quarta-feira, agosto 5, 2020

    Tag: Luana Tolentino

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    Faço faxina, se eu trabalhar, como! Se eu não trabalhar, não como!

    A pandemia do coronavírus escancara as desigualdades existentes no Brasil, que infelizmente muitos insistem em não enxergar Por Luana Tolentino, da Carta Capital Luana Tolentino (Foto: Vera Godoy / Cartola) Mesmo depois de abolida a escravidão/ Negra é a mão/De quem faz a limpeza/Lavando a roupa encardida, esfregando o chão/Negra é a mão (Gilberto Gil) Chamar as mães quando os alunos cometem algum ato de indisciplina é uma prática recorrente entre nós, professores. Fiz questão de escrever mães no lugar de pais, pois elas são sempre culpabilizadas quando algo vai mal com os estudantes. É como se os homens também não fossem responsáveis pelas crianças e pelos adolescentes, evidenciando quão machista é a nossa sociedade. Há alguns anos, o Francisco*, na época matriculado no 9° ano, me tirou a paz. Além de não fazer as atividades, tumultuava a sala. Sempre que o repreendia, ele respondia de ...

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    Vera Godoy / Cartola - Agência de Conteúdo

    “Estudantes devem ser tratados como pessoas. Estamos fazendo isso?”

    Tratar como pessoa é reconhecer, é valorizar. É entender que temos indivíduos com os mais diferentes pontos de partida e de chegada Por LUANA TOLENTINO, da Carta Capital  Getty Images/iStockphoto Tenho boa memória. Sou capaz de narrar com riqueza de detalhes fatos que ocorreram na minha primeira infância. E é exatamente isso que farei agora. 1989. Havia pouco tempo que eu tinha ingressado na escola. Estava feliz, animada. Tudo era novidade: o uniforme vermelho, o tênis da mesma cor, a mochila nova que eu dividia com a Miriam, minha irmã. As aulas dela eram pela manhã. Quando chegava em casa, ela tirava os livros e os cadernos para que eu pudesse levar os meus à tarde. Os lápis, a borracha, o estojo também eram divididos com ela. Ao final das aulas, voltava para casa entusiasmada com os elogios da Roseane, minha professora. Gostava tanto de estudar ...

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    Vera Godoy / Cartola - Agência de Conteúdo

    Notícias da sala de aula: uma carta para a minha irmã

    "Aprendi com a Bell Hooks que apenas a força de vontade de nós professores não é suficiente para fazer da sala de aula uma comunidade de aprendizado entusiasmada" Por LUANA TOLENTINO, da Carta Educação  “Deixemos de coisa, cuidemos da vida Pois senão chega a morte Ou coisa parecida E nos arrasta, moço Sem ter visto a vida…” Conhecida como “a professora que dá aula de um jeito diferente”, Luana Tolentino acredita que a educação precisa ser um trampolim na vida dos alunosFoto: Vera Godoy / Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Belo Horizonte, 27 de agosto de 2018 Oi, Miriam! Já se vão cinco anos desde aquele 9 de julho de 2013. Muita coisa está do mesmo jeito que você deixou. O relógio da sala continua parado. A impressora permanece sem tinta. A organização da cozinha também é a mesma. Nunca mais ...

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    ‘Você faz faxina?’ Perguntou uma mulher, e a resposta foi: “Não. Faço mestrado”

    A historiadora e professora Luana Tolentino, de 33 anos, foi mais uma vítima do preconceito racial. Na última terça-feira, ela seguia para o trabalho, em Belo Horizonte, Minas Gerais, por volta das 6h30, quando foi surpreendida por uma mulher e uma pergunta: "Você faz faxina?". Espantada com a abordagem, Luana respondeu: "Não. Faço mestrado. Sou professora". Com a resposta, a mulher, que a historiadora jamais tinha visto, seguiu adiante. por Gabriela Viana no Extra - Primeiro eu tive um impacto, mas infelizmente é algo recorrente. É como se fosse um soco no estômago e você perde o ar, sabe? Mas aí, como a gente passa por um longo processo de afirmação, eu consegui responder. Ela não respondeu mais e ficou impactada pela minha resposta. Ela foi andando pra trás e ficou me olhando e eu segui. A linguagem corporal dela disse muito. Acho que o constrangimento dela impediu que ela dissesse ...

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    Questionada se “faz faxina”, historiadora negra responde: “Não. Faço mestrado. Sou professora”

    Em contundente relato, a historiadora Luana Tolentino, que já foi babá e empregada doméstica e que recebeu a Medalha da Inconfidência de 2016, contou essa e outras experiências que passou ao longo de sua vida por conta do racismo institucional enraizado em nosso país. “No imaginário social está arraigada a ideia de que nós negros devemos ocupar somente funções de baixa remuneração e que exigem pouca escolaridade”. Leia a íntegra e se emocione Por Luana Tolentino, em seu Facebook Na Revista Fórum Hoje uma senhora me parou na rua e perguntou se eu fazia faxina. Altiva e segura, respondi: – Não. Faço mestrado. Sou professora. Da boca dela não ouvi mais nenhuma palavra. Acho que a incredulidade e o constrangimento impediram que ela dissesse qualquer coisa. Não me senti ofendida com a pergunta. Durante uma passagem da minha vida arrumei casas, lavei banheiros e limpei quintais. Foi com o dinheiro que ...

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    Luana Tolentino: “Maria é vítima da nossa justiça, que também é machista, sexista e misógina; Apoiem Maria”

    Provavelmente vários leitores do Viomundo estão acompanhando a campanha Apoie Maria, criada por Gerson Carneiro para ajudar uma pessoa muito querida. por Conceição Lemesm do Viomundo  Como ela não pode aparecer por questões judiciais, pessoas públicas que a conhecem estão se juntando à campanha, para darem a sua voz a ela e ajudá-la a vencer esta dura batalha. A primeira a falar foi a jornalista Lúcia Rodrigues. Depois, a também jornalista Heloisa Villela, correspondente em Nova York (EUA). Agora, é Luana Tolentino, professora e historiadora, ativista dos movimentos negro e feminista, que denuncia: A Maria está sendo vítima da nossa justiça, que infelizmente também é uma justiça machista, sexista e misógina. Luana faz um apelo: Ainda falta um valor considerável da quantia que precisa ser arrecadada para Maria saia vitoriosa dessa batalha tão dura, injusta, cruel.                         Mas, juntos nós podemos colaborar para que a Maria coloque fim nessa travessia. Assista ao vídeo. De ...

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    Uma carta para Pepe Mujica – Por Luana Tolentino

    Belo Horizonte, 15 de dezembro de 2016 Querido Pepe Mujica! Espero que estejas bem! No  O Beltrano Escrevo impactada pelo cenário de horror que toma conta do meu país desde que Dilma Rousseff, presidenta eleita com 54 milhões de votos, foi destituída do cargo. Como o senhor já deve saber, na tarde de terça-feira, 13 de novembro, o Senado Federal aprovou a PEC 55, a Proposta de Emenda Constitucional que nós brasileiros apelidamos de PEC da Morte. Figuras abjetas, sem ética, sem moral, sem qualquer compromisso com o povo, como Aécio Neves, Cristovam Buarque, Aloysio Nunes, Marta Suplicy e tantos outros, decidiram que nos próximos vinte anos não haverá investimentos nas áreas da Saúde e da Educação, o que significa o sepultamento de qualquer possibilidade do Brasil ser um país decente e igualitário. Como o senhor disse, “os que comem bem e tem boas casas, acham que se gasta demais ...

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    Vera Godoy / Cartola - Agência de Conteúdo

    Luana Tolentino: Contra o fascismo da “Escola sem partido”, nasce a “Frente dxs Plurais”

    Na noite de ontem, 11 de maio de 2016, participei da primeira reunião da “Frente dxs Plurais”, iniciativa organizada pela professora da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte, Patrícia Santana. Por Luana Tolentino, especial para o Viomundo A Frente nasceu com o objetivo de impedir a aprovação do Projeto de Lei 1911/16, capitaneado pelo vereador Sergio Fernando, do PV. Caso seja aprovada na Câmara, será implementada nas instituições públicas de ensino da capital mineira a “Escola sem Partido”, aberração política de cunho fascista. No texto do PL, lê-se: Art. 2. – É vedado ao professor, no exercício de suas funções, a prática de doutrinação política ou ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades de cunho religioso ou moral que possam estar em conflito com as convicções dos pais ou responsáveis pelos estudantes. Enquanto a democracia era dilapidada no Senado Federal, no Sindicato de Professores de BH, nós ...

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    Luana Tolentino recebe medalha em Minas e diz “sou prova de um novo brasil”

    Rodeada de amigos, familiares e admiradores querendo tirar um foto, Luana Tolentino era hoje (21) uma estrela ao fim da 65ª solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, a maior honraria concedida por Minas Gerais. Atendia a todos com um sorriso no rosto e muita atenção. Mas seu olhar denunciava estar dividida entre o carinho dos que ali estavam e alguma preocupação. "Meus pais estavam logo ali, não os vejo. Eles não estão acostumados com um evento assim", confessou. Por Léo Rodrigues Do Agência Brasil  A busca durou mais algum tempo, até que uma funcionária do cerimonial do governo lhe deu o recado. Os pais já haviam embarcado no carro do evento com destino ao local do almoço. Finalmente tranquila, o sorriso ganhou ainda mais espaço no rosto. Era a alegria de alguém que chegou lá. Luana Tolentino trabalhou dos 13 aos 18 anos como empregada doméstica. Hoje, professora de História, ...

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    O que você gostaria que sua professora soubesse?

    Não foi a primeira vez, e nem a última, que a professora de História de Belo Horizonte, Luana Tolentino, começou sua aula com uma frase inusitada para seus alunos: “O que você gostaria que eu, sua professora, soubesse sobre você?”. Por Ana Luiza Basílio,  no Educação Integral  Mais recentemente, a indagação foi dirigida a uma turma de cerca de 30 alunos do 6º ano do ensino fundamental. Foi a segunda vez que Luana aplicou a atividade. A primeira, em 2015, foi logo após ela ler uma reportagem sobre as práticas educativas de uma professora da cidade de Denver, no estado norte-americano de Colorado. Em ambas as ocasiões, Luana notou o imediato interesse pela atividade. “Fui acolhida pelo encantamento e curiosidade delas”, relembra. A ideia é que os relatos entregues virem uma espécie de segredo entre ela e cada um dos estudantes. O processo é bastante espontâneo e a professora costuma fazer apenas ...

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    Luana Tolentino diz NÃO a Luciano Huck: “Usou o Caldeirão para oferecer brasileiras aos gringos, como mercadoria”

    Hoje à tarde fui surpreendida com um telefonema da produção do Caldeirão do Huck. Em março, o programa fará uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Segundo a produtora do programa “sou uma mulher inspiradora”. Por isso eles acharam que o Luciano Huck deveria me entrevistar. Do Viomundo  Não aceitei. Minha decisão não se deu pelo fato do Caldeirão do Huck fazer parte da programação da Rede Globo, emissora pela qual tenho uma infinidade de críticas e há muito tempo não assisto. Longe disso. Não aceitei porque não me agrada a espetacularização que é feita com a vida das pessoas que tem uma “história de superação”. Não aceitei porque não vou me prestar ao papel de reforçar o discurso da meritocracia, que discordo e combato com veemência. — Luana, você é a prova de que quando as pessoas realmente querem, elas conseguem! — Foi o que a produtora ...

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    Sobre a Miriam, Guimarães Rosa e o Brasil que muda lentamente

    Se estivesse entre nós, hoje a Miriam, minha irmã, completaria 35 anos. Não tem sido fácil conviver com a ausência física de quem se faz presente o tempo todo, mas a convicção de que em algum momento voltaremos a partilhar a vida me anima e revigora. Enquanto isso não acontece, me alimento das lembranças que ela deixou: nossas incontáveis idas ao Mineirão para ver o time do Galo jogar, os almoços especiais de domingo, a generosidade sem tamanho, e a maior lição de todas: o câncer, ou qualquer outra doença, podem trazer grandes aprendizados. Para aqueles que são vitimados, e também para os que estão em volta. Por mais dolorosos que sejam, esses processos que fazem parte da nossa existência podem ser encarados com coragem, resiliência, e até com um sorriso. Foi exatamente isso que a Miriam fez. Mexendo em alguns objetos que eram dela, encontrei Os cem melhores contos ...

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    Gritaram-me macaca

    Na última semana de outubro, as redes sociais foram tomadas pela campanha “Primeiro Assédio”, na qual mulheres de todo o Brasil relataram situações em que sofreram assédio masculino ou, em casos mais graves, foram vítimas de estupro. Organizada pelo Grupo feminista Think Olga, a mobilização foi uma resposta às mensagens de teor sexual dirigidas a Valentina, garota de 12 anos participante do programa MasterChef Junior, da Bandeirantes. Enviado por Luana Tolentino via Guest Post para o Portal Geledés  Apesar de apoiar e considerar a manifestação de grande importância, principalmente num momento de crescimento vertiginoso de casos de violências contra as mulheres e de pautas que tentam confiscar os nossos direitos, ao contrário de muitas amigas, não me senti à vontade em participar do movimento. Enquanto lia as postagens, me identificava com alguns casos que eram expostos, porém, de forma mais intensa, lembrava das diversas ocasiões em que fui alvo do racismo e nas fraturas que esses acontecimentos trouxeram para a minha vida. ...

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    Ex-faxineira, professora de História inova na rede pública

    Chamada de "professora que dá aula de um jeito diferente", Luana Tolentino promove intercâmbio com outros estudantes e encoraja seus alunos Do Terra  Conhecida como “a professora que dá aula de um jeito diferente”, Luana Tolentino acredita que a educação precisa ser um trampolim na vida dos alunosFoto: Vera Godoy / Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Uma casa simples, na periferia de Belo Horizonte, sem muros e com um quintal cheio de animais, como cachorro, gato, coelho, tartaruga, galinha, pato e codorna. Era onde todas as crianças da rua gostavam de brincar. E foi onde Luana Tolentino cresceu. No passado da hoje professora, pesquisadora, feminista e ativista do movimento negro, há histórias doloridas, mas de superação e conquista. Os pais, Nicolau e Nelita, tiveram quatro filhos: Luana, Camila (irmã gêmea de Luana), Dennis e Miriam. Camila faleceu devido a um problema ...

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    Luana Tolentino: É preciso ouvir as alunas e os alunos!

    No intuito de conhecer melhor os alunos, uma professora norte-americana pediu que eles respondessem o que gostariam que ela soubesse. O resultado deste trabalho foi divulgado na edição de 17 de abril do jornal O Globo. Por  Luana Tolentino via Guest Post para o Portal Geledés Há alguns dias, realizei a mesma experiência com alunos do 7º ano (11/12 anos), na escola em que trabalho, localizada em um dos municípios mais pobres da região metropolitana de Belo Horizonte/MG. As respostas reforçaram a minha crença de que é necessário re-pensar a escola e propor algo que vá além do modelo homogeneizante vigente, que desconsidera os saberes, as habilidades e a trajetória de cada estudante. Tomando de empréstimo as palavras da intelectual e ativista negra norte-americana Bell Hooks, é necessário estar atento ao valor de cada voz individual. Ouvi-los é um exercício de reconhecimento, imprescindível na construção do saber. Essa mudança somente será possível quando nós professores e toda comunidade escolar tivermos consciência de que mesmo com as ...

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    Luana Tolentino – professora e historiadora

    Mulheres ousaram escrever, editar e publicar jornais exigindo sua emancipação desde o século XIX, mas as mulheres negras estiveram sub-representada neste processo Do Jornal Mulier Mulier – Luana, por favor, fale um pouco sobre você, suas origens e formação. Luana – Entre 13 e 18 anos de idade, fui babá, faxineira e empregada doméstica. Sou historiadora por formação. O desejo de cursar a faculdade de História veio após encontrar “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Hollanda, na biblioteca da escola em que estudei. Embora fosse uma escola pública, a biblioteca era excelente. Ao ler a introdução do livro, pensei: é isso que eu quero ser! Quanto a ser professora, não considero uma escolha.  Atribuo ao destino: aos 10 anos alfabetizei uma criança. Tentei fugir, trapacear, sem sucesso. Hoje leciono para turmas do ensino médio e fundamental. Sou apaixonada pelo o que faço, apesar de todos os problemas e desafios da ...

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    Luana Tolentino: Caso de Domingas ilustra bem a oposição às cotas

    Domingas Mendes teve seu ingresso negada pela UFRGS, mas Justiça determinou matrícula imediata por Luana Tolentino, especial para o Viomundo Na semana passada, a Justiça Federal determinou a matrícula imediata de Domingas Mendes, 27 anos, estudante de Guiné-Bissau aprovada no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul pelo sistema de cotas. Domingas teve seu ingresso negado no curso de Serviço Social da UFRGS, sob a alegação de que não havia concluído os estudos em uma escola pública brasileira. Segundo Roger Raupp Rios, juiz responsável pelo caso, a legislação nacional não exclui candidatos estrangeiros, nem diferencia o local de origem do estabelecimento escolar onde foi cursado o ensino médio ou equivalente. O episódio envolvendo a aluna africana é apenas mais um exemplo da oposição que as ações afirmativas enfrentam no país.  Como vem alertando o antropólogo Kabengele Munanga, toda e qualquer iniciativa em benefício da população negra encontrará resistência no ...

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    Tamires: a menina que queria ser negra

    Por: Luana TolentinoPara quem acredita em destino, o meu se mostrou cedo demais. Aos dez anos alfabetizei a pequena Bárbara, que na época tinha cinco. É bem verdade que tentei fugir, trapacear o que a vida havia reservado para mim. Até prestar o vestibular, jamais admiti que me tornaria professora. Por outro lado, nunca consegui pensar em qualquer outra profissão. O resultado não poderia ter sido outro: há cinco anos dou aulas de História para turmas do ensino fundamental e médio.Acho que tenho mais habilidade com os maiores. Lidar com os conflitos típicos de alunos e alunas na faixa etária entre 11 e 13 anos, demanda muita energia. Em 2012, depois de ministrar aulas somente para estudantes do ensino médio, assumi algumas turmas da 6ª série, já no último bimestre. Durante esse período, levei para sala de aula um projeto sobre Gênero e Raça, fruto do meu desejo “pela criação de um mundo de conhecimentos recíprocos”, além ...

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    Luana Tolentino: Pelo fim das revistas vexatórias

    No domingo passado, a caminho da casa da minha avó, passei em frente a Penitenciária Dutra Ladeira, localizada no município de Ribeirão das Neves/MG. Sob o sol do meio-dia, uma imensa fila de mulheres – jovens e idosas -, e algumas crianças aguardavam o momento de entrar em mais um dia de visita. Muitas estavam lá desde às cinco da manhã. por Luana Tolentino, especial para o Viomundo Outra fila se formava nas imediações da Dutra. De ônibus e carros. Motoristas diminuíam a velocidade gradativamente para verem de perto as mulheres que, cheias de sacolas nas mãos, contornavam o muro do presídio. Pareciam estar diante de um verdadeiro zoológico humano, tal qual ocorria na Europa no final do século XIX. Sem qualquer tipo de proteção, a elas eram dirigidos olhares carregados de fetichismo, desprezo e escárnio. Se do lado de fora a espera é longa, do lado de dentro da penitenciária, mulheres ...

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    Luana Tolentino: O dia em que decidi não ser a mucama da sinhazinha

      Em homenagem ao dia do Trabalhador Doméstico, comemorado no último dia 27 de abril, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) assistiu à sessão realizada, nessa terça-feira 29, na Câmara vestida de doméstica, função que já exerceu. por Luana Tolentino*, especial para o Viomundo A meu ver, não há no Brasil outra profissão que guarde tantos traços do período escravocrata. Mesmo com a aprovação da emenda Constitucional que ampliou os direitos trabalhistas da categoria no ano passado, muitas são as mulheres que ainda são exploradas e violentadas em lares de todo o Brasil. E, motivada pelo ato de Benedita, decidi também homenageá-las e, mesmo que timidamente, fortalecer a luta por direitos em benefício das empregadas, babás, faxineira e diaristas desse país. O relato que se segue faz parte de um período doloroso da minha vida. Assim como Benedita e tantas outras meninas e mulheres negras, entre os 13 e ...

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