quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: Jurema Werneck

    (FOTO: MÁRIO VASCONCELLOS/CMRJ)

    O mandato interrompido e o legado de Marielle Franco

    Hoje, 14 de novembro, véspera das eleições municipais em todo o Brasil, é impossível deixar de lembrar que se completam 32 meses do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Já se passam 976 dias depois de um crime brutal, contra uma das mais notáveis vereadoras da história do Brasil, e ainda não sabemos quem mandou matar Marielle e por quê. Amanhã, as 51 cadeiras disponíveis na Câmara Municipal do Rio de Janeiro estarão em disputa. Uma delas foi ocupada brilhantemente por Marielle, até que sua trajetória foi cruelmente interrompida. Há quatro anos era eleita como uma das vereadoras mais votadas da cidade do Rio de Janeiro, mas não conseguiu terminar o seu mandato. São 1.758 candidatos na cidade do Rio —as mulheres correspondem a menos de um terço do total de candidaturas, e olhando para o recorte de mulheres negras esse número é ainda menor. Na internet, é possível ...

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    Jurema Werneck (Foto: Lucas Landau)

    Jurema Werneck: “Mulheres potentes construíram nossas lutas, mas é preciso ir além”

    No dia 24 de junho, a ativista e intelectual Sueli Carneiro completou 70 anos. Em isolamento social evitando a Covid-19, Sueli recebeu várias homenagens feitas à maneira destes tempos, na tela do computador. Em uma das lives, ela lembrou que o cotidiano de quem entra em ação para a defesa de direitos é árduo. Disse Sueli: “Militantes não costumam ser festejados, mas perseguidos, criminalizados, desqualificados” e, completou, assassinados. Foi o que aconteceu com Marielle Franco, a quinta vereadora mais votada do Rio, morta aos 39 anos. Mulheres ativistas liderando ações coletivas não são novidade no Brasil. A superação, ainda que precária, de tantas injustiças e desigualdades, não teria sido possível se muitas não tivessem arregaçado as mangas e se colocado na linha de frente. No entanto, seus nomes costumam desaparecer dos livros, das homenagens, e mesmo de nossa memória coletiva. Suas vozes e ações não encontram o eco necessário num ...

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    Foto: Acervo Geledés/ Alma Preta

    Sociedade civil mobilizada é exemplo de cidadania contra a Covid-19

    Ao nascer, seres frágeis que somos, nosso primeiro impulso é respirar. Num grito, puxamos o ar para os pulmões. Um dos primeiros sinais de gravidade da Covid-19 é a falta de ar: é o instinto de respirar que está sob ameaça agora. Atualmente no Brasil, mais de mil pessoas morrem por dia, muitas delas por não conseguirem encher de ar os pulmões. Não bastasse a pandemia, cresce, nas favelas e periferias de vários estados do país o assassinato de pessoas – e de crianças!- em operações policiais. Mizael, de 13 anos, foi morto dormindo, em uma comunidade do Ceará. João Pedro, de 14 anos, foi morto brincando, vítima de um dos 70 tiros disparados pela polícia, no Rio de Janeiro. A crise na saúde nos revelou descaso e negligência das autoridades nas diferentes esferas de governo. Como o veto presidencial recente da lei 1142/2020 aprovada pelo Congresso para garantir água ...

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    Jurema Werneck (Foto: Arte/UOL)

    Jurema Werneck: Voz branca deve ser cada vez mais ativa no antirracismo

    Brancos podem colaborar com a luta antirracista falando a partir do seu próprio lugar, defendeu hoje Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional no Brasil, em participação no programa UOL Entrevista. "Não é falar por nós, usar de seus privilégios. Mas falar como branco, entre brancos é fundamental", afirmou ela ao colunista do UOL, Leonardo Sakamoto, e à repórter Paula Rodrigues. A diretora afirmou que o racismo permeia as relações cotidianas e faz com que a voz de negros seja menos escutada em algumas camadas. Werneck disse ainda que há estudos que apontam que a voz do branco antirracista tem um efeito importante nessas esferas. Há um lugar de fala para o branco no antirracismo, que não pode ser o meu, o de uma pessoa negra. Mas há lugar para todo mundo, porque não existe antirracismo só por uma parte da sociedade. Tem um lugar para o branco no antirracismo. É ...

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    A médica Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional Brasil Imagem: Divulgação/Anistia Internacional Brasil

    Não há saída da pandemia sem olhar para todos, diz Jurema Werneck

    Nesta quinta-feira (14), a ONG de luta pelos direitos humanos Anistia Internacional Brasil lança a campanha Nossas Vidas Importam, cobrando das autoridades brasileiras medidas para garantir o acesso a proteção contra a Covid-19 a populações vulneráveis, como moradores de favelas e periferias, pessoas em situação de rua, idosos em asilos, indígenas, quilombolas, travestis e transexuais, população carcerária do sistema socioeducativo, além dos profissionais de saúde. À frente do escritório brasileiro da instituição nascida em 1961 na Inglaterra, a diretora-executiva Jurema Werneck traz o olhar de quem viveu na pele as injustiças sofridas por essas pessoas. Negra, nascida na favela, aos 14 anos ela viu sua mãe, Dulcineia, morrer de aneurisma cerebral, em um caso de negligência médica. "A experiência dela adoecer e morrer foi de desassistência", diz. "Quando estudei neurocirurgia, pude ver o quadro clínico dela: era exatamente o que estava no livro. Ou seja, todo mundo que era médico ...

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    Reprodução/Facebook

    ‘Nossas vidas importam’: movimento cobra de autoridades o acesso adequado à saúde para os mais vulneráveis

    Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (14), a Anistia Internacional Brasil vai lançar a campanha “Nossas Vidas Importam”, que faz frente à pandemia do novo coronavírus. O movimento é um alerta às autoridades brasileiras para que nenhuma pessoa seja deixada para trás no combate à crise. A live será realizada às 19h no canal da Anistia Brasil no YouTube. A iniciativa cobra que sejam tomadas medidas concretas e urgentes pelas autoridades federais, estaduais e municipais, a fim de minimizar os impactos da Covid-19. A organização destaca a atuação ativa e efetiva da sociedade civil, em contraste com as ações das autoridades. “As necessidades de populações mais vulneráveis devem ser reconhecidas, pois em suas realidades, marcadas pela desigualdade estrutural, elas já estão se mobilizando para diminuir os impactos da pandemia. São elas que, no cotidiano de privações e de ausências em políticas públicas, criam soluções", afirma Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil. ...

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    A MÉDICA E DIRETORA-EXECUTIVA DA ANISTIA INTERNACIONAL BRASIL, JUREMA WERNECK (FOTO: DIVULGAÇÃO/ANISTIA INTERNACIONAL BRASIL)

    “Até uma vacina estar disponível, todo mundo vai estar em risco”

    Jurema Werneck, médica e diretora da Anistia Internacional Brasil, diz que coronavírus precisa ‘virar a página’ das desigualdades na saúde Por Giovanna Galvani, da Carta Capital  A primeira crise causada pela pandemia de coronavírus é a de saúde pública, e não há liberalismo econômico no mundo que tenha conseguido provar o contrário até o momento. A dignidade das pessoas em cenários de pobreza, falta de renda, empregos e situações críticas de saúde, porém, não é uma realidade de hoje, e pensar em um cenário diferente desse para além do coronavírus é um dos aprendizados que a pandemia pode deixar no futuro. É o que acredita Jurema Werneck, diretora-executiva da organização de direitos humanos Anistia Internacional Brasil e médica que, há mais de 30 anos, se dedica à saúde das mulheres e da população negra. “A crise de saúde que estamos vivendo é também uma oportunidade de revermos conceitos e práticas ...

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    Foto: Acervo Geledés/ Alma Preta

    Jurema Werneck: ‘Boa parte da população negra não tem acesso a saneamento e água. Comprar álcool em gel, nem pensar’

    No Dia Internacional contra a Discriminação Racial, CELINA conversou com Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional no Brasil e uma das principais vozes do movimento de mulheres negras no Brasil Por Leda Antunes, do O Globo Foto: Acervo Geledés/ Alma Preta Diretora da Anistia Internacional no Brasil desde 2017, Jurema Werneck conta que é ativista desde a infância. Ela lembra vagamente de participar de uma eleição para o grêmio estudantil da escola onde estudava no Rio de Janeiro, aos 8 anos. Também lembra da primeira experiência em que vivenciou a discriminação racial, ainda mais jovem, aos 6 anos, quando um menino branco se recusou a segurar sua mão durante a quadrilha da festa junina. Apesar de ter sido criada em uma família em que o debate e a crítica social eram presentes, mesmo em tempos de ditadura, Werneck passou a atuar de forma mais organizada na ...

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    Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, no evento "Mulheres Notáveis do Brasil", em São Paulo - Mathilde Missioneiro - 14.nov.19/Folhapress

    É preciso recolocar a utopia

    Multidão de desapontados busca um novo sonho Por Jurema Werneck, da Folha de São Paulo Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, no evento "Mulheres Notáveis do Brasil", em São Paulo  (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress) Tenho lido a conta-gotas o livro “No Enxame - Perspectivas do Digital”, do filósofo Byung-Chul Han, um crítico mordaz da sociedade de consumo. A obra afirma que vivemos tempos de “indivíduos empoderados”. São pessoas que confiam profundamente em suas crenças e que, solitárias, se expressam com autoridade pelas redes sociais. Falam todas juntas sem se ouvir, num vozerio que lembra um enxame. Um monte de gente. Mas são um monte de “uns”. Antes, diz o autor, as pessoas eram capazes de defender sonhos coletivos. Eram multidões que falavam em uníssono, embora com divergências. Existia a capacidade de encontrar um terreno comum, um projeto, que mudava o jogo da política. Eram indivíduos ...

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    Vereadora Marielle Franco e motorista Anderson Gomes foram mortos em 14 (Foto: Agência O Globo)

    Artigo: A única saída possível: justiça para Marielle

    Foi no dia 14 de março de 2018, há 20 meses, que um crime mudou para sempre a História do Brasil e do mundo. Nesta data, foram brutalmente assassinados a defensora de direitos humanos e parlamentar no exercício do seu mandato Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. Suas mortes levaram consigo sonhos individuais e coletivos, a alegria de duas famílias e uma interlocutora fundamental para uma série de cidadãos e cidadãs do Rio de Janeiro que eram beneficiados pela atuação de Marielle, incluindo aí jovens, negros e negras, moradores de favelas, mulheres, pessoas LGBTI, policiais vítimas da política de segurança pública e seus familiares. A demora na solução deste caso arrasta consigo a credibilidade de autoridades e instituições brasileiras. Infelizmente, Marielle não foi a primeira defensora de direitos humanos a ser vítima de violência no Brasil, mas a repercussão de sua história, somada à demora em dar respostas por ...

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    Camila Pitanga (Foto: Zanone Fraissat)

    Evento beneficente celebra mulheres notáveis em São Paulo

    BrazilFoundation apresenta sexta edição de noite de gala dedicada a mulheres e equidade de gênero Da Folha de S.Paulo  Na noite desta quarta-feira (13), a BrazilFoundation realizará a sexta edição do Gala São Paulo na Casa Fasano, com a Chanel como co-anfitriã pelo quinto ano consecutivo. Interessados em participar do evento beneficente podem comprar seu convite pelo site da fundação. Apresentado por Camila Pitanga, o gala celebrará 14 mulheres que se destacam em suas áreas de atuação, além de homenagear três personalidades referência em filantropia no Brasil. A cerimônia da sexta edição do Gala São Paulo será conduzida pela atriz Camila Pitanga - (Foto: Zanone Fraissat/Folha) As homenageadas são Natalie Klein, fundadora do Instituto Samuel Klein, que promove iniciativas de investimento social de impacto; Maria Aparecida Silva Bento, coordenadora Executiva do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), que realiza pesquisas e programas ...

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    Foto: Acervo Geledés/ Alma Preta

    Entrevista do mês de março: Jurema Werneck

    Jurema Werneck (Foto: Acervo Geledés Instituto da Mulher Negra/ Alma Preta) Jurema Werneck é médica (UFF), tem mestrado em Engenharia de Produção (UFRJ), doutorado em Comunicação e Cultura (UFRJ) e uma longa trajetória de luta no movimento de mulheres negras e pelos direitos humanos. A entrevistada do mês de março do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS) fala sobre o ativismo das mulheres negras – “ existe um silenciamento sobre a maior quantidade deste ativismo que ainda não se olha, porque afinal não é classe média, não fala a língua daqueles que querem ouvir” – e a falta de políticas públicas para enfrentamento do racismo no Brasil. Diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Werneck destaca também a importância de manter pressão para que sejam dadas respostas sobre a morte de Marielle Franco. Na entrevista, a pesquisadora em saúde da população negra critica ainda o apagamento ...

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    “É preciso desnaturalizar o racismo”, diz diretora da Anistia Internacional

    Diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck destaca a necessidade de se tomar medidas ativas contra o racismo no País e de fortalecer as pessoas negras Por SARA OLIVEIRA, Do O Povo LUCAS JATOBÁ/DIVULGAÇÃO O Brasil não ajudou a médica Jurema Werneck. Carioca, nasceu na favela e estudou em instituições públicas até a universidade. Mulher, negra, pobre. Soube o que era racismo ao seis anos, quando, na escola, um menino da mesma idade não quis encostar nela para dançar. Fala firme à frente da Anistia Internacional, uma das principais entidades de luta para garantia dos direitos humanos. Jurema aprendeu a falar, mesmo diante da timidez. Graças às mulheres da sua vida, que mostraram a importância do passado e lhe deram a chance de ter um futuro. Na verdade, ela atribui à comunidade a possibilidade de estudar, se formar e ser voz para quem precisa. ...

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    (FOTO: MÁRIO VASCONCELLOS/CMRJ)

    Anistia critica falta de solução no caso Marielle: “Justiça está em cheque”

    A Anistia Internacional divulgou uma nota pública em que volta a fazer duras críticas à Justiça Criminal brasileira após quatro meses do assassinato de Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. De acordo com a organização, a não solução do caso "demonstra ineficácia, incompetência e falta de vontade das instituições do Sistema de Justiça Criminal brasileiro em resolver o caso". A diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, sugere que é urgente o estabelecimento de um mecanismo externo e independente para monitorar a investigação. A organização diz que, desde o início das investigações, diversas informações foram veiculadas pela imprensa e permanecem sem qualquer tipo de esclarecimento: que a munição utilizada pertenceria a um lote que teria sido vendido à Polícia Federal; que a arma empregada seria uma submetralhadora de uso restrito das forças de segurança; que submetralhadoras do mesmo modelo da utilizada teriam desaparecido do arsenal da Polícia Civil; que câmeras ...

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    Entrevista do mês – Jurema Werneck

    Violência no país está relacionada a racismo e falta de direitos para parte da população Por Maura Campanili Do Escolhas Foto: Lucas Jatobá Para a médica Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil, o país foi construído sob o racismo e até hoje as estruturas públicas e privadas são feitas para privilegiar a população branca. A consequência, mostrada pelas estatísticas, é que jovens e mulheres negras são as maiores vítimas da violência no país. Fundadora, em 1992, da ONG Criola, organização de mulheres negras no Rio de Janeiro, Werneck diz que temos uma Constituição e leis que mapeiam as obrigações do poder público e da sociedade em relação ao problema. “Os instrumentos legais são fundamentais, mas não os únicos. A violência é antes um problema de saúde e educação, direitos que não estão disponíveis para parte da população”, afirma. Com mais de vinte anos de experiência, ...

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    Jurema Werneck: a voz da resistência

    Negra, lésbica, nascida no morro, a médica Jurema Werneck luta contra o preconceito desde criança. Dos episódios de bullying na escola aos ataques virulentos nas ruas, fez da exclusão o combustível para defender os direitos humanos. Essa militância a levou a assumir, no ano passado, o cargo mais importante da Anistia Internacional no Brasil. Agora, é uma das principais vozes a cobrar respostas sobre o atentado que matou a vereadora Marielle Franco, sua parceira de luta Por  ADRIANA FERREIRA SILVA, do Marie Claire  Jurema Werneck (Foto: Lucas Landau) Jurema Werneck viveu o que considera ser sua primeira experiência marcante com o racismo quando uma professora escolheu um menino branco para ser seu par na festa junina. Zé Carlos não só se recusou a segurar na mão da colega, como, para evitar o contato, escondeu, sorrateiro, um prego entre os dedos, com a intenção de espetá-la. Ambos tinham 6 anos. Depois deste, seguiram-se outros episódios de crueldade. ...

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    #Geledés30anos: Mulheres em luta – ontem e sempre

    Debate sobre a atuação do feminismo brasileiro anos de 1980, que o inseriu como uma expressão política relevante dentre os movimentos sociais do País, com contribuições para a construção de políticas de gênero e raça. Palestrantes: Amelinha Teles  Bacharel em Direito; Coordenadora da União de Mulheres de São Paulo e do Programa de Promotoras Legais Populares – PLPs. Guacira Cesar Oliveira Socióloga, diretora do CFEMEA – Coletivo Feminista de Estudos e Assessoria. Jurema Werneck  Médica, doutora em Comunicação; diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil; fundadora da ONG Criola. Sueli Carneiro  Filósofa, doutora em Educação; Coordenadora Executiva de Geledés Instituto da Mulher Negra. Debatedoras:  Neon Cunha Publicitária; funcionária pública; feminista interseccional, ativista independente e mulher transgênera. Stephanie Ribeiro Arquiteta;  escritora, ativista feminista; uma das fundadoras do projeto Afronta – um espaço para as narrativas, relatos e imagens de mulheres. Mediação:  Nilza Iraci – Coordenadora Executiva – Geledés Instituto da Mulher Negra   ...

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    Foto: Adriana Medeiros

    “A atuação das forças de segurança do Rio é marcada pelo caráter repressivo e pela criminalização da juventude negra”, diz Jurema Werneck

    Em entrevista exclusiva ao Le Monde Diplomatique Brasil, a diretora executiva da Anistia Internacional Jurema Werneck analisa a escalada de violência no estado do Rio de Janeiro: “Está vivendo as consequências da ausência completa de política de uma segurança pública efetiva e estratégica – que foque na prevenção e não na repressão, ou que priorize o controle de armas e redução de homicídios”. Por  Nadine Nascimento, do Diplomatique Somente de janeiro a junho de 2017 ocorreram cerca de 2,5 mil tiroteios no Rio de Janeiro. Estes foram responsáveis por quase 800 mortes, segundo o aplicativo Fogo Cruzado que registra os dados da violência no estado. Um dado revelador é que a maioria dos tiroteios ocorreu em áreas onde estão implementadas as Unidades de Polícia Pacificadora, UPPs. Já registros do ISP (Instituto de Segurança Pública), ligado ao governo estadual, mostram que desde 2009 não é tão elevada a taxa de crimes com morte violenta. Em ...

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    Foto: Adriana Medeiros

    Cavalo de Troia contra as mulheres

    Ao dizer que a vida é inviolável na fase embrionária, PEC termina por proibir qualquer possibilidade de interrupção de gravidez, mesmo nos casos em que a lei já autoriza Por Jurema Wernek. do O Globo  O Brasil tem o pelourinho na alma. Esta frase, da pesquisadora Sonia Correa, chama atenção para as ideias e práticas de punição, violência e tortura tidas como métodos de controle e dominação de determinados segmentos populacionais. Não falo aqui de milhões de negros escravizados e seus descendentes, relegados às margens do país e expostos a toda sorte de violências. Destaco as ameaças contra as mulheres brasileiras de todas as raças, quando olhamos com atenção o conjunto de propostas que corre hoje no Congresso Nacional. Durante as últimas semanas, acompanhamos o avanço na discussão sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) 181/2015, que deveria trazer benefícios importantes para a saúde reprodutiva das mulheres. Ela busca ...

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    Foto: Adriana Medeiros

    No abandonen a Brasil

    La crisis política, económica e institucional está actuando como cortina de humo para ocultar un ataque frontal contra los derechos humanos Por JUREMA WERNECK, do El Pais  Favelas de la ciudad de Juiz de Fora, a unos 200 kilómetros de Río de Janeiro, Brasil. GETTY IMAGES Nunca ha sido fácil nacer en una favela, ser mujer, negra, activista y lesbiana en Brasil, pero ahora será todavía más difícil. Si se aprueban las medidas legislativas que pretende el Congreso, veremos retrocesos en muchas de nuestras conquistas sociales. Hace un año, la comunidad internacional todavía sentía cierta admiración por mi país. Estaban a punto de comenzar los Juegos Olímpicos en Río de Janeiro, el evento deportivo más importante del mundo. Pero los Juegos terminaron y todo a lo que aspiró durante años Brasil se evaporó con ellos. Hoy, muchas de las infraestructuras construidas, en las que se gastaron miles de millones de reales, ni ...

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