Tag: Donald Trump

Thiago Amparo (Foto: Marcus Leoni/CLAUDIA)

Isto são os EUA

Os Estados Unidos da América creem tanto em sua imagem como a maior democracia liberal do mundo que esquecem que essa imagem, vista por eles próprios como excepcional no panteão internacional, é, de fato, uma autoimagem. Quando nos olhamos muito no espelho, esquecemos a diferença entre o que é reflexo, edificado sobre o arenoso solo das nossas aspirações, e o que é realidade, construída com os escombros das nossas próprias contradições. Não há nada de excepcional do ponto de vista moral num país onde presidentes pressupõem que o poder de executar civis por drones faz parte do seu trabalho diário presidencial (em sua recente biografia, ao descrever de forma franca e brutal o ofício de ordenar a morte por drone, Obama revela que o horror é bipartidário). Não há nada de excepcional, ou mesmo democrático, no fato de os EUA terem auxiliado na consolidação de ditaturas ao redor do mundo, ...

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Aleksandr Púchkin e Machado de Assis

Articulações negras importam

Em um cenário marcado por uma crise de caráter econômico, político e social causada pela pandemia, a disputa eleitoral nos Estados Unidos aprofundou ainda mais as tensões criadas pela administração do presidente Donald Trump. Enquanto um fenômeno multidimensional da política estadunidense que envolve dinâmicas de classe, gênero e raça, o trumpismo revelou diferentes faces, que na maioria das vezes se materializou em manifestações públicas de homens brancos da classe trabalhadora. Desde as primárias republicanas, Donald Trump flertava com supremacistas brancos que já tinham um canal aberto no Partido Republicano. É sempre bom lembrar que alguns republicanos estimularam a aproximação com o Tea Party, uma organização que construiu uma agenda libertária em 2009, mas, sob a presidência de Barack Obama, logo se metamorfoseou em um grupo de feição racista. Nesse sentido, Trump apenas cumpriu a função de reconduzir supremacistas brancos à política mainstream dos Estados Unidos, inflamando o debate racial que ...

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Raphael Warnock (Foto: Michael M. Santiago/Getty Images)

Democrata negro vence na Georgia e enterra a era Trump

O reverendo democrata Raphael Warnock conquistou uma cadeira no Senado dos EUA na Geórgia, derrotando a senadora republicana Kelly Loeffler em uma das eleições de segundo turno de 5 de janeiro. A corrida foi convocada pela Mesa de Decisão do parceiro eleitoral da Vox às 23h13, horário do leste dos EUA. A vitória de Warnock é histórica; ele é o primeiro senador negro a ser eleito na Geórgia, que lutou ao lado da Confederação na Guerra Civil Americana. Warnock é o 11º candidato negro já eleito para o Senado, e será um dos apenas três senadores negros no atual Congresso, junto com Sens. Cory Booker (D-NJ) e Tim Scott (R-SC). “A Geórgia é o estado natal de Martin Luther King Jr.”, Warnock disse a Vox em uma entrevista neste outono . “Há muito tempo é a ponta da lança para a mudança na América. E acho que, por meio desse ...

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O reverendo Raphael Warnock, eleito senador pela Geórgia, durante evento de campanha em Atlanta - Foto: Jim Watson/AFP

Pastor da igreja de Martin Luther King, Warnock será 1º senador negro da história da Geórgia

Após um ano em que as relações raciais nos Estados Unidos estiveram constantemente sob os holofotes, o estado da Geórgia elegeu seu primeiro senador negro. Com 98% dos votos apurados até a manhã desta quarta-feira (6), Raphael Warnock derrotou a republicana Kelly Loeffler e tornou-se também o primeiro senador democrata negro a ser eleito por um estado do Sul americano, região em que as políticas segregacionistas foram historicamente mais duras. Desde 2005, o reverendo Warnock, 51, como também é conhecido o agora congressista eleito, é pastor da Igreja Batista Ebenézer, em Atlanta, mesma congregação onde pregava, no passado, Martin Luther King Jr. (1929-1968), um dos principais líderes da luta histórica dos negros americanos por direitos civis. A vitória na Geórgia tem ainda o peso simbólico de o estado ter sido não apenas o lar de Luther King mas também o de outro ativista símbolo da busca por equidade racial, o ...

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Protesto em Washington, uma das várias cidades americanas a registrar protestos no sábado

Milhares de mulheres protestam contra Trump nos EUA

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades dos Estados Unidos para a Marcha das Mulheres, em protesto contra o presidente Donald Trump e sua indicada a uma vaga na Suprema Corte americana, a conservadora Amy Coney Barrett. Organizadores afirmam que mais de 100 mil pessoas participaram de mais de 400 manifestações realizadas neste sábado (17/10) em todo o país, de Nova York a Los Angeles. Os protestos – inspirados na primeira Marcha das Mulheres ocorrida em Washington no dia seguinte à posse de Trump em 2017 – também homenagearam a ex-juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsburg, que morreu em 18 de setembro, aos 87 anos. A diretora-executiva da marcha, Rachel O'Leary Carmona, abriu o dia de manifestações pedindo aos participantes que mantivessem distâncias seguras entre si devido à pandemia de coronavírus, afirmando que o único evento "superpropagador" de covid-19 deveria ser um recente promovido pela ...

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Foto: Alex Wong/Getty Images

Obama diz que Trump ameaça democracia e suas falhas mataram 170 mil nos EUA

Barack Obama foi além de Michelle e Bill Clinton, que já tinham subido o tom de forma inédita contra um presidente no poder ao discursar na Convenção Nacional Democrata. Mas ele tocou no ponto fundamental: o presidente Donald Trump é uma ameaça à democracia nos EUA, como o colega Jair Bolsonaro é no Brasil. Ex-presidentes americanos costumam manter a tradição de não atacar seus sucessores imediatos. É uma forma de respeitar as regras não escritas da democracia. Mas Trump desrespeita a escritas e as não escritas. Restou a Barack Obama mandar a real: "Nossa democracia está em risco". E acrescentou que as falhas de Trump ao responder à pandemia são responsáveis pela morte de 170 mil americanos por covid-19 e pelo desemprego recorde no país. Afirmou com todas as letras que Trump ameaçava o futuro da democracia americana. Segundo o ex-presidente, o atual comandante-em-chefe "não cresceu no trabalho [de ser ...

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Luke Sharret/The New York Times

Obama discursa contra Trump em funeral de John Lewis e é aplaudido de pé

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama criticou nesta quinta-feira as pessoas que atacam com "precisão cirúrgica" o direito ao voto e as minorias, em referência às tentativas do atual mandatário, Donald Trump, de desincentivar a prática de votar por correio durante a pandemia de covid-19. Sem mencionar o nome de Trump, Obama fez um discurso combativo no funeral do congressista John Lewis, um líder histórico dos direitos civis que foi preso diversas vezes por defender o direito da comunidade negra de votar. Obama elogiou Lewis e lembrou que o congressista, morto aos 80 anos, "dedicou o seu tempo na Terra a combater os mesmos ataques à democracia que estão circulando neste momento". "Enquanto estamos aqui, sentados, há pessoas no poder que estão fazendo tudo o que podem para suprimir o voto, fechando locais de votação, atacando minorias e estudantes com leis de identificação restritivas e atacando o nosso direito ...

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Os movimentos sociais que estão pedindo o fim do racismo nos EUA estão gerando a reação de grandes corporações contra o Facebook (Crédito: AFP)

Inatividade contra o racismo pode custar caro ao Facebook

A falta de atividade contra o racismo e o discurso de ódio nos posts do Facebook está fazendo com que aumente o número de empresas que não querem anunciar na maior mídia social do planeta. Uma coalizão de grupos que lutam pelos direitos civis nos Estados Unidos lançou a campanha #StopHateforProfit na semana passada, quando instou as principais empresas do país a interromperem a publicidade no Facebook. A reação no mundo dos negócios foi imediata e em poucos dias, redes como a The North Face e Patagonia disseram que apoiariam o movimento contra o Facebook. Outras empresas famosas nos Estados Unidos, como Upwork e Dashlane, além de marcas globais como a Coca-Cola, Hershey’s, Honda, JanSports, Levi Staruss, Verizon, Bem & Jerry’s e Unilever também aderiram. A preocupação dessas empresas vai de encontro ao movimento de combate ao racismo nos Estados Unidos e, principalmente, o reflexo da polarização que a eleição ...

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Foto: Remus Kotsell/Getty Images

Trump proíbe entrada de estrangeiros nos EUA a partir do Brasil

Os Estados Unidos anunciaram, neste domingo (24/05), que vão barrar cidadãos não estadunidenses que estiveram no Brasil até 14 dias antes de tentarem entrar no país. A decisão, segundo a Casa Branca, tem o objetivo de proteger a população americana do novo coronavírus. A medida, que passa a valer na próxima sexta-feira (29/5), foi tomada por meio de decreto do presidente Donald Trump, dois dias depois de o Brasil ultrapassar a Rússia e se tornar o segundo país do mundo em número de casos de covid-19, atrás apenas dos EUA. "Hoje o presidente tomou a ação decisiva para proteger nosso país, ao suspender a entrada de estrangeiros que estiveram no país (Brasil) durante um período de 14 dias antes de buscar a admissão nos Estados Unidos", diz um comunicado da secretária de Imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany. "A ação de hoje vai garantir que estrangeiros que estiveram no Brasil ...

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Por trás da foto: por que este atleta dos EUA se ajoelhou no pódio do Pan

O esgrimista Race Imdoben pode ser punido por esse gesto, diz o Comitê Olímpico e Paralímpico Americano Da Veja  O protesto silencioso do esgrimista americano Race Imboden nos Jogos Pan-Americanos de Lima (09/08/2019) (Reprodução/Twitter) O esgrimista e modelo americano Race Imboden, 26 anos, se ajoelhou no primeiro lugar do pódio ao receber, ao lado de seu time, a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, na última sexta (9). Por esse gesto, o Comitê Olímpico e Paralímpico Americano disse que o atleta pode sofrer sanções. Mas o que, afinal, significa o aceno? Em seu Twitter, Imboden explicou que foi um gesto político. Race decidiu “sacrificar” seu momento no topo, enquanto a bandeira dos Estados Unidos era hasteada, para conscientizar a população sobre as mazelas de seu país, que, ressalta, lhe é muito querido. O tuíte foi curtido por 44.100 pessoas e compartilhado por mais de 11.300. ...

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Angela Merkel na quarta (17), dia de seu aniversário de 65 anos — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

Merkel se solidariza com deputadas atacadas por Trump

O presidente dos EUA disse que as parlamentares deveriam voltar a seus países; para Merkel, força dos EUA está na diversidade. Do G1 Angela Merkel na quarta (17), dia de seu aniversário de 65 anos — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters Os ataques de Donald Trump contra quatro deputadas democratas "minam a força dos Estados Unidos", afirmou a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel. Ela se solidarizou com as congressistas durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (19). "Fico do lado oposto a estas declarações de forma decidida e me solidarizo com as mulheres atacadas", declarou a alemã. Merkel argumentou que a força dos EUA se baseia na sua diversidade, nas contribuições "de pessoas de muitas diferentes nacionalidades". Trump pediu no domingo (14) às deputadas que retornassem a seus países de origem, declaração pela qual foi acusado de racismo. Trump criticou o 'esquadrão' Embora não tenha mencionado nomes, Trump parecia ...

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Pode o presidente ser (chamado de) racista?

"Esses tuítes não foram racistas. Eu não tenho um único osso racista no meu corpo!”, postou o presidente dos EUA, Donald Trump, na última terça-feira (16). Por Thiago Amparo, da Folha de S.Paulo Era a resposta do mandatário a acusações, formalizadas em um pedido de impeachment rejeitado pelo Congresso dos EUA, de que teriam sido racistas os seus comentários sobre quatro congressistas democratas: Alexandria Ocasio-Cortez, Ayanna Pressley, Rashida Tlaib e Ilhan Omar. Dois dias antes, Trump havia pedido para que elas “voltassem para seus países e ajudassem a consertar os lugares totalmente quebrados e infestados de crime de onde vieram”. Todas as congressistas são cidadãs americanas e, com exceção de Ilhan Omar, que se naturalizou americana, nasceram em solo americano. Trump sabe bem disso. Ao invocar o inexistente "país de origem" das congressistas, Trump está invocando uma forma comum de racismo nacionalista, o que a escritora e artista Grada Kilomba ...

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Quem são as 4 jovens congressistas que Trump atacou com mensagens consideradas racistas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou uma polêmica racial neste fim de semana ao publicar mensagens no Twitter nas quais pediu que diversas congressistas de minorias étnicas "regressem aos seus países de origem" a fim de consertar os lugares "falidos e infestados de crime". Da BBC Jovens congressistas são especialmente críticas das políticas de Trump (Foto: GETTY IMAGES) Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar, Rashida Tlaib e Ayanna Pressley, todas cidadãs americanas que foram eleitas para a Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados do Brasil), acusaram o presidente de ser racista. Em uma entrevista conjunta das quatro à imprensa americana, Pressley afirmou que Trump não conseguirá calá-las e pediu que os americanos "não mordam a isca" do que ela chamou de tentativa de desviar a atenção da opinião pública de problemas internos. "Essa é a agenda dos nacionalistas brancos", disse Omar. Trump não citou ...

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Dono do Jacksonville Jaguars dá os braços aos jogadores durante hino nacional (Foto: Divulgação/ Twitter)

Em resposta a Trump, jogadores e até dono dos Jaguars cruzam braços e ajoelham durante hino dos EUA

Em resposta às polêmicas relacionadas ao presidente Donald Trump, os jogadores do Jacksonville Jaguars, incluindo o ídolo Ray Lewis, se ajoelharam durante o hino dos Estados Unidos no início da partida contra o Baltimore Ravens, que acontece no estádio de Wembley, em Londres. Os atletas que continuaram em pé, no entanto, também mostraram união e ficaram de braços dados junto ao dono da franquia, Shad Khan. Ravens and Jaguars players locked arms while others knelt for the national anthem prior to the game in London. https://t.co/bP59FWysNd pic.twitter.com/tzgUpXIuXg — SportsCenter (@SportsCenter) 24 de setembro de 2017 Segundo o jornalista norte-americano Peter King, da Sports Illustrated, Khan é responsável por doar um milhão de dólares (aproximadamente R$ 3 milhões) para o presidente quando foi eleito, no último ano. Segundo o técnico Mike Tomlin, os atletas do Pittsburgh Steelers não participarão do hino neste domingo e permanecerão nos vestiários. Na partida contra o Carolina ...

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Bush pai e filho condenam racismo e antissemitismo em resposta a Trump

Os ex-presidentes americanos George H.W. Bush e George W. Bush, emitiram um comunicado na noite desta quarta-feira (16) condenando o preconceito racial e o antissemitismo, em resposta às declarações de Donald Trump, mas sem mencionar o nome do atual presidente. Do RFI "Os Estados Unidos devem sempre repudiar o preconceito racial, o antissemitismo e o ódio com todas as suas forças", afirmaram pai e filho na nota emitida em Kennebunkport, Maine, onde a família Bush mora. "Enquanto oramos por Charlottesville, recordamos as verdades fundamentais evocadas pelo cidadão mais proeminente dessa cidade (Thomas Jefferson): 'Todos os homens foram criados iguais e dotados pelo Criador de direitos inalienáveis", escreveram os republicanos Bush. "Sabemos que estas verdades são eternas porque vimos a decência e a grandeza de nosso país", concluem Trump isolado O presidente americano Donald Trump iniciou uma tempestade política quando afirmou, na última terça-feira (15), que os dois os lados eram responsáveis ...

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Raoul Peck sobre ‘O Jovem Karl Marx’: “Vou ao passado para compreender a eleição de Trump”

O realizador politicamente implicado aposta num cinema de causas a admitir certos efeitos. Porque, segundo ele, a democracia não é só votar e ficar sentado no sofá a ver reality shows. Do Comunidade Cultura e Arte Raoul Peck é um homem deste tempo. Não só da América que deixa de ser de Obama e passa a ser de Trump, mas também da Europa que parece também seduzida por um nacionalismo que poderá rimar com alguns ‘ismos’ nefastos. Em O Jovem Karl Marx, que agora chega às nossas salas, atreve-se a regressar onde tudo começou, ou seja, ao Manifesto do Partido Comunista, um outro ‘ismo’, até à identificação dos princípios capitalistas que Peck considera gerarem nefastas consequências e vícios atuais; mas refletiu também sobre os ecos do seu outro filme, Eu Não Sou o Teu Negro, o tal documentário que foi nomeado ao Óscar (estreia em maio), onde aborda o privilégio de raça através dos textos e ...

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Por que mulheres usaram branco durante o discurso de Trump no Congresso

Símbolo do movimento sufragista nos Estados Unidos, cor foi usada por 66 mulheres democratas durante o discurso de Trump aos congressistas Por Tory Oliveira, da Carta Capital  Escolha da cor branca foi uma homenagem ao movimento sufragista Em um protesto silencioso, mas marcante, 66 mulheres do Partido Democrata usaram branco durante o primeiro discurso de Donald Trump ao Congresso dos Estados Unidos, na noite de terça-feira 28. A cor escolhida é símbolo do movimento sufragista nos Estados Unidos, que lutou pelo direito das mulheres ao voto no final do século XIX e no início do século XX. "Vestimos branco em união contra qualquer tentativa do governo Trump de retroceder nos incríveis avanços que as mulheres fizeram no último século e continuaremos a apoiar o avanço de todas as mulheres", declarou a congressista democrata Lois Frankel, da Flórida, em pronunciamento. "Nós não retrocederemos". A iniciativa partiu das democratas do The House Democratic ...

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Eva Blay - professora , sociologa da FFLCH. Reg. 056-16 - foto Cecília Bastos

Por que os homens não amam as mulheres?

Eva Alterman Blay é professora sênior de Sociologia da FFLCH-USP e ex-senadora da República   Do Jornal da USP Essa é a grande questão do romance e filme suecos Os homens que não amavam as mulheres. O ódio se expressa no estupro, no incesto, na tortura e no assassinato. Depois de meio século de feminismo, pensávamos ter alcançado algum avanço no respeito às mulheres. Nos Estados Unidos, Trump desqualifica todas as conquistas das mulheres, desrespeita seus corpos, abusa, e se considera o grande patriarca. É o retorno a uma sociedade racista em que, até os anos 1960, os negros eram tratados como semiescravos, os judeus não podiam morar em certos prédios de NY e em várias cidades do interior do país, os latinos eram a casta nefasta. O recém-eleito presidente pretende apagar os avanços democráticos, retoma um critério nazista ao selecionar os imigrantes, logo ele que vive num país cuja ...

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Trump e o fim do casamento entre democracia e capitalismo neoliberal

Ao criar medidas protecionistas e impedir os fluxos da globalização do capital, ele se coloca em dissensão com o sistema estabelecido Por Pedro Estevam Serrano, da Carta Capital  Foto: Reuters/Kevin Lamarque Em artigo anterior, defendi que o potencial nocivo do governo de Donald Trump não deveria ser subestimado. Mal esquentou a cadeira da Presidência e, com uma canetada, proibiu a entrada de viajantes de oito nacionalidades – países com predomínio de população muçulmana – em território americano. Sem qualquer pudor, baniu também a recepção de refugiados sírios, que estão no centro de uma tragédia humanitária. Ao assumir um discurso anti-humanista que abdica de qualquer resquício da moralidade própria da vida democrática concebida desde o século XVIII, o novo presidente americano representa, talvez, a maior ameaça concreta à civilização advinda do poder estatal, hoje, no mundo. Trump, de fato, não se peja em criticar valores próprios de uma vida humanística – solidariedade, ...

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Governo sueco ‘responde’ a Trump com uma foto de mulheres do gabinete

Vice-primeira-ministra assina uma proposta ambiental rodeada por sete colaboradoras do Executivo Do El Pais  A ‘número dois’ da Suécia, com colaboradoras do Governo. EL PAÍS A vice-primeira-ministra da Suécia, Isabella Lövin, respondeu ao presidente dos Estados Unidos. E o fez com uma fotografia em que aparece rodeada por sete mulheres do gabinete do país nórdico. Essa imagem imita uma das primeiras divulgadas pela Casa Branca sobre Donald Trump, em que aparecia assinando uma ordem acompanhado apenas por homens. Lövin postou em suas redes sociais a imagem em que é vista, com a caneta na mão e uma pasta aberta, rodeada por colaboradoras do Executivo – uma delas, grávida. “Somos um Governo feminista, como mostra essa foto. É o observador que deve a interpretar essa imagem”, disse a número dois do Governo da Suécia. Fotografia de 23 de janeiro no Salão Oval. EFE Na fotografia da Casa Branca, que provocou uma onda ...

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