terça-feira, julho 14, 2020

    Tag: Fatima Oliveira

    (Foto: João Godinho)

    Êh, meu boi: “Mamãe eu vi Boi da Lua dançar no planeta do Brasil”

    Busco arrego em Guimarães Rosa: “O mundo é mágico. As pessoas não morrem, ficam encantadas”. Papete (José de Ribamar Viana) virou encantado em 26.6.2016. “Mamãe eu tô com uma vontade louca/ De ver o dia sair pela boca/ De ver Maria cair da janela/ De ver maresia /Ai maresia... Bandeira de aço/ Bandeira de aço...” (César Teixeira). Por Fátima Oliveira Enviado para o Portal Geledés Papete foi meu conforto mental naquilo que a filosofia rosiana diz que “viver é um rasgar-se e remendar-se”. Papete foi um ombro amigo de travessia. E travessia é travessia, pois “o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia” (Guimarães Rosa). Fora do Maranhão por quase 30 anos, tive a companhia fiel de Papete e ninei filharada e netaiada com seu disco “Bandeira de Aço” (1978), bem cultural imaterial do Maranhão – que, para Flávio Paiva, “é ...

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    As fontes ornamentais, o feng shui, a política e a democracia

    Desconfiai de gente muito áspera e dura que nunca tem tempo a perder, que acha que só ela faz política e que o resto do mundo faz corpo mole e ainda olha de cara feia para quem se encanta com uma poesia, uma música, uma plantinha, um livro, o doce barulho e o frescor de uma fonte ornamental. Tais pessoas nem fazem política como deveriam, a busca do bem-estar comum, nem são boas companhias. Fujo delas! Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Outro dia, uma implicou com uma fonte ornamental que tenho em minha sala e que embala o meu escrevinhar. Não adiantou eu enumerar os benefícios para o bem-estar e a sanidade mental advindos de uma fonte, tais como: em dias de muito calor, umidifica o ar, refrescando o ambiente, e o barulhinho da água acalma, relaxa... E quem no campo democrático não precisa de uma válvula de escape em ...

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    É dever democrático: banir a perspectiva de um futuro roubado

    Ler é um dos maiores prazeres de minha vida. Devo parte substancial do que sou aos livros que li, tanto científicos quanto literários. Estou sempre com livros na mesinha de cabeceira (não durmo sem ler algo!), no carro, na bolsa... Por Fátima Oliveira  Enviado para o Portal Geledés Relembrando o que já fiz para ler – “desde ‘botar’ marido pra dormir, esperar o danado cair nos braços de Morfeu, ligar o abajur e abrir o livro... ai que ‘trepeça’ boa!.. –, não imagino um mundo sem livros de papel. E os prazeres inenarráveis de abrir, folhear e ler um livro? De marcar onde parou, fechá-lo e a fissura de retomar a leitura?” (“Ler é bater pernas pelo mundo com as endorfinas nas alturas”, O TEMPO, 1º.11.2012). Em “Lembranças de uma cozinha e da primeira galinha cheia” (2.12.2008), revelei um pouco de minhas vivências de menina sertaneja que bateu asas e voou, ultrapassando ...

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    ‘O Futuro Roubado’ é um livro científico que dói na cidadania

    Há anos, desde que o li, se tiver de indicar um livro para alguém, não tenho dúvida de que é “O Futuro Roubado”, de Theo Colborn, Dianne Dumanoski e John Peterson Myers (L&PM Editores, 1997), que elenca e analisa estudos científicos sobre agentes químicos sintéticos que alteram os sistemas hormonais e que ecologistas e ecólogos, 30 anos antes de sua publicação, apontavam como deletérios ao meio ambiente e à saúde animal e à humana. Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Por sua magnitude em dados científicos irrefutáveis, é reconhecido como uma continuação de “A Primavera Silenciosa”, da bióloga marinha Rachel Carson (1907-1964), publicado em setembro de 1962 – hoje um clássico da área da consciência ambiental planetária. A autora é uma celebridade mundial que, para o jornal inglês “The Guardian”, ocupa “o primeiro lugar entre as cem pessoas que mais contribuíram para a defesa do meio ambiente em todos os tempos”. ...

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    “Isto aqui”, o Brasil, é uma República democrática e laica!

    Sou apaixonada pelos ideais republicanos. Sei quase de cor o “Manifesto Republicano” – publicado em 1870 no jornal “A República”, cujo principal redator foi Quintino Bocaiúva (1836-1912). Escrevo com regularidade sobre a República porque tenho a opinião de que ela tem sido muito desrespeitada em nosso país. Por Fátima Oliveira via Guest Post para o Portal Geledés Em “Perdi a paciência: quero a República terrena de volta!”, comecei assim: “Afinal, o que é República (do latim, ‘res publica’: ‘coisa pública’)? E a pauta de quem aspira governá-la? Parece óbvio que o debate eleitoral numa República (regime de governo) tem como eixo a defesa dos valores e dos princípios republicanos” (O TEMPO, 12.10.2010). Sob a democracia (regime político), todo o “fazer político” e a própria política deveriam se pautar pelo espírito republicano. Não podemos esquecer que “isto aqui”, o Brasil, é uma República democrática e laica! A República aqui ainda está em construção ...

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    Minhas memórias culturais familiares nos retratos pintados

    Eram costume das famílias remediadas do sertão os retratos emoldurados e pintados à mão em cima de um móvel ou na parede ao lado dos santos de devoção. Por Fátima Oliveira Enviado para o Portal Geledés Na casa da vovó e na da mamãe, todas as pessoas foram retratadas no que se denomina hoje “fotopintura”, arte que remonta ao início do século XX, antes das fotos coloridas, na qual, a partir de um retrato preto e branco, um colorista-pintor fazia sua arte sobre papel de sais de prata – hoje com recursos digitais: “Photoshop, scanners e outros programas e equipamentos de captação e tratamento de imagem disponíveis”, como relata Mestre Júlio, cearense fotopintor de retratos, eternizado em um livro: “Júlio Santos, Mestre da Fotopintura” (Editora Tempo d’Imagem). Para ele, “o maior valor da fotopintura é ‘tatuar’ as pessoas nas paredes de uma casa”. Só não exibiam fotopinturas emolduradas famílias muito pobres. O sonho ...

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    Eu poderia não ter voltado – eram tempos de fascismo

    Ideologia e práticas fascistas causam-me repugnância. Misto de medo e ódio. Quem combateu os tempos macabros de fascismo no Brasil (ditadura militar de 1964) carrega, além da repugnância, o sentimento do dever cumprido e a obrigação eterna de reconhecer e denunciar as diferentes faces do fascismo. Por Fátima Oliveira Do O Tempo Desde pós-eleições presidenciais de 2014, tive a percepção de que o fascismo – que ensaiava sair da toca antes das eleições, sobretudo durante a campanha – reaparecia com vigor espantoso quando quem perdeu as eleições não aceitava a derrota, e sob o argumento do país dividido, devido a uma vitória inegável, porém numericamente “apertada”, movia mundos e fundos, querendo sair vencedor de um pleito que perdera no voto a voto! Tal atitude não republicana encontrou eco em setores que sufragaram o nome do derrotado, mas muito mais na escória da política que sempre se beneficiou do fato de que ...

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    “É melhor morrer em pé do que viver de joelhos”

    Quem ama as liberdades democráticas que se mire em La Pasionaria – Isidora Dolores Ibárruri Gómez (1895-1989), comunista espanhola que bradou: “É melhor morrer em pé do que viver de joelhos”. Imaginar viver sob o ideário fascista é terrorismo político! A última dose de fascismo foi a ditadura militar de 1964. E quem possui dois neurônios íntegros não deseja repeti-la! Por Fátima Oliveira Enviado para o Portal Geledés O fascismo crê que há seres humanos melhores e com mais direitos do que outros e que só alguns podem ser usufrutuários da Terra e de tudo o que nela há! O fascismo, que aprofunda as opressões de gênero, racial/étnica e de classe, é uma irracionalidade! Pontuo que o nazismo é uma forma de fascismo – perseguição à democracia, desde o início, na Itália no pós-Primeira Guerra Mundial, para suplantar as ideias socialistas. O vocábulo “fascismo” deriva do italiano “fascio” (“aliança” ou “federação”), cuja origem é “fasci”: “feixe”, simbolizando, desde a Roma Antiga, a força de muitos ...

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    O saber, a sabedoria, o sábio e o sabido

    O saber, a sabedoria, o sábio e o sabido são palavras que encerram significados técnicos, políticos e filosóficos. Coisas para quem gosta de pensar, de buscar as raízes dos vocábulos. Por Fatima Oliveira Enviado para o Portal Geledés “Saber”, do latim “sapere”, é “ter gosto; exalar um cheiro, um odor; (fig)., ter inteligência, juízo; conhecer, compreender, saber”; “sabedoria”, do grego “sofia”, é o que detém o “sábio” (do grego “sofós”; em latim: “sapidus”), que tem um sabor/saber, que sabe muito, erudito. No sentido figurado, é quem age com sensatez ou prudência. “Sabido” é o mesmo que “sábio”, mas se popularizou no Brasil como “finório”, “embusteiro”, “passador de perna”. Para Aristóteles, que afirmou que “a dúvida é o princípio da sabedoria”, o saber comporta três áreas: técnica, prática e científica. O saber é um produto “do acúmulo de conhecimentos e estudos que se faz. E a sabedoria é um dom que nos permite discernir ...

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    Costumes e gastronomia dos “Dias grandes” no sertão

    No sertão, a Semana Santa era chamada de “Dias Grandes”. Não sei por quê. Intuo que eram tantas as proibições que os dias eram entediantes e longos. Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Jejuavam adultos e crianças a partir de 7 anos, que, se “quebrassem o jejum”, era certeza de “romper a Aleluia na taca!” Criança não apanhava nos “Dias Grandes”, mas, se fizesse malfeitorias, recebia o “corretivo” no amanhecer do Sábado de Aleluia. Falava-se baixo, em respeito ao calvário de Jesus. Fazer “ar de riso” era passável, mas repreendido. Gargalhar? Desrespeitoso. Era preciso sentir o sofrimento e a morte de Jesus! Brincadeiras de roda, nem pensar! As moças não podiam sequer usar batom, imagine namorar! Casados, se fizessem sexo, virariam bestas-feras! O cabaré do Derivaldo fechava! Bebidas alcoólicas, só vinho. Um conhecido enchia um garrafão de vinho com cachaça e colocava “Ki-Suco” de morango! E a mulher dele dizia: “Vinho ...

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    João, o Brasil permanece na encruzilhada histórica!

    Das elaborações teóricas de João Amazonas (1912-2002), o principal pensador do PCdoB, a que mais me encanta é: “O Brasil numa encruzilhada histórica”, pela propriedade de responder a diferentes contextos políticos desde que foi elaborada, inclusive porque o país continua nela! Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Grosso modo, a “encruzilhada histórica do Brasil” é: ou o país trilha uma rota progressista, ou se afunda na rota neoliberal antipovo! Tendo em conta a encruzilhada histórica, o PCdoB elaborou o Programa Socialista para o Brasil – O fortalecimento da nação é o caminho, o socialismo é o rumo, aprovado na 8ª Conferência Nacional (1995) e referendado no 9º Congresso (1997), no qual consta no ponto 34 o que se segue: “A vitória das forças democráticas, progressistas e populares em eleições presidenciais impulsionará a luta pela aplicação do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. A derrota, ou o êxito eleitoral da tendência política avançada, ...

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    Fernanda Torres detonando diretamente da Belle Époque

    Ao ler o artigo “Mulher” (no blog #AgoraÉQueSãoElas, em 22.2.2016), da atriz e escritora Fernanda Torres, no qual diz: “A vitimização do discurso feminista me irrita mais do que o machismo”, além de expor ideias irreais sobre assédios sexuais sofridos por Irene, sua babá negra, pensei: escrito diretamente da Belle Époque, cujo centro irradiador era Paris, então capital cultural do mundo, mas que persiste como estilo de vida! Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Numa visão crítica, só foi uma “bela época” para pouca gente, pois Belle Époque é pra quem pode! Reconheço os legados culturais, artísticos e literários da Belle Époque, mas ela foi “uma visão de mundo da burguesia europeia”, num contexto de explosão tecnológica (telégrafo sem fio, telefone, cinema, bicicleta, automóvel, avião...), num período de bonança e paz vivenciadas “pelas potências ocidentais, sobretudo as europeias, entre 1871 e 1914, quando eclode a Primeira Guerra Mundial”. Matutando sobre as ...

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    O Brasil sem esgoto eliminará o trimosquito Aedes aegypti?

    O Brasil vive uma tragédia sem precedentes na história da humanidade: a epidemia de zika vírus – com repercussões de grande monta nos direitos reprodutivos das mulheres, que é a geração de bebês com a Síndrome do Zika Congênita (conjunto de agravos incuráveis que têm a microcefalia como fenótipo mais visível, com 5.280 casos notificados, dos quais 508 confirmados de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, e 837 descartados, segundo dados acumulados até o dia 17 deste mês). Por Fátima Oliveira, no Tá lubrinando – escritos da Chapada do Arapari Até agora, a síndrome tem sido apontada como decorrente da infecção de gestantes pelo zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também causa dengue e chikungunya. A prevenção é única: erradicar o mosquito! No popular, “aí é que a porca torce o rabo”. Eliminar o poderoso trimosquito não é da alçada apenas da consciência ecológica da população. Depende, ...

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    Au Brésil, le virus Zika relance le débat sur l’avortement

    Il y a plusieurs semaines, un infectiologue de São Paulo diagnostiquait sur une de ses patientes, enceinte de quelques semaines, la présence du virus Zika. Elle savait qu’il était associé depuis peu à la multiplication des cas de microcéphalies au Brésil, une malformation très rare du cerveau. Do La Croix « On ne sait pas quelles sont les chances que son bébé soit atteint de microcéphalie, avoue le médecin. Comme la malformation ne peut être diagnostiquée qu’au bout du troisième trimestre de grossesse, elle a préféré avorter. » « Être enceinte en ce moment, ce n’est pas une bonne nouvelle » Illégal au Brésil, sauf en cas de viol, danger pour la mère et depuis 2012, d’anencéphalie (absence de cerveau), l’avortement a dû être réalisé clandestinement. « Être enceinte en ce moment, ce n’est pas une bonne nouvelle », résume Fatima Oliveira, médecin, féministe et membre du Réseau de santé des femmes latines-américaines et des Caraïbes. ...

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    O lixo do Carnaval diz muito até sobre injustiça reprodutiva

    Desde que tomei ciência da “sopa plástica do Pacífico”, por volta de 2008, minha preocupação com o lixo, sobretudo o descarte de plásticos, adquiriu uma nova dimensão, pois o que acontece no Pacífico é aterrador do ponto de vista da dialética da natureza. Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Mas o que é a “sopa plástica do Pacífico”? Descrita em 1997, pelo pesquisador Charles J. Moore, é “uma enorme camada flutuante de plástico, considerada a maior concentração de lixo do mundo no Oceano Pacífico – com cerca de 1.000 km de extensão contínua, vai da costa da Califórnia, atravessando o Havaí, e chega a meio caminho do Japão, atingindo uma profundidade de mais ou menos 10 metros” (Pedro Paulo Gianini, em “A maior concentração de lixo do mundo”). Em 2015, a revista “Science” publicou uma pesquisa que analisou dados de resíduos sólidos de 192 países em 2010, coordenada por Jenna Jambeck, ...

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    Carnaval é momento de ‘furor igualitário’ e desabafo popular

    Cresci ouvindo falar que São Luís era o terceiro melhor Carnaval do Brasil. A gente se apaixonava pelas marchinhas que pegavam fogo na Rádio Clube de Pernambuco, a mais ouvida nas brenhas dos sertões nordestinos. Por Fátima Oliveira do O Tempo  Falo da longínqua era dos anos 60, antes da radiola. O povo fazia festa dançante sob os acordes de músicas tocadas no rádio. Basta dizer que o primeiro rádio de Graça Aranha foi um Philco de mesa, comprado pelo meu pai! Era 1961, 1962, por aí. Quem não viu não consegue imaginar a romaria que foi conhecer um rádio! Vi muito as quengas do Derivaldo pulando Carnaval na rua, e o rádio tocando, enquanto o sanfoneiro descansava. Era assim na Graça Aranha dos anos 60, que eternizei num romance, no qual o nome do dono do cabaré é real, assim como a descrição que vai abaixo, que no livro é ...

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    O lugar é o mundo: sertaneidade na visão montessoriana

    Márcio Jerry Saraiva Barroso, colinense, jornalista, presidente do PCdoB do Maranhão e secretário estadual de Assuntos Políticos e Comunicação do governo do comunista Flávio Dino, em entrevista a Clodoaldo Corrêa e Leandro Miranda, foi magistral ao abordar o bairrismo/provincianismo incrustado na cultura ludovicense, espraiado em todas as classes sociais, que é uma postura de que tudo o que não é ludovicense é de segunda categoria, até as pessoas!   Por Fátima Oliveira, do O Tempo É tão forte que basta você abrir a boca para a pessoa indagar: “És de qual interior?”. Há um linguajar ludovicense ou da ilha de São Luís que é considerado o único português letrado do Maranhão. E tal visão é uma praga na política maranhense. Vide a expressão “fulano é do interior”, marca eterna, mesmo se morarmos a vida inteira em São Luís! Semana passada, entrei num estúdio/galeria na Praia Grande e fiquei a admirar as ...

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    Microcefalia: a República cala e permite a imolação das grávidas

    Como esperado, já que as interdições ao aborto nunca impediram a sua realização, parece que só mulheres pobres estão tendo bebês com microcefalia. Quem pode pagar R$ 5.000 pratica desobediência civil e aborta entre o pecado e o crime. Por Fatima Oliveira, do Tá lubrinando – escritos da Chapada do Arapari O Brasil possui uma das leis sobre aborto mais restritivas do mundo, com três permissivos legais: gravidez pós-estupro, em caso de risco de vida da gestante (1940) e anencefalia (2004). Em “Repressão policial, ideológica e política contra o aborto no Brasil”, registrei: “O aborto – expressão radical de resistência – é uma experiência milenar de milhões de mulheres, que expõe dilemas morais e visibiliza que não é ético obrigar a mulher a levar adiante uma gravidez quando ela não quer ou não pode” (O TEMPO, 14.9.2004). Numa epidemia que não sabemos quanto vai durar, empurrar milhares de mulheres para o aborto ...

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    Os bônus e os ônus da sociedade da cultura da informação

    Após ler a entrevista do sociólogo polaco Zygmunt Bauman concedida a Ricardo de Queirol, “As redes sociais são uma armadilha” (“El País”, 8.1.2016), decidi reler “Tecnopólio: A Rendição da Cultura à Tecnologia”, de Neil Postman (Nobel, 1994), que li em 1995 e revisito muito, por considerá-lo ainda atual, embora seja, a rigor, uma análise escrita quando a internet engatinhava. Por Fátima Oliveira no O Tempo  A precursora da internet, a Arpanet, foi criada em 1969 e pertencia ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos; só interligava laboratórios de pesquisa no país. A liberação comercial ocorreu em 1987. Em 1992, o Laboratório Europeu de Física de Partículas inventou a World Wide Web, que possibilitou o uso por qualquer pessoa. A internet foi liberada no Brasil em 1995. Neil Postman (1931-2003), norte-americano, professor e pesquisador de mídia e educação, dirigiu o Departamento de Comunicação da Universidade de Nova York e escreveu inúmeros artigos ...

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    Que 2016 seja alvissareiro para o povo brasileiro

    A chegada de um novo ano marca o alvorecer de um novo tempo e a possibilidade de melhores dias, nem sempre concretizáveis, mas a esperança é daquele tipo “vai que acontece”! No geral, acho que há o que comemorar ter “rompido” o Ano-Novo. Em linguajar do sertão maranhense, “romper o Ano-Novo” é a dádiva de estar vivo, logo, nem sempre a alegria é babaquice, a não ser quando as comemorações excedem os limites da diversão: “Beber daquela vez como se fosse a última”... Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Os rituais de Ano-Novo são compostos por diferentes ritos, pois, em geral, em cada país a chegada do Ano-Novo é celebrada de uma maneira. Num mesmo país, os rituais podem ser diferentes, a depender se é praia, montanha ou roça. Escrevi em “Depois das alvíssaras da Maria Clara, que venha 2010!” que “é difícil não se contagiar com a iminência de um ...

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