segunda-feira, novembro 30, 2020

    Tag: literatura brasileira

    Foto: Enviado para o Portal Geledés pelo autor

    Mel Duarte lança ‘Colmeia,’ livro que celebra 10 anos de carreira

    Para celebrar os 10 anos de carreira na literatura, Mel Duarte lança, neste dia 19 de novembro - quando comemora também o próprio aniversário - a pré-venda do livro Colmeia, que reúne toda a obra até aqui, com alguns poemas inéditos e também textos celebrativos de Ryane Leão, Preta Ferreira e Emicida. A obra sai pela Philos Editora. O livro está dividido em capítulos como Pólen, com poemas dos livros Fragmentos Dispersos e Negra Nua Crua, Favo, com poemas publicados em diferentes antologias, revistas, entre outros e Néctar, com poemas inéditos e chega assinada com prefácio da escritora Elizandra Souza. A capa e as ilustrações são da artista Luna Bastos e seguem a estética afrofuturista. A obra chega então para marcar uma década na carreira de Mel Duarte e encerrar os trabalhos da artista em 2020. “Entendi que estava na hora de fazer um livro comemorativo e que reunisse minha ...

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    A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro "Quarto de Despejo", em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. (Foto: Acervo UH/Folhapress)

    Autores celebram 60 anos de ‘Quarto de Despejo’, de Carolina Maria de Jesus 

    Em abril de 1958, o jornalista Audálio Dantas (1929-2018) foi escalado para fazer uma reportagem na favela do Canindé, zona norte de São Paulo. O objetivo da pauta era mostrar o dia a dia da comunidade às margens do rio Tietê. Durante a apuração da matéria, ouviu alguém berrar: "Deixa estar que eu 'boto' vocês no meu livro!". A dona do berro era a moradora do barraco 9 da rua A, que defendia um garoto das agressões de dois homens que queriam expulsá-lo dos brinquedos de um parque infantil recém-inaugurado. "Que livro é esse?", quis saber o repórter. "O que estou escrevendo sobre as coisas da favela", respondeu a mulher. Nascia ali a amizade entre Audálio Dantas, o repórter, e Carolina de Jesus (1914-1977), a escritora. O tal livro a que ela se referia, escrito em mais de 20 cadernos encontrados nos lixões da cidade, era "Quarto de Despejo - ...

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    A Escrita Insubmissa das Mulheres Negras

    III MÓDULO – O Negro: Artes, Língua e Literatura UNIDADE IX por Ricardo Riso no Academia.edu Divulgação/UNIAFRO “A nossa escrevivência não pode ser lida como histórias para “ninar os da casa grande” e sim para incomodá-los em seus sonos injustos.” (CONCEIÇÃO EVARISTO) Começaremos com uma provocação: o que há hoje de mais interessante na literatura brasileira encontra-se na produção textual das mulheres negras. Vivenciamos na segunda década deste século XXI momento único de efervescência, tessitura, circulação e visibilidade da autoria feminina negra brasileira. Ainda que essa produção não apareça nos grandes meios literários, o que corresponde à representação das mulheres negras na sociedade brasileira, que, além de sofrerem os males do racismo (branco x negro) ainda enfrentam diariamente a opressão sexista e de gênero (homem negro x mulher negra), assim como a de classe, pois as mulheres negras estão, em sua maioria, nas camadas mais pobres de ...

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    Pesquisa revela perfil dos escritores e personagens da literatura brasileira contemporânea

    Estudo da Universidade de Brasília mostra que a maioria dos autores são homens e brancos, que moram no Rio de Janeiro e em São Paulo por Fábio Prikladnicki , do ZN Literatura e estatística são campos que raramente se cruzam. Quando o fazem, podem gerar polêmica.É o caso de uma pesquisa coordenada por Regina Dalcastagnè, da Universidade de Brasília (UnB), que pretende traçar um perfil dos escritores e dos personagens da literatura brasileira contemporânea. Os primeiros resultados foram divulgados em publicações acadêmicas, em 2005, com repercussão na imprensa. O debate foi renovado com o lançamento, em 2012, do livro Literatura Brasileira Contemporânea — Um Território Contestado(Editora Horizonte/Editora UERJ, 208 páginas, R$ 45), que disponibiliza os números da pesquisa. Foram lidos 258 romances, publicados de 1990 a 2004, pelas editoras Companhia das Letras, Record e Rocco. A pesquisa revelou que os autores, na maioria, são brancos (93,9%), homens (72,7%), moram no Rio de ...

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    Sinto falta de autores negros no Brasil, diz Ondjaki

    Aos 37 anos, o escritor angolano Ondjaki tem 19 livros publicados e mais de dez prêmios literários. Mas é preciso cuidar do ego, ele diz. De passagem pela Bahia, o autor integrou uma das mesas da Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira), no último sábado, 1º, ao lado do também escritor Dênisson Padilha Filho. Depois de atender a uma longa fila de autógrafos, ele conversou com nossa reportagem sobre a origem de seu pseudônimo, as razões que o trouxeram a viver no Brasil em 2008 e sua opinião sobre a chamada literatura negra. O autor também falou de tristeza e pessimismo, marcas de sua personalidade, e confessou: sente saudade de casa. Confira trechos. Por: Daniela Castro Qual é a parte menos bacana da sua rotina de escritor? Sinceramente, é o vício que se criou ultimamente de as pessoas registrarem a imagem. Eu não me dou bem com fotografias. Às vezes as ...

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    Há 10 anos morria o escritor mineiro Adão Ventura, autor de ‘A cor da pele’

    Escritor e professor de literatura terá o clássico A cor da pele e outros poemas negros relançado em formato digital Carlos Herculano Lopes Um dos maiores poetas brasileiros do século 20. Esta é a avaliação do escritor e editor Tião Nunes sobre Adão Ventura, mineiro nascido em 1939, em Santo Antônio do Itambé, autor do já clássico A cor da pele, importante conjunto de poemas sobre o tema da negritude e do racismo. Ao lado do romancista Jaime Prado Gouvêa e de Beth Guimarães, Tião vem cuidando do legado literário do escritor, que morreu há 10 anos de câncer, em Belo Horizonte, aos 65 anos.De acordo com Nunes, que em 2006, dois anos depois da morte do poeta, lançou a antologia Costura de nuvens, pela Editora Dubolsinho %u2013 no volume estão reunidos alguns dos melhores poemas de Adão Ventura %u2013, a ideia que deve se concretizar até o fim do ano é a publicação ...

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    AMANHÃ 19 julho Bate Papo Cadernos Negros

    A Representação Regional da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) em São Paulo convida para o BATE-PAPO sobre a publicação CADERNOS NEGROS VOLUME 36.A atividade é uma parceria entre a FCP e o grupo de escritores QUILOMBHOJE LITERATURA, e tem por objetivo colocar em debate o conteúdo da publicação que, nesta edição, destaca os contos afro-brasileiros.QUANDO? 19 julho, das 15h às 18hONDE? Auditório do MinC (junto à FUNARTE) - Alameda Nothmann, 1058 - Santa Cecília - São Paulo/SPINFORMAÇÕES: (11) 2766-4320 ou [email protected]   Fonte: Palmares São Paulo

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    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    A palavra herdada dos pais africanos

    Quatro volumes dedicados à literatura nacional afrodescendente e oito voltados para a história da África marcam uma nova etapa nos estudos dessa contribuição fundamental para a cultura brasileira por: Antonio Gonçalves Filho A África está na ponta da língua dos brasileiros. A partir de março, as escolas públicas do País passam a receber o primeiro material didático produzido aqui sobre a história do continente, atendendo a uma lei publicada em 2003, que determina o ensino da história e da cultura africanas aos estudantes. Esse material foi preparado pela Universidade Federal de São Carlos com base na coleção de oito volumes da História Geral da África, compilada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e agora lançada comercialmente pela Cortez Editora (leia na página ao lado). Simultaneamente, chega às livrarias outra coleção, Literatura e Afrodescendência no Brasil: Antologia Crítica, quatro volumes publicados pela editora da Universidade Federal de ...

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    Enquanto o tambor não chama

    Sergio Ballouk: Enquanto o tambor não chama: Autor lança seu primeiro livro individual de poesia

    Sergio Ballouk estará na terça-feira (dia 17 de maio), das 19h30 às 23h, na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), para um bate-papo com o público sobre o seu livro Enquanto o Tambor Não Chama, um dos projetos contemplados pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (PROAC), da Secretaria do Estado da Cultura – Ação Cultural de 2010. O evento contará com uma sessão de autógrafos, além de uma apresentação teatral com os atores Marco Xavier e Mafalda Pequenino (Turma do Gueto), Liah Jonnes (cantora e atriz) e Cosme Alves (músico). Direção de Helton Fesan. Em seu trabalho solo Sergio Ballouk, que reúne 51 poemas, nos mostra "uma obra carregada de combatividade, sem, contudo, deixar de contemplar o lirismo e a beleza que devem nortear textos poéticos", conforme texto de Sidney Oliveira. O conteúdo toca a musicalidade de várias temáticas: o amor, a família e a ancestralidade, ...

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    Premio_Valdeck_Almeida_de_Jesus_Poesia_2009

    Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de 2009 lança 133 poetas

    O livro "Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2009" é o resultado de um concurso realizado em 2009. Foram mais de 600 poetas inscritos e 133 selecionados para participarem da publicação. O livro será lançado durante a 21ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Pavilhão de Feiras do Anhembi. Dentre os poetas estão 27 baianos, além de portugueses e um americano. Valdeck Almeida acalentou a ideia do concurso desde seus 12 anos de idade, quando teve o primeiro contato com a poesia de Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos e os cordéis escritos por vários gênios da literatura popular nordestina. Há 32 anos Valdeck compõe poemas e se aventura pelo mundo dos contos e crônicas. O primeiro livro-filho de poesias, "Feitiço Contra o Feiticeiro", no entanto, só veio à luz após vinte anos de gestação. Foi parido, parto normal, e caminha até hoje por este ...

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    African_American_Dad_and_Child_Reading

    Crítica ao ostracismo do negro na literatura

    'A crítica nacional ignora o fato de que temos escritores negros e os relega ao completo ostracismo nos grandes meios literários do País' Ricardo Riso Lamentável! Foi o meu sentimento após a leitura da matéria “Negro: imagem e semelhança de quem” de Sônia Marta Coelho Pereira, inserida no caderno especial “A trajetória dos personagens negros, da África ao Brasil” da revista Conhecimento Prático: Literatura, nº 34 – janeiro/2011, páginas 27 a 38. É triste constatar que uma das raras revistas dedicadas à Literatura no mercado editorial brasileiro exclui a participação dos escritores negros no corpus literário nacional, orientação claramente seguida pela autora do artigo supracitado e que me remete ao que Roland Barthes definiu como “fascimo da língua”, pois a língua está “a serviço de um poder”. No caso, o poder da discriminação racial aos negros que norteia o pensamento brasileiro. A proposta do artigo é demonstrar a discriminação que ...

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    livro

    Livro de História e Cultura Afro-brasileira vence em 1º lugar o mais importante prêmio literário do Brasil

    História e Cultura Afro-brasileira Por Juliana Dias Entre os 21 livros que receberão o 52º Prêmio Jabuti, no dia 04 de novembro, em São Paulo, está Uma História da Cultura Afro-brasileira, dos autores Walter Fraga e Wlamyra R. de Albuquerque, que venceu em primeiro lugar, na categoria Didático e Paradidático. O livro aborda diversas referências sobre a história, a geografia e a cultura da África, sobre o tráfico de escravos e sobre suas condições de vida no Brasil. Em entrevista ao CORREIO NAGÔ, a Doutora em História Social pela Unicamp e professora adjunta da Universidade Estadual de Feira de Santana – BA, Wamyra R. de Albuquerque fala sobre a importância de ganhar o mais importante prêmio literário do Brasil e sobre o tipo de produção voltado para essa temática. Wlamyra R. de Albuquerque CN: Do que se trata o livro? WA: O livro trata da cultura afro-brasileira numa ...

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    Foto: João Cotta

    Lázaro Ramos conta detalhes sobre livro infantil que escreve há sete anos

    Lázaro Ramos finalmente irá lançar seu primeiro livro infantil, A Velha Sentada, que começou a escrever há sete anos. A Editora Uirapuru Projetos Educacionais E Tecnologia assinou contrato com o ator e anunciou a publicação da obra literária, que deve chegar em breve nas prateleiras das livrarias. Foto: João Cotta A Velha Sentada fará parte do Projeto Tela & Papel, que tem foco na melhoria da qualidade da educação brasileira. O livro conta a história de uma menina, muito desanimada, que ouve da vizinha que ela parece ter uma velha sentada na sua cabeça. Curiosa, a menina entra na própria cabeça para achar essa velhinha. Fonte: O Fuxico

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    Jamaica Brasileira – Edgard de Souza Silva

    ?...Assim começa a jornada de crianças em busca de um novo dia...? Edgard de Souza Silva (São Paulo, 09 de julho de 1983), desenhou em poesia tudo o que ficou gravado até hoje em seu espírito jovem. Aos dezoito anos, após a publicação do livro ?MEMÓRIAS DE UM ADOLESCENTE E SEUS IDEAIS?, tornou-se um dos mais jovens associados da União Brasileira de Escritores. Aos dezenove anos, transformou em prosa seus sonhos de liberdade, igualdade racial e justiça social através da obra ?JAMAICA BRASILEIRA". Sua prosa poética e envolvente, que tende a se manifestar como uma construção aberta e linear, ingressa na erudição, no humanismo e nos adjetivos. Edgard de Souza possui uma notável habilidade para escolhê-los ao questionar e desconstruir os mitos de superioridade e inferioridade existentes entre os vários grupos humanos. Atualmente, a obra "JAMAICA BRASILEIRA", é o único livro brasileiro sobre racismo, em poesia, catalogado na Biblioteca do Congresso ...

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    111 anos sem Cruz e Sousa

    Há 111 anos, em 15 de março de 1898, morria o poeta Cruz e Sousa, no estado de Minas Gerais para onde foi em busca de melhoria da saúde. Jornalista engajado nas questões políticas e literárias de seu tempo, ativista do movimento abolicionista no Brasil, nasceu a 1 de novembro de 1961 e morreu aos 37 anos. Na sua biografia consta o exercício de uma série de atividades como: redator de jornal, diretor do Jornal O Moleque, colaboração na Revista Ilustrada e nos Jornais Novidades, Folha Popular, O tempo e Cidade do Rio, arquivista da Central do Brasil, entre outras atividades, nenhuma das quais lhe garantiu recursos suficientes para uma vida equilibrada financeiramente. Esteve na Bahia em 1885 quando proferiu palestra intitulada "O Abolicionismo" - trecho da qual está publicada no volume de sua Obra Completa de 1995. De sua autoria, em vida, o poeta publicou apenas o livro em ...

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    Ufba cobra Cadernos Negros e Tenda dos Milagres é exigido pela Uneb

    Os Cadernos negros surgiram em São Paulo, em 1978, como uma publicação de periodicidade anual que reunia obras de escritores de vários estados brasileiros. Este ano, os Cadernos chegam à sua 30ª edição, sempre publicando poesia nos volumes ímpares e contos nos pares. A antologia cobrada no vestibular da Ufba - Cadernos Negros - Os melhores poemas - reúne 51 textos de 21 autores, publicados nas primeiras 19 edições dos Cadernos, de 1978 a 1997. "Essa literatura, denominada hoje de afrodescendente, pode ser definida como aquela de onde emerge uma consciência negra. O poeta enunciador assume a identidade negra, buscando recuperar as raízes da cultura afro-brasileira, protestando contra o racismo e o preconceito", define a professora de literatura Paula Barbosa do Colégio Sartre COC. Paula acrescenta que muitos dos autores parecem crer na capacidade da palavra em modificar a ordem social e a utilizam como instrumento de combate ao racismo ...

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    marioandrade01

    Mário de Andrade

    Mário de Andrade Mário Raul de Morais Andrade (São Paulo, 9 de outubro de 1893 - São Paulo, 25 de fevereiro de 1945) foi um poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo, professor universitário e ensaísta, considerado unanimidade nacional e reconhecido por críticos como o mais importante intelectual brasileiro do século XX. Notável polímata, Mário de Andrade liderou o movimento modernista Maylsonanico no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22, além de se envolver (de 1934 a 37) com a cultura nacional trabalhando como diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo. Mário nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole. Na cidade, estudou e também lecionou por muitos anos, desde cedo demonstrando sua paixão pela cidade. Durante seu tempo de vida, Mário criou vínculos fortes ...

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    Jônatas Conceição da Silva: Outros Palmares

    OUTROS PALMARES  Foi um dos objetivos da literatura negra brasileira, produzida a partir da década de setenta do século vinte, desconstruir o racismo instituído no Brasil e enraizado em todas as instâncias sociais do país. Esta desconstrução objetivava revelar uma versão da história de luta por liberdade ocorrida nos quilombos que foi ocultada, e reverter a imagem do negro "pai-joão- vagabundo preguiçoso- fedorento-inferior", mostrada na maior parte da literatura brasileira feita segundo os cânones racistas do século dezenove. A partir daquela década, os escritores negros do país começam a se conhecer, formar grupos, como o Quilombhoje, em São Paulo, Negrícia, no Rio de Janeiro, e GENS - Grupo de Escritores Negros de Salvador, e trocar experiências através de encontros nacionais. Outros palmares mostra, neste segundo volume de Outros sertões, três escritores afro-brasileiros que colocaram o seu talento a serviço, também, de desconstruir, via literatura, o racismo instituído no Brasil: o ...

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    Andrevruas [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

    Lima Barreto e a crítica (1900 a 1922) a conspiração de silêncio

    Por: Alice Áurea Penteado Martha Universidade Estadual de Maringá/Brasil A conspiração de silêncio O escritor em seu tempo O início do século XX no Brasil, no que se refere às tendências críticas e, notadamente, no período entre 1907 e 1922, pode ser observado como reflexo e mesmo continuidade das idéias positivistas, deterministas e cientificistas que dominaram o século anterior. Denominada por Carmelo Bonet (Bonet, 1969) de Pré-modernista, a crítica tem em José Veríssimo sua estrela maior que, com sua dupla face de Jânus, conforme estudo de João Alexandre Barbosa (Barbosa, 1974, p.161), pode ser visto através de um jogo entre o crítico, interessado sobretudo na avaliação e no julgamento das obras, e o historiador literário, que tenta unir o impressionismo crítico e o modelo naturalista, tendo entre essas duas tendências o crítico social e o político. O impasse crítico constatado na produção de Veríssimo, e presente no homem de seu tempo, ...

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    Lima Barreto, um Intelectual Negro na Avenida Central

    Autora: CELI SILVA GOMES DE FREITAS Filiação Institucional: UERJ Suas crônicas espelham esse desafio: um intelectual negro e ao mesmo tempo um homem de opinião. Valéria Lamego 1 O presente trabalho é parte de nossa dissertação de Mestrado, "Entre a Vila Quilombo e a Avenida Central: a dupla exterioridade em Lima Barreto", defendida e aprovada em 8/5/2003, sob orientação da Prof(a) Dr(a) Lená Medeiros de Menezes, no Programa de Pós-Graduação em História-IFCH/UERJ. Nosso objeto de estudo é a trajetória de deslocamentos de Afonso Henriques de Lima Barreto como ator do político, nas posições de intelectual e de negro. Na perspectiva teórico-metodológica, a comunicação situa-se no campo multidisciplinar que interliga a História Política - com incursões no campo biográfico - e a Análise do Discurso. Privilegiamos no corpus os artigos e as crônicas de Lima Barreto, publicados nos periódicos cariocas entre 1902 e 1922, acrescidos da correspondência ativa e passiva. O contexto da República ...

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