terça-feira, maio 11, 2021

Tag: Literatura

Joyce Fonseca

CONCEIÇÃO EVARISTO: Apesar das acontecências do banzo

Apesar das acontecências do banzo há de nos restar  a crença na precisão de viver e a  sapiente leitura das entre-falhas da linha-vida. Apesar de ... uma fé há de nos afiançar de que, mesmo estando nós entre rochas, não haverá pedra a nos entupir o caminho. Das acontecências do banzo a pesar sobre nós, há de nos aprumar a coragem. Murros em ponta de faca (valem) afiam os nossos desejos neutralizando o corte da lâmina. Das acontecências do banzo brotará em nós o abraço a vida e  seguiremos nossas rotas de sal e mel por entre salmos, Axés e aleluias. Conceição Evaristo Foto - Ainá Evaristo de Brito/Dezembro 2009

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Foto: Ângelo Duarte

Perturbadores do sono do mundo

Pra que serve mesmo a literatura? Vivemos num tempo repleto de relativismo, falsas verdades. De ideias fora do lugar. Ideias desafiadas pelo romance O PROFESSOR JOEL RUFINO dos Santos, autor de "Quem ama literatura não estuda literatura - Ensaios indisciplinados" A filosofia se debruçou sobre conceitos complexos como a verdade, a realidade, a felicidade, a vida e a morte. O Iluminismo prometeu liberdade, igualdade e fraternidade. Com a revolução industrial, os positivistas nutriam a felicidade. Receita: o desenvolvimento da ciência. A ciência e a técnica levariam o homem a uma nova dimensão. Bem, o que tem tudo isso a ver com literatura? Ou a arte do romance? Pra que serve mesmo a literatura? Para entreter a morte, postergá-la por "Mil e uma noites", isto é, por noites infinitas. Como estudar, afinal, a literatura? Essas questões e muitas outras são colocadas com propriedade no livro "Quem ama literatura não estuda literatura ...

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São Paulo: Especial Solano Trindade, o Poeta do Povo -Sesc Ipiranga

Dias 06/11 e 20/11 - Sexta-Feira Como parte das comemorações no Mês da Consciência Negra, uma programação que pretende aproximar o público da obra do poeta, dramaturgo e ator Solano Trindade. Como cidadão politizado, apontou problemas de desigualdade e injustiça na sociedade brasileira e tornou-se precursor no debate sobre o preconceito racial no país. Programação: Cantando Solano Trindade! Meu avô! SESC Ipiranga Dia(s) 06/11 Sexta, às 21h. O compositor e percussionista Vitor da Trindade apresenta novas composições, parcerias com seu avô, além de músicas de outros autores, sempre a partir de letras do grande poeta. O repertório mescla os ritmos dos orixás com levadas de reggae, funk, samba, bossa nova e outras tendências da música. Com Carlos Caçapava (vocais e percussão), Manoel Trindade (bateria), Beto Birger (baixo), Beba Zanettini (piano), Gabriel Levy (sanfona e voz), Vitor da Trindade (vocal, violão e percussão) e Maria Trindade (vocal). Convidado: MC Trindade. Teatro. ...

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Novo livro de Toni Morrison no dia 20 de Outubro

Fonte: Diário Digital - O novo livro de Toni Morrison, «A Dádiva, será lançado no dia 20 de Outubro pela Presença. A norte-americana foi a primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura, mais concretamente em 1993.   «A Dádiva», de Toni Morrison «Da autoria da primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1993), «A Dádiva» é um romance extraordinário que se passa na América do Norte de finais do século XVII. Profundas divisões sociais e religiosas, opressões e preconceitos exacerbados propiciam o cenário ideal para a implantação da escravatura e do ódio racial. Jacob Vaark é um comerciante anglo-holandês que apesar de se manter à parte do negócio dos escravos, que então dá os primeiros passos, acaba por aceitar uma menina negra, Florens, como pagamento de uma dívida de um fazendeiro de Maryland. Nesta parábola do nascimento traumático dos Estados ...

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Livro Africa e Brasil Africano

Resenha do livro: África e Brasil Africano para a sala de aula

Confira a resenha da autoria de José Alexandre da Silva sobre o livro África e Brasil africano, da historiadora Marina de Mello e Souza. Por José Alexandre da Silva Fonte: Africa em Nós   "África e Brasil Africano" é uma introdução à História da África, que tem a ver com o Brasil, escrita por Marina de Melo e Souza, professora de História da África da Universidade de São Paulo e estudiosa da cultura afro-brasileira. Num contexto em que a Lei 10.639 torna obrigatório o Ensino de História Africana e Afro-brasileira a obra ganha grande importância e vem ajudar a preencher uma lacuna no mercado editorial sobre o assunto. A presença, no processo editorial, do nome de Alberto da Costa e Silva, nosso mais respeitado estudioso de História da África, só vem trazer mais credibilidade à obra em discussão. Um livro que pode servir não apenas para professores e alunos ...

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Viriato da Cruz

Porto Amboim, Angola, 1928 - Pequim, China, 1973. Foi um dos mentores do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola (1948) e da revista Mensagem (1951-1952). Foi membro-fundador e secretário-geral do MPLA. Dissidente deste movimento, esteve exilado em Portugal e noutros países europeus, fixando-se posteriormente na China. Teve grande importância no desenvolvimento da literatura angolana, caracterizando-se a sua obra pelo apego a certos valores africanos, quer quanto à temática, quer quanto à forma. A sua produção está dispersa por publicações periódicas e representada em várias antologias, das quais uma - No Reino de Caliban - reúne a sua obra poética.Obra Poética: Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império.________________________________________ Mamã negra (canto da esperança)(À memória do poeta haitiano Jacques Roumain) Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça,Drama de carne e sangueQue a Vida escreveu com a pena dos séculos! Pela tua vozVozes vindas dos canaviais dos arrozais dos cafezais ...

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António Jacinto

António Jacinto(Golungo Alto,28 de Setembro de 1924 - 23 de Junho de 1991) António Jacinto do Amaral Martins, realizou seus estudos liceais em Luanda. Foi empregado de escritório e técnico de contabilidade.Destacou-se como poeta e contista da geração Mensagem e, como membro do Movimento de Novos Intelectuais de Angola. tendo colaborado com produções suas em diversas publicações nomeadamente "Notícias do Bloqueio", "Itinerário", "O Brado Africano" . Por questões políticas foi preso em 1960 sendo desterrado para Campo de do Tarrafal, em Cabo Verde, onde cumpriu pena até 1972, ano em que foi transferido para Lisboa sendo-lhe imposto o regime de liberdade condicional, por cinco anos. Em 1973 evadiu-se de Portugal e foi para Brazzaville, onde se juntou à guerrilha do MPLA. Após a independência de Angola foi co-fundador da União de Escritores Angolanos, e participou activamente na vida política e cultural angolana, sendo Ministro da Cultura de 1975 a 1978. ...

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Arlindo do Carmo Pires Barbeito

Biografia Arlindo do Carmo Pires Barbeitos, nasceu em Catete, Província de Icolo e Bengo, Angola, em 24 de Dezembro de 1940. Em 1961, foi obrigado a fugir de seu país por motivos políticos. Foi para a França, Bélgica, Suíça, Alemanha, onde cursou Antropologia e Sociologia na Universidade de Frankfurt. Doutorou-se em Etnologia e foi professor na Universidade Livre de Berlim Ocidental e na Universidade de Angola, país ao qual regressou em 1975. A sua poesia tem reminiscências da poética tradicional africana, de tradição oral, e das poesias chinesa e japonesa.   Obra Poética: Angola Angolê Angolema, 1975, Lisboa, Sá da Costa; Nzoji (Sonho), 1979, Lisboa, Sá da Costa; Fiapos de Sonho, 1990, Lisboa, Vega; Na Leveza do Luar Crescente, 1998, Lisboa, Editorial Caminho.________________________________________ Amanheceu/quem diriaamanheceuquem diriaque inda agora hoje era onteme que cacos ao longe não iam ser olhos de bichoquem diriaque patos-bravos mergulhando não eram jacarése que lagartos azuis ...

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Concurso Literatura para Todos

A realização do Concurso Literatura para Todos é uma das estratégias da Política de Leitura do Ministério da Educação, que procura democratizar o acesso à leitura, constituir um acervo bibliográfico literário específico para jovens, adultos e idosos recém alfabetizados e criar uma comunidade de leitores. Esse novo público é chamado de neoleitores. Do  MEC  Foto: SIRASTOCK VIA GETTY IMAGES O MEC publica e distribui as obras vencedoras às entidades parceiras do Programa Brasil Alfabetizado, às escolas públicas que oferecem a modalidade EJA, às universidades da Rede de Formação de Alfabetização de Jovens e Adultos, aos núcleos de EJA das Instituições de Ensino Superior e às unidades prisionais. Em 2009, em sua terceira edição, os candidatos concorrem nas categorias prosa (conto, novela ou crônica), poesia, texto de tradição oral (em prosa ou em verso), perfil biográfico e dramaturgia. Serão selecionadas duas obras das categorias: prosa, poesia e ...

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Joel Rufino fala da literatura nas escolas

Joel Rufino dos Santos é um dos nossos mais importantes escritores para crianças e adolescentes. Não por acaso, representa o Brasil no prêmio de 2006 do IBBY - HANS Christian Andersen, o Nobel da Literatura Infantil. Entrevista: Joel Rufino Mais Joel é muito mais do que isso, que já é muito. Atua como intelectual e professor incasável na discussão dos problemas sociais, educacionais e culturais brasileiro - se é que essas questões podem ser separadas. Com historiador, teve sua história nova no Brasil, escrito por Nelson Werneck Sodré, recolhida pela ditadura militar. Ele mesmo foi recolhido à prisão de 1973 a 1974, além de se ter exilado certo tempo no Chile. Arquivo em PDF Entrevista com Joel Rufino   Fonte: PresencaPedagogica

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Auta de Souza

Auta de Souza Auta de Souza (Macaíba, 12 de setembro de 1876 - Natal, 7 de fevereiro de 1901) foi uma poetisa brasileira da segunda geração romântica (ultrarromântica, byroniana ou Mal do Século), autora de Horto. Escrevia poemas românticos com alguma influência simbolista, e de alto valor estético. Segundo Luís da Câmara Cascudo, é "a maior poetisa mística do Brasil". Vida Filha de Elói Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina Rodrigues e irmã dos políticos norte-rio-grandenses Elói de Sousa e Henrique Castriciano. Ficou órfã aos três anos, com a morte de sua mãe por tuberculose, e no ano seguinte perdeu também o pai, pela mesma doença. Sua mãe morreu aos 27 anos e seu pai aos 38 anos. Durante a infância, foi criada por sua avó materna, Silvina Maria da Conceição de Paula Rodrigues, conhecida como Dindinha, em uma chácara no Recife, onde foi alfabetizada por ...

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CulturaAfroBrasileira

Curso de LITERATURA NEGRO-BRASILEIRA

LITERATURA NEGRO-BRASILEIRA Prof. Dr. Luiz Silva (Cuti) O surgimento da personagem, do autor e do leitor negros trouxe para a Literatura Brasileira, desde a época colonial, questões atinentes à sua própria formação, tais como a incorporação dos elementos culturais de origem africana enquanto temas e formas, traços de uma subjetividade coletiva a partir do sujeito étnico do discurso, mudanças de paradigma crítico-literário, noções classificatórias e conceituação das obras de poesia e ficção. Esses são os elementos do curso Literatura Negro-Brasileira ministrado pelo professor e escritor Luiz Silva, que assina seus trabalhos com o pseudônimo Cuti. Por meio de reflexões sobre intertextualidade, "eu" poético, relação história e literatura, metalinguagem, leitor/texto/autor, além da influência das ideologias, o curso tem como objetivo capacitar o aluno para: 1) Organizar conteúdos literários para atender aos pressupostos legais do ensino de Cultura Afro-Brasileira. 2) Identificar os traços predominantes do mencionado conteúdo. 3) Comparar os enfoques críticos ...

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Vida em dívida por Cuti

- Vais morrer, negrinho! - Não te fiz nada. TO pagando o cigarro, não tô? - Com o dinheiro que me roubaste ontem, malandro! Pensas que n~o sei? - Não fui eu. - Vais dizer gue foi a minha mãe, então? A hora que tu sal pra ver o incêndlo na casa da dona Rosane, estavas na esquina, não estavas? - Mas não roubei nada. - Já é a segunda vez que me aprontas, moleque! Vou mandar te dar um jeito, pode deixar ... Pois não, dona Maria? ... - e o comerciante passa a atender uma freguesa. Paulo Roberto pega o troco com as mãos tremulas. Um dos empregados da padaria olha e sorri, camuflando os dentes. O garoto abaixa os olhos e sai. Sente um frio por dentro, apesar do verão de 41 graus. Também o olhar do homem atrás da máquina registradora foi profundamente sinistro. Não era ...

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Tradição exemplar: Negroesia, de Cuti

Por Jônatas Conceição da Silva1 Acredito que a partir do momento que o negro resolve falar de sua realidade e identidade como negro, trazendo as marcas de sua história, mesmo dentro de uma língua portuguesa, ortodoxa, acadêmica, que seja, se ele conseguir fazer isso com arte e se essa literatura estiver sancionada por uma produção, ela existirá. A produção existe. É fato. Portanto, atestada pela produção, a literatura negra existe - Oswaldo de Camargo, in:  Portal Afro Jônatas Conceição, Professor, escritor e diretor do bloco afro Ilê Aiyê. Publicou Vozes Quilombolas - Uma Poética Brasileira (EDUFBA/Ilê Aiyê), 2005. E o leitor, ele existe? Creio não ser de bom alvitre começar uma resenha provocando. Por isso deixarei esta discussão para última parte do texto. Me cobrem.   Luiz Silva - Cuti é o escritor exemplar da minha geração, a que começa a se afirmar nos anos 1970. Lembro-me, é apenas um ...

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Lima Barreto: Imagem e Linguagem

Zélia Nolasco- Freire Google books     Sumário   Introdução   Capítulo I - O Escritor e seu tempo - A virada do séuclo XIX na Europa e no Brasil - A literatura brasileira na virada do século XIX - A crítica literária na virada do século XIX   Capítulo II - Encontros e Desencontros - Apresentação de Lima Barreto - Lima Barreto e a crítica literária - Lima Barreto e Machado de Assis - Lima Barreto e os Contemporâneos - Graça Aranha, Euclides da Cunha e Monteiro Lobato   Capítulo III- Lima Barreto: um erscritor moderno - Lima Barreto: a inovação pela linguagem - Lima Barreto, e os moderniostas.   Capítulo IV - A construção da figura do escritor - Lima Barreto: uma imagem - Recordsações do escrivão Isaías Caminha: a Linguagem   Leia o livro na íntegra: Imagem e Linguagem         Selo Universidade Lima Barreto- ...

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Lima Barreto, um Intelectual Negro na Avenida Central

Autora: CELI SILVA GOMES DE FREITAS Filiação Institucional: UERJ   }Suas crônicas espelham esse desafio: ser negro, intelectual e ao mesmo tempo um homem de opinião. Valéria Lamego 1 O presente trabalho é parte de nossa dissertação de Mestrado, "Entre a Vila Quilombo e a Avenida Central: a dupla exterioridade em Lima Barreto", defendida e aprovada em 8/5/2003, sob orientação da Prof(a) Dr(a) Lená Medeiros de Menezes, no Programa de Pós-Graduação em História-IFCH/UERJ. Nosso objeto de estudo é a trajetória de deslocamentos de Afonso Henriques de Lima Barreto como ator do político, nas posições de intelectual e de negro. Na perspectiva teórico-metodológica, a comunicação situa-se no campo multidisciplinar que interliga a História Política - com incursões no campo biográfico - e a Análise do Discurso. Privilegiamos no corpus os artigos e as crônicas de Lima Barreto, publicados nos periódicos cariocas entre 1902 e 1922, acrescidos da correspondência ativa e passiva. ...

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Os imigrantes nas crônicas de Lima Barreto: tensões e contribuições na cidade do Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX

Por: Celi Silva Gomes de Freitas* A imigração representa um dos temas de interesse para a pesquisa histórica que se debruça sobre os processos de transformação da sociedade brasileira nas primeiras décadas do século XX. Os imigrantes assumiram papéis diversos, fizeram história e se tornaram personagens de histórias relatadas em inúmeros artigos e crônicas, dos quais selecionamos alguns, escritos por Lima Barreto (1881-1922), para se constituírem em corpus documental de estudo da imigração na vida social brasileira, especialmente na carioca. Lima Barreto e seus interlocutores, como Antônio Noronha Santos, viveram quase todo o tempo na cidade do Rio de Janeiro, dela afastando-se muito pouco e, por conseguinte, mantendo com ela uma relação de profunda intimidade: "Aqui vivíamos enjaulados num sempiterno quadrilátero: avenida, Ouvidor, Uruguaiana, São José, de dia. Ao cair da tarde, o Largo de São Francisco, as petisqueiras. À noite, a Lapa." (SANTOS, 1961: 9). Estão postos na citação ...

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Passe racista do “Linha de passe”

Chegamos ao cinema cedo. Tivemos tempo para aquele docinho que após o almoço ninguém rejeita. Água para rebater e refrescar a consciência e aliviar seu peso. Bom lugar no centro da sala. Enquanto aguardávamos, cometendo nosso delitozinho açucarado, comentamos um penteado em cabelo crespo de uma mulher que entrara e fora sentar mais à frente. Era um penteado simples, porém realçava o rosto feminino. Umas tranças presas à frente e o restante do cabelo bem lua cheia, o que se chamou na década de 70 de "black-power", que de power teve pouca duração, pois logo retornou a febre dos alisantes e surgiu essa mania de raspar que, no Brasil, teve início com alguns jogadores de futebol complexados e se alastrou. O penteado da moça era mesmo uma obra de arte que fez minha parceira - uma das muitas (ainda poucas) que ousa não alisar nem fritar seu cabelo -, ficar ...

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