Tag: Candomblé

    Peças da "Coleção da Magia Negra" sendo vistoriadas pela comissão dos direitos humanos da Alerj em 2017 (Foto: Arquivo Pessoal/Flavio Serafini)

    Após 75 anos, polícia libera bens que contam origem do candomblé no Rio 

    Um conjunto de oito anéis pode ajudar a reconstituir linhagens antigas da umbanda e do candomblé carioca. Os itens fazem parte da chamada Coleção da Magia Negra, formada por objetos apreendidos pela Polícia Civil no Rio. Após quase cem anos anos sob tutela da instituição, as 523 peças do acervo tiveram sua transferência para o Museu da República, no Catete, anunciada no começo de agosto. Segundo o historiador da Universidade Federal Fluminense (UFF) Luiz Gustavo Alves, os anéis de metal pertenciam a líderes de religiões afro-brasileiras. Os desenhos e inscrições talhados neles devem colaborar para ampliar a compreensão dos cultos praticados em uma época em que as manifestações religiosas de matriz africana eram alvo de perseguição no país. Além das joias, um grupo de 22 cachimbos é outro destaque da coleção, por, de acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), estar em bom estado de conservação. ...

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    Ritual de candomblé (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

    Mãe recupera guarda da filha que participou de ritual de candomblé 

    Um juiz de Araçatuba (SP) determinou a imediata restituição da guarda de uma adolescente de 12 anos à sua mãe, que havia perdido a responsabilidade sobre a filha depois de a menina passar por um ritual de iniciação no candomblé, que envolve raspar a cabeça dos novos adeptos. Por decisão da Justiça, a garota estava sob os cuidados da avó materna, após ação movida pelo Conselho Tutelar da cidade, que no dia 23 de julho recebeu denúncias de maus-tratos e abuso sexual no terreiro de candomblé frequentado por mãe e filha. Um dos relatos foi dado pela avó, que é evangélica, Para a família, houve intolerância religiosa. A decisão que restabeleceu a guarda materna é do juiz Danilo Brait, da 2º Vara Criminal e Anexo da Infância e Juventude de Araçatuba (a 527 km de São Paulo). Segundo o magistrado, exames realizados na menina apontaram que ela não tinha nenhuma ...

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    Ritual de candomblé; mãe perdeu a guarda da filha após a adolescente passar por ritual de iniciação em terreiro de Araçatuba e atividade ser denunciada como maus tratos ao Conselho Tutelar Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress

    Mãe perde guarda da filha após jovem participar de ritual do candomblé

    Uma mãe de Araçatuba, no interior de São Paulo, perdeu a guarda da filha de 12 anos após a adolescente passar por um ritual de iniciação no candomblé, que envolve raspar a cabeça dos novos adeptos. A ação foi movida pelo Conselho Tutelar da cidade, que recebeu denúncias de maus-tratos e abuso sexual. Como uma delas foi feita pela avó da menina, que é evangélica, a defesa da família afirma que o caso é de intolerância religiosa. No último dia 23 de julho, o conselho recebeu uma denúncia anônima dizendo que a jovem era vítima de maus-tratos e abuso sexual. Junto de policiais militares, os conselheiros foram até o terreiro. A adolescente chegou a relatar que não estava sofrendo qualquer tipo de abuso, mas, sim, passando por um ritual. A mãe, que trabalha como manicure, explicou que, durante a cerimônia, a menina não poderia deixar o local. Os nomes das ...

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    Pelo momento atual, rituais para Omolu e outros orixás são feitos isoladamente (Foto: Dadá Jaques/CORREIO)

    Em isolamento, devotos do Candomblé evocam orixá da cura

    Com celebrações suspensas nos terreiros, povo de santo faz oferendas individuais para Omolu expulsar coronavírus Por Alexandre Lyrio, do Correio 24 Horas Omolu é a divindade mais invocada pelo Candomblé para nos livrar das enfermidades (Foto: Dadá Jaques/CORREIO) Quem poderá salvar tanta gente da dor? Para além dos médicos e da ciência, a quem recorrer nesse momento de incertezas sobre a própria saúde física? Bem, para os integrantes do candomblé e outras religiões de matriz africana, o herói veste palha da costa da cabeça aos pés, carrega uma lança coberta de taliscas de dendezeiro, tem o poder de levar para longe do planeta qualquer enfermidade e atende pelo nome de Omulu, o orixá da cura. Sem dúvida, trata-se da divindade do candomblé que mais tem sido evocada desde que o coronavírus se tornou uma ameaça. Pode saudá-lo com um simples “atotô”! Mas há quem esteja fazendo ...

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    A ialorixá Wanda d’Omolú Foto: Divulgação/Cristiane Cotrim

    Ialorixá Wanda d’Omolú: ‘O mundo precisa tirar o mofo’

    Criadora do Centro Cultural de Tradições Afro-brasileiras YIê Asè Egi Omim, em Santa Teresa, mãe de santo diz que ‘não podemos voltar ao normal depois do coronavírus, porque o normal era justamente o problema’ Por Maria Fortuna, do O Globo A ialorixá Wanda d’Omolú (Foto: Divulgação/Cristiane Cotrim) O terreiro da ialorixá Wanda d’Omolú está fechado. Mas isso não abala a fé dessa sacerdotisa do candomblé, que reza “do portão para dentro” todos os dias, às 10h e às 19h. As orações acontecem em conexão com casas de axé da Bahia, de Goiás e Pernambuco. Carioca, 61 anos, filha de Omolú com Oxum, coordenadora de projetos sociais como o Se Essa Rua Fosse Minha, Wanda é ialorixá há 36 anos. Seu terreiro ficava na Ilha de Guaratiba, mas em 2018 ela baixou com a família e filhos de santo numa casa em meio à Floresta da Tijuca, ...

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    Foto: Marta Azevedo

    Ataque a terreiros é terrorismo

    Não é de hoje que casas de umbanda e candomblé sofrem perseguição por Flavia Oliveira no Globo Foto: Marta Azevedo Foi o historiador Luiz Antonio Simas que, após a destruição do terreiro de candomblé no Parque Paulista, em Duque de Caxias, no início do mês, cobrou numa rede social outra denominação para os ataques aos cultos de matriz africana. No lugar de intolerância, terrorismo religioso. A frequência e a intensidade dos episódios, que misturam intimidação, ameaça, dano ao patrimônio, destruição de elementos sagrados, agressão física e até tentativa de homicídio, justificariam a ênfase. Neste ano, que mal passou da metade, a Comissão Contra a Intolerância Religiosa já recebeu 200 denúncias de algum tipo de violência, mais que o dobro do total (92) de 2018. A Baixada Fluminense, Nova Iguaçu e Caxias à frente, concentra 35% dos casos. Não é de hoje que casas de umbanda e ...

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    (Betto Jr/CORREIO)

    Sucessora de Mãe Stella: Ana de Xangô é a nova líder do Afonjá

    Escolha da religiosa que comandará um dos mais importantes terreiros do país foi neste sábado (28) Do Correio 24 Horas Ana de Xangô (Foto: Betto Jr/CORREIO) O terreiro Ilê Axé Opó Afonjá já tem uma nova líder. Ana de Xangô, 53 anos, foi escolhida em jogo de ifá na manhã deste sábado (28) como nova líder religiosa do terreiro. A decisão acontece um ano depois da morte de Mãe Stella de Oxossí. Ana foi iniciada no candomblé há 31 anos. Ana é pedagoga e professora em uma escola particular de Salvador. O jogo foi feito por Balbino Daniel de Paula, o Obaràyí, conforme o CORREIO havia sinalizado que seria. Ele também esteve presente na escolha de Stella. Pai Balbino é uma das maiores autoridades masculinas dos candomblés do Brasil. Babalorixá do Terreiro Aganju, em Lauro de Freitas, ele foi iniciado por Mãe Senhora, a terceira Mãe ...

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    Acarajé, bobó de camarão e abará são alguns dos alimentos ligados ao candomblé /

    Candomblé: resistência, preservação e reconhecimento da culinária afro-brasileira

    A religião de matriz africana entende o ato de comer como sagrado e forma de dialogar com a ancestralidade Por Mayara Paixão, do Brasil de Fato Acarajé, bobó de camarão e abará são alguns dos alimentos ligados ao candomblé / Imagem retirada do site Brasil de Fato Entre a riqueza de heranças que africanas e africanos trouxeram para o Brasil, está uma manifestação religiosa afro-brasileira construída a partir de religiões tradicionais da África: o candomblé. Durante suas cerimônias, o ato de comer, assim como a dança, tem um significado sagrado. É através da comida que os praticantes do candomblé se comunicam e homenageiam os orixás, figuras que representam os ancestrais. Nos terreiros, comer é sinônimo de socialização, segundo explica a Makota Bayrangi “Nega Duda”. “A comida é oferecida ao público. Não é só o povo do terreiro, mas o entorno inteiro da comunidade come e também ...

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    Ouça canções do Candomblé gravadas em 1940 – etnomusicologia

    Foto em destaque: Filhas de santo de Joãozinho da Gomeia, um dos mais famosos pais-de-santo do Brasil e chamado de “Rei do Candomblé”. Lorenzo Turner / Anacostia Community Museum/Smithsonian Institution Em 2002, Xavier Vatin, professor de antropologia na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), encontrou nos arquivos da Universidade de Indiana (EUA) uma vasta coleção de áudios gravados pelo linguista americano Lorenzo Turner durante uma viagem à Bahia. Tratava-se de um tesouro ainda inédito: mais de cem discos de alumínio (um total de 17 horas de áudio) contendo registros de sacerdotes e sacerdotisas de candomblés dos anos 1940. Do ONC Em áudio, vídeo e fotografia, captou, por exemplo, o babalaô Martiniano Eliseu do Bonfim, o babalorixá Manoel Falefá, o sacerdote Joãozinho da Gomeia e a ialorixá Mãe Menininha do Gantois. Também foi descoberta uma reprodução da voz de Mário de Andrade, escritor que investigou o campo ...

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    Casa de candomblé é derrubada pelo governo do DF; ‘Intolerância religiosa’, diz OAB

    Construção é filial da Casa do Caboclo, entidade fundada em 1975. Governo afirma que área pública sofria 'parcelamento irregular'. Por Marília Marques e Letícia de Oliveira, G1 DF Membros da Casa do Caboclo, no Lago Norte, cantam e dançam ao redor de construção derrubada pelo DF Legal (Foto: TV Globo/Reprodução) Após a derrubada da construção de uma filial do terreiro de candomblé Caboclo Boiadeiro – o centro mais antigo do Distrito Federal, fundado em 1975 – a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) decidiu recorrer do caso por entender que a destruição do imóvel pelo governo foi um "ato de intolerância religiosa". A ação que demoliu a casa de matriz africana no Lago Norte foi organizada pelo DF Legal – antiga Agência de Fiscalização (Agefis) – na segunda-feira (20), mesma semana em que o novo órgão começou a funcionar. Segundo a presidente da Comissão de Liberdade ...

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    TV Record x religiões afro-brasileiras

    Sindicato dos Jornalistas promove roda de conversa sobre Direito de Resposta e Racismo Religioso Dr. Hédio Silva Jr. / Foto: divulgação Evento, que ocorre dia 30 de maio, às 19h30, na Rua Rego de Freitas, 530, terá como convidado o advogado Dr. Hédio Silva Junior e é promovido pelo Cojira-SP – Comissão dos Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, em parceria com o Nera – Núcleo de Estudos Étnico-Raciais das faculdades FMU-FIAM-FAAM. Dr. Hédio falará sobre o processo de Direito de Resposta ganho contra o Grupo Record TV, por ofensas e injúria racial dirigidas aos seguidores de religiões Afro-brasileiras. A ação durou 16 anos para ser cumprida, acumulando prejuízos aos seguidores de Umbanda e Candomblé, resultando em práticas de racismo religioso e intolerância religiosa, que extrapolaram a tela da TV. Jornalistas e convidados poderão debater questões importantes entorno do tema, como ...

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    Frente Respeitem o Nosso Sagrado quer atrair mais religiosos e realizar caminhada contra a intolerância religiosa ainda este ano Foto- Cléber Júnior : Agência O Globo

    Frente religiosa é criada em Nova Iguaçu, segunda cidade do estado com mais casos de intolerância

    Grupo quer organizar uma caminhada por Cintia Cruz no Extra Frente Respeitem o Nosso Sagrado quer atrair mais religiosos e realizar caminhada contra a intolerância religiosa ainda este ano Foto- Cléber Júnior : Agência O Globo Só este ano, Nova Iguaçu teve dois dos quatro casos de intolerância religiosa no estado do Rio. Desde 2017, a cidade tem o maior número de casos na Baixada Fluminense — e o segundo maior no estado, segundo estatísticas do Conselho Estadual de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa. Diante desse quadro e na mesma semana que um terreiro de candomblé foi invadido por traficantes, no bairro Ambaí,religiosos do município decidiram criar um grupo de atuação para impedir novos casos. A frente Respeitem O Nosso Sagrado reúne líderes de religiões de matriz africana do município de Nova Iguaçu. Entre as propostas, estão a de uma caminhada contra a intolerância religiosa, ...

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    Concentração do bloco Ilú Obá de Min, em 2018 Eduardo Knapp:Folhapress

    Criei um exército de armas harmônicas, diz presidente do bloco Ilú Obá de Min

    Criado em 2005, bloco de Carnaval reúne 450 mulheres na bateria e trabalha com as culturas de matriz africana e afro-brasileira por Mônica Bergamo no Folha de São Paulo Concentração do bloco Ilú Obá de Min, em 2018 Eduardo Knapp:Folhapress “Meu pai era militar e queria que eu fosse dessa área. Mas ele deve estar feliz de ver onde estou hoje, porque eu criei um exército. Um exército feminino e com armas mais harmônicas ”, diz Beth Beli, 50, uma das regentes do bloco de Carnaval Ilú Obá de Min, cuja bateria é formada por 450 mulheres. O cortejo é a espinha dorsal da associação paulistana sem fins lucrativos Ilú Obá de Min - Educação, Cultura e Arte Negra, criada em 2004, e que é presidida por Beth. A entidade tem como base o trabalho com as culturas de matriz africana e afro-brasileira e a mulher. ...

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    A jornalista Bianca Santana apoia a candidatura de Douglas Belchior (Foto: Caroline Lima)

    Nosso trono não será usurpado

    Mãe Hilda Jitolu, do Ilê Aiyê (Foto: Mario Cravo Neto/Divulgação Itau Cultural) Ao redor de bancos simples de madeira ou imponentes cadeiras de vime — tronos de mães de santo, foram estruturadas famílias que ofereceram proteção espiritual e articularam táticas materiais para que nossas ancestrais seguissem vivas. O poder negado pelo Estado às soberanas negras foi reverenciado no Candomblé. Há fotografias belíssimas dos tronos de Mãe Andresa, na Casa das Minas; Mãe Senhora, no Ilê Axé Opo Afonjá; Mãe Beata de Yemanjá, no documentário Fio da memória, de Eduardo Coutinho. Obrigada, Alex Ratts, por compartilhar referências. A cadeira-trono da tal festa é ícone do poder preto desde os Panteras Negras. E é muitíssimo bem empregada em cenas de Elza Soares, Mãe Hilda Jitolu, do Ilê Aiyê, no curta Kbela, de Yasmin Thayná. Como escreveu o antropólogo Hélio Menezes, curador da recente exposição Histórias afro-atlânticas: “O símbolo é forte demais, negro demais, ...

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    Marco Antônio Pinho Xavier (ao centro), presidente do Movimento Umbanda do Amanhã e liderança à frente da Tenda Espírita Caboclo Flexeiro Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

    Fé desrespeitada: A dificuldade no combate à intolerância religiosa

    De janeiro a junho deste ano, o Disque 100 recebeu 210 queixas do tipo. O número é 18% menor do que o do mesmo período do ano passado. A queda, no entanto, parece apontar para um sinal de subnotificação dos casos por Clarissa Pains, Marco Aurélio Canônico e Paula Ferreira no O Globo Marco Antônio Pinho Xavier (ao centro), presidente do Movimento Umbanda do Amanhã e liderança à frente da Tenda Espírita Caboclo Flexeiro Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo Durante anos, os sábados de Marco Antônio Pinho Xavier, presidente do Movimento Umbanda do Amanhã (Muda) e liderança à frente da Tenda Espírita Caboclo Flexeiro, em Santíssimo, no Rio, foram repletos de agressões. Nos dias de celebração, ele encontrava as janelas e altares do terreiro quebrados e as portas sujas de óleo e sal. Também era xingado pelos ocupantes do segundo andar do imóvel apenas por ...

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    Audiência afirma legalidade da sacralização de animais por religiões

    O plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe foi tomado por adeptos das religiões de matriz africanas, durante a Audiência Pública “Abate ou sacralização? Práticas ancestrais dos povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas e de terreiros”. Realizada pela Comissão de Direitos Humanos da ALESE, por iniciativa da deputada estadual Ana Lúcia, a Audiência debateu o Recurso Extraordinário 494.601, que será votado nesta quinta-feira, 09, no Supremo Tribunal Federal. O recurso trata da sacralização de animais em religiões de matriz africana. Do Infonet Sessão ocorreu na quarta-feira na Alese (foto: assessoria parlamentar) O doutor em Direito e professor titular pleno do Mestrado em Direitos Humanos da Unit, Ilzver Matos, fez uma profunda análise a respeito da opressão contra as religiões de matrizes africanas, como forma de tentar exterminar a cultura negra. “Mas eles não conseguiram, e estamos aqui hoje enchendo esta Casa”, apontou o palestrante. Para ele, ...

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    Participantes da Marcha da Consciência Negra em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil )

    O desafio de se tornar negro

    Não é só uma questão de pele. É um processo de autoafirmação que implica consciência e descolonização por Pai Rodney, da Carta Capital  Participantes da Marcha da Consciência Negra em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil) Eugenia Anna dos Santos, Mãe Aninha Obá Biyi, fundadora do Axé Opô Afonjá, declarou certa vez que queria seus netos com anel de doutor no dedo e aos pés de Xangô. Desde sua morte, em 1938, o povo negro continua a enfrentar inúmeros desafios, principalmente o de sobreviver. Nascida em 1869, Mãe Aninha escapou da escravidão, mas viu de perto o sofrimento, a perseguição, a exclusão. Não sucumbiu porque encontrou no candomblé o espaço e o tempo da resistência. A ialorixá sabia que o acesso à educação não era prerrogativa de negros e negras, mas vislumbrava um novo horizonte caso seus descendentes frequentassem a escola e, quem sabe, a universidade. Um sonho distante ...

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    Esclarecer para tolerar

    A intolerância, assim como o racismo, é um fenômeno social construído com o objetivo de cercear os direitos do outro Por Ivanir dos Santos Do O Dia Ivanir dos Santos Comemoramos ontem o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Instituída em 27 de dezembro de 2017, sobre a Lei 11.635, a data rememora o falecimento da yalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, na Bahia. A sacerdotisa faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, após ser acusada de charlatanismo e ver a sua casa ser atacada por motivos de ódio e intolerância religiosa. Diante dos trágicos fatos, buscamos, a cada ano, rememorar Mãe Gilda com demonstrações de respeito, tolerâncias, hombridade e alteridade. Mas, pensando nos múltiplos casos de intolerância religiosa que vêm crescendo assustadoramente na sociedade brasileira e, principalmente no Estado do Rio de Janeiro, os organizadores do livro 'Intolerância Religiosa no Brasil: Relatório e Balanços', em ...

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    Rio de Janeiro registrou 800 atendimentos de intolerância religiosa em 2017

    Média é de dois casos por dia. Intolerância contra o candomblé, umbanda e outras religiões de matriz africana correspondem a 71,5% dos atendimentos. Por Ricardo Abreu e Guilherme Ramalho no G1 Um levantamento do Ministério dos Direitos Humanos mostra que o Estado do Rio de Janeiro registrou 800 atendimentos de intolerância religiosa só no ano passado. A média é de dois casos por dia e, na maioria das vezes, as vítimas são praticantes de religiões de matriz africana. Os tipos de intolerância mais praticados são discriminação, depredação, difamação e invasão. Praticantes do Candomblé, Umbanda e outras religiões de matriz africana correspondem a 71,5% dos atendimentos. Já os católicos correspondem a 9%, evangélicos 6%, e islâmicos, 3%. Desde 2011, quando as denúncias puderam começar a ser feitas por telefone, os episódios registrados aumentaram a cada ano. Em 2011, por exemplo, foram registradas 15 denúncias. Em 2012, o número aumentou para 109 ...

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