segunda-feira, julho 6, 2020

    Tag: filosofia

    Foto: WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL

    A essência da técnica não é nada de técnico. Entrevista especial com Renato Janine Ribeiro

    “Dá mais trabalho assumir a responsabilidade por sua vida do que terceirizá-la. E terceirizar a própria vida, as ciências humanas bem sabem, é um caminho certo para dar errado. Outras ciências não têm tão clara essa percepção”, diz o filósofo. Por Patricia Fachin. do IHU Foto: www.brasilescola.com “A essência da técnica não é nada de técnico.” É citando essa frase do filósofo alemão Martin Heidegger, que Renato Janine Ribeiro propõe reavaliar a contribuição das ciências humanas nas universidades e na sociedade. Ao passo que cresce o interesse pelo desenvolvimento das ciências exatas e das tecnologias, as Humanidades têm de “promover a discussão mais aprofundada sobre uma sociedade que acredita tanto assim na tecnologia, a ponto de esquecer os fins em favor dos meios. Em especial, a discussão dos valores é algo que a filosofia, como as várias psicologias e a antropologia, devem efetuar. Ou seja, nosso ...

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    René Descartes: Descartes e o gênio maligno

    Quando o filósofo francês René Descartes escreveu as suas "Meditações", em 1641, deparou-se com um problema técnico. Tinha que mostrar ao leitor, ou melhor, provar, a dificuldade que nós temos em confiar nas percepções dos sentidos para conhecer as coisas. A percepção (o conhecimento que nos vem dos órgãos dos sentidos) é falha. Quando penso que alguma coisa é real, eu posso estar apenas sonhando, tendo uma visão, posso estar com febre ou mesmo estar mergulhado na loucura. Mas mesmo assim, pensou Descartes, mesmo tendo alucinações ou sonhando, pode ser que eu considere que alguma coisa que percebo pela visão ou pelo tato ou pela audição ainda assim derive de algo real. Foi aí que Descartes introduziu na sua obra uma ideia tentadora e interessante. E se existisse um gênio maligno, uma entidade do mal, disposta a me enganar todo o tempo? A conclusão do filósofo foi imediata. Mesmo que ...

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    Filosofia pós-moderna – Michel Foucault: A genealogia dos micropoderes

    José Renato Salatiel Desde crianças, adoramos os super-heróis. Torcemos por eles e esperamos que derrotem os vilões. São narrativas importantes em nossas vidas, e nos ajudam a assimilar noções de bem e mal, certo e errado. Em geral, nos identificamos também como o mais fraco, que desafia o poder do mais forte, como o tímido e fraco Clark Kent, que usa seus poderes secretos, como Superman, para derrotar Lex Luthor. Afinal de contas, também somos fracos e o mundo, tão cruel, que não custa imaginar que temos algum tipo de superpoder para enfrentar os vilões que aparecem pelo caminho. Agora, imaginem a confusão de uma HQ (História em Quadrinhos) como Watchmen- cujo filme estreia em 2009 -, em que os super-heróis cuidam de sua própria vida, não têm mais uma "causa" pela qual lutar e, pior, alguns deles comportam-se como vilões! Escrita nos anos 80 por Alan Moore, o enredo ...

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    Epistemicídio

    por Sueli Carneiro - trecho de matéria de 2007 - Espelho com Lazaro Ramos Muitas são as razões que advêm de uma realidade inaceitável contra a qual a militância negra vem historicamente lutando e frente à qual as respostas do Estado permanecem insuficientes, exigindo permanente esforço de compreensão. Assim, contrato racial, biopoder e epistemicídio, por exemplo, são conceitos que se prestam como contribuição ao entendimento da perversidade do racismo.São marcos conceituais que balizaram a tese de doutorado que defendemos junto à USP em agosto passado sob o título "A construção do outro" como não-ser como fundamento do ser. Nela procuramos demonstrar a existência no Brasil de um contrato racial que sela um acordo de exclusão e/ou subalternização dos negros, no qual o epistemicídio cumpre função estratégica em conexão com a tecnologia do biopoder.É o filósofo afro-americano Charles Mills quem propõe no livro The Racial Contract (1997), que devemos tomar a ...

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    “Não haverá filosofia africana a partir de um livro da Europa”

    “Não haverá filosofia africana a partir de um livro da Europa”

    Paulina Chiziane Autora dos livros, Balada de Amor ao Vento (1990), Ventos de Apocalipse(1995), Sétimo Juramento (2000), Niketche (2002), O Alegre Canto da Perdiz (2008), todos escritos no género romanesco, a conceituada escritora moçambicana, Paulina Chiziane, entrou numa crise mental que a levou a passar pelo Hospital Psiquiátrico de Infulene. Depois dessa experiência, publicou, em 2013, dois livros (Na Mão de Deus e Por Quem Vibram os Tambores do Além, o primeiro a reflectir em torno de situações dramáticas pelas quais passam os doentes mentais internados naquele domicílio, que se vêem abandonados pelas próprias família, o segundo a reflectir sobre a desvalorização do curandeirismo e espiritismo africano. O texto que se segue, transcrito e editado pelo Debate, enquadra-se nessa discussão e resulta de uma intervenção sua, quando convidada pela Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, no âmbito de uma série de debates designadas “Anfiteatro 1502, Ideias em Movimento” que aquela instituição de ensino tem vindo a promover ...

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    ONG usa filosofia contra violência doméstica

    Coordenador diz que reincidência é baixa e participantes sugerem que 'terapia' seja adotada oficialmente pelo governo Por Vasconcelo Quadros e Ana Flávia Oliveira Em uma das salas de uma casa na região de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, um marceneiro, que faz trabalhos artesanais em casa, um zelador, um porteiro, um motorista e fiscal de uma empresa de ônibus se encontram pela segunda vez na vida. Sentados em um círculo, eles conversam por duas horas entre si e com o filósofo e sociólogo Sérgio Barbosa, que media o encontro. Poderia ser apenas mais uma reunião entre amigos, mas não é. O principal assunto é o preferido da maior parte dos homens: a mulher. Mas, diferente de parte das conversas de bar, esses profissionais discutem o papel da mulher e do homem na sociedade atual e tentam, ao longo das 16 sessões que são obrigados a frequentar o grupo, discutir o tema até ...

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    Mulheres sao destaque no Dia Mundial da Filosofia

    No Dia Mundial da Filosofia, Unesco lança revista sobre mulheres

    Iniciativa pretende incentivar escritoras a "produzir da maneira mais livre possível"; cerimônia ocorre paralelamente à Assembleia da Rede de Mulheres Filósofas, que é patrocinada pela agência da ONU. por: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York. Uma revista especializada para mulheres filósofas. Com este lançamento, a Unesco quer comemorar o Dia Mundial da Filosofia, marcado neste 17 de novembro. No primeiro número, a publicação explica a intenção de criar um "fórum para literatura e troca de experiências, no qual as mulheres possam escrever da forma mais livre possível." Público Universal Ainda de acordo com a revista, as filósofas também devem se "sentir livres para escrever sem ter a obrigação de produzir para um público universal masculino." Segundo a Unesco, a publicação é um "experimento global que dará a oportunidade para escritoras de pensar sem limites, e de serem lidas por pessoas com mentes abertas." Além disso, as filósofas ...

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