Tag: empregada doméstica

Cena do filme Histórias Cruzadas

Empregos domésticos: serviços “essenciais” ou necessidades “coloniais”?

O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), anunciou hoje, (07/05/2020), que as empregadas domésticas estariam dentro dos serviços essenciais no período de Lockdown – fechamento total de vias e comércios considerados não essenciais por 10 dias. A decisão do prefeito tem como base o decreto estadual assinado pelo governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB). A informação causou revolta por parte das pessoas que lutam por dignidade e respeito às profissionais do serviço doméstico. A lei Federal (13.979), sancionada para o enfrentamento à pandemia no Brasil, não lista o serviço doméstico como essencial. Portanto, a decisão tomada em Belém por optar em expor às trabalhadoras domésticas sob os riscos de uma pandemia difere do entendimento nacional.  A branquitude, como fundante da escravidão e mantedora dos seus resquícios escravocratas, dialoga com a permanência da mentalidade e prática da maioria dos serviços considerados subalternos, a exemplo do trabalho doméstico. O prefeito de Belém, ...

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Empregada Doméstica

Uma reflexão sobre empregadas domésticas na pandemia

A medida mais eficaz contra o Covid-19 é ficar em casa, o que parece simples para alguns, mas, para outros, não. Profissionais como atendentes de caixa de supermercado, balconistas de farmácia, garis, médicos, enfermeiros entre outros continuam trabalhando normalmente durante a pandemia, por uma razão compreensível: atuam em setores essenciais de atendimento às necessidades básicas da população, como alimentação, saúde etc. Entretanto, venho chamar a atenção sobre um grupo de profissionais que não atua em áreas prioritárias neste momento e, que, portanto, deveriam ser liberados/as para ficarem em suas casas cuidando e sendo cuidados. Estou falando das empregadas domésticas, que, em sua maioria, são mulheres negras e periféricas. Vocês pararam para pensar por que essas mulheres não foram liberadas? Se, principalmente as elites, que usufruem dos serviços das empregadas domésticas, estão em suas casas e nem sempre trabalhando de home office, e mesmo que estivessem, acredito que seriam perfeitamente capazes ...

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“Ser faxieneira é um orgulho”, diz Bethyna Nascimento que sofreu preconceito nas redes

A Rainha de Bateria da Escola de Samba Chegou o que Faltava, Bethyna Nascimento Casagrande, compareceu na tarde desta quinta-feira (14) à Câmara Municipal de Vitória para receber uma moção de repúdio pelo fato de ter sofrido preconceito nas redes sociais pela profissão de faxineira. no 24Brasil "Você vai ter que fazer muita faxina para pagar sua fantasia”. Essa foi a mensagem que a jovem, de 22 anos, recebeu por mensagem no Facebook na manhã da última segunda-feira (12). Em discurso, de quase 3 minutos, Bethyna relembrou o preconceito sofrido e afirmou que ficou muito triste com a tentativa de denegrir sua imagem. Entretanto, reiterou que ser faxineira é um orgulho, um trabalho digno como qualquer outro, pelo qual consegue sustentar sua família, sua casa e seus sonhos. "Temos certeza que nós vamos combater isso. Diante de tanta hipocrisia de saber que nós mulheres sofremos tantos preconceitos, às vezes por sermos ...

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Empregada doméstica vira juíza: estudou com livros do lixo

Desistir? Jamais! A história de superação da juíza Antonia Marina Faleiros é inspiradora! Com 12 anos, ela trabalhava em um canavial no interior de Minas Gerais. Filha de um trabalhador rural e uma dona de casa, Antonia foi correr atrás de uma vida melhor em Belo Horizonte quando fez 21 anos. Do Só Notícia Boa Na cidade grande, a moça da roça, que teve 4 irmãos, foi empregada doméstica e chegou a dormir oito meses em um ponto de ônibus, porque não tinha onde passar a noite. Enfrentou o frio e o perigo da capital mineira. “Nos primeiros dias tive que ficar na casa de parentes, fingindo que estava de passeio. Fiquei um período, mas chegou um momento que ficou insustentável, não dava para ficar de favor. Tive que me arrumar. Arrumei um emprego de empregada doméstica, mas a patroa não gostava que a funcionária dormisse na casa dela, porque ela ...

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“‘Que Horas Ela Volta?’ silencia sobre racismo e os privilégios da branquitude”

À convite do “Metrópoles”, a doutoranda da Universidade de Brasília, Marjorie Nogueira Chaves, escreveu considerações sobre um dos principais filmes brasileiros de 2015 Por Maíra de Deus Brito Do Metrópoles   “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, foi o filme brasileiro com uma das bilheterias mais expressivas de 2015. O sucesso e a importância do longa-metragem são inegáveis, porém, artistas e acadêmicos, entre outras classes, sentiram a ausência do recorte racial na obra. No último dia do Mês da Consciência Negra, o Metrópoles convida a doutoranda em Política Social pela Universidade de Brasília e Mestra em História pela mesma instituição, Marjorie Nogueira Chaves, para algumas considerações sobre o filme. Longe de ser uma análise fílmica com base em teorias do cinema, a ideia desse texto é chamar a atenção para uma discussão pretensamente ausente no filme “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert: as relações raciais que permeiam o trabalho doméstico no Brasil. ...

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Foto: Flávio Florido

A minha empregada era quase da família

“Que horas ela volta'', de Anna Muylaert, é um filme obrigatório pelo incômodo que provoca ao discutir as mudanças sociais através das relações de uma trabalhadora empregada doméstica, seus patrões, sua filha e o filho deles. E, ao mesmo tempo, por ter a coragem de lembrar de falar em esperança nesses tempos em que achamos que qualquer luz no fim do túnel pode ser um trem. Foto: Flávio Florido Por Leonardo Sakamot, do Blog do Sakamoto  O Brasil gosta de se comportar como uma sociedade de castas. Não de forma escrachada (a elite social, econômica, política, intelectual não aprecia nada muito cru). Preferimos um cozido de relações em que todos pareçam viver em paz – desde que, é claro, cada um saiba (e fique em) seu lugar. Daí, para provar o contrário, essa elite mostra à exaustão a história do Joãozinho, que comia biscoitos de lama e andava ...

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“Elas perderam a noção do limite”, diz organizadora de curso de “atualização para secretárias do lar”

“Horário? Vestimenta? Limpar os cantinhos e as estantes altas? Tampar o pote e organizar a geladeira? Desperdício? Uso de produtos de limpeza? Pendurar o pano de prato no ombro? Enfim, o programa está fantástico! Traga sua secretária do lar para este treinamento!”, diz anúncio do evento no Facebook No Portal Fórum No próximo dia 25, acontecerá, no Rio de Janeiro, um curso de “atualização para secretárias do lar”. O evento foi idealizado pela carioca Lisa Mackey, com base em uma pesquisa que ela afirma ter feito sobre o “comportamento” de empregadas domésticas. De acordo com postagem feita por Mackey no Facebook, o curso tem o objetivo de promover “uma reciclagem, um treinamento para as empregadas que são de confiança, que o empregador não quer trocar, mas precisa de uma reciclagem”. “Horário? Vestimenta? Limpar os cantinhos e as estantes altas? Tampar o pote e organizar a geladeira? Desperdício? Uso de produtos ...

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Empregadores domésticos rejeitam morador de favela

A doméstica Versiani Azevedo afirma que uma boa referência vale muito na hora de conseguir trabalho - Foto:   Carlo Wrede / Agência O Dia Pesquisa revela que 47% dos brasileiros não contratariam quem vive em comunidade por Luisa Brasil no O Dia Uma pesquisa do Instituto Data Popular colocou em números o preconceito existente contra os moradores das favelas brasileiras. Segundo a sondagem, 47% dos entrevistados afirmaram que não contratariam um habitante de comunidade para trabalhar em sua casa. Apesar do número alarmante, a situação do Rio é peculiar no que diz respeito à rejeição da contratação de mão de obra proveniente da favela, que costuma ser menor que em outras cidades do Sudeste. “O Rio tem separação menor entre periferia e centro. Um terço da mão de obra feminina do Rio que vive na favela é empregada doméstica”, afirma Renato Meirelles, presidente do Data Popular. O levantamento foi feito com 3.050 entrevistados ...

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Jovens que agrediram doméstica no Rio vão pagar indenização de R$ 500 mil

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou os cinco jovens de classe média alta que agrediram a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto, em um ponto de ônibus, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em junho de 2007. Eles vão ter que indenizá-la em R$ 500 mil por danos morais e materiais decorrentes da agressão. A doméstica foi atacada e roubada por Fellipe de Macedo Nery Neto, Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva, Rubens Pereira Arruda Bruno, Julio Junqueira Ferreira e Leonardo Pereira de Andrade, enquanto esperava o ônibus. Em juízo, os agressores disseram que confundiram a doméstica com uma prostituta. A indenização soma R$ 500 mil e cada réu vai pagar R$ 100 mil para a vítima. Depois de agredi-la com chutes, os jovens fugiram levando a bolsa da vítima, com telefone celular, documentos, carteira e R$ 47. Ela conseguiu entrar correndo ...

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Uma charge racista e os haitianos em São Paulo

Como professora (também) de Ensino Médio e Pré-Vestibular, volta e meia tenho que trabalhar com meus alunos questões de interpretação de charges. As charges são gêneros textuais bastante peculiares, principalmente porque sua interpretação depende de que se esteja inteirado dos assuntos em voga: no Brasil e no mundo. Além disso, na relação de complementaridade entre texto verbal e texto não-verbal pode acontecer de os desenhos serem mais expressivos que o próprio texto: isso quer dizer que a imagem pode valer mais que as palavras ali expressas. E é por isso que uma charge veicula muitos sentidos e discursos para além do meramente “dito”; e é pelo mesmo motivo que se tem que ter cuidado redobrado quando pretendemos expressar uma opinião através/fazer a análise de uma charge – o perigo de se reproduzirem estereótipos racistas, classistas, homofóbicos, misóginos etc. é ainda maior. A edição número 212 do jornal Fato Paulista – ...

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