quinta-feira, novembro 26, 2020

    Tag: Elisa Lucinda

    Elisa Lucinda lança romance com textos íntimos e inquietantes

    Escrito a partir de anotações no bloco de notas de seu celular, a obra ressalta vozes de sua infância e das mulheres do subúrbio onde cresceu Por  Marina Marques, Da Claudia (Caio Basílio/CLAUDIA) Disparar a liberdade interior em cada leitor. Essa é a vontade da capixaba Elisa Lucinda com Livro do Avesso – O Pensamento de Edite (Malê). A poeta, que é também atriz, jornalista, professora e cantora, lança um romance que gosta de chamar de “fofoca da alma”. “Criei esse livro meio escondida de mim mesma. Eu estava escrevendo Fernando Pessoa – o Cavaleiro de Nada (Record, 2014), mas, ao mesmo tempo, internamente surgia Edite. A pressão com o sufocante prazo de entrega do outro título fez nascer em mim um mundo de poesia”, explica. “Naquela época, estava tão empenhada que tudo que brotava no meu coração e era poesia virava capítulo”, relembra sobre o processo da obra, que foi finalista no Prêmio São ...

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    Não adianta só pedir desculpas

    Taís Araújo, Elisa Lucinda, KL Jay, Luana Xavier e outras personalidades negras refletem sobre o racismo estrutural brasileiro Por Carol Ito e Nathalia Zaccaro Do Revista Trip Fotos: divulgação e reprodução/Revista Trip Ter certeza de que você não é racista é um clássico brasileiro. A convicção de que por ter amigos negros, escutar rap ou adorar a Bahia você nunca poderia ser preconceituoso é um sinal do quão estrutural é o racismo no Brasil. Existe uma dificuldade enorme em se perceber racista porque esse tipo de comportamento está enraizado na cultura e na identidade do povo brasileiro. O preconceito é cotidiano, naturalizado e defendido muitas vezes como apenas uma brincadeira. E vemos esse padrão se repetir seguidamente, seja em uma festa em que o cenário evoca um Brasil escravocrata, seja em declarações discriminatórias ditas livremente em um programa como o Big Brother Brasil. Convidamos pessoas que simbolizam ...

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    Fala, silêncio!

    A síntese desse tempo é a voz. A voz de quem? De quem nunca foi escutado porque traz notícias do inferno. Não se iludam. Estamos em pleno processo eleitoral num país que nunca houve antes. Gente que nunca importou, que nunca decidiu o jogo, que nunca foi ouvida sobre o seu destino, começa a falar e vai votar. Por Elisa Lucinda Do Jornal do Brasil Elisa Lucinda - foto: Acervo Lucinda   A diversidade da condição humana está mostrando sua cara dizendo em alto e bom som que “quem bate esquece, quem apanha lembra”. Se das exclusões fizermos um recorte só do feminino silenciado, ficaremos em estado de choque ao perceber como o machismo influenciou na ciência, fazendo experimentos em corpos masculinos para medicar toda uma população feminina também. Mulher tem outra pressão arterial, outra configuração, e é por isso que precisa ser consultada sob suas demandas. ...

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    Quem algemou Valéria Santos?

    Uma negra acorrentada num fórum no Brasil, hoje, sendo essa advogada, é o retrato da normatização da escrotidão sobre uma etnia e nos põe a todos na mira do atraso, nos atola na triste conclusão de que a escravidão não acabou. Valéria não infringiu a lei, não é bandida e foi detida no trabalho ao defender sua cliente, a negra ré. Por Elisa Lucinda Do Jornal do Brasil (OAB-RJ/Reprodução) Vemos a face de sua dignidade, a certeza de estar legalmente correta em pleno exercício da profissão e, para nosso enjoo e espanto, a indiferença, a omissão e a anuência de seus colegas com esta barbárie que é o racismo contemporâneo brasileiro. (Ó triste frase, ainda existe?) Escrevo em pensamento e caminho por dez minutos na Copacabana que me expõe doze moradores de rua (contei). Espalhados nas calçadas, nos quarteirões do bairro que amo. Todos corpos negros, mais ...

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    O que a labareda chama

    Sou das metáforas. E estou em luto, como qualquer ser humano que entende história como memória e riqueza de todo mundo; não só de uma parte. Morreu meu avô sábio. Morreu queimado. Foi isso. Sensação de parentesco, de dor num lugar de origem, num lugar de linhagem, num lugar de eixo. Tronco. Não preciso falar aqui das perdas objetivas nos quesitos raridades, obras de arte, relíquias de bens inestimáveis. Nem preciso gritar que só a Cidade do México tem quase duzentos museus e um notável acervo étnico na sua instrução maia, inca, na sua estrutura. Tal qual alguém que está sempre lustrando o alicerce, cuidando pra que aquilo não deixe de brilhar e de vibrar, e de estruturar tempos futuros, vidas futuras, gerações futuras. O segredo da história é que ela é um passado que educa no presente. Isso é muito chique do ponto de vista da utilidade de uma ...

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    Me vi no cinema – Por Elisa Lucinda

    Se, na primeira vez, o filme “Café com canela” me avassalou, agora então, sem qualquer cerimônia, atravessou meu coração! Estou, desde menina, chafurdada na magia dessa sétima arte que tanto admiro e na qual também trabalho. Portanto acostumada às salas de cinema e sua película tão parecida com sonho. Lo que passa és que o filme de Glenda Nicácio e Ary Rosa me é inaugural e o é para o cinema brasileiro, que é também o do mundo. Ao falar a partir da própria aldeia com extrema maestria, Cachoeira, cidade do Recôncavo onde se passa a premiada obra, consegue abrigar nos seus 122 minutos todas as Áfricas e as não Áfricas também. É de e sobre o afeto. A afetividade é sua liga, argamassa, presença invisível e aderente em todos os “frames”. É o pontilhado discretíssimo que forma a imagem. O filme foi identificado já em seu lançamento em Brasília ...

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    Elisa Lucinda: “As portas estão fechadas para os negros”

    Em entrevista em vídeo, a atriz, cantora e escritora afirma que é preciso escolher entre ser um abolicionista moderno ou um escravocrata Por Tatiana Merlino Do Carta Capital Elisa afirma que existe um Brasil que é do apartheid Foto: Cauê Gomes A atriz, cantora e escritora capixaba Elisa Lucinda sofre com o racismo em todas as suas áreas de atuação. Na literatura, mulheres negras são invisibilizadas. Na teledramaturgia também: “não vemos negras como protagonistas de uma novela. O Brasil é muito cruel. E o racismo é um câncer”, afirma, em entrevista a CartaCapital. Elisa afirma que existe um Brasil que é do apartheid. “Se tem território, tem apartheid. Eu sei onde ir e encontrar só brancos e ir em outros e encontrar só negros”.  Um dos problemas do racismo estrutural, afirma, é a naturalização da ausência de negros em inúmeros espaços: uma pessoa branca, por exemplo, que entra em local e ...

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    “Espero muito os nossos Baracks Obamas”, diz Elisa Lucinda

    “Não se dá ré na consciência de um povo.” Com a frase, a atriz, poeta, apresentadora, dramaturga, cantora capixaba Elisa Lucinda resume suas convicções e aspirações para o futuro imediato do país. Em cena no palco paulistano do CCBB com “L, o Musical”, ela conversou com o blog sobre Justiça, racismo, política, arte, educação, inclusão e esperança: “Alô, alô, tem um novo Brasil acontecendo”. POR DENISE MOTA, do Preta, preto, pretinhos Sérgio Martins/Divulgação Preta, preto, pretinhos – O ano começa com “L, o Musical”, atualmente nos palcos do Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo. Que outros projetos você está desenvolvendo para 2018? Elisa Lucinda – Olha, o ano começa muito bem com “L, o Musical” em São Paulo. Eu fico muito feliz. Ainda mais depois de um ano que foi notadamente desfavorável para a cultura, para a educação, já que, afinal de contas, a arte é projeto educacional de um país também. ...

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    Roberto Filho/Divulgacão

    Elisa Lucinda: Folhas de uma apostila de uma educação para adulto

    Elisa Lucinda: ”Proponho mais coerência, menos violência, menos falsos moralistas, menos hipócritas. O Natal se aproxima, o Ano Novo também e tudo nos convoca à repaginação” Foto: Roberto Filho/Divulgacão por Elisa Lucinda no Revista Trip A educação do adulto não acaba nunca. No aprender da caminhada estou sempre compartilhando através de poemas, crônicas, artigos, poesias e prosas, as coisas que aprendo no exercício do viver. E aí também me sinto, ao compartilhar os saberes, aluna e professora destas lições. Somos todos. Alunos de minhas aulas não são obrigados a me ouvir, são voluntários. Vem quem quer. É gente que entende que, de alguma maneira, pode aprender com o que penso ou provoco. Assim acontece comigo em relação a outros arautos , e creio que seja assim com todos. Há pessoas com as quais uma tarde ao lado delas pode equivaler a um semestre numa faculdade. Eu poderia ...

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    Coisa de branco, até quando? Por Eloisa Lucinda

    Para mim é tão grave quanto um médico que não atende um paciente preto e pobre na emergência. Para William Waack a vida do preto, o pensamento do preto, a atitude do preto, os direitos do preto são menores e tudo nele vale menos Por Elisa Lucinda, do Portal Fórum Escroto, consciente, ativo, legitimado, estrutural, septicêmico em todos os órgãos da nação, o racismo de William Waack não é só dele. Essa é a pior notícia. “Coisa de preto” é subtexto corrente na mente de grande parte de uma sociedade criada sob os parâmetros da Casa Grande. O diabólico plano que começou com tráfico, tortura e assassinato do povo negro e que durou quatrocentos anos, é mais nefasto e homicida do que os cinco ou seis anos do holocausto judeu e essa dor a humanidade respeita mais. Não estou dizendo que uma dor é menor do que a outra. Mas afirmo ...

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    Elisa Lucinda: “Equívocos de uma exclusão” ou “Os componentes da guerra”

    Estou ensaiando em Brasília L, o musical, uma peça cuja história é absolutamente lésbica e cujas personagens gravitam à volta do tema do amor entre mulheres. Peço então agora, meus senhores e senhoras, a atenção ao tema. Vamos olhar para este assunto com o que meu amigo querido, “filósofo” pop, pensador, produtor e agitador cultural Diogo Rodrigues, chama de “comunicação compreensiva”, a prática da anti-intolerância. Por Elisa Lucinda Do Jornalistas Livres   Então, vamos lá: Quando Sérgio Maggio, jornalista, escritor, dramaturgo e diretor, me convidou para tanto, o primeiro espanto foi concluir que, em trinta anos de carreira, é a primeira vez que me convidam para interpretar uma mulher que gosta de namorar outra mulher. Que absurdo! Então a ficção está atrasada assim em relação à realidade? Então a ficção ainda está tímida para contar as inúmeras histórias de amor e os dramas que envolvem romances homoafetivos? Então a ficção está ...

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    A atriz e escritora Elisa Lucinda e a poeta Tatiana Nascimento debatem sobre a presença do negro na literatura, no Diálogos Ausentes de junho

    Último encontro da série de três sobre essa área de expressão, conta ainda com mediação da diretora criativa e curadora Diane Lima e dois artistas selecionados pela chamada aberta, que falam sobre seus trabalhos literários; próximo ciclo discute sobre o negro na música, cujas inscrições para a chamada aberta vão de 1 a 14 de junho Enviado para o Portal Geledés O terceiro e último encontro que debate o negro no campo da literatura, da série Diálogos Ausentes, cujo objetivo é discutir a presença afro-brasileira na produção artística nacional, acontece no dia 13 de junho (terça-feira), às 20h, no Itaú Cultural. A mediação é de Diane Lima, idealizadora do projeto AfroTranscendence, e compõem a mesa de discussão a escritora e atriz Elisa Lucinda e a poeta Tatiana Nascimento, além dos dois selecionados pela chamada aberta – Marcelo Ricardo e Débora Garcia, que falam sobre seus respectivos trabalhos. As inscrições para ...

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    Reprodução/Instagram

    Elisa Lucinda, Lázaro Ramos, Taís e Camila Pitanga discutem série só com atores negros

    Atores brasileiros se uniram em torno de um novo projeto: desenvolver uma série que só envolva atores negros. A iniciativa acontece “em segredo”, mas foi revelada ao Bahia Notícias pela atriz, poeta e cantora Elisa Lucinda, que se apresentou na capital baiana no último fim de semana . por Nereida Albernaz, do Bahia Notícias  Reprodução/Instagram “Eu, Lázaro Ramos, Luís Miranda, Adriana Couto, Fabrício de Oliveira, Taís Araújo, Camila e Antônio Pitanga, entre outros, estamos conversando”, admitiu. Elisa considera os encontros apenas “reuniões informais”, mas acredita que as ideias saiam do papel ainda este ano: “Nós temos um quadro muito forte de gente que é boa, mas sempre é apenas um por elenco. A nossa força negra é muito diluída, acho que tá mais do que na hora de escrever nossas vitórias e protagonizá-las”. A atriz, que também é escritora e jornalista, contou que o ano será ...

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    “O racismo é o maior câncer do Brasil”, diz atriz Elisa Lucinda

    Em entrevista exclusiva, Elisa fala sobre o aumento do conservadorismo no Brasil Por Fania Rodrigues Do Brasil de Fato Nos últimos dias, o Rio de Janeiro vivenciou verdadeiros ataques aos direitos fundamentais. O estupro coletivo a uma adolescente de 16 anos chocou o país e o mundo. Além disso, uma mulher foi presa, no Leblon, acusada de injúria racial. Segundo testemunhas, ela teria mandado o funcionário de um supermercado “voltar para a senzala”.  Para falar sobre esses assuntos, o Brasil de Fato entrevistou a atriz, poetisa e ativista Elisa Lucinda. Brasil de Fato - Semana passada uma madame do Leblon agrediu o gerente de um supermercado e foi presa por racismo. Qual é o alcance do racismo na nossa sociedade? Elisa Lucinda - O racismo é o maior câncer do Brasil. Ele está nas escolas, no mercado de trabalho, no mundo artístico, nas relações religiosas. Não há uma área que onde ...

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    Já amanheci e caí em prantos, de cara. Sobrevoar uma comunidade atirando contra ela?

    Já amanheci e caí em prantos, de cara. Coisa que raramente me acontece. Por Elisa Lucinda, do Mamapress Mas foi a reportagem. O garoto brasileiro morador do morro do Dendê relatando o fato que fez com que ele perdesse o irmão: “Nós vimos os helicópteros da policia atirando contra o morro lá de cima, parecia guerra de verdade. Meu irmão então correu para dentro da padaria, e a polícia foi lá dentro e matou ele. Por que?” Não aguentei, explodi em lágrimas. Que merda. Todo dia morre gente na periferia ou na favela vítima de violência policial! Como assim? Sobrevoar uma comunidade atirando contra ela? De quem foi essa ordem e de que ordem é essa ordem? E que formação policial é essa que não vê que os meninos mortos diariamente nas comunidades são tão importantes quanto o médico assassinado na Lagoa? Parecem que as coisas só ficam sérias quando batem no ...

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    Na cor vermelho carmim escarlate: um breve foco em escrituras das afro-brasileiras Elisa Lucinda e Nega Gizza

    Esse trabalho propõe reflexão sobre escrituras criadas, respectivamente, por Elisa Lucinda e Nega Gizza. Duas mulheres afro-brasileiras. Um texto cultural de cada uma. Do livro O Semelhante foram pinçados versos de Safena. Do disco Na Humildade, a letra de Prostituta. A intenção é fazer uma incursão no tema relações de gênero, tendo em vista o seu complexo cruzamento com questões étnico-raciais. Como ferramentas básicas: análises de aspectos relacionados a mulheres negras na diáspora (Barbara Christian e bell hooks), sugestões sobre a pós-modernidade (Zygmunt Bauman), a perspectiva foucaultiana de poder. Por Diony Maria Soares1, Fazendo Genero   Começo com uma breve revisão introdutória sobre a terceira onda do movimento feminista, na qual a presença de escritoras afro-descendentes é fundamental. Nascida durante os anos 80 do século XX, a terceira onda analisa criticamente a tendência das feministas das décadas de 60 e 70 de usarem um conceito generalizado de mulher. As feministas da terceira ...

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    Ronald Augusto: As atrizes-cantoras negras e o sorriso largo e obediente no Encontro com Fátima Bernardes

    Há esperança, mas não para nós – Fátima Bernardes, Miguel Falabella, Carlinos Brown e as negas Por: Ronald Augusto 1. Naquela oportunidade da entrevista com a patricinha fanática por seu clube não havia nenhum negro para participar do debate sobre o episódio de racismo contra Aranha, já no programa em questão, além do percussionista baiano, a plateia estava cheia de outras “negas lindas” assentindo com movimentos de cabeça a todas as bobagens ditas pelos presentes. 2. Fátima, meio entusiasmada, a certa altura afirma: “elas conquistaram isso porque se capacitaram”; alusão à meritocracia, isto é, se os negros quiserem e se dedicarem eles conquistarão seu espaço, simples assim. O preconceito estrutural não causaria nenhum óbice aos negros, deve ser isso o que pensa a apresentadora impensante. 3. As atrizes-cantoras negras se afirmam por meio dos seus cabelos, por sua alegria de viver, apesar das pessoas do mal, desde o alto ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Coração suburbano também fere e se locupleta da estigmatização das negras

    Sou fã de Elisa Lucinda. Fã mesmo, de verdade, tanto porque a poesia dela me toca muito, quanto porque a acho excelente poeta. Não só eu, gente importante como Nélida Piñon tem a mesma opinião e isso deve significar que ela é boa mesmo, ao contrário do que pensa meu amigo e poeta Ronald Augusto. Aliás, acho que os setores da crítica que torcem o nariz para a poesia de Elisa também o fizeram para Mário Quintana e Adélia Prado. Gente grande, mas muito simples e de linguagem acessível, que se ocupa do comesinho da vida dos viventes para poetar. Por Cidinha da Silva Já assisti vários espetáculos de Elisa no Rio e em São Paulo. Certa vez ganhei livro por responder corretamente à pergunta feita pela poeta ao final do espetáculo.  No Rio fui duas vezes à Casa Poema, em Botafogo, e lá assisti a espetáculo encenado por Elisa ...

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    (Foto: Lucíola Pompeu)

    A poesia total de Elisa Lucinda – Por: Fernanda Pompeu

    Todo poeta tem um rosto. O dela é radioso. Em parte, pela bela mistura que deu numa negra com olhos verdes. Mas principalmente porque Elisa Lucinda tem uma luz interior que se publicita em suas palavras profundamente declamadas. Ela se move no palco com a idêntica desenvoltura com que seus versos se movimentam na página. Muita gente já viu Elisa nas novelas da Globo, a última vez na trama Lado a Lado, escrita por Claudia Lage e João Ximenes Braga. Mas privilegiados são os que já a viram declamando seus poemas com dicção perfeita e fogo na alma. "Desde pequena eu praticava a poesia falada, acho que ali eu já exercitava a atriz que me tornei. A poeta e a atriz são indissociáveis em mim", afirma Elisa. Quando ela completou onze anos, sua mãe Divalda a encaminhou para ter aulas de declamação. Com a professora Maria Filina, a menina aprendeu que "devemos ...

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    Joyce Fonseca

    5 autores negros brasileiros e contemporâneos que você precisa conhecer

    por Amanda Melaré Desde que o Brasil é Brasil nós temos escritores negros, sejam seus trabalhos divulgados ou não. Cruz e Sousa e Machado de Assis são dois nomes que aparecem com frequência nas aulas de literatura do colégio. Mas o que muitas vezes passa despercebido é o trabalho de autores contemporâneos que resgatam e fazem história no país. Muitos deles vieram de comunidades muito pobres e superaram dificuldades e preconceitos para poder dar voz aos seus pensamentos. Hoje ainda existe a invisibilidade do negro brasileiro e a literatura de pessoas como as que estão abaixo é uma forma do Brasil olhar para si próprio, como se fosse uma instigação, uma provocação, uma descoberta. Hoje é o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra e se você está em um dos 1072 municípios que adotaram a data como feriado, aproveite para ir à livraria, procurar um dos autores e descansar lendo um ...

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