Tag: Carnaval

    Felipe Larozza/VICE

    O teu discurso não nega, racista

    Deixar de cantar marchinhas ofensivas a grupos historicamente discriminados não vai acabar com a diversão de ninguém Por Djamila Ribeiro, da Carta Capital  Felipe Larozza/VICE Em meio a tantas falsas polêmicas criadas sobre marchinhas de Carnaval ofensivas, resolvi escrever esse texto. Os auto-proclamados intelectuais brasileiros já saíram em defesa do que é indefensável, ao minimizar, relativizar, ou, ainda, pedir compreensão com músicas de cunho racista que guardam “tradição”. Uma vez que estamos no tempo de dizer o óbvio, como dizia Bertold Brecht, não é argumento dizer que essas músicas fazem parte de uma tradição quando toda tradição é inventada. Muito menos afirmar que fazem parte da cultura, quando o racismo, o machismo e a homofobia também são culturais. Compositores não vivem numa galáxia distante, logo também aprendem e internalizam esses valores. A questão é: as pessoas não querem se dar ao trabalho de se tornarem melhores. Se ...

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    Observatório identificará situações racista ou violência contra a mulher e LGBTs

    Essas estruturas permitem ampliar o campo de visão e dar suporte aos profissionais que irão registrar situações de cunho racista ou violência contra a mulher e LGBTs no Tribuna da Bahia Inibir práticas de desrespeito aos direitos humanos é o principal objetivo do Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra a Mulher, promovido pela Secretaria de Reparação (Semur), durante o Carnaval. Na folia do ano anterior, os casos mais recorrentes de violência identificados e registrados pelas equipes volantes do Observatório foram referentes à violência contra a mulher.Este ano, além da central de observação, que fica instalada no Campo Grande, o Observatório contará com cinco mirantes localizados na Casa de Itália, Praças da Piedade e Castro Alves (Circuito Osmar), Barra Center e Largo do Camarão (Circuito Dodô). Essas estruturas permitem ampliar o campo de visão e dar suporte aos profissionais que irão registrar situações de cunho racista ou violência contra ...

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    ‘Olha a cabeleira do Zezé deixa ele ser o que quiser’

    Artistas, pesquisadores e foliões refletem sobre marchinhas tradicionais que reproduzem preconceitos da sociedade por Joyce Athiê no O Tempo Foi um post de Facebook que levantou a questão e esquentou o debate sobre as tradicionais marchinhas que reproduzem preconceitos sociais. Há algum tempo, o músico e idealizador do Bloco A Espetacular Charanga do França, Thiago França, também integrante da banda Metá Metá, se incomodou com os versos de “O Teu Cabelo Não Nega”, originalmente intitulada “Mulata” pelos compositores Irmãos Valença. A música teve seu nome trocado pelo compositor Lamartine Babo, o Rei do Carnaval, que a levou à boca dos foliões brasileiros, da década de 1930 aos dias de hoje. Ao pensar no repertório do Charanga, bloco que desde 2015 desfila versões instrumentais, com sopro e percussão, no Carnaval de São Paulo, Thiago se atentou para os versos já históricos na música popular brasileira. “Não há, para mim, outra interpretação ...

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    São Paulo terá o primeiro bloco de rap no Carnaval

    O grupo ocupará o Vale do Anhangabaú Por Adriana Farias, da Veja  Beatloko será o primeiro bloco de rap no Carnaval de São Paulo (Foto: Divulgação) São Paulo terá o primeiro bloco de Carnaval dedicado ao rap entre os 495 inscritos para este ano na capital. Trata-se do Beatloko, idealizado pelo DJ Cia, membro do RZO e produtor musical, e as companhias 17 Produções e Rua Livre. As batidas do rap, hip-hop e black music irão rolar em cima de um trio elétrico no dia 25 de fevereiro, das 14h às 20h, no Vale do Anhangabaú. A carreta terá 18 metros de comprimento, trazendo palco e camarim para os músicos convidados, entre eles, além do próprio RZO, Família Madá, Costa Gold e os DJs KL Jay e Zé Colmeia. A estimativa é reunir em torno de 50 000 pessoas. Dj Cia, membro do RZO e produtor musical (Foto: Divulgação) “É mais um ...

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    A força do tambor feminino

    O bloco de carnaval formado por 250 mulheres para "empoderá-las" por meio da música Por MARINA ROSSI, do El Pais  Beth Beli, na sede do Ilú Obá De Min. (VICTOR MORIYAMA) Os fiéis do candomblé, religião de origem africana, acreditam que são filhos de orixás, de quem herdam suas características. Filhos de Iansã, por exemplo, são independentes e determinados. Filhos de Oxossi são guerreiros e têm sempre a sua presença notada. Elizabeth Belizário, ou apenas Beth Beli como costuma ser chamada, é a mistura do orixá da floresta – Oxossi – com a senhora dos ventos e da tempestade – Iansã. Sua "coroa" - termo usado para designar o terceiro orixá que rege as características mais predominantes - em todo caso, pertence a Xangô, o rei que representa a justiça. Isso pode explicar muito de sua história. Aos 47 anos, Beth é a presidenta – “com A", como ela diz – ...

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    Rainha de bateria é vítima de racismo em Cariacica: “Não vou me calar”

    Ela contou nas redes sociais que foi chamada de "macaca" por uma idosa no bairro Itaquari A estilista e rainha de bateria da Imperatriz do Forte, Bryce Caniçali, 33 anos, foi vítima de racismo na última quinta-feira (12). Ela contou nas redes sociais que foi chamada de "macaca" por uma idosa no bairro Itaquari, em Cariacica. Por Caique Verli, para Gazeta Online Em entrevista ao Gazeta Online, a musa do carnaval disse que ficou sabendo do crime através de um amigo. "Eu não estava presente. Um amigo foi entregar um objeto para uma pessoa, pedindo que ela entregasse para o Thiago (outro amigo de Bryce). A pessoa que recebeu a encomenda perguntou quem era o Thiago. E aí essa senhora, que nem estava na conversa, disse: 'O Thiago é aquele que fica lambendo a macaca da Bryce. Todo mundo que estava em volta ficou sem reação", relata. A rainha de bateria ...

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    Padre consegue vaga de passista na Grande Rio

    Depois de muita oração e aulas de samba no pé, a graça foi alcançada. Padre Bráulio Francisco Tibúrcio, de 41 anos, conseguiu a tão sonhada vaga de passista na Grande Rio e vai desfilar na ala neste carnaval. O religioso participava com outros 15 rapazes de uma disputa para cinco vagas. Fonte: EXTRA — A oração faz parte da minha vida. Sempre recorro nesses momentos importantes, principalmente, com a ajuda do meu intercessor que é São Jorge. Acho que fui escolhido por mérito, por causa do meu esforço. Fiquei muito feliz que a escola reconheceu isso — disse o sacerdote. Desde que sua história foi divulgada, padre Bráulio recebeu diversas mensagens de apoio de fiéis e até de colegas de batina — alguns, segundo ele, chegaram a elogiar sua coragem e revelaram desejo de desfilar. O religioso agora terá que aumentar a sua carga de compromissos com a tricolor caxiense. ...

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    Uma vaia, um alujá

    O Salgueiro levou, em 2016, o “povo de rua”, a malandragem da chamada macumba carioca, das quimbandas, catimbós e encantarias de jurema, para a avenida, ilustrando uma parte do enredo sobre a história da malandragem carioca. Por LUIZ ANTONIO SIMAS, da Rádio Arquibancada Na frente da escola vinha Seu Tranca-Rua, com sua desconcertante multiplicidade cruzada. Capitaneados por ele, a turma da guma, da curimba, da raspa do tacho, da beleza da rua, dos feitiços da jurema, dos catimbós, das tabernas ibéricas e biroscas cariocas, daqueles que correram gira pelo norte. A Mangueira mereceu levar o caneco; a Portela arrebatou. Mas como foi corajoso ver a Academia do Samba desfilar louvando o povo que produz um saber e formas de beleza que desconfortam o cânone. Botar Tranca-Rua de capa e cartola abrindo o desfile e Seu Zé Pilintra, o Zé das Alagoas, juremeiro do catimbó, fechando, cercado pelas pombagiras e abençoado por Oxalá, ...

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    Veja trecho de audição para ala de Beyoncé na Unidos da Tijuca

    O bailarino Wagner Rodrigues publicou em sua página no Facebook um vídeo com um trecho das audições para a “ala das Beyoncés” da escola Unidos da Tijuca. Do Catraca Livre  No vídeo, um grupo de candidatos aparece dançando “Crazy in Love” e simplesmente arrasa em cima do salto. Veja: Responsável pela seleção, o coreógrafo Fabio Costa adiantou em entrevista ao Ego que a ala será formada por 140 dançarinos de Stiletto – dança praticada em cima do salto, que mistura jazz, hip hop e música pop e trabalha a postura e o equilíbrio. A única exigência da escola é que os inscritos levem seu próprio salto, tenham experiência com a dança e se comprometam com os ensaios. Edson Damazzo, coreógrafo da funkeira Ludmilla, também participou da escolha dos dançarinos. Assista a outro trecho da audição publicado na página da Unidos da Tijuca: O tema da escola em 2017 será “Música na alma, inspiração de uma nação”, que ...

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    Mãe Menininha do Gantois será tema da Vai Vai no Carnaval do ano que vem

    A Mãe de Santo baiana Menininha do Gantois será a homenageada da Escola de Samba Vai Vai no carnaval paulistano do ano que vem. A escolha foi feita para marcar os 30 anos de morte da matriarca do candomblé, que representa a cultura e religiosidade de matriz africana na Bahia Por Sayonara Moreno, da Agência Brasil  Com enredo já definido – No Xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu. Menininha Mãe da Bahia, Ialorixá do Brasil – e uma sinopse do desfile, representantes da escola foram à Bahia pedir oficialmente autorização à Mãe Carmem, filha da homenageada e atual ialorixá do Terreiro do Gantois, localizado no bairro da Federação, em Salvador. “Este ano, exatamente por causa do aniversário de morte de Mãe Menininha, veio essa vontade do nosso presidente de fazer a homenagem a essa grande figura, para abordar todo o legado de amor, de paz, de união, de ...

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    Evento: Memórias, Poéticas e resistências do carnaval Afro-paulistano

    O Núcleo de Pesquisa e Educação Patrimonial em Territórios Negros de São Paulo e nossa atuação pauta-se por desconstruir versões da história que se pretende oficial e universal, desconsiderando toda a atuação política da população negra nos mais distintos ramos da atuação humana. Batalhamos pelo direito da memória, onde os referencias e experiências de matriz afro sejam reconhecidos e valorizados, e passem a compor o mosaico que forma cada um(a) de nós como sujeitos históricos e políticos. E no bojo dessa discussão, a questão de gênero, alicerçada no protagonismo de mulheres negras constitui-se como vetor da nossa prática ao entendermos que questionar a história "oficial" prevê concomitantemente o questionamento do patriarcado e o reconhecimento das experiências das mulheres negras na subversão e fomento à outros devires. O presente evento conta com o Lançamento do livro "Transformações na Avenida - História das Escolas de Samba na cidade de São Paulo", no ...

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    TV pública no carnaval: assunto rendeu na favela

    Eu sei que o carnaval acabou e que finalmente o ano começa a engrenar, e as realidades chegam com todas as suas tintas. Por Mônica Francisco, do Jornal do Brasil  Mas não poderia deixar passar em branco a repercussão dobelo trabalho realizado pela rede pública de televisão, ao transmitir o desfile das escolas de samba melhores colocadas. O desfile das campeãs, exibido pela TV  Brasil, foi um dos maiores acertos na realização da função social da mídia, acesso à informação e conteúdo de qualidade. Mais do que isso, não podemos esquecer que ela, a tv pública, é nossa, de todos os brasileiros e brasileiras. E nada mais acertado que dar visibilidade, com qualidade, a uma das maiores manifestações culturais do Brasil e do mundo. É apostar que podemos ser bons, e até excelentes, comunicando para a grande massa. A recepção da novidade, mostra que há no grosso da população, o desejo ...

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    A menina dos olhos de Oyá exuzilhou o racismo religioso na avenida

    A menina dos olhos de Oyá foi reverenciada na passarela do samba. O enredo da Mangueira popularizou para o grande público o codinome dado à cantora Maria Bethânia por sua Iyalorixá, Menininha do Gantois, imortalizada na canção de Caymmi de 1972, Oração à Mãe Menininha.. Por Cidinha da Silva Do Cidinha da Silva Quem não se lembra do dueto de Gal e Bethânia louvando a venerável matriarca: A estrela mais linda, hein / Tá no Gantois / E o sol mais brilhante, hein? / Tá no Gantois / Olorum quem mandou essa filha de Oxum / tomar conta da gente e de tudo cuidar / Ai, minha mãe / Minha mãe Menininha? / Ai, minha mãe / Menininha do Gantois. Ou da menos conhecida, mas igualmente bela, Réquiem pra Mãe Menininha do Gantois, composta e interpretada por Gilberto Gil, em 1986, quando da partida da Iyalorixá para o Orum. Uma ...

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    Reprovamos: New York Times destila preconceito sobre Brasil, zika e Carnaval

    Em um artigo intitulado ‘Brasileiros ignoram o medo da zika para cair na alegria do Carnaval', publicado na quarta-feira de cinzas (10), o New York Times esbanjou preconceito contra a cultura brasileira. A publicação americana minimizou a preocupação da população com o vírus e atacou a maneira como as pessoas se comportam e se vestem. Por Grasielle Castro, do HuffPost Brasil “Do ponto de vista do mosquito, as multidões suadas e minimamente vestidas nas ruas das cidades do Nordeste na segunda-feira devem ter parecido especialmente deliciosas”, inicia o texto. “Bêbados de cerveja e preocupados com as prodígias possibilidades carnais, jovens dançavam ao longo da Avenida Oceânica (em Salvador) acompanhando ícones da música brasileira”, segue. A publicação afirma que, apesar da preocupação da comunidade internacional com relação ao vírus, os brasileiros esqueceram o zika para celebrar o Carnaval. Argumenta que poucas pessoas vestiam calças ou blusas de mangas longas, sem lembrar do verão mais ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Sobre os que juntam vinténs na microeconomia do carnaval

    Antes de conhecer o carnaval de rua de Salvador, mais precisamente o circuito do Campo Grande, o retrato instantâneo da precarização do trabalho negro em minha cabeça era a greve dos garis cariocas de 2013. Agora tenho outro, a microeconomia do carnaval soteropolitano. Por Cidinha da Silva, do Blog da Cidinha Mulheres negras, todas negras, dominam o mercado da comida de rua durante a festa. Tradição herdada das pretas de ganho do século XIX, das baianas do acarajé e outros quitutes do século XX para cá. Herança também de diversas impossibilidades consolidadas que as leva a desenvolver funções laborais nas quais possam manter os filhos por perto. As duas crianças encolhidas, dividindo uma caixa de isopor como cama exemplificam a situação de mulheres que não têm com quem deixar os filhos enquanto trabalham. Elas despendem horas e horas cozinhando junto com outras mulheres em casa. Previamente pesquisam preços para comprar ingredientes ...

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    Quando uma Globeleza sofre racismo no Carnaval

    Agora que o Carnaval passou, novas histórias serão contadas. Será um longo ano até o início de 2017, quando mais desfiles acontecerão, mais festas preencherão as ruas e mais brasileiros demonstrarão sua felicidade em comemorar a festividade. Mas uma coisa continuará igual: o racismo no Carnaval, que reflete nada mais do que o preconceito que ainda existe no nosso país. no A Gambiarra Tal preconceito foi escancarado por um vídeo feito pelo The Guardian, um dos mais respeitados jornais americanos. A publicação teceu, em oito minutos, diversas razões que se não comprovam, fazem com que percebamos que nosso próprio povo parece não aceitar (ainda) negros em destaque social. E quando falamos em destaque social, estamos dizendo de negros na mídia, que chegam ao ápice de seu sucesso profissional. E por mais que seja uma festa, o Carnaval continua sendo uma profissão para muitas pessoas, em sua maioria, de pele negra. The Brazilian carnival queen deemed 'too black'Nayara ...

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    Ele é nota deeeeeeeez! Conheça dono da voz que lê as notas do carnaval de SP

    “Quesito Baaaateriaaaa. Noooooootaaa: deeeeeeeez”. Eu tenho certeza, querido internauta: você leu a frase anterior com a mesma voz que seus familiares, amigos e até mesmo desconhecidos também imaginaram. Ela invade os televisores e rádios de todo o Brasil dois dias depois dos desfiles das escolas de samba de São Paulo. É grave, imponente, capaz de provocar euforia e decepção na mesma dose. E tem o poder de marcar e ultrapassar gerações. Quem nunca imitou aquele sujeito que lê as notas na apuração do carnaval paulista? Quem nunca? Não precisa sentir vergonha. Todo mundo já fez isto. do Jovem Pan E saiba você que este sujeito não é simplesmente uma voz. Ele se chama Antônio Pereira da Silva e é conhecido por um apelido um tanto quanto peculiar: Mestre Zulu. Se, quando abre a boca, transmite seriedade e até assusta com tamanha potência vocal, o senhor de 67 anos exala carisma ...

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    Territórios negros no carnaval globalizado

    Em todo o Brasil, mulheres e homens negros desenham territórios na festa que um dia lhes pertenceu integralmente Por Cidinha da Silva, do Revista Fórum É de mará… é de maracá… É Naná Vasconcelos regendo o cortejo das nações de maracatu na abertura do carnaval de Recife, como faz há mais de uma década. Mas, aquele que seria tratado como rei em qualquer lugar do mundo, este ano reclamou da falta de atenção e de não ser convidado pela prefeitura para participar da coletiva de imprensa pré-carnaval, organizada para as principais atrações da festa de Momo. Os maracatus são a voz aos candomblés na Noite dos tambores silenciosos. Demarcam espaço para a tradição num carnaval massificado a cada fevereiro pela indústria da cultura. Em Curitiba, os negros vestem as fantasias, orgulhosos, enquanto trafegam no transporte público rumo ao desfile das escolas de samba. E quem é de fora se pergunta ...

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    Mulher leva soco ao tentar defender vítima de assédio em ônibus lotado

    Ônibus ia do Rio a Niterói e, apesar de lotado, ninguém se manifestou contra as agressões no Catraca Livre Três casos de agressão e uma pergunta: até quando o Brasil aceitará a violência contra as mulheres ? Em apenas dois dias de carnaval, inúmeros relatos de agressão e abuso revelam as consequências de uma sociedade que se nega a discutir a violência de gênero. No último dia 5 de fevereiro, um ataque contra duas mulheres num ônibus lotado que ia do Rio a Niterói, onde ninguém se manifestou ou mostrou incômodo, retrata os piores traços de um país que silencia seus problemas - evita o debate e naturaliza a morte de milhares de mulheres todos os anos. Confira o relato da agressão sofrida por uma integrante do Bloco Mulheres Rodadas, criado em 2014, para levar o debate ao carnaval - inclusive como um dos responsáveis pela #CarnavalSemAssedio - episódio que retrata ...

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    Revelers have fun during the street carnival. Street carnival in Sao Paulo, many groups, called blocos, has bands and thousands of revelers , costumed or not, following as a parade through the city streets, singing, dancing by the route on February 6, 2016 in Sao Paulo, Brazil.

    Para 49% dos homens, bloco de rua não é lugar para mulher ‘direita’

    Pesquisa feita pelo Instituto Data Popular, como contribuição à campanha Carnaval Sem Assédio, do site Catraca Livre, mostra que a maior parte da visão masculina ainda é machista em relação à participação de mulheres nos festejos de rua. no Agência Brasil  por Alana Gandra A pesquisa foi feita entre os dias 4 e 12 de janeiro, com 3,5 mil brasileiros com idade igual ou superior a 16 anos, em 146 municípios. “O que existe por parte dos homens é uma naturalização do machismo”, disse neste sábado (6) à Agência Brasil o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. De acordo com a sondagem, 61% dos homens abordados afirmaram que uma mulher solteira que vai pular carnaval não pode reclamar de ser cantada; 49% disseram que bloco de carnaval não é lugar para mulher “direita”; e 56% consideram que mulheres que usam aplicativos de relacionamento não querem nada sério. Segundo Meirelles, o homem ainda ...

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