Tag: Fatima Oliveira

    Foto: João Godinho

    Morrer é o destino igualitário e inexorável do ser humano

    Por: Fátima Oliveira O 2 de novembro, Dia de Finados, é data universal para relembrar quem já morreu, os que deixaram alívio e os que deixaram saudades, originada no século X, no ano de 988, no mosteiro beneditino de Cluny, na França, quando um abade determinou que os monges rezassem pelos mortos, sobretudo os esquecidos. Supõe-se que foi o encontro da cultura cristã com a celta que deu origem ao Dia de Finados. Os celtas celebravam o Samhain baseados na crença de que, na data, o mundo dos vivos se aproximava do mundo dos mortos, gerando um momento apropriado “para homenagear os ancestrais de forma alegre e festiva”. No século XIII, a tradição de rezar pelos mortos foi oficializada e passou a ser o dia seguinte ao de Todos os Santos, o dia 1º de novembro. A data diz muito de como a morte e o morrer são culturalmente entendidos ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    Uma vitória com cheiro de lavanda tem muita ternura

    Por: Fátima Oliveira De volta às lavandas. Muita gente querendo saber mais dos motivos pelos quais eu as plantei para Dilma. Se elas funcionaram, eu não sei, mas ela foi reeleita. E não foi uma vitória qualquer, pois venceu muito mais que o seu opositor: ela ganhou uma luta de ideias navegando à esquerda, contra todas as opressões! Conforme registrei: “Plantei lavandas para Dilma Rousseff na beira do Rubicão para significar que protegê-la da misoginia e do seu produto mais naturalizado e banalizado, o machismo, é uma forma de dizer que todas as mulheres merecem viver num mundo no qual a violência de gênero não terá vez nem lugar” (“À beira do Rubicão plantei lavandas para Dilma Rousseff”, O TEMPO, 21.10.2014). Muita gente que escreveu quer saber mais sobre uma planta tão cheia de ternura e que pensava que não se desenvolvia aqui. A cidade de Morro Reuter (RS), a ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    À beira do Rubicão plantei lavandas para Dilma Rousseff

    Por: Fátima Oliveira Após três debates eleitorais televisionados, a corrida à Presidência da República 2014 chegou à beira do rio Rubicão. Em 26 de outubro, as urnas dirão quem o atravessou e falará “anerrifthô kubos”, que em latim popular é “alea jacta est” (“A sorte está lançada” ou “Os dados estão lançados”). Em disputa, o Brasil de amanhã. Diferentemente de Caio Júlio Cesar (100 a.C. – 44 a.C.), autor da frase “Até tu, Brutus?”, que decidiu sozinho atravessar o Rubicão, aqui, o povo dirá por meio do voto quem o atravessará. Para quem não lembra, o lendário rio Rubicão é uma fronteira natural que separa a Gália Cisalpina e a Itália, e que o “Senado romano proibia todo general em armas de transpor essa fronteira sem expressa autorização. Ao transgredir a ordem, Júlio Cesar violou a lei de Roma e declarou guerra ao Senado”. Era 11 de janeiro de 49 ...

    Leia mais
    blank

    O Maranhão é do povo: as urnas consagraram o “xô, Sarney” – Por: Fátima Oliveira

    O Brasil que emergiu das urnas em 5 de outubro fincou mais um marco de um novo tempo com a eleição de Flávio Dino a governador do Maranhão. A República se vê livre de quase 50 anos do nefasto Sarney agindo como dono do Maranhão, pois ele comandava a oligarquia mais longeva da República e deixa como legado muita miséria e pobreza, tanto que um pouco mais da metade do povo maranhense “escapa” com o Bolsa Família. Por: Fátima Oliveira Eis porque o governador eleito disse em sua primeira entrevista: “Vamos fazer um pacote especial de providências para as cidades com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Quando eu terminar o governo, não vai haver nenhuma cidade do Maranhão nesse ranking vexatório”. E pensar que tudo começou porque o vivaldino Sarney obteve o apadrinhamento de Rachel de Queiroz, prima do então ditador Castelo Branco, para ser sagrado o indicado ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    “Pelas pessoas que vi sem dentes, sem ter o que comer…”

    Por:  Fátima Oliveira Amanheceu chovendo no Paranã profundo, onde moro, em Paço do Lumiar, na Ilha de São Luís. Ontem quando saía de casa pela manhã para votar, chovia. Desde que aqui cheguei, em 14 de junho de 2014, é a primeira vez que chove... Do que estou lembrando, é! E murmurei: é chuva para fertilizar a chegada de Flávio Dino ao governo. São gotas de chuva, ansiosamente esperadas, as palavras do governador eleito Flávio Dino em sua primeira entrevista, que eu intitulo de “Pelas pessoas que vi sem dentes, sem ter o que comer...”, pois fiquei particularmente intrigada porque todas as fotos de candidatos a cargos eletivos no Maranhão estampam um sorriso cheio de dentes... Num Estado de desdentados. Honestamente, eu acho que ter dentes no Maranhão é só pra quem pode, infelizmente! A Síndrome deEstocolmo na política aqui nos fez um Estado de desdentados, sob os 50 anos ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    As lendárias eleições no Estado do Maranhão: do vale-tudo ao surreal

    Por: Fátima Oliveira É dificílima a luta de ideias em meio ao atraso feudal do Maranhão nas eleições. Embora a psiquiatria informe que sociopatas não possuem limites quando contrariados, a coisa aqui é bruta, sem um pingo de civilidade! No poder há quase meio século, Sarney et caterva acionaram o arsenal do sindicato da fraude eleitoral herdado do pernambucano Victorino Freire (1908-1977), que aportou aqui em 1933 para chefiar o gabinete do interventor Martins de Almeida. A convite de Getúlio Vargas, foi chefiar o gabinete do ministro da Viação e Obras Públicas, de onde pavimentou, com verbas públicas, sua escalada de poder no Maranhão, tendo retornado em 1940 para a campanha à Presidência da República do seu amigo Eurico Gaspar Dutra, que presidiu o Brasil de 1946 a 1951. Victorino não precisou ser governador do Maranhão para mandar em tudo por quase 30 anos – deputado federal (1946) e várias vezes ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    Releitura de “As mulheres abortam porque precisam” por Fátima Oliveira

    Em 25 de setembro de 2002, publiquei em O TEMPO “As mulheres abortam porque precisam”, no qual digo que 28 de setembro é Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe e conto a história de Marcela, à época com 19 anos, que em 19.4.2001 enviou-me o seguinte e-mail: “Oi, Fátima, estou mandando este e-mail porque li uma página da internet sobre aborto onde constava seu nome e e-mail. Estou desesperada. Estou grávida e preciso fazer um aborto. Se você é a favor do aborto e pode me ajudar de alguma forma, escreva-me o mais rápido possível. Desde já agradeço”. por Fátima Oliveira A partir de então, trocamos várias ideias. No 20 de abril, outro apelo: “Obrigada por me responder. Preciso fazer. Não tenho condições, nem eu, nem meu namorado, de criar uma criança; além do mais, meu pai bebe e é muito ignorante. Sou filha única, ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    A presença ostensiva do patriarcado nas eleições presidenciais

    As discussões sobre as eleições presidenciais 2014 contam com três mulheres disputando a Presidência da República (Dilma Rousseff/PT, Luciana Genro/PSOL e Marina Silva/PSB), todavia deixam muito a desejar sobre as questões vivenciadas por mais da metade do eleitorado brasileiro (52%), as mulheres. Embora não haja uma mulher universal, as eleitoras não são de “biscuit”! Por: Fátima Oliveira Incomoda porque revela um incômodo/dificuldade em destacar a esquina primordial na vida de cada presidenciável: o ser mulher numa sociedade na qual a opressão de gênero é a regra. Avalio que estão equivocadas em não dar ênfase de onde observam e participam do mundo, pois o ser mulher e o ser homem não são apenas uma questão de genótipo nem de fenótipo, mas também um construto social! Afirmei que “o feminismo não é um balcão de negociação de votos, a exemplo de algumas denominações e seitas religiosas cristãs!” (“As ideias feministas fazem toda ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    A musicalidade dos camaroeiros da ilha de São Luís, no Maranhão

    Por: Fátima Oliveira Na semana passada prometi contar sobre as pipiras da minha nova morada, mas aconteceu algo inusitado, e decidi escrever sobre os pregoeiros de São Luís, já que, como afirma o historiador Vicente Salles, os pregões constituem “canto de trabalho” e “voz das ruas”. E são belos! No domingo passado, num bandeiraço/panfletagem em São José de Ribamar (MA), onde vi pela primeira vez uma linda pipira azul, tive um emocionante encontro com seu Paulo, que quis confirmar se Flávio Dino (PCdoB), candidato a governador do Maranhão, era filho do dr. Sálvio Dino (advogado, várias vezes deputado e ex-prefeito de João Lisboa (MA)). Agora estou pensando como a vida é. Parei meu carrinho na porta do seu Paulo, que lá estava sentado numa cadeira. Pedi licença para estacionar ali, no que ele consentiu. Ao sair, de bandeira em punho, disse-lhe: “Vamos votar na mudança, não é?”. Ele riu. Nada ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    Sem sossego entre formigas, muriçocas, camaleões e pipiras

    Respondendo aos muitos e-mails de quem me lê em Minas, que carinhosamente pedem notícias minhas no Maranhão, digo-lhes: estou num entrevero inimaginável com formigas, muriçocas, camaleões; e apenas as pipiras são uma doçura. Estão rindo? É sério! São agruras da vida simples de quem decide morar na zona rural da ilha de São Luís... Nada do idílico tempo de adolescência no povoado Paranã, na Estrada de Ribamar... Como se não bastasse a falta de sossego que é uma campanha política no Maranhão contra o clã sem destino: os Sarneys, que a cada segundo fustigam com uma nova tramoia, sem eira e sem beira, a ser desmentida, morta e enterrada, tarefas difíceis, porque em meio século eles “pintaram e bordaram” como exemplares camaleões da política – camaleões são personagens de muitas fábulas, nas quais são apresentados como astutos e pouco confiáveis! Aqui, em minha área, como se fala no Maranhão para ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    As ideias feministas fazem toda a diferença nas eleições – Por: Fátima Oliveira

    Sou e estou feminista desde adolescente. É como feminista que participo da luta de ideias nas eleições, convicta de que, mesmo o feminismo não sendo detentor de votos – e jamais oferecerá a qualquer candidatura “tantos votos” de cabresto –, faz toda a diferença no debate eleitoral como ideologia libertária, conferindo a qualquer candidatura um verniz mudancista.O feminismo não é um balcão de negociação de votos, a exemplo de algumas denominações e seitas religiosas cristãs! Uma candidatura que agrega um polo feminista contará com pessoas alertas aos retrocessos e dispostas ao enfrentamento do fundamentalismo religioso, em defesa do Estado laico.Cabe pontuar que “o feminismo é movimento de mulheres, mas nem todo movimento de mulheres é feminismo”. O feminismo é uma concepção geral de luta contra a opressão de gênero e o patriarcado, que urge ser superado nas sociedades democráticas, atualmente expresso com mais vigor no fundamentalismo religioso centrado nos corpos ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    O fim do azulejo, um ícone belo e antigo de arte decorativa

    Na semana passada, no Antiquário Azulejos – rua de Santaninha, 258, São Luís (MA) –, soube que não há mais fabricantes de azulejos no Brasil há uns dez anos e que, de lá para cá, comercializavam sobra de estoque, mas agora acabou! Insisti. A moça que me atendia foi breve: “Só há um jeito de comprar azulejos da linha colonial (antigos) e/ou azulejos fora de linha (fabricados há uns 20 anos), que é em antiquário/cemitério de azulejos, em quantidade pequena e a um preço bem salgado”. Repeti: “Quero nove metros de azulejos de várias cores: branco, amarelo, azul, vermelho, preto e verde para revestir uma lavanderia com uma arte em azulejos quebrados”. Após dois dias acessando sites e telefonando, a resposta foi igual nas lojas de material de construção: “Senhora, não temos, não se usa mais, saiu de moda! Agora só porcelanato, bem mais barato!”. Senti minha velhice ali. E ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    O povo está cansado de políticos que agem como imperadores

    Eu só vejo vantagens em eleições. Gosto da época do pleito desde criança. Cresci vendo a muvuca das eleições em minha casa, nos grotões do Maranhão, lá em Graça Aranha, onde papai foi vereador duas vezes. Já relatei como mamãe era terrível em dia de eleição! Relembrem: Por Fátima Oliveira “Mamãe recebia os caminhões, distribuía um papelzinho e levava o povo pra votar. Era o terror das seções eleitorais. Muito simpática, abordava mais mulheres, dizia: ‘Deixa ver se tá levando o papel certo’. Se não era dos candidatos dela, bradava: ‘Num é esse não! Pega o certo!’ E, de braço dado, ia com a pessoa até a entrada da seção. Boca de urna de 100%. Papai era dos mais votados. “Ela sabia, certinho, os votos dele em cada urna! Dias antes, fazia serão escrevendo à mão os tais papeizinhos, acho que eram números, que no dia da eleição carregava dentro ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    SUS: perspectiva integral e acesso universal e igualitário – Por: Fátima Oliveira

    As demandas de atenção à saúde em um país com mais de 200 milhões de habitantes são perenes, tanto as velhas quanto as novas – decorrentes do desenvolvimento exponencial da medicina nos últimos 20 anos.Ao mesmo tempo, ainda não estabelecemos uma assistência à saúde capaz de concretizar em plenitude uma conquista democrática, inscrita na lei maior do país, a Constituição Federal, que é: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação” (Art. 196).A pergunta, sobretudo em época de eleições, é: se o Estado é o responsável, como tal dever se materializa? A Constituição Federal também responde: “As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    A rua Grande e a elegância distinta de d. Edwine Passarinho – Por: Fátima Oliveira

    Ao contrário de minhas filhas, que são da “geração shopping”, detesto shopping centers. Nunca gostei de comprar nada nem de comer nesses lugares! Nas tais praças de alimentação, além de cadeiras desconfortáveis, a impressão que tenho é que a comida é de plástico, juro! É um lugar muito barulhento e com cheiro de gordura velha, embora seja limpo! Prefiro comer em qualquer “sujinho” de rua do que em shopping! Acho tudo de um artificialismo irritante... O pior é que, nas pouquíssimas vezes em que comprei alguma roupa em shopping, até a cor era outra quando eu a via em casa! Sinto-me tapeada, é sério! Andei lendo que a iluminação é tão exagerada que muda a tonalidade das cores! E que, para que as roupas de inverno tenham boa saída, exageram na climatização. Inverno em shopping é invernão sempre! Fora os cinemas, nada em shopping faz a minha cabeça! Gosto mesmo ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    A vida felliniana e felliniesca de Sarney et caterva…

    Volto ao repisado tema: o clã Sarney, cujo patriarca, aos 84 anos, sentindo o cheiro da derrota nas eleições de 2014, no Amapá e no Maranhão, se viu obrigado a não disputar mais um mandato de senador pelo Amapá e anunciou seu “amarelar” estribado em desculpas esfarrapadas: cuidar da mulher doente. Por Fátima Oliveira Imaginei Sarney de pijama fazendo um chazinho para dona Marly Macieira Sarney. Até fiquei enternecida porque se nós, maranhenses, devemos algo ao clã é à dona Marly, que, da profundeza do silêncio de toda a sua vida (namorou Sarney desde 1947, e casaram-se em 12.7.1952), conseguiu algo que nós, que há anos bradamos “Xô, Sarney”, jamais conseguimos! @FlaviadoCoroado tuitou: “Dona Marly Sarney merece uma estátua: o Maranhão está feliz porque a senhora nos livrou de Sarney. Amém!” #SomosDonaMarly. Quem pilhou um Estado por meio século não merece piedade! O patriarca não se faz de rogado para ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    Papete, a expressão do sagrado do São João maranhense

    Retornei ao Maranhão, “meu tesouro, meu torrão”, num período festivo, época de são João, de muitas danças, como tambor de crioula, danças portuguesa, francesa, cigana, do coco, lelê e cacuriá, e quadrilhas puxadas em francês impecável, numa diversidade de ritmos e de vestuários que encanta, nas quais o centro é de fato a ópera de rua encenada pelos batalhões de bumba meu boi com inebriantes sotaques – de orquestra, de matraca, de zabumba, de batida costa de mão... Sem falar que, em cada arraial – local de celebração dos festejos juninos –, se exibe a orgia culinária da ilha de São Luís: bebidas e comidas da época e as típicas, como arroz de cuxá, tortas de camarão e de caranguejo... Por Fátima Oliveira Melissa Alecrim, em “Bumba Meu Boi é Pura Cintilância”, relembra que é uma ópera popular surgida no século XVI, tipificada como um bailado popular dramático; um auto ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    O sexismo e a indigência da dupla moral dos VIPs do Itaquerão, por Fátima Oliveira

    A cidade de São Luís (MA) continua de beleza única! Na primeira crônica que escrevo em plagas ludovicenses, recorro a um antigo vocábulo. Refiro-me à palavra “curra” – violência sexual praticada por mais de um indivíduo, tornando a violentada mais indefesa. Na ilha de São Luís, quando se dizia “fulana foi currada”, significava abuso sexual por vários homens, por vias vaginal e anal. Definição tão introjetada que a imagem que me veio à cabeça quando ouvi o jogral orquestrado contra a presidenta foi a de uma curra vindo de um setor do Itaquerão, o de ingressos mais caros, lugar de gente VIP – termo obsoleto da década de 1935 a 1945, do inglês: “Very Important Person”. Hem-hem! Tive a certeza de que, se quem ocupasse a Presidência da República fosse um homem ou um cachorro, não teriam ousado desejar currá-lo. Isso tem nome: machismo absoluto! O que ouvimos no Itaquerão ...

    Leia mais
    blank

    As sequestradas nigerianas abandonadas pelo mundo – Por: Fátima Oliveira

    No dia 14 de abril, o mundo deveria ter se abalado com o sequestro de entre 230 e 270 garotas estudantes de um internato feminino na cidade de Chibok, no Estado de Borno, na Nigéria, pelo grupo islâmico Boko Haram – que em língua hausa significa “a educação ocidental é proibida” –, cujo líder, Abubakar Shekau, assumiu o rapto: “A educação ocidental deve parar. Vocês, meninas, devem deixar a escola e se casar”, e, por Alá, ameaçou vendê-las! Cerca de 50 das raptadas conseguiram escapar e relataram que “cada menina estava sofrendo 15 estupros por dia, e estariam sendo vendidas para casamento por US$ 12 cada uma”.Mesmo tendo por foco o ataque às escolas, o Boko Haram tem cometido crimes em série: cerca de 3.000 assassinatos desde 2002, quando foi fundado; o abandono de lares por cerca de 300 mil pessoas; um atentado com carro-bomba em prédio da ONU; a ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    Os danos da subjetividade na aplicação das leis protetivas da vida

    Na semana passada, uma amiga, separada há quase seis meses de uma convivência eivada de violência, foi comunicada por operadores da lei de uma Delegacia da Mulher da cidade do Rio de Janeiro que ela não precisava mais de proteção porque, desde a queixa, o sujeito não atentara mais contra a vida dela! No período ela foi, pelo menos, duas vezes à delegacia para comunicar novas perseguições e na última deu seus novos telefones: ela mudou os números porque seu algoz não lhe dava sossego! Por Fátima Oliveira Todavia, a sapiência e a subjetividade da delegada, sem ouvi-la, decidiram que ela não precisava mais de medidas protetivas, já que continuava viva! Tais medidas não custam um centavo ao erário, no entanto possuem um alcance pedagógico de vulto na contenção da agressividade. Até mesmo quando o agressor é um sociopata, diante de medidas protetivas, ele pode recuar, aceitando a lei como ...

    Leia mais
    Página 6 de 18 1 5 6 7 18

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Instagram

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist