quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Tag: desigualdades sociais

“As elites não evoluíram. Ainda é muito parecido com 1964”, afirma historiadora

Maria Aparecida de Aquino é professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, colabora com o Programa de Pós-Graduação em História Social da mesma instituição. Durante a carreira, se dedicou ao estudo da repressão política durante o período da ditadura civil-militar no Brasil, especialmente a censura exercida sobre os veículos de comunicação. Por Rafael Tatemoto Do Brasil de Fato Nesta entrevista à Agência Brasil de Fato, ela aborda os motivos que levaram ao golpe de Estado, o papel exercido pela imprensa e faz comparações com o atual cenário da política nacional. Segundo a historiadora, há um elemento em comum entre passado e presente: “Uma das coisas que persistem é o comportamento das elites. Ainda é muito parecido com o que era em 1964.” Brasil de Fato: Quais foram os motivos que levaram ao golpe de 1964? A gente precisa levar em consideração que no golpe estão presentes diversas ...

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Ipea terá guinada progressista com futuro presidente

Sociólogo Jessé de Souza vê desigualdade social como problema mais grave que corrupção e tem visão ácida sobre classe média por André Barrocal, do Carta Capital  O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada terá um novo presidente. Ligado ao Palácio do Planalto, o Ipea será comandado pelo sociólogo potiguar Jessé de Souza, professor da Universidade Federal Fluminense. À frente de um orçamento de 300 milhões de reais, ele estará em condições de ditar o rumo do principal think tank brasileiro. Terá o poder de influenciar a opinião pública com seus pontos de vista e com os estudos priorizados na instituição. Em tempos de furor anticorrupção e de ajuste fiscal, prenuncia-se uma chacoalhada no noticiário. Acadêmico de inclinação progressista, Souza tem posições polêmicas, como se pode constatar em algumas entrevistas concedidas no ano passado. Por exemplo: ele não acha que o principal mal do País seja a corrupção. “Claro que a corrupção ...

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Há uma mudança geográfica no Brasil, aponta Marcio Pochmann

A realidade social brasileira melhorou expressivamente durante a última década e o país diminuiu o grau de exclusão social. A desigualdade regional, contudo, continua marcante, aponta o segundo volume do Atlas da Exclusão Social no Brasil lançado agora pela Cortez Editoria. Marcio Pochmann, um dos coordenadores da obra, em conversa com o JB, destacou a necessidade de políticas que possam ser adotadas regionalmente, de acordo com distintas realidades. Não há, ainda, garantia para esses avanços. Enquanto isso, o país ainda precisa lidar com os efeitos das conquistas, que geraram, entre outras coisas, mudanças geográficas no país, com reflexo no sentimento de representação de novas elites, por exemplo. Por Pamela Mascarenhas, do Jornal do Brasil "O Brasil convive com uma mudança no próprio regime migratório. Antes, havia uma atração muito grande da população para as regiões Sul, e houve uma migração reversa, de pessoas que voltaram para os seus estados de origem. Então, há ...

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O ódio que cresceu 550% na América Latina

O ódio é proporcional ao feito de redução das desigualdades, mas também aos problemas da relação entre o Estado e o capitalismo nesses países Por Antonio Lassance (*), na Carta Maior Do sucesso aos riscos de derrota dos governos de esquerda O que há de comum entre Brasil, Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador? Entre as inúmeras coincidências, a primeira é que eles são governados por partidos de esquerda. Segunda coincidência: seus governos têm demonstrado uma inédita longevidade, a maioria com mais de uma década. Terceira coincidência: seus governos são duramente  atacados e constantemente fustigados por oposições agressivas e tentativas golpistas. Em todas essas situações, a mídia tradicional releva-se o principal ou um dos principais partidos golpistas. Quarta intrigante coincidência: esses países estão entre os que mais reduziram a desigualdade na América Latina, diminuindo a proporção e o contingente de pobres e miseráveis. Na década de 1990, a América Latina permaneceu ...

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Bilionário ameaça parar com doações se Papa continuar a pedir apoio aos mais pobres

O bilionário Kenneth Langone, fundador da Home Depot, empresa varejista norte-americana de produtos para casa, enviou um aviso ao Papa Francisco durante uma entrevista no canal CNBC: pessoas "como ele" estão se sentindo ofendidas com as mensagens do Vaticano em apoio aos mais pobres. No Msn Para completar, disse que se o Pontífice continuasse a fazer declarações contra o capitalismo, ele iria parar com as doações que realiza. Em um discurso realizado no Brasil em julho, o Papa Francisco pediu para “aqueles que têm posse de grandes recursos" não pararem de lutar por um mundo mais justo e solidário. "Ninguém deve se manter insensível em relação à desigualdade que enfrentamos”, afirmou Francisco.

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Imposto sobre grandes fortunas tem apoio de 59,8% dos deputados

A regulamentação do imposto sobre grandes fortunas tem apoio de pelo menos 307 (59,8%) dos 513 deputados que assumem a Câmara a partir deste domingo (1º), segundo levantamento do G1 (clique na imagem ao lado para ver página especial). Outros 101 (19,6%) se posicionaram contra a proposta. Os 105 restantes (20,4%) não quiseram responder ou não se manifestaram sobre os pedidos de entrevista. No DCM  Entre o último dia 15 e esta sexta-feira (30), o G1 aplicou aos deputados um questionário sobre 12 temas que deverão constar da pauta de debates legislativos deste ano. Parte dos deputados respondeu pessoalmente ou por telefone e outra parte, por e-mail ou por intermédio das assessorias. Todos foram informados de que a divulgação das respostas não seria feita de forma individualizada. No total, 421 deputados responderam ao questionário (82%); 44 se recusaram a responder (8,5%); e 48 não se manifestaram sobre os pedidos de ...

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São Paulo não é a avenida Paulista. São Paulo é a resistência na periferia

Logo após a fundação da vila de São Paulo de Piratininga, José de Anchieta, com a ajuda de índios catequizados, ergueu um muro de taipa e estacas para ajudar a mantê-la “segura de todo o embate”, como descreveu o próprio jesuíta. Blog do Sakamoto por Leonardo Sakamoto Os indesejados eram índios carijós e tupis, entre outros, que não haviam se convertido à fé cristã e, por diversas vezes, tentaram tomar o arraial, como na fracassada invasão de 10 de julho de 1562. Grande dia aquele. Ao longo dos anos, a vila se expandiu para além da cerca de barro, que caiu de velha. Vieram os bandeirantes (cada povo tem os heróis que merece) que caçaram, mataram e escravizaram milhares de índios sertão adentro, mas também ampliaram o território brasileiro em sua busca por riquezas. Da África foram trazidos negros, que tiveram de suportar árduos trabalhos nas fazendas do interior ou o ...

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Foto: Flávio Florido

Você é contra a desigualdade social e toma suco de caixinha?

Cansado de ter que explicar a algumas pessoas que enxergam o mundo em preto e branco que adotar um ponto de vista progressista não significa fazer voto de pobreza, comunicar-se por sinais de fumaça e detestar os Estados Unidos, resolvi mudar meus hábitos. Foto: Flávio Florido Por Leonardo Sakamoto, do Blog do Sakamoto  Assim atendo todos aqueles que veem incoerência em alguém ser contra a desigualdade crônica e, ao mesmo tempo, comer carolinas recheadas com doce de leite, tomar suco de caixinha e estar se coçando para assistir à terceira temporada de House of Cards. Abandono, neste final de ano, o status de Esquerda Profiteroles e abraço a pobreza. Porque intelectual gosta mesmo é de miséria, não é verdade? Que todo mundo esteja na miséria. E só a miséria liberta. 5h45 Acordar. Dez minutos enrolando na cama feita de capim seco sobre o chão de terra batido para refletir sobre o ...

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NASA destaca possibilidade de colapso da civilização

Estudo encomendado pela agência espacial americana sugere que a humanidade está em risco - o sistema de produção e exploração seria impossível de ser mantido POR ANA FREITAS do Revista Galileu  Um estudo encomendado pela NASA e divulgado essa semana destaca a possibilidade de que, nas próximas décadas, a humanidade entre em colapso. A exploração insustentável de recursos naturais e o aumento da desigualdade na distribuição de renda seriam as principais causas. O estudo, conduzido pelo Centro Nacional de Síntese Sócio-Ambiental, um orgão parceiro da Fundação Nacional de Ciências Norte-Americana, destacou que testemunhamos vários exemplos civilizações com níveis de desenvolvimento complexos entrarem em colapso ao longo da história. "A queda do Império Romano (...), bem como de vários Impérios Mesopotâmicos avançados, confirmam o fato de que civilizações sofisticadas, complexas e criativas podem também ser frágeis e impermanentes", diz a pesquisa. Superpopulação, clima, água, agricultura e energia são, de acordo com o ...

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O Bolsa Família, o Bolsa Empresário e o Bolsa Banqueiro

O “Bolsa Família”, considerado o maior programa de transferência de renda com condicionalidades em operação no mundo, ganhou enorme destaque nas eleições presidenciais de 2014. O programa foi alvo de discussão em praticamente todos os aspectos relevantes. Entre outros, foram abordados os seguintes temas, invariavelmente de forma apaixonada ou incisiva: a) quantidade de beneficiários; b) volume de recursos empregados; c) evolução ou crescimento dos beneficiários; d) distribuição geográfica dos beneficiários; e) condicionalidades envolvidas e f) relação entre o programa e os resultados eleitorais.Do: pragmatismo politico Segundo o governo federal, “o Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o país. O Bolsa Família integra o Plano Brasil Sem Miséria, que tem como foco de atuação os milhões de brasileiros com renda familiar per capita inferior a R$ 77 mensais e está baseado na garantia de renda, ...

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Quem paga imposto no Brasil: Famílias com até dois salários mínimos arcam com 48,9% do total

Quem paga imposto no Brasil: Famílias com até dois salários mínimos arcam com 48,9% do total

Reforma tributária: afinal, quem paga a conta? por Paulo Gil Introíni A continuidade do processo político-econômico de redução das desigualdades e injustiças sociais depende da reforma tributária. O caráter regressivo do sistema tributário brasileiro dificulta o fortalecimento do mercado interno de consumo popular e desestimula o investimento, a variável por excelência para um crescimento autônomo e sustentável “…o grau em que um sistema produz igualdade econômica, em comparação com o grau de igualdade econômica que prevaleceria sem ele, é uma questão que trata do sentido de justiça social dentro dessa comunidade. Depende da questão, puramente política, de quanta desigualdade quer tolerar a sociedade.” Nicholas Kaldor, economista húngaro No debate tributário, a primeira pergunta a ser feita é: afinal, quem paga a conta? Quem arca com o ônus do financiamento do Estado? Dito de outra forma, quais os segmentos sociais suportam, por meio dos tributos arrecadados, o financiamento das políticas ...

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Piketty: É um erro pensar que o Brasil agora precisa de mais mercado

Piketty: É um erro pensar que o Brasil agora precisa de mais mercado

RODRIGO VIZEU No dia em que o governo brasileiro oficializou um novo ministro da Fazenda simpático ao mercado, o economista francês Thomas Piketty, autor do best-seller “O Capital no Século 21″, afirmou considerar um erro pensar que o Brasil precisa de mais mercado e menos intervenção na economia. Piketty, que está no Brasil para promover o livro que lhe rendeu status de celebridade no debate econômico, não quis discutir especificamente a nova equipe econômica, mas afirmou que “seria um erro pensar que o Brasil fez demais na área social e para reduzir a desigualdade”. Em seu livro, o francês sustenta que a desigualdade voltou a aumentar nas últimas décadas, beneficiando herdeiros e prejudicando a ascensão social, o que colocaria em risco a democracia. Em entrevista à Folha, Piketty, que já foi citado em discurso pela presidente Dilma Rousseff, reclamou que dados de má qualidade fazem com que a desigualdade brasileira seja ...

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Economista francês, Thomas Piketty vive dia de celebridade na USP

Palestra com acadêmico que dá aula no MIT lota auditório da FEA-USP e dá força ao debate sobre desigualdade social   Por Charles Nisz no Opera Mundi  Há 15 dias, ele estava em Istambul, esta semana está em São Paulo, na semana que vem em Xangai. Correria, fotos e autógrafos. Almoçou escondido e ficou em sala reservada para ser preservado do assédio. Poderia ser a descrição de uma celebridade do show business, mas estamos falando do francês Thomas Piketty, um acadêmico e economista francês, autor do livro "O capital no século XXI". Ele palestrou sobre o livro na Faculdade de Economia e Administração da USP na tarde desta quarta-feira (26/11). Mas por que o livro fez tanto sucesso? Fernando Rugetsky, professor de MacroEconomia da FEA-USP, tenta explicar o furor causado pela obra de Piketty: “Primeiro, o tema. A desigualdade econômica cresce em todo o mundo, com exceção da América Latina, um ...

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Imposto no país esconde desigualdade, diz autor que critica capitalismo

O economista francês Thomas Piketty,  autor do best seller "O Capital no Século 21", disse que os dados sobre Imposto de Renda e de patrimônio no Brasil são pouco transparentes e de difícil acesso. Por: Mariana Bomfim Do: Uol Em São Paulo para participar de debate na USP (Universidade de São Paulo) nesta quarta -feira (26), Piketty afirmou que a falta de transparência atrapalha a elaboração de estatísticas e, consequentemente, de políticas tributárias. "Nós sabemos que a desigualdade social é alta no país,  mas ela deve ser ainda mais alta do que mostram as pesquisas", disse. Até mesmo os resultados das pesquisas variam muito, a ponto de uma apontar que o país é mais desigual que os Estados Unidos e outra apontar o contrário, segundo ele. A ausência de uma série histórica de dados detalhados sobre tributação impediu que o país fizesse parte da análise apresentada por Piketty em seu livro. ...

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O abismo entre ricos e pobres cresce

O abismo entre ricos e pobres cresce

Com raras exceções, a desigualdade tem aumentado em todos os países do mundo por Claudio Bernabucci De Roma Em um mundo angustiado pela crise econômica, aprendemos que de março de 2009 a março de 2014, exatamente o período considerado mais crítico, depois da bancarrota do Lehman Brothers, o número de bilionários do planeta dobrou: eram 793 no começo do furacão e agora somam 1.645. Os 85 mais ricos entre eles, no mesmo período, incrementaram seus capitais em 668 milhões de dólares a cada dia e sua renda equivale àquela de metade da população mundial, 3,5 bilhões de outros seres humanos. Os dados constam, entre outras “pérolas”, do recente estudo sobre a desigualdade no mundo, publicado pela Oxfam, rede internacional de 19 ONGs que combatem a pobreza. Na sequência da divulgação do relatório, originalmente chamado Even It Up: Time to end extreme inequality, foi lançada a campanha mundial de sensibilização “Equilibre ...

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Fortuna de super-ricos é ‘incontrolável’, diz pesquisador

O pesquisador Antonio David Cattani, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com formação na Paris-Sorbonne, diz ter escolhido um caminho diferente de 99% de seus colegas.   Por: Ruth Costas, no, BBC   Enquanto a maioria dos cientistas sociais se debruçam sobre questões relativas a pobreza e a miséria, Cattani resolveu desbravar o outro lado da problemática da desigualdade social - a extrema riqueza, ou os super-ricos. A escolha já foi mais difícil de ser justificada. Desde que o francês Thomas Piketty tornou-se um best-seller com a tese de que o capitalismo está concentrando renda em vários países, o que ocorre no topo da pirâmide social global tem ganhado um pouco mais de espaço nos debates de economistas e sociólogos - ao menos no exterior. Para Cattani, no Brasil a situação é um pouco diferente da de outros países, porque aqui ao menos se avançou no combate ...

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Fórum Econômico Mundial: por que a desigualdade é a tendência mais preocupante de 2015

Fórum Econômico Mundial: por que a desigualdade é a tendência mais preocupante de 2015

A desigualdade é um dos principais desafios do nosso tempo. A desigualdade de renda, especificamente, é um dos aspectos mais visíveis de uma questão mais ampla e complexa, que implica a desigualdade de oportunidades e se estende a sexo, etnia, deficiência, idade, entre outros. Em segundo lugar no nosso levantamento Outlook do ano passado, ela foi identificada como a tendência mais significativa de 2015 pelos especialistas da nossa rede. Isso afeta todos os países do mundo. Nos desenvolvidos e em desenvolvimento, a metade mais pobre da população muitas vezes controla menos de 10% de sua riqueza. Este é um desafio universal que todo o mundo deve enfrentar. Embora seja verdade que em todo o mundo o crescimento econômico está pegando ritmo, profundos desafios permanecem, incluindo a pobreza, a degradação ambiental, o desemprego persistente, a instabilidade política, a violência e os conflitos. Estes problemas são muitas vezes intimamente relacionados com a ...

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UPPs, especulação imobiliária e desigualdade

Valorização da terra, nas favelas “pacificadas” do Rio, atrai cobiça da Zona Sul e expulsa antigos moradores. Há saídas?  Por Gabriel Bayarri Poucos problemas no mundo são mais polêmicos e complexos que os que tratam a questão do uso da terra e a legalização de seu uso. Muitas religiões têm normas sobre a terra e a herança, a maioria das comunidades tem tradições culturais profundamente arraigadas e cada governo enfrenta o desafio da gestão da terra de forma diferente, com amplo conjunto de leis e diferentes níveis de vontade política. Em muitos países as regras não favorecem as mulheres que possuem terras, por razões que vão desde a pobreza até os costumes. Nos países “ricos”, os registros da propriedade abarcam a maior parte do território e em geral estão bem guardados. Porém, poucos países em vias de desenvolvimento têm mais do 30% de suas terras cadastradas (1). E com frequência os ...

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O Brasil não é mais aquele

Por Flávio Aguiar. Nesta quarta-feira, 1º. de outubro, vou participar de um debate na livraria Livraria (este é o nome), em Berlim, sobre “Do Real à Real: O Brasil hoje”, ao lado do professor Sérgio Costa, do Instituto Latino-Americano da Universidade Livre de Berlim, e do escritor Rafael Cardoso. Apresento aos leitores do blog da Boitempo a linha geral de minha intervenção: 1. A equação Brasil no nosso imaginário mudou. 2. O Brasil mudou de de dimensão, de equação e de lugar. 3. Dimensão Estamos acostumados com a projeção de Mercator, da geografia escolar, no mapa-múndi, com foco na altura do Trópico de Câncer, no Hemisfério Norte. O Brasil ali é diminuto, menor do que o Alasca e a Groenlândia. A projeção agora terá de ser outra. De repente o Brasil aparece com seu tamanho “verdadeiro”: oito mil quilômetros de comprido por outros oito mil de largura. De fato, um gigante. 4. Equação O Brasil não ...

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Hábitos dos super ricos aumentam desigualdade, diz estudo

Quando a renda se concentra no topo e indústrias dependem mais dos super-ricos, desigualdade é alimentada em efeito bola de neve, diz estudo de Harvard POR: João Pedro Caleiro São Paulo – Os hábitos de consumo dos super-ricos podem parecer uma mera curiosidade para o resto da população, mas talvez estejam alimentando a concentração de renda de forma estrutural em um efeito ‘bola de neve’. A hipótese foi lançada recentemente por um estudo de Nathan Wilmers, da Universidade de Harvard. O processo funciona da seguinte forma: quando alguém atinge um alto nível de renda, o ganho que ela tem com determinado bem ou serviço fica cada vez mais concentrado na margem e mais insensível à mudança de preço, especialmente se o bem está relacionado a status. Ninguém toma um vinho de 5 mil reais esperando que ele seja exatamente 10 vezes melhor do que um de R$ 500 - mas ...

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