento. As inscrições podem ser feitas até 17 de agosto e o início das atividades está marcado para o dia 19 do mês. As aulas podem ser vistas pelos participantes na plataforma e-learning Moodle, ferramenta aberta, gratuita e de simples manejo. A formação está divida em três módulos que ao todo contabilizam 20 horas. O primeiro momento aborda o feminismo afrolatino e os demais tratam sobre os quilombos e a liderança feminina. No terceiro módulo, as participantes serão convidadas a produzir um artigo sobre as reflexões estimuladas pelos encontros virtuais. Lélia Gonzalez criou o conceito de feminismo afrolatino. Para ela, é necessário que haja um dialogo entre mulheres negras e latinas do continente de maneira pautada pelo panafricanismo, como saída possível para a luta da diáspora negra na região. Beatriz Nascimento pesquisou sobre ...

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    Beatriz Nascimento, atlântica

    Sem perder a atualidade, a poetisa e intelectual continua encantando com a sensibilidade de seus textos Enviada por Roberta Lima via Guest Post para o Portal Geledés  Primeiramente gostaria de explicar o porquê da escolha de falar sobre Beatriz Nascimento. Não é estranho que para muitos esse nome seja desconhecido. Com tantas intelectuais negras invisibilizadas no mundo academicista, ser negra nesse meio é ser invisível duas vezes. Dedicar o meu tempo para falar sobre Beatriz significa resistência para que o seu nome não seja apagado e esquecido, que suas ideias não sejam perdidas com o tempo e injustiçadas pelo epistemicídio. Quem foi Beatriz Nascimento? Qual foi sua contribuição como mulher, negra, intelectual, ativista e acadêmica? Maria Beatriz do Nascimento nasceu em Aracaju, Sergipe, em 12 de julho de 1942, filha de uma dona de casa e de um pedreiro, a oitava de dez irmãos. Beatriz também fez o caminho de muitas ...

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    (Foto: Reprodução/ Documentário O Negro da senzala ao soul)

    O Negro da senzala ao soul: Um documentário da TV Cultura 1977

    Gabriel Priolli resgata um vídeo que conta a história do Movimento Negro e sua organização, que foi ao ar na TV Cultura de São Paulo em 1977. É surpreendente a sua atualidade e contemporâneidade em 2015. Nós do Movimento Negro Brasileiro temos muito pouco material televisivo da época da ditadura. Apesar de movimentarmos milhões de negros brasileiros por todo o país com consciência, dignidade, reconhecimento e “soul”. Nossa invisibilidade na “mídia” oficial era quase que total. Este documentário portanto se insere então no rol dos vídeos, que todos os negros e negras contemporâneos e futuros, terão a obrigação de ver caso queiram sabem um pouco mais de seu presente, através do que foi feito em um passado recentíssimo. Marcos Romão (Mamapress) “Quando a classe média, o branco começou a a entrar nas escolas de samba, a gente começou a se sentir um pouco, como se estivesse sendo expulso de lá”. ...

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    Sueli Carneiro (Foto: Caroline Lima)

    Intelectuais negros estão fora da bibliografia, criticam especialistas

    Abdias Nascimento, Clóvis Moura, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Jurema Werneck e Sueli Carneiro são apenas alguns nomes da extensa lista de intelectuais negros brasileiros. Não é incomum, entretanto, que um estudante deixe o ensino superior sem conhecer e sem ter lido nada desses pensadores. Para pesquisadores, falta à academia e à educação de forma geral um conhecimento maior sobre a intelectualidade negra, não apenas brasileira. É preciso também ter acesso a obras de pensadores negros traduzidas. A busca pelo protagonismo negro foi o que motivou a pesquisa do professor de história Carlos Machado. No livro Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente, ele compilou algumas histórias e legados de pesquisadores negros para a humanidade. Ele explica que essas pessoas são responsáveis por invenções que fazem parte do nosso cotidiano. "Mas o eurocentrismo escondeu ou apagou essa história como se ela não existisse e aí essas informações, uma parcela delas, ficou ...

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    A mulher negra no mercado de trabalho – por Beatriz Nascimento

    Para entender a situação da mulher negra no mercado de trabalho, acho necessário voltarmos um pouco no tempo, estabelecendo um pequeno histórico da sociedade brasileira no que concerne à sua estrutura. Da maneira como estava estruturada essa sociedade na época colonial ela surge como extremamente hierarquizada, podendo-se conceituar como de castas, na qual os diversos grupos desempenham papéis rigidamente diferenciados. Foto: Reprodução Publicado originalmente no jornal Última Hora, Rio de Janeiro, 25 de julho de 1976.   Num dos polos desta hierarquia social encontramos o senhor de terras, que concentra em suas mãos o poder econômico e político; no outro polo, os escravos, a força de trabalho efetiva desta sociedade. Entre estes dois polos encontramos uma camada de homens e mulheres livres, vivendo em condições precárias, sem meios de vida. Por estar assim definida, a sociedade colonial se reveste de um caráter patriarcal que permeia toda sua estrutura, refletindo-se de ...

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    Beatriz Nascimento (Foto: Arquivo Nacional)

    Beatriz Nascimento

    Maria Beatriz Nascimento (1942-1995) é intelectual ativista negra contemporânea de Eduardo Oliveira e Oliveira, Lélia Gonzalez, e Hamilton Cardoso. Nasceu em Aracaju, Sergipe e, no final da década de 1940, migrou com a família para o Rio de Janeiro. Em 1971 graduou-se em história pela UFRJ. Esteve à frente da criação do Grupo de Trabalho André Rebouças, em 1974, na Universidade Federal Fluminense (UFF), compartilhando com estudantes negros/as universitários/as do Rio e São Paulo a discussão da temática racial na academia e na educação em geral, a exemplo da Quinzena do Negro realizada na USP em 1977. Concluiu a Pós-graduação lato sensu em História na Universidade Federal Fluminense, em 1981, com a pesquisa Sistemas alternativos organizados pelos negros: dos quilombos às favelas. Seu trabalho mais conhecido e de maior circulação trata-se da autoria e narração dos textos do o f1lme Ori (1989, 131 min), dirigido pela socióloga e cineasta Raquel ...

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    Beatriz Nascimento (Foto: Arquivo Nacional)

    A trajetória intelectual ativista de Beatriz Nascimento •

    Abordar a trajetória de Beatriz Nascimento para a revista Eparrei! tem uma dupla exigência. É necessário indicar qual o propósito de um homem negro que pesquisa relações de gênero e raça. O encontro com o feminismo negro, com os textos de autoras ativistas brasileiras e estadunidenses, tem provocado uma viagem sem volta na minha construção de pessoa e na formação intelectual. Além disso, devo dizer que escrever acerca de uma mulher negra é um exercício de interagir com sua voz, e não tentar sobrepô-la ou substituí-la (o que tem sido habitual numa sociedade racista e sexista). Não conheci pessoalmente Beatriz Nascimento e a pesquisa que realizo tem como cerne a sua obra, ou seja, seus textos escritos (alguns inéditos) e narrados (a exemplo de comunicações transcritas ou da participação em documentários). Os levantamentos são efetuados no Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo, no Arquivo Nacional e com ...

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    RATTS, Alecsandro (Alex) J. P. . Eu sou Atlântica: Sobre a Trajetória de Vida de Beatriz Nacimento. 1. ed. São Paulo: Imprensa Oficial / instituto Kuanza, 2007. v. 1. 136p. (Foto: Imagem retirada do site UNILAB)

    Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento

    O livro Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento, publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Instituto Kuanza, de autoria de Alex Ratts, é prefaciado por Sueli Carneiro e se divide em duas partes. Na primeira - "Quantos caminhos percorro" - o autor dialoga com a obra publicizada e inédita de Beatriz Nascimento, por meio das temáticas e categorias da pesquisadora e a partir de pesquisa em acervos públicos e particulares no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília. A segunda - "É tempo de falarmos de nós mesmos" - traz oito artigos escritos por ela entre 1974 e 1990, publicados em periódicos como Revista Cultura Vozes, Estudos Afro-Asiáticos, Afrodiáspora, Maioria Falante e Última Hora. Maria Beatriz Nascimento (Aracaju, 1942 - Rio, 1995) é historiadora, pesquisadora, poeta e ativista negra. Ao longo de vinte anos, tornou-se estudiosa das temáticas do racismo e ...

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    Beatriz Nascimento (Foto: Arquivo Nacional)

    A mulher negra e o amor

    Esta contradição histórica no terreno das idéias e do real, sabemos que impunha o poder da razão, no seu interior. Para exemplificar a mecânica dessa ideologia na prática do pensamento ocidental onde a afirmação corresponde à afirmação corresponde à negação, reflitamos sobre esta frase por Martinho Lutero no século XVII - " a razão é uma mulher astuta" . Contraporíamos : logo, é preciso que seja aprisionada pelo homem e expressada como atributo masculino, só assim pode ser dominante . Por esse pensamento formulado, a mulher seria um homem, embora não sendo total. Seria ciclicamente homem, conforme seu próprio ciclo natural(puberdade e maternidade). Fora desses estados, sua capacidade de trabalho estaria a reboque da necessidade do desenvolvimento econômico (mão de obra anexada ou excludente de acordo com as variações da Economia) . Fora desses espaços, ou mesmo aí ela não o é . Será a razão de lugar, ou exercerá ...

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