Tag: Jacarezinho

Comissão ARNS (Divulgação )

Comisión Arns denuncia ante la ONU violaciones de derechos humanos en la matanza de Jacarezinho, en Río de Janeiro

La matanza Fue planificada para buscar a criminales conocidos y ejecutarlos, pero, al inicio del procedimiento, un policía civil fue muerto. Eso probablemente transformó algo que ya de por sí podría tener una alta letalidad en una operación descontrolada», declara Brecha Silvia Ramos, socióloga y coordinadora de la Red de Observatorios de Seguridad del Centro de Estudios de Seguridad y Ciudadanía (CESEC), de la Universidad Cândido Mendes, frente a los hechos ocurridos en Jacarezinho. Cuando un policía es asesinado en una comunidad, generalmente la venganza ocurre después, a través de grupos paramilitares o de policías de particular. Eso fue lo que ocurrió el jueves 6 de mayo en Jacarezinho, favela de la zona norte de Rio de Janeiro, cuando la Policía civil mató a 28 personas en una operación que, supuestamente, tenía como objetivo capturar a líderes del Comando Vermelho. De acuerdo a la fuerza pública, los miembros de ese ...

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O Jacarezinho que existe em cada um de nós

Quando uma chacina como a de Jacarezinho acontece, não tem como não mexer com todo tipo de brasileiro, em todo lugar. Todo mundo fica um pouco movido. Foram 28 mortos. Mesmo num país onde se morre tanto por causa da violência, não é todo dia que a segurança pública entra em uma favela e sai de lá carregando 28 cadáveres.  Uma autoridade disse que era tudo bandido e muita gente fez coro: “a polícia fez bem de matar”. Tudo bandido? Bom, parece que se viu de imediato que nem todos eram. No mínimo, porque um policial morreu também (vou resistir a entrar na discussão sobre bandidagem na polícia e vou dar ao servidor morto o benefício da inocência como princípio – algo que muita gente negou aos demais executados).  Além do policial, comprovou-se que nem todos os mortos tinham ficha criminal ou passagem pela polícia. Isso é garantia de que ...

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Comissão ARNS (Divulgação )

Comissão Arns faz apelo à ONU pela segurança de testemunhas das mortes do Jacarezinho

A Comissão Arns ingressou nesta semana com um "apelo urgente” na Organização das Nações Unidas (ONU) para denunciar graves violações de direitos humanos na operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou 28 mortos na favela do Jacarezinho. O grupo é formado por personalidades do mundo jurídico, acadêmico e político, incluindo ex-ministros de Estado. Integrantes da Comissão explicaram na última terça-feira (1) que a decisão de acionar a ONU foi motivada pela urgência de proteger a lisura da investigação e garantir a segurança das testemunhas do caso. A expectativa do grupo é que a petição intensifique a pressão por transparência na investigação e mudança de protocolos em operações policiais por parte do governo brasileiro. O jurista Oscar Vilhena, diretor da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas, afirmou que, se mantida, a postura adotada pelo governo brasileiro com relação aos organismos multilaterais pode ter consequências políticas. Nos últimos anos, o país ...

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(Foto: REUTERS - RICARDO MORAES)

Polícia do Rio impõe sigilo de 5 anos a documentos de operações, inclusive a do Jacarezinho

A Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro impôs sigilo de cinco anos a todos os documentos de operações desde junho de 2020, inclusive a do Jacarezinho. A operação mais letal da história do Rio de Janeiro deixou 28 mortos e muitos questionamentos sobre a ação policial. Moradores relataram invasão de casas, celulares confiscados, cenas de crime desfeitas e o mais grave: denúncias de execuções. Policiais foram acusados de matar suspeitos que já tinham sido rendidos. Mas as informações sobre o que aconteceu na favela do Jacarezinho, no dia 6 de maio, não vão ser conhecidas pela população tão cedo se depender da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Secretaria de Polícia Civil impôs sigilo reservado de cinco anos a qualquer informação sobre a operação na favela e a todas as outras operações policiais feitas nos últimos 12 meses. Foi a resposta a pedidos de acesso às informações ...

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José Antonio Correa Francisco é Juiz do Trabalho Substituto da 11ª Região (AM/RR) e membro da AJD (Associação Juízes para a Democracia). (Arquivo Pessoal)

José Antonio Correa Francisco: Liberdade para viver

“Eu sou muito alegre. Todas as manhãs eu canto. Sou como as aves, que cantam apenas ao amanhecer. De manhã estou sempre alegre. A primeira coisa que faço é abrir a janela e contemplar o espaço”. (Quarto de despejo, Carolina Maria de Jesus)   133 anos de liberdade… Passei boa parte da infância e toda a adolescência sendo chamado pelos colegas da escola de “Zé Preto”. Para alguns, “Zé Pretinho”; para outros, “Criolo”, “Criolina” ou só “Zé Preto”. Foi o presente da ousadia de meus pais por me matricular numa escola particular, na Zona Sul Paulistana, nos anos 1980. A escola não existe mais, nem os meus inocentes coleguinhas fazem parte da minha vida. Não sei o que são e, provavelmente, poucos sabem o que faço, atualmente. Sobrevivi ao estigma, embora jamais me esqueça dele. Por diversas razões, passei incólume às abordagens das forças policiais durante a vida, por conhecer e ...

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Oscar Vilhena Vieira, professor e cientista político (Foto: Jardiel Carvalho /Folhapress)

Ativismo ou responsabilidade judicial?

Tornou-se senso comum no debate político brasileiro de acusar o Judiciário de ativista. Não gosto do termo. Prefiro distinguir as decisões judiciais em boas ou más, em função de sua maior ou menor aderência às regras do direito na solução de problemas concretos. Nesse sentido, a postura mais ou menos “responsiva” do Judiciário deve ser uma consequência da complexidade dos problemas que é convocado a resolver e da natureza dos direitos que cumpre assegurar. Na chamada “ADPF das favelas”, o Supremo Tribunal Federal foi chamado a julgar a grave omissão do estado do Rio de Janeiro em restringir o emprego abusivo da força letal pelas polícias contra as populações, sobretudo negras, que vivem em suas comunidades mais pobres, descumprindo inclusive decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A decisão cautelar do Supremo, em agosto de 2020, foi restringir a realização de operações policiais nas comunidades do Rio de Janeiro, durante ...

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Cada vez surgem mais dados técnicos a reforçar a tese de que uma chacina aconteceu em Jacarezinho - Foto: Roberto Parizottim / Fotos Públicas

Boletins médicos de Jacarezinho indicam extermínio policial, não mortes em confronto

Boletins médicos sobre os corpos de parte dos 28 mortos na operação Exceptis no Jacarezinho, a mais letal da história do Rio de Janeiro, mostram que as vítimas foram atingidas por disparos de armas de fogo no rosto, abdômen e nas costas. As descrições, de acordo com informações do jornal Extra, constam em 25 Boletins de Atendimento Médicos (BAMs). Os documentos foram produzidos pelos hospitais municipais Evandro Freire e Souza Aguiar, duas das três unidades para as quais foram levados os baleados na operação. Os registros mostram que no Hospital Souza Aguiar, que recebeu a maioria das vítimas, 20 homens, em pelo menos três documentos há descrição de corpos eviscerados. Isto é, que chegaram à unidade com as vísceras para fora. Os relatórios do Hospital Evandro Freire ainda apontam que cinco vítimas tiveram as “faces dilaceradas”. As primeiras análises vêm colocando em xeque a narrativa de confronto levantada pela Polícia Civil desde o dia 6 de maio, quando foi ...

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Christian Ribeiro (Foto: Arquivo Pessoal)

A Chacina de Jacarezinho e a naturalização da morte, e do racismo, na sociedade brasileira!

A Chacina de Jacarezinho, ocorrida em 06 de Maio de 2021, nos revela a face de uma sociedade cada vez mais orientada pelo ódio e intolerância, em que o Estado é utilizado enquanto elemento de perseguição e extermínio daqueles considerados como os “outros”, os “indesejáveis”, os “inumanos”. Seres desqualificados e desprovidos de sua condição humana, sem significados, importâncias ou historicidades aos olhos de nossas elites, em seu ideário civilizatório de cunho racista e classista. Nesse sentido, sendo essa chacina um reflexo de um Brasil profundo e reacionário que não se acanha mais em mostrar a sua verdadeira face, não mais aceitando ser regulado nem mesmo pelos padrões institucionais-jurídicos, vide ter sido uma ação policial cometida sem pudores, em flagrante desrespeito a chamada “Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 635) das Favelas”, ratificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em que o aparelho estatal passa a exercer uma naturalização e adoração ...

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Policiais durante operação contra o tráfico na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro (Foto: Severino Silva/Agencia O Dia)

Jacarezinho: saiba quem são, onde morreram e o que dizem famílias e polícia sobre os 27 mortos

A operação que resultou em 28 mortes no Jacarezinho, incluindo a de um policial civil, completou uma semana na quinta-feira (13). O pontapé de partida da investigação ocorreu no ano passado, quando policiais militares apreenderam fotos de traficantes e o caso foi remetido à Polícia Civil. A partir daí, foram feitas buscas em redes sociais e o Ministério Público pediu 21 prisões, com base nas imagens da internet. No ação do dia 6 de maio, três deles foram presos e outros quatro foram mortos. A polícia diz que todos os outros mortos entraram em confronto com os agentes. A Defensoria Pública alega que há indícios de execuções e o Ministério Público investiga o caso. O G1 reuniu relatos de parentes de 14 mortos. Eles afirmam que seus parentes foram assassinados, em alguns casos mesmo após terem sido baleados e se entregado -- a polícia nega qualquer execução e diz que ...

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Diante de pôster de Marielle, manifestante participa de protesto contra violência policial e racismo no Rio - Ricardo Moraes/Reuters

Ato no Rio critica governador e lembra mortes no Jacarezinho

Um ato contra o racismo e a violência policial contra pessoas negras marcou as manifestações pelo 13 de Maio na noite desta quinta-feira (13), no Rio. Com pedidos pelo fim da Polícia Militar e palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador Cláudio Castro (PSC), os manifestantes percorreram o trajeto de aproximadamente 1 km entre a Igreja da Candelária e a Cinelândia, no centro. A manifestação acontece uma semana após a operação policial que matou 28 pessoas, entre elas um policial civil, na favela do Jacarezinho, na zona norte. Organizado pela Coalizão Negra por Direitos, movimento que reúne cerca de 200 organizações do movimento negro em todo o país, o ato foi marcado pelo depoimento de mães de vítimas de ações policiais em favelas cariocas. Houve protestos em várias outras capitais do país, entre elas São Paulo. Moradora da favela do Chapadão, na zona norte, Jaqueline Fernando, 43, foi ...

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Foto: Divulgação

Coalizão Negra Por Direitos convoca “13 de maio de lutas” em manifestações em todo o Brasil pelo fim do racismo, do genocídio negro, das chacinas e pela construção de mecanismos de controle social da atividade policial

Neste 13 de maio, Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, a Coalizão Negra Por Direitos convoca manifestações em todo o país para exigir justiça para as vítimas do massacre na Favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, e de todas as operações policiais que resultaram nas mortes nas favelas e comunidades do Brasil. “NEM BALA, NEM FOME, NEM COVID. O POVO NEGRO QUER VIVER!”. A reivindicação por Auxílio Emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia, o direito da população negra à vacina contra o coronavírus pelo SUS e o Fora Bolsonaro compõem as reivindicações que estão descritas em manifesto divulgado pelo movimento: LEIA AQUI O MANIFESTO DA COALIZÃO NEGRA SOBRE JACARÉZINHO-RJ E PELO FIM DO GENOCÍDIO DO POVO NEGRO Os atos do “13 de maio de lutas” são realizados por organizações que compõem a Coalizão Negra Por Direitos e entidades parceiras. Devem ocorrer manifestações em todos os ...

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(Foto: REUTERS - RICARDO MORAES)

Uma chacina permanente

As 28 execuções no Jacarezinho não são uma exceção. É o acinte de uma conduta normativa do cotidiano da favela, do preto e do pobre. Dentro de nossa democracia liberal, pulsam tendências totalitárias e escravistas que de tempos em tempos se tornam hegemônicas. O nosso fascismo/racismo não é apenas um modo de organização do governo;ele é também um modo de vida. Ele se constitui como um modelo de ordenamento do desejo, controle dos corpos e da linguagem, que se estrutura pela construção de uma psicologia/ personalidade/identidade, totalitária, fascista e racista. Aqui no Rio de Janeiro o fascismo/racismo/evangélico/neopentecostal é um dispositivo institucional usado pelo 1% da elite, os ricos, e pelos 15% da classe média, para manter os 84% da população pobre e negra das favelas no regime de total exclusão e miséria sem a possibilidade de rebelar-se¹.  Aqui, o nosso racismo/fascismo impõe um apartheid que não precisa de muros, não ...

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Oscar Vilhena Vieira (Foto: Diego Padgurschi - 9.mai.18/Folhapress)

A exceção como regra

Ao nomear como “Exceptis” a operação que invadiu a comunidade de Jacarezinho, na capital fluminense, na última quita feira (6), o governo já deixava claro que a lei não condicionaria a ação dos seus agentes, antecipando o que se converteu numa das maiores chacinas no Estado do Rio de Janeiro nas últimas décadas. O fato é que o ideal civilizatório de que todas as pessoas e, em especial, os agentes públicos (civis e militares) devem pautar as suas condutas pela legalidade jamais se consolidou no Brasil. Certamente, os dois regimes de exceção, fundados na ruptura da ordem constitucional, exercidos por meio do arbítrio e coroados pela impunidade daqueles que cometeram crimes contra a humanidade, não contribuíram para fortalecer, em nossa acidentada história republicana, a noção básica de império da lei. A incompletude do estado de direito no Brasil transcende, porém, os regimes propriamente autoritários. A profunda e persistente desigualdade, o racismo estrutural e ...

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Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Chacina do Jacarezinho – Quantos mais têm que morrer para a guerra acabar?

"Executaram o menino que morava na rua de baixo com cinco tiros. Um matou ele, o outro a mãe, o terceiro o pai, o quarto o irmão. O quinto foi um recado, e pegou de raspão no bairro inteiro." Sérgio Vaz (2019) Começo minha coluna de hoje com esse poema de Sérgio Vaz, para retratar o sentimento que me tomou nos últimos dias e a dimensão da dor que trás uma atrocidade como a qual vivemos na última semana no Rio de Janeiro. Na última quinta-feira (06 de maio) acordamos com a notícia da ocorrência de uma operação com muitos mortos na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro. Horas depois vieram os números e os relatos de moradores, contando o que de fato aconteceu: uma chacina. Essa foi a chacina mais letal da história do Rio de Janeiro, e uma das mais letais em 10 anos no ...

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Casa no Jacarezinho, após operação policial que matou 25 pessoas (Imagem: OAB)

A proteção integral de crianças e adolescentes inclui as crianças e adolescentes da favela do Jacarezinho?

Segundo a polícia do Rio de Janeiro, o massacre que resultou em 28 mortes, na última quinta-feira que antecede o Dia das Mães, tinha como foco combater esquemas de aliciamento de crianças e adolescentes. A chamada “Operação Exceptis" foi montada pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) com outras delegacias da Polícia Civil do estado com o objetivo de realizar a busca e apreensão de 21 pessoas. A consequência foi assistida por todo o mundo em tempo real: a chacina mais letal da história. A tragédia ocorrida anula por completo a ideia de que a proteção à infância e adolescência era a meta da operação policial, ainda assim, temos acompanhado desde então a doutrina da proteção integral de crianças e adolescentes ser usada como escudo pela polícia, que por sua vez, apresenta como resultado a apreensão de armas e drogas, ignorado todos os traumas, danos e a destruição ...

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Paulo Sérgio Pinheiro (Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL)

Chacina racista busca agradar Bolsonarismo

“Isso é para mostrar serviço, primeiro, para os bolsonaristas, para o ex-capitão. Depois, para as classes dominantes, as elites da Vieira Souto, da Gávea, da Barra da Tijuca e de Ipanema. E, depois, para a classe média, que acha que bandido é para matar mesmo. Também ajuda a fortalecer o bolsonarismo entre as polícias civis e militares.” A avaliação é do cientista político Paulo Sérgio Pinheiro ao analisar a Chacina do Jacarezinho, matança promovida pela polícia no Rio de Janeiro na última quinta-feira, 6.5, deixando 28 mortos nas vielas e nos barracos daquela comunidade na zona norte da cidade. Entre as vítimas, há um agente da Polícia Civil, que participava do ataque. Em entrevista ao TUTAMÉIA, o ministro de Direitos Humanos no governo FHC, integrante da Comissão Nacional da Verdade, que investigou crimes da ditadura militar, e membro da Comissão Arns diz: “Não vou atribuir ao ex-capitão a responsabilidade por ...

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Imagem retirada do site Brasil 247

Imprensa internacional repercute massacre no Jacarezinho

A chacina resultante de uma operação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, repercutiu na imprensa internacional. Além dos 25 mortos, os jornais também destacaram a decisão do Supremo tribunal Federal (STF) que proíbe operações em comunidades durante a pandemia. Em uma reportagem sobre o massacre, o espanhol "El País" ressaltou que a operação “se tornou no segundo maior massacre da história do estado” e que “a ação policial desta quinta demonstra que, inclusive durante a pandemia de coronavírus, a política de segurança pública do governador Cláudio Castro (PSC) no Estado do Rio segue se guiando pelo enfrentamento direto com os narcotraficantes nas favelas e nos bairros periféricos, ignorando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)”. O jornal New York Times, um dos mais influentes do Estados Unidos, observou que que “o número de mortos da operação pode entrar para os recordes”. O veículo de comunicação ...

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Ruas de Jacarezinho após serem lavadas de sangue (Reprodução Instagram Joel Luiz)

Chacina do Jacarezinho: ‘A gente não merece viver em um cenário de guerra’

O dia 6 de maio ficará registrado na história do Brasil como uma quinta-feira sangrenta. Como se não bastasse todas as dores e dificuldades que a pandemia evidencia, os moradores de Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), amanheceram sob intenso tiroteio, invasão às suas casas, celulares confiscados e a morte de pelo menos 25 pessoas. Nas redes sociais, fotos e vídeos denunciam que aquilo que o Estado do Rio de Janeiro chamou de operação foi uma verdadeira chacina. Além das 25 mortes registradas oficialmente, a população acredita que houve ainda outros homicídios. O advogado Joel Luiz, nascido, crescido e militante de Direitos Humanos em Jacarezinho, caminhou com dor pelas ruas de sua infância. “Andamos pelo Jacaré, entramos em quatro, cinco, seis casas, todas com a mesma dinâmica: casas arrombadas, tiros de execução O menino morreu sentado em uma cadeira. Ninguém troca tiro sentado em uma cadeira, ...

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Joel Luiz Costa (Foto: Reprodução / Twitter)

“Cano estourado, porta com 40 buracos de tiro, poça de sangue no chão. É desolador ver isso no seu espaço”

Joel Luiz Costa nasceu e foi criado na favela do Jacarezinho, que foi cenário nesta quinta-feira da operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro e da segunda maior chacina do Estado. Um total de 25 pessoas morreram, entre elas um policial civil baleado na cabeça. A Polícia Civil do Rio nega que tenha cometido erros na operação. Hoje, Costa é advogado criminalista e coordenador-executivo do Instituto de Defesa da População Negra (IDPN), que oferece assistência jurídica gratuita para promover pessoas a equidade racial no Brasil. Em depoimento ao repórter Felipe Betim, do EL PAÍS, ele relata o cenário de guerra que encontrou após a operação e conta o que sentiu ao caminhar pelas ruas do território onde cresceu. Também explica sobre como o IDPN atuará para dar assistência aos familiares das vítimas da polícia. Leia abaixo o depoimento: Emicida definiu outro dia numa frase o que diz ...

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Ivanir Dos Santos / Arquivo Pessoal

Rituais da morte e a morte da democracia

O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas –CEAP manifesta publicamente solidariedade aos familiares das 25 pessoas assassinadas na ação policial realizada na comunidade do Jacarezinho em 6 de maio de 2021, esperando que as autoridades, em particular o Ministério Público, exerça com rigor a sua função institucional.   A chacina ocorrida na comunidade do Jacarezinho, onde 1 policial e outras 24 pessoas foram mortas, aponta o estado de terror, o grau de bestialidade e subdesenvolvimento em que o Brasil está submerso. A prática de extermínio da gente pobre e negra que vive nas comunidades, não pode ser considerada como um fenômeno circunstancial, trata-se de um modo cultural do poder de polícia sob responsabilidade do Estado e de poderes policialescos, que na maioria dos casos é exercido por agentes do próprio Estado.  Vivemos em um imenso circo de banalização da morte: chacina de Vigário Geral (21 pessoas), de Acari (11 pessoas), da ...

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