terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: Fatima Oliveira

    (Foto: João Godinho)

    O fascínio de Summerhill, uma escola democrática e instigante – Por: Fátima Oliveira

    Criar filhos em uma sociedade cada vez mais individualista e consumista é um desafio de fritar neurônios. Penso que o antídoto está nas escolas humanistas, solidárias, que educam para a liberdade e a felicidade. Sei que sou o que sou, e gosto do que sou, graças a uma escola pautada por uma visão humanista, o Colégio Colinense. Por: Fátima Oliveira Foto: João Godinho Sou uma professora normalista que se formou em medicina. Amei estudar filosofia e conhecer os grandes pensadores da educação. Já escrevi sobre uma educadora admirável: "Maria Montessori: médica italiana fascinada pela educação" (O TEMPO, 6.11.2012). Minha neta Clarinha, de quase 4 anos, vai para uma escola montessoriana, a Upaon-Açu, em São Luís (MA), que ela amou ao primeiro olhar; e quando perguntei se gostou da escola nova, ela tascou: "Hum hum... Eu não estudei lá ainda não, vovó! Fui só passear". E se ...

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    Urge sensibilizar candidaturas ao Executivo para o SUS – Por: Fátima Oliveira

    Nas campanhas eleitorais, causa indignação o tanto que os candidatos a cargos executivos (prefeitos, governadores e presidente da República) e seus marqueteiros não sabem o que é o Sistema Único de Saúde (SUS) e o desconhecem como a política nacional de saúde garantida na Constituição Federal de 1988 – uma política de Estado! Por: Fátima Oliveira   Se soubessem, teriam apenas um compromisso: universalizar o SUS! Nem mais, nem menos! Como desconhecem, se danam a prometer "coisas" no varejo, como se não houvesse uma diretiva nacional a seguir: o SUS, a política de saúde mais ampla e completa de um país no mundo! Um caso exemplar é o do Maranhão. A eterna governadora Roseana Sarney e o seu vice do PT, vulgo Luiz Macaxeira, dizendo ser o maior "programa" de saúde da história do Maranhão, inventaram o Saúde é Vida (olha a tolice: trocar política de Estado por programa!), cujo ...

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    O debate e o embate sobre as cotas para parlamentares negros – Por: Fátima Oliveira

    Em 30 de outubro passado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deu parecer favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 116/2011, do deputado Luiz Alberto (PT-BA), do Movimento Negro e coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas, que reserva vagas a parlamentares de origem negra na Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal por cinco legislaturas (20 anos), prorrogáveis até por mais outras cinco. por Fátima Oliveira A proposta ainda tramitará por uma comissão especial antes da votação em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados. O garatujar de hoje é de teor informativo acerca de um tema novo, mas não original: já tivemos deputados(as) federais classistas (1933-1937), com vistas a "diminuir a hegemonia política representativa do ancien régime", conforme Getúlio Vargas. A PEC 116/2011 determina que: 1. O critério para a candidatura ...

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    Um olhar sobre o Manifesto dos Mineiros 70 anos depois – Por: Fátima Oliveira

    Minas Gerais celebra com múltiplas homenagens os 70 anos do Manifesto dos Mineiros, intitulado "Ao povo mineiro", lançado em 24 de outubro de 1943, tendo como signatários iniciais 76 nomes, que depois passaram para 92. O documento tem seu lugar na história pelo reconhecimento de que foi, efetivamente, o segundo passo, visível e ostensivo, contra a ditadura do Estado Novo e pela redemocratização do país. O primeiro passo foi a passeata da UNE, em julho de 1942, com expressiva participação popular, exigindo a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, com vistas a forçar o governo a aderir aos Aliados, pois, como é de domínio público, Vargas flertava com o Eixo, tanto que os principais nomes do seu governo eram ostensivamente alinhados com ele! por Fátima Oliveira Eram tempos tenebrosos, de vozes silenciadas e Congresso Nacional fechado. Basta rememorar a história do Brasil sob a vigência da ditadura Vargas (1937-1945), ...

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    Arroz de toucinho com bacalhau: delícia culinária do sertão – Por: Fátima Oliveira

    Há dias em que os odores da comida da vovó se desprendem de minha memória olfativa. Na semana passada foi o arroz de toucinho com bacalhau... Calma, darei a receita de dona Maria, uma avó cheia de não me toques quando o assunto era comida. por Fátima Oliveira Sou de uma família que janta. Quando eu queria mudar de pensionato em São Luís, a primeira pergunta que o pai velho fazia era "Aqui tem janta?" – em muitos pensionatos, no horário do jantar, só havia pão com manteiga e um cafezinho ralo com leite. E ele acunhava: "Filha minha não dorme com fome, enquanto eu vida tiver". Fui criada jantando uma refeição nova, nada de ajantarado (mistura do que sobrou do almoço). Até hoje não como a mesma comida duas vezes no mesmo dia. Guardo sobras do almoço para comer em outro dia, no mesmo dia jamais! O jantar em ...

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    Os legados contraculturais de Norma Benguell e Gabriela Leite – Por: Fátima Oliveira

    A primavera 2013 levou a atriz e cineasta Norma Benguell (1935-2013) e a encantadora prostituta e feminista Gabriela Leite (1951-2013) – ícones do hedonismo e de um postulado-alicerce da contracultura dos anos de 1960 e 1970: "Liberdade nos relacionamentos sexuais e amorosos". por Fátima Oliveira Norma Benguell foi manequim da Casa Canadá, nos anos de 1950; do teatro de revista de Carlos Machado; fez chanchada e gravou discos. Estrela do Cinema Novo, chegou à Europa a bordo de dois sucessos do nosso cinema: "Os Cafajestes" e "O Pagador de Promessas" – obra de Dias Gomes, filme de Anselmo Duarte, 1962, que ganhou em Cannes a única Palma de Ouro do Brasil, no qual Norma Benguell interpretava a prostituta Marli! Em "Os Cafajestes", de Ruy Guerra (1962), fez o primeiro nu frontal do cinema nacional; estrelou 64 filmes, peças de teatro, novelas e séries de TV. Dirigiu quatro filmes: "Eternamente Pagu" ...

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    A poesia e a música de Vinicius de Moraes são de encanto eterno – Por: Fátima Oliveira

    Vinicius de Moraes personifica bem o dito por Guimarães Rosa: "O mundo é mágico. As pessoas não morrem, ficam encantadas". Não imagino Vinicius morto nem centenário (19.10.1913), embora não esteja mais conosco há 33 anos (9.7.1980). Sua obra poética e musical são de um encanto eterno e atual; e qualquer coisa que se escreva sobre ele já foi dita por outras pessoas. por Fátima Oliveira Se tivesse de escolher um escrito magistral sobre Vinicius de Moraes seria a crônica de Carlos Drummond de Andrade "A música popular entra no paraíso", um diálogo imaginário de Deus com São Pedro: "Deus: – Quem é este baixinho que vem aí, ao som do violão, de copo cheio na mão? São Pedro: – Senhor, pelos indícios, só pode ser o vosso servo Vinicius, Menestrel da Gávea e dos amores inumeráveis. Deus: – Será que ele vem fazer alaúza no céu, perturbando o coro dos ...

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    Igreja continuará satanizando direitos das mulheres? por Fátima Oliveira

    O papa Francisco, num mesmo dia, 20 de setembro, apareceu na grande imprensa mundial falando para plateias diferentes, emitindo opiniões aparentemente díspares sobre os direitos reprodutivos. Há quem diga que ele está entre a cruz e a espada, pois deseja avançar, mas poderosas forças retrógradas do catolicismo romano não permitem. Para outros, ele está se tornando exímio em agradar a plateias: diz o que cada uma quer ouvir. E assim as águas vão rolando, turbulentamente, na Santa Sé. por Fátima Oliveira Em 20 de setembro de 2013, o papa Francisco recebeu os participantes do 10º Encontro da Federação Internacional das Associações Médicas Católicas, cujo eixo foi "Catolicismo e cuidados maternos". Enfatizou a defesa da vida: "Em cada criança não nascida, mas condenada injustamente a ser abortada, está o rosto de Jesus, tem o rosto do Senhor, que ainda antes de nascer e depois, logo que nasce, experimenta a rejeição do ...

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    Por que desejam encabrestar e levar um ministro para o brete? Fátima Oliveira

    Porque o que está no palco do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma luta ideológica, com todas as tinturas de ódio, cuja lição maior é que, para setores populares e democráticos, ganhar eleições não é o mesmo que assumir o poder. Não admitir embargos infringentes tem um significado profundo, qual seja: qualquer pessoa corre riscos de ser condenada, até injustamente, e não poder se queixar nem ao bispo! Precisa totalitarismo maior? E totalitarismo é a antítese da democracia. Eis o fio da meada! Por Fátima Oliveira Catimbaram: não permitiram que o ministro Celso de Mello votasse, quando solicitou. No futebol, catimba é "forjar faltas; querer botar pressão; e atrapalhar o adversário praticando antijogo". Desde então tentam, descaradamente, encabrestar um ministro do STF que já emitiu "N" vezes a sua opinião sobre o tema. A ordem do dia é encurralar o ministro no brete, como um animal! Na quarta-feira passada, no estacionamento ...

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    Um “nabuh” para os ianomâmi e um ianomâmi para os “nabuh” – Por: Fátima Oliveira

    Há anos sabia do casamento entre antropólogo norte-americano Kenneth Good e a índia ianomâmi Yarima, da Amazônia venezuelana. Casados na aldeia natal dela, Hasupuweteri, desde 1982, ela com 15 e ele com 39 anos, em 1986 foram residir nos EUA, onde se casaram de "papel passado" e, nove dias depois, David Good nasceu! Tiveram dois filhos (David e Daniel) e uma filha (Vanessa). Por: Fátima Oliveira Kenneth Good chegou à Amazônia em 1975 como aluno do antropólogo norte-americano Napoleon Chagnon, autor de "O Povo Feroz" (1968) – registro de suas pesquisas com ianomâmis da Venezuela na década de 60, obra de referência sobre etnia durante décadas –, embora o ex-aluno Kenneth Good, que morou com os ianomâmis até 1986, alegasse que Chagnon manipulara dados em suas pesquisas. Foi rebatido pelo mestre com sua vida pessoal: o casamento com Yarima, até hoje polêmico. Dizem, não consegui confirmar, que não há um ...

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    Corredor polonês racista é coisa do cotidiano brasileiro – por Fátima Oliveira

    Uma “historinha” sobre falta de caráter, xenofobia e racismo de um médico idoso, que em nada difere de gente desprezível de outras profissões, pois o microcosmo das categorias profissionais é revelador das ideias dominantes numa sociedade de “racismo cordial”, onde ninguém se diz racista, só os outros são! por Fátima Oliveira Na manhã de 1º de agosto passado, fui aos Correios do meu bairro com uma grande caixa para ser despachada. Como não havia lugar no balcão para a caixa de preciosidades para minha neta Clarinha, avisei a funcionária de que seria a próxima. Aguardei ao lado. Chegou a minha vez. Ao dizer: “Encomenda PAC”, um senhor todo pimpão, cabelos menos brancos que os meus, mas aparência de 70 e cacetada, fez de conta que eu não existia e entregou um envelope. Negra, aprendi a reagir quando fazem de conta que sou invisível. Na maciota, mas firme, disse: “Senhor, é ...

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    Uma delícia do sertão maranhense: coalhada com mel de tiúba – Por: Fátima Oliveira

    Em "Deixa chover canivete que o resto o mel de tiúba resolve", disse: "Amo coalhada adoçada com mel de tiúba!" (O TEMPO, 15.12.2009). Em geral, tenho mel em casa (nem sempre de tiúba) e a coalhadinha dificilmente falta, caseira ou de supermercado. É um luxo, ao qual não me furto, de vez em quando comer coalhada com mel de tiúba como sobremesa. É uma comida que conforta, massageia a alma e é uma doce memória de uma menina sertaneja. Por: Fátima Oliveira   Em geral, após saborear a minha tigelinha de coalhada com mel, bate um relax e eu corro ligeirinho pra deitar na rede, pode ser a qualquer hora. Nunca entendi a equação comer coalhada e a urgência de deitar na rede... A mistura de dois hábitos tão sertanejos deve ter uma razão de ser. Aprendi a comer coalhada salgada em Sampa, quando conheci a coalhada síria ou coalhada ...

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    É hora de olhos de bem-te-vi e ouvidos de boi manhoso – Por: Fátima Oliveira

    São tantas coisas na política nacional que é difícil eleger um assunto. Então, vamos à bricolagem. Na atual avalanche, o "quente" é o propinoduto tucano, empacando até trens de última geração e espalhando penas pra todo lado. Sem espantos! Tucanos depenados nada sabem. É esperar os finalmente para o veredito. O procurador geral da República, Roberto Gurgel, indicou a cassação da governadora do Maranhão (Quem viver verá. Ou não!). É um espanto a postura do STF de dois pesos e duas medidas para cassar parlamentares: ora diz que, quando cassa mandato, é procedimento terminativo, ora a finalização cabe ao Congresso Nacional. Não há neurônio que suporte. Por: Fátima Oliveira   O plebiscito, com seu DNA romano, continua na ordem do dia. Sem ele a reforma política vira miragem, e nós, o povo, continuaremos no sal... Há o Mais Médicos, prenhe de boas intenções e vícios de origem, de diversas ordens ...

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    A santa Nhá Chica é uma mestiça descendente do estupro colonial – Por: Fátima Oliveira

    Como prometi em "Nhá Chica é uma santa negra que nasceu escrava?" (O TEMPO, 14.5.2013), fui a Baependi (MG) para ver a santa de perto. Desde maio, mergulhei no mundo da santinha de Baependi. Li dois livros sobre ela: "Nhá Chica, Mãe dos Pobres", de Rita Elisa Seda (Editora ComDeus), e "Nhá Chica Perfume de Rosa", de Gaetano Passarelli (Paulinas). Por: Fátima Oliveira Entrevistei Osni Paiva, o escultor-santeiro de São João del Rei que esculpiu a imagem oficial de Nhá Chica, com policromia do artista Carlos Magno de Araújo, encomendada por dom Diamantino, bispo de Campanha (MG), com base na única foto dela existente, publicada no livro "Caxambu" (1894), do médico Henrique Monat, no capítulo "Entrevista com Nhá Chica". Osni Paiva afirmou: "Nhá Chica não era preta, era parda; logo, da raça negra". Indagado se não se sentia constrangido de a Nhá dele ser diferente das imagens populares, que a ...

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    25 de julho: Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe – Por: Fátima Oliveira

    Em 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, realizou-se o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, do qual decorreram duas decisões: a criação da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas e a definição do 25 de julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha. A data objetiva ser um polo de aglutinação internacional da resistência das negras à cidadania de segunda categoria na região em que vivem, sob a égide das opressões de gênero e étnico-raciais, e assim "ampliar e fortalecer as organizações e a identidade das mulheres negras, construindo estratégias para o enfrentamento do racismo e do sexismo". Por: Fátima Oliveira Em 2009, estimava-se que na região (América Latina e Caribe) éramos em torno de 75 milhões de negras – cidadãs despossuídas de cidadania plena, logo faltam esforços no âmbito dos governos para a efetivação dos nossos direitos humanos. Embora partícipes das lutas das mulheres em geral, incluindo ...

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    Aprenda, de uma vez por todas, aqui não dorme louça suja! – Por: Fátima Oliveira

    Mesmo exausta após um plantão de 12 horas, lavo as louças do jantar. É olhar a pia e ver vovó Maria com o dedo em riste: "Aprenda, de uma vez por todas, aqui em casa não dorme louça suja!". É um conforto chegar cansadíssima e encontrar a pia da cozinha limpinha. Por: Fátima Oliveira No sertão, jantávamos na "boquinha da noite". Muitas vezes, meu avô não havia chegado do curral, então as louças do jantar dele não eram lavadas pela Albertina, a cozinheira, mas por mim. Naquela noite, eu queria ficar de mutuca na calçada. Após pai velho jantar, arrumei as louças sujas numa bacia, ao lado do fogão à lenha. Mal me sentei na calçada, vovó puxou-me pelo braço. Na cozinha, bradou: "Primeiro a obrigação, depois a devoção. Aprenda, de uma vez por todas, aqui em casa não dorme louça suja!". Nem pia, nem água encanada. A água do ...

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    A encíclica “Lumen Fidei” expressa as trevas do catolicismo romano – Por: Fátima Oliveira

    Nas soleiras da Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro, o papa Francisco lançou a encíclica "Lumen Fidei" ("A Luz da Fé"), a primeira escrita por dois papas: a primeira de Francisco e a última de Bento XVI, que consta de quatro capítulos em 85 páginas: o primeiro, "Acreditamos no amor", sobre a escuta do chamado de Deus; o segundo, "Se não crerdes, não compreendereis", aborda a relação entre a fé e a verdade; o terceiro, "Transmito o que recebi", trata da nova evangelização; e o quarto, "Deus prepara uma cidade para eles", sobre fé e o bem comum. Por: Fátima Oliveira O que é uma encíclica ou carta encíclica ("epistolae encyclicae"/"litterae encyclicae")? É um documento pontifício, instituído por Bento XIV (1740-1758), dirigido aos bispos e, por tabela, aos fiéis. É através de uma encíclica que o papa exerce o seu magistério ordinário. ...

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    O mistério do plebiscito é ser uma lei romana, percebem? – Por: Fátima Oliveira

    E exibe a beleza da fala do povo, como na música de Renato Teixeira: "O maior mistério é haver mistérios/Ai de mim, senhora natureza humana/Olhar as coisas como são, quem dera/E apreciar o simples que de tudo emana/Nem tanto pelo encanto da palavra/Mas pela beleza de se ter a fala" ("O Maior Mistério"). Por: Fátima Oliveira De plebiscito quem entende é meu conterrâneo Arthur Azevedo (1855-1908), jornalista, teatrólogo, escritor e grande figura da literatura de humor brasileira. Vide "Plebiscito", em "Contos Fora da Moda" (1894), um dos textos mais adoráveis dos meus tempos de ginasiana... Atualíssimo desde quando a presidente deu o tom da grande política, o vocábulo plebiscito soa como "A Palavra Minas", de Carlos Drummond de Andrade: "Minas não é palavra montanhosa/É palavra abissal/Minas é dentro e fundo". Manduca indagou ao pai o que era plebiscito. "A cena passa-se em 1890. A família está toda reunida na sala ...

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    A Lei do Ato Médico é mais proteção para a saúde do povo – Por: Fátima Oliveira

    "A Lei do Ato Médico, como outras regulamentações de um campo profissional, impede, proíbe e criminaliza é a promiscuidade no agir profissional, configurada numa palavra que fala por si: charlatanismo. O respeito irrestrito à saúde e à vida humana não pode passar ao largo da área de competência científica, técnica e ética de cada profissão que compõe os recursos humanos do setor de saúde". O trecho acima foi extraído de "Não há mistério; desde sempre, o ato médico é o fazer médico", de minha autoria (O TEMPO, 8.12.2009), no qual digo também que: "O senso comum jamais confunde o ato médico, pois as fronteiras da medicina – alcances e limites –, além de nitidez, gozam de reconhecimento público. À pergunta sobre o que acho do ato médico, mordo a língua e indago: 'Quando você adoece e vai se consultar, quem procura?'. A resposta é única: o médico. Arremato: 'Para quê?'. ...

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    O movimento pelo direito ao passe livre e pela mobilidade urbana – por Fátima Oliveira

    "Se uma pessoa perde duas horas por dia para ir e voltar do trabalho, em cinco dias por semana, ela perde 480 horas ao ano. Considerando que o salário de uma pessoa é de R$ 5/hora ou R$ 880/mês, o custo social por pessoa será de R$ 2.400/ano sem o custo da passagem e o custo ambiental" (Halan Moreira, da Associação Brasileira de Monotrilhos e do Consórcio Floripa em Movimento, em 9.4.2013, em entrevista para a coluna de César Borges, no jornal "Notisul"). Por: Fátima Oliveira A constatação acima mostra a crueldade das dificuldades à mobilidade urbana nas metrópoles e facilita a reflexão sobre o Movimento Passe Livre (MPL), o mentor das manifestações pelo Brasil afora e na cidade de São Paulo, em junho de 2013 (dias 6, 7, 11, 13 e 17): uma reação ao aumento consensuado das tarifas de ônibus da prefeitura de Sampa, além das de trens ...

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