terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: #CoronaNasFavelas

    Foto: CUFA

    A covid na favela e a emergência de uma outra agenda política. Entrevista especial com Preto Zezé

    Uma das marcas mais negativas do Brasil são as desigualdades, e diante da pandemia da covid-19 novas faces dessas desigualdades se manifestam. A doença entra no país pelas classes média e alta, mas é na periferia que morrem mais pessoas. Não obstante, a vida na favela definha diante do isolamento social que é necessário para frear o contágio. Sem nenhum apoio, o morador dessas zonas, que já vive com tão pouco, está entre os riscos da contaminação e a emergência de trazer comida para a mesa. “Estamos num mesmo mar, numa mesma tempestade, mas nem todo mundo está no mesmo barco. Alguns estão de jet ski, outros de lancha e muitos sequer com uma boia”, observa Preto Zezé, um dos articuladores da Central Única das Favelas, a Cufa. O grupo, que já vinha atuando nas periferias brasileiras, diante desse cenário de desespero teve de mudar o foco. “São situações emergenciais, ...

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    Helicóptero da polícia sobrevoa o Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro.CHRISTOPHE SIMON / AFP

    Nas favelas, até a pandemia de coronavírus é invisível

    Às 18 horas do dia 14 de maio, o Painel Rio COVID-19 confirmava 1.509 óbitos provocados pelo novo coronavírus na cidade do Rio de Janeiro. Desde o início da pandemia, há preocupação com sua escalada em potencial nas favelas e periferias. A previsão de que a mortalidade poderá ser maior nesses territórios é fundamentada em fatores da desigualdade socioeconômica: a intensa circulação de moradores que não podem parar de trabalhar; a proximidade e o tamanho dos domicílios, becos e travessas contribuindo para o contato entre as pessoas; a dificuldade de acesso aos recursos para prevenção ou tratamento da doença, entre outros. É consenso que as famílias em situação de maior vulnerabilidade necessitam de medidas específicas e priorizar as favelas é um caminho efetivo para enfrentar o avanço da pandemia. No conjunto de favelas da Maré, a organização não governamental Redes da Maré iniciou em março, com apoio de parceiros locais ...

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    (Foto:© Marcello Casal/Agência Brasil Geral)

    30 mil famílias de favelas recebem botijões de gás em ação da CUFA; 900 só em Fortaleza

    A Central Única das Favelas (Cufa) concluiu nessa segunda-feira (11/5) mais uma importante missão de apoio a famílias que vivem em comunidades pobres do Brasil, onde está concentrada boa parte da população negra. Trinta mil botijões de gás de cozinha foram distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade de 15 estados. Só em Fortaleza, 900 casas de 26 favelas foram beneficiadas com a ação, feita em parceria com uma empresa de exploração e distribuição de gás. Na capital cearense, 90% das mortes por coronavírus até agora foram de moradores de bairros com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), exatamente o critério utilizado pela Cufa para a distribuição dos botijões. A doação dos botijões de gás se soma a uma série de outros esforços da Cufa para garantir a subsistência de quem vive em situação de pobreza e está com a situação agravada por conta da pandemia do novo coronavírus. Antes ...

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    Agentes de saúde do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, utilizam as máscaras fabricadas pelo campanha Favela Maker (Divulgação/ Periferia Sustentável)

    “Enfermeiro chorou”: projeto faz protetor facial para agentes da periferia

    O Lab Periferia Sustentável, um laboratório de tecnologias sustentáveis, está apostando na fabricação e doação de máscaras do tipo face shield (protetor facial) para fortalecer o trabalho de agentes de saúde que atuam em bairros no distrito do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo. Através da campanha "Favela Maker", pautada na mobilização de doadores de matéria-prima, a iniciativa já conseguiu produzir e doar mais de 350 máscaras para profissionais de saúde e líderes comunitários que estão na linha de frente do combate ao covid-19. No mirante da favela do Jardim Nakamura, na zona sul de São Paulo, o Instituto Favela da Paz mantém há mais de 20 anos um espaço sociocultural com diversos projetos que difundem novas culturas de educação, preservação do meio ambiente, produção musical, alimentação e novos paradigmas de relações humanas e produção de energia. Um dos projetos que cumpre esse objetivo é o Lab Periferia Sustentável, ...

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    Paraisópolis capacita socorristas para atuar em brigadas de emergência na comunidade — (Foto: Josi Martins/Arquivo pessoal)

    Paraisópolis capacita moradores em primeiros-socorros e cria 60 bases de emergência

    Em mais uma ação de combate à pandemia do coronavírus, Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, capacitou 240 moradores para atuarem como socorristas em bases de emergência na comunidade. Serão 60 bases, 10 em cada microrregião do local: Centro, Grotão, Grotinho, Brejo, Prédios e Antonico. Os brigadistas estarão equipados com pranchas longas, kits de primeiros socorros, e Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s). A formatura dos socorristas acontece nesta quarta-feira (6), na Arena Palmerinha, em Paraisópolis. A iniciativa é uma parceria da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, o G10 das Favelas, o Grupo Bombeiro Caetano (GBC) e a Associação Bombeiro Mirim Juvenil Voluntário (BMJV). Além dos novos socorristas, a União de Moradores irá contratar 12 bombeiros civis para atuar nas bases de emergência. Os recursos para a compra dos equipamentos e para manter os profissionais estão sendo levantados em uma campanha de financiamento coletivo na internet. ...

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    Imagem: Simon Plestenjak/UOL

    Reflexões sobre o COVID-19 e a Realidade nas Favelas Brasileiras

    Estamos vivendo atualmente uma pandemia causada pelo COVID-19, que tem interferido diretamente no modo de vida da população mundial, somos orientados a adotar as medidas preventivas recomendadas pela OMS, como forma de reduzir o contágio, diante deste cenário precisamos pensar qual é a realidade das comunidades periféricas neste momento de crise. É nítido que sempre existiu uma negligência histórica por parte do Estado nas favelas brasileiras. Serviços públicos básicos não chegam, e isso, se amplifica ainda mais em momentos de crise, como a que estamos vivenciando atualmente. A pandemia causada pelo COVID-19 tem gerado um agravamento de uma crise já existente, em que suas consequências refletem diretamente nas áreas sócias, políticas e econômicas.  Este é o cenário perfeito para proliferação do coronavírus que vem causando muita preocupação nessas comunidades. Fique em casa, evite aglomeração de pessoas, lave bem as mãos com água e sabão, várias vezes ao longo do dia, ...

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    (Foto: Getty Images)

    No Rio, Covid-19 mata mais na Zona Oeste e em trecho da Zona Norte; veja números

    "Eu estou aqui no banheiro, sozinha. Não tem ninguém para empurrar a cadeira. Eu vim andando para o banheiro. Se você estivesse aqui, eles deixavam. Filha, eu estou naquela cadeira. Filha, me ajuda". A suplica ofegante, através de mensagem de voz, é de Verônica Maria de Lima, moradora da Maré, de 44 anos, que estava com o celular quando foi internada pela manhã no Hospital municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador. Naquele 23 de abril, Tainá de Lima da Silva encontrou a mãe caída no chão. A transferência da paciente, em estado grave, da cadeira de rodas para um leito, só aconteceu à noite. Verônica morreu três dias depois, com suspeita de Covid-19. Uma confirmação que nunca virá, pois não fez o teste para identificar se tinha contraído a doença. Um direito dado apenas a doentes considerados muito graves internados em unidades públicas do Rio. Ou a quem tem ...

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    Campanha de informação sobre o coronavírus nas paredes das comunidades (Foto: Reprodução/ Frente de Mobilização da Maré)

    Movimentos de favelas organizam plano de ação e reivindicam compromisso público no Rio de Janeiro

    Numa iniciativa que envolveu ativistas das pelo menos cinco comunidades espalhadas no território do Rio de Janeiro e pesquisadores das áreas de Saúde Coletiva; Direitos Humanos e Ciências Sociais, foi lançado na manhã de 1º de Maio o Plano de Ação Covid nas Favelas do Rio de Janeiro: uma catástrofe a ser evitada. A ação foi capitaneada por Richarlls Martins e Cunca Bocayuva, docentes do do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NEPPDH/UFRJ); Luciana Correa Lago, docente do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (NIDES/UFRJ) e Marcelo Burgos, docente do Departamento de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (DCS/PUCRJ) juntamente com as lideranças Eliana Sousa, coordenadora da Rede da Maré; Itamar Silva, articulador social do Dona Marta; Magda Gomes e Leandro Castro, coordenadores do A Rocinha Resiste; Alan Brum, secretário executivo do Instituto Raízes em Movimento ...

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    (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

    Rio de Janeiro: na ausência do Estado, moradores do Alemão criam gabinete de crise

    Passado um mês e meio desde o início da pandemia, o Complexo do Alemão, conjunto de comunidades na zona norte do Rio, ainda tem muita gente sem acesso a direitos básicos como água. Com muitos de seus moradores em casas sem banheiro e sem pia, grande parte da população é diariamente obrigada a buscar e carregar água em baldes. Muitos trabalham como ambulantes, vendendo sacolés, água de coco e o que mais for possível vender nas praias e pontos de grande movimento de pessoas. Com o que faturam durante o dia, passam no mercadinho e compram a janta. Porém, o isolamento social, praticado ainda que parcialmente pelas camadas socioeconômicas mais favorecidas para conter a covid-19, fez o povo pobre perder suas fontes de renda. Diante da situação, as organizações Voz das Comunidades, Mulheres no Alemão em Ação e Coletivo Papo Reto se uniram para criar o Gabinete de Crise do ...

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    Taís Araújo (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)

    Taís Araújo ajuda a doar R$ 1 milhão para mães que vivem em favelas

    Preocupada com os impactos da pandemia do novo coronavírus, Taís Araújo declarou em uma live no Instagram que, além de fazer suas colaborações como pessoa física, também vem articulando maneiras de conseguir ainda mais doações por meio de grandes empresas. A partir dessa postura, a atriz participou de uma campanha do BV, em que seu cachê foi doado integralmente para a ação social Mães da Favela, da CUFA (Central Única de Favelas), organização fundada por MV Bill e Celso Athayde que promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania e literatura em todo o Brasil. O banco dobrou o valor do cachê e fez mais um investimento para atingir a doação de R$ 1 milhão, que será revertida em 4.161 cartões alimentação de R$ 240, o que ajudará aproximadamente 17 mil pessoas. “O momento requer ajuda a quem mais precisa. É uma campanha sobre solidariedade e união ...

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    Médico exibe kit de teste da COVID-19 em clínica na Rocinha

    Rocinha recebe testes gratuitos de detecção para a COVID-19

    "O governo só vai testar quem está realmente muito mal. Se você testa só quem está muito mal, você não consegue monitorar o vírus, não consegue criar estratégias realmente efetivas" para conter o avanço da COVID-19, explica Pedro Berto, criador do projeto "Favela sem corona". Ex-morador da Rocinha, este estudante de administração de 29 anos captou recursos pela internet para comprar centenas de testes sorológicos e rápidos, colocando-os à disposição da comunidade. Para ser testado, o morador só precisa ir até uma clínica particular da favela e fazer um exame de sangue. O resultado sai em 24 horas. Em caso de resultado positivo para a COVID-19, se o paciente tiver sintomas leves, faz quarentena domiciliar. Mas se apresentar sintomas mais acentuados, é orientado a ir para um centro de saúde. "Tem bastante risco de expansão na comunidade porque dos testes que a gente tem feito aqui, de 40 a 50 ...

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    Ruas movimentadas da comunidade de Paraisópolis, em SP Foto: Agência O Globo

    Favelas vão à luta: Maré faz vaquinha e Paraisópolis cria área para isolar infectados

    Numa iniciativa para tentar frear a disseminação do novo coronavírus em Paraisópolis, líderes comunitários que atuam numa das maiores favelas de São Paulo decidiram reservar duas escolas públicas para acolher pessoas que estejam com sintomas leves da doença e que preferem ficar isoladas a ter que dividir a casa com outros parentes, muitos deles idosos. Por meio de doações, estão sendo preparadas cerca de 500 vagas, com camas, chuveiros e produtos de higiene pessoal, além de equipamentos para atender os pacientes. Os locais não terão atendimento ambulatorial. Como a favela tem mais de cem mil pessoas vivendo em cerca de de 21 mil domicílios, associações locais já preveem a necessidade de aproveitar outras escolas para dar conta de uma demanda que pode crescer nas próximas semanas. — A ideia é que as pessoas com sintomas tenham um local seguro, com atendimento, e principalmente sem o risco de contaminar seus parentes ...

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