Tag: João Alberto Silveira Freitas

Protesto contra o racismo e pelo assassinato do Beto, em uma das lojas da rede Carrefour, em Porto Alegre (RS) (Foto: Sérgio Lima/Poder360 )

Carrefour é excluído do quadro de sócios do Instituto Ethos

Fez recomendações à empresa Ações serão avaliadas no período Em 6 meses, empresa será reavaliada Um dia após o anúncio de exclusão de um índice de responsabilidade social da Bolsa de Valores, o Carrefour Brasil foi removido 4ª feira (9.dez.2020) do quadro de associados do Instituto Ethos, uma das principais organizações para a promoção de responsabilidade social no setor privado. A medida acontece após processo de análise das respostas da empresa ao caso de João Alberto Silveira Freitas, espancado e morto por 2 seguranças terceirizados de uma unidade do supermercado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. De acordo com o Instituto Ethos, com a suspensão do quadro associativo, o Carrefour Brasil fica impedido de participar das atividades da entidade destinadas às empresas associadas ou patrocinadoras institucionais. Durante esse período, o Carrefour Brasil fica ainda suspenso de realizar a contribuição associativa e o patrocínio a projetos e eventos e, ...

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Andrey Régis de Melo (Imagem enviada para o portal Geledés)

Corpo e suspeição: O covarde espancamento de um homem negro

Louvor a este povo varonil que ajudou a construir a riqueza do nosso Brasil (Samba-enredo Mangueira/1975) Na madrugada de 14 de novembro de 1844, no atual Município de Pinheiro Machado – RS, aproximadamente cem negros foram mortos e os sobreviventes aprisionados pelas forças imperiais de Duque de Caxias. Uma das vertentes históricas indica que o episódio conhecido como “Massacre dos Porongos” foi marcado pela traição do Gen. David Canabarro, líder farroupilha, que teria facilitado o ataque, fulminando a esperança de liberdade dos lanceiros negros que engrossaram o exército gaúcho na Guerra dos Farrapos. O caso ocorrido no Cerro dos Porongos é um bom começo para chegarmos até a morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro que foi agredido e asfixiado por seguranças, no dia 19 de novembro de 2020, no interior do hipermercado Carrefour, em Porto Alegre. O encontro entre os dois fatos históricos diz respeito às relações de ...

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S&P Dow Jones retira ação do Carrefour Brasil de índice ESG (Foto: Divulgação)

S&P Dow Jones e B3 retiram ação do Carrefour Brasil de índice ESG

A S&P Dow Jones, empresa responsável por índices de ações em todo o mundo, comunicou que vai remover a ação do Carrefour Brasil (CRFB3) do índice de sustentabilidade S&P/B3 Brasil ESG, que é ponderado por critérios ESG (melhores práticas ambientais, sociais e de governança). A exclusão vale a partir de 14 de dezembro e foi decidida por um comitê formado por membros da S&P Dow Jones e da B3, após análise do assassinato de um homem negro em um supermercado da rede em Porto Alegre, segundo informação divulgada pela B3. Criado pela parceria B3 e S&P Dow Jones, o índice S&P/B3 Brasil ESG oferece aos investidores a opção de investimento em empresas consideradas sustentáveis. Fonte: Mercado News

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Divilgação

Nota da Coalizão Negra Por Direitos sobre o “Comitê Externo de Diversidade e Inclusão” do Carrefour Brasil

A COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS, articulação com mais de 150 organizações, coletivos e entidades do movimento negro e antirracista de todo o Brasil, que atuam coletivamente na promoção de ações de incidência política nacional e internacional na defesa dos direitos da população negra brasileira, vem a público expressar seu mais profundo repúdio à postura adotada pela Rede Carrefour na tentativa de tentar invisibilizar a violência racista que levou à óbito João Alberto Silveira de Freitas no interior de uma de suas lojas da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A referida rede tem reiteradas denúncias de crime de racismo e discriminação racial  em suas lojas,  através de seu corpo de funcionários e do seu aparato de segurança privada. São diversos casos que não deixam dúvidas quanto ao conhecimento da direção da rede no Brasil sobre o papel ativo do Carrefour em práticas violentas fundadas no racismo. Ao longo do ...

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Foto: RyanJLane/Getty Images

Carta ao povo preto

21 de novembro de 2020 Homem preto, poderia ser eu. Poderia ser você. Aliás, foi eu e foi você também. Porque não se matou (e nem se mata) no Brasil aquele que cometeu um delito. Um crime. Se mata aquele que tem a pele nossa. Aquele que se parece com a gente. Aquele que tem nosso esteriótipo. Nosso biotipo. Nós temos a cor da morte. E, se não puderem matar, nos prendem sem precisar de justificativas. Homens pretos cometem delitos? – Sim. Por isso precisam de serem punidos? – sim. E os brancos? Os brancos estão no lugar de punir os pretos. O sistema é organizado. Para pretos é a trilogia do C. Cadeia, caixão, cova… para os brancos tem outros Cs a que se recorrer (código, constituição, cidades e cidadania). Não é possível mais aceitar este modelo. Aliás, já não é a muito tempo. E, entendo, reverencio e agradeço ...

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João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Pelo fim da banalidade da violência contra pessoas negras e por #JustiçaParaJoãoAlberto

Na última quinta-feira, 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, na cidade que foi o ponto de partida das discussões que articularam esta data como uma pauta nacional de resgate da humanidade da população afro-brasileira, Porto Alegre, João Alberto Freitas, o Beto, foi espancado durante cinco minutos, sem qualquer chance de reação, até a morte. As cenas, repercutidas incessantemente pela imprensa nacional, são o retrato da lógica de morte e descarte das vidas negras em nosso país, e nos choca profundamente que esse brutal assassinato não gere uma crise moral nacional. Como podemos viver em uma sociedade em que o fato de ser uma pessoa negra é um passe livre para a morte violenta? Bastaram apenas três dias para que o sangue negro que escorreu de forma covarde, racista e desumana fosse limpo e a loja onde o assassinato de Beto aconteceu retomasse as atividades. Os lamentos cínicos nas notas emitidas ...

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Foto: Getty Images

Racismo mata: o caso do Carrefour e outros tantos Brasil adentro

20 de Novembro é Dia da Consciência Negra. Conquista arrancada pelo Movimento Negro para assinalar a persistência do racismo que estrutura e dá forma ao Brasil, a data segue sendo uma construção renovada pelas forças vivas da negritude e homenageia nosso líder quilombola, revolucionário, Zumbi dos Palmares. 20 de novembro de 2020. O Brasil é despertado com uma cena absolutamente bestial. Com apenas uns cinco minutos, no estacionamento de uma unidade da rede de supermercados Carrefour, em Porto Alegre, agentes de segurança pública e privada atacam um homem negro numa sessão de espancamento até a morte. Simples assim. Com naturalidade, a cena bárbara foi gravada e depois ganhou o mundo pelas redes sociais. O homem assassinado sob impassível câmara de celular e estupefação quiçá explicativa da inércia coletiva tinha a cor dos anônimos negros e pardos, condição determinante para ser encarcerado ou preferencialmente morto. Sequer gera custo público. O homem ...

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A socióloga Márcia Lima, professora da USP e coordenadora do Afro, núcleo de pesquisa e formação sobre a questão racial no Cebrap. (Foto: WANEZZA SOARES)

Márcia Lima: “Debate racial mudou de patamar. Não vejo mais os jovens aceitando silenciamento”

A socióloga Márcia Lima (Barra do Piraí-RJ, 1971) coordena há um ano um núcleo de pesquisa sobre a questão racial em um dos mais prestigiosos centros de estudos sociais e políticos do Brasil, o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). Seu grupo, o Afro (Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial), foi criado em novembro de 2019 com a proposta não somente desenvolver e dar visibilidade para pesquisas sobre desigualdade racial, mas também abrir um caminho para que intelectuais negros ocupem mais espaços de excelência. É esse trajeto que a própria pesquisadora percorre há 30 anos —desde a sua graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também fez doutorado em sociologia, nas passagens por instituições de prestígio internacionais como Columbia e Harvard (EUA) e no trabalho como professora da Universidade de São Paulo (USP) e no Cebrap, onde atua há 17 anos. ...

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Foto: Reprodução/ Carrefour

A polícia privada que guarda as vidraças do Carrefour

Para o pescoço esmagado pelo joelho do agente fardado por longos quatro minutos, que diferença faz se o uniforme é policial ou privado? João Alberto não foi apenas morto por ser negro. João Alberto foi morto porque, sendo negro, a sua carne é, para seus algozes privados, a mercadoria mais barata na gôndola. Sem desmantelar o capitalismo policial por trás do racismo, vidas negras continuarão a ser alvejadas por algozes particulares, protegidos por trás de vidraças que ofuscam, mas não eliminam a distinção entre humanidade e barbárie. Há no Brasil um exército de 1 milhão de vigilantes aptos a trabalhar, 51% deles formalmente inativos, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020. Inativo não significa inoperante. O setor de segurança privada é marcado por trabalhos informais (“bicos”), tolerados, mas não permitidos por lei para policiais, oficiais ou praças. Regulado pela portaria 3233/2012 da Polícia Federal, o controle sobre o setor ...

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"O que se viu no mercado dos playboys da Pamplona foi legítima defesa", explica Douglas Belchior (Foto: Pedro Stropassolas)

Douglas Belchior sobre Carrefour: “Foi um protesto desproporcional. Eles nos matam”

Uma das lideranças do movimento negro no Brasil, Douglas Belchior está incomodado. Quando chegou à manifestação da última sexta-feira (20), na avenida Paulista, em São Paulo, que deveria ser um ato pelo Dia da Consciência Negra e se tornou mais um protesto em repúdio à morte de um homem negro, o militante disparou. “Até quando? Está insuportável.” Na noite anterior, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado até a morte por dois seguranças privados e terceirizados do Carrefour, em uma unidade da multinacional francesa em Porto Alegre (RS). Os dois agentes são funcionários do Grupo Vector e trabalhavam irregularmente, de acordo com a Polícia Federal (PF). Ambos foram presos. No dia seguinte, por volta de 18h, o movimento negro marchou da avenida Paulista até a unidade do Carrefour na rua Pamplona, nos Jardins, zona nobre de São Paulo (SP). Lá, um grupo se destacou e entrou no supermercado, ...

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Foto: Nilson Bastian/ Câmara dos Deputados

Tico Santa Cruz anuncia retirada de produtos do Carrefour e web pede mais

Após o assassinato de João Alberto, um homem negro, por seguranças de uma loja do Carrefour, em Porto Alegre, na na quinta-feira, 19, véspera do Dia da Consciência Negra, o cantor Tico Santa Cruz anunciou, nesta sexta-feira, 20, o pedido para que sua editora retire seu livro das prateleiras e e-commerce do supermercado. Na web, internautas agiram no mesmo sentindo e uma campanha de boicote à rede varejista surgiu nas redes sociais. “Não comprem nada meu no Carrefour – NADA! Atenção Belas Letras retirem meus livros da venda do Carrefour IMEDIATAMENTE!!!”, escreveu Tico Santa Cruz em sua conta no Twitter, após ser provocado com um print de sua obra sendo vendida pelo Carrefour. “Vai aceitar que eles comercializem seus produtos?”, questionou um internauta. Não comprem nada meu no Carrefour - NADA! Atenção @belasletras retirem meus livros da venda do @carrefourbrasil IMEDIATAMENTE!!! https://t.co/LeQY54iMly — Ticosantacruz 🇧🇷❤️🤘🏻 (@Ticostacruz) November 20, 2020 Em ...

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Manifestantes em frente ao Carrefour em Porto Alegre protestam pelo assassinato de João Alberto. (Foto: Guilherme Gonçalves/FotosPublicas)

Justiça para João Alberto Silveira Freitas – Não seremos a carne mais barata do Carrefour

Nenhum de nós ativistas do movimento negro e de mulheres negras poderíamos supor que esse 20 de novembro de 2020 acontecesse do jeito que aconteceu. Temos sido insistentes em denunciar a violência e a brutalidade policial contra a juventude negra, contra as favelas e periferias, esses lugares de residência, sim, re-si-dên-cia, de uma maioria negra – mulheres, homens, crianças e jovens negros. Temos sido enfáticos em denunciar que as chacinas e os homicídios de jovens negros são, sim, expressão do racismo e da discriminação racial no país. Temos sido contundentes em sinalizar que o sistema de justiça brasileiro encarcera desproporcionalmente homens e adolescentes negros. Temos vindo a público com inúmeros e inquestionáveis indicadores: a pobreza é negra, o desemprego é negro, a informalidade é negra, a mortalidade materna é negra, a ausência de saneamento básico é uma realidade cotidiana das famílias negras. A escola pública brasileira tem duvidosa qualidade de ...

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Coalizão Negra Por Direitos/Facebook

Boicote Nacional ao Carrefour

COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS, articulação que reúne 150 organizações, coletivos e entidades do movimento negro e antirracista de todo o Brasil, que atuam coletivamente na promoção de ações de incidência política nacional e internacional na defesa dos direitos da população negra brasileira, expressa seu repúdio à mais um episódio de violência racial em uma das unidades da Rede de Supermercados Carrefour. O vídeo que circula nas redes sociais não deixa dúvidas sobre a covardia do ocorrido. Dois seguranças do supermercado Carrefour, sob o olhar de um policial militar fora de serviço, espancam até a morte um homem negro sem nenhuma possibilidade objetiva de se defender. Não é a primeira vez, a rede Carrefour é reincidente em casos de violência racial, e portanto precisa ser responsabilizado por essas práticas. No ano de 2009, seguranças da rede de supermercados espancaram Januário Alves de Santana na unidade de Osasco, ao argumento de que ...

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Manifestante protesta na porta do Carrefour, em Brasília, pelo assassinato de Beto (Foto: Eraldo Peres/ AP )

Extermínio de negros, o empreendimento mais bem-sucedido do Brasil

Esqueça a Bolsa de Valores ou a especulação imobiliária. O negócio que nunca sai de moda nem apresenta risco ao investidor é o racismo à brasileira. Fundada na colonização, capitalizada na escravidão e repaginada na era das redes sociais, a discriminação racial se consolida cada vez mais como o título de renda mais sólido para governos, empresas e pessoas físicas que lucram com a eliminação de corpos negros. Nem mesmo o brutal assassinato de João Alberto Freitas, o Beto, espancado por seguranças na porta do Carrefour, em Porto Alegre, ameaça a estabilidade dos rendimentos. Afinal, toda a cartela de aplicações está estruturada sobre a lógica da diversificação das formas de opressão e massacre. O crime desta quinta-feira, justamente na véspera do Dia da Consciência Negra, choca pela brutalidade e frieza dos executores, mas não pelo CNPJ. Nos últimos anos, o Carrefour se especializou em protagonizar episódios de extrema violência. Não ...

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