Tag: Márcia Tiburi

Como encontrar pessoas dentro de casa

Um singelo experimento filosófico de devolucão das pessoas a elas mesmas Por Marcia Tiburi, na Revista Cult Quero sugerir uma estratégia bem simples para encontrar pessoas. Talvez esse experimento possa ser expandido. Mas em princípio, é um pré-projeto, um conjunto de apontametos iniciais, que pode ser usado com o objetivo de encontrar pessoas dentro de casa. Pensei em desenvolvê-lo tendo em vista que, desde a invenção dos aparelhos, da máquina de fotografar ao celular, passando pela televisão e pelo computador e do sempre crescente incremento das tecnologias, temos preferido as máquinas às pessoas e não conseguimos conversar com as pessoas com quem vivemos. Há muitos motivos para isso. Neste momento vou apenas sugerir o experimento que poderá ser avaliado por quem quiser como útil ou inútil. O proponente do experimento aguarda críticas e sugestões. Primeiro passo: abordar as pessoas que estão na sala Nesse momento, uma ou mais pessoas estão na ...

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Mulher com a Palavra promoverá segunda edição com a filósofa e escritora Marcia Tiburi

A Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) e a Maré Produções Culturais realizarão a segunda edição do projeto “Mulher com a Palavra – Mulheres, Poder e Resistências Culturais”, trazendo a filósofa e escritora Marcia Tiburi, no dia 31 de maio, no Teatro Castro Alves. Enviado para o Portal Geledés A convidada tratará do tema "Papéis femininos e possíveis maternidades", apontando uma perspectiva de emancipação e conscientização da mulher, e contará com as contribuições da Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia, Olívia Santana. Esta edição terá ainda a participação e mediação de Tereza Cruvinel, colunista do Portal Brasil 247 e uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País. A filósofa e escritora, Marcia Tiburi, compartilhará suas reflexões apontadas em suas obras e perfis em redes sociais, bem como, questões pungentes como os direitos das mulheres e novas percepções sobre maternidade, direitos sexuais e reprodutivos, assédio, estupro e outros pontos que envolvem hegemonia e gênero. A ...

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Feminismo é ideologia?

Ideologia é igual a mau-hálito: quem tem muitas vezes não sabe Por Joanna Burigo Do Crata Capital  O nível do debate é raso, e suas táticas, pueris. As feministas dizem que as mulheres não são obrigadas a ser dona de casa? Acusam-nos de obrigar outras mulheres a trabalhar fora Dizem que ideologia é igual a mau-hálito: quem tem muitas vezes não sabe. Se o feminismo é uma ideologia, estariam as feministas cientes do próprio bafo?‬‬ Para Márcia Tiburi o feminismo não é uma ideologia, mas uma proposição dialética em que a diversidade é preservada e defendida, bem como um projeto filosófico que coloca em xeque a lógica da dominação. Segundo Tiburi, o feminismo é “uma teoria prática que surge das condições concretas das relações humanas, enquanto essas relações são baseadas em relações de linguagem, que são relações de poder”. O feminismo critica a sociedade patriarcal, e a feminista é alguém que pensa ...

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Dilma sofre “estupro político”, diz filósofa

A filósofa e escritora Márcia Tiburi afirmou o que defensores do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) estão fazendo um "estupro político" com a  petista. Segundo Tiburi, no contexto atual, defender a democracia é defender a presidenta; “Dilma, muito nos orgulha o seu lugar de representante de todas as mulheres”; sua fala foi interrompida por gritos ‘Fora Cunha’ e outras palavras de ordem defendendo que Dilma fique e Cunha vá (embora) Do Brasil247 A filósofa e escritora Márcia Tiburi afirmou o que defensores do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) estão fazendo um "estupro político" com a  petista. Segundo Tiburi, no contexto atual, defender a democracia é defender a presidenta. “Dilma, muito nos orgulha o seu lugar de representante de todas as mulheres”. Sua fala foi interrompida por gritos ‘Fora Cunha’ e outras palavras de ordem defendendo que Dilma fique e Cunha vá (embora). O presidente da Câmara ...

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Por uma política nova e feminista

A filósofa Marcia Tiburi reflete sobre a presença e a representação feminina em esferas governamentais Por JOYCE ATHIÊ, do O Tempo  Trazendo para si a pergunta do filósofo francês Roland Barthes – “Por que não falar a língua de todo mundo?” –, Marcia Tiburi demonstra ponderação e disposição para a conversa que realiza hoje no Sesc Palladium. Ao pensar em um público amplo que, por vezes, apresenta dificuldade de entender o que de fato venha a ser o feminismo, ela se propõe a um encontro pautado pelo diálogo e por uma explanação histórica que contribua para esclarecer um ponto crucial: as narrativas anti-feministas são irmãs do patriarcado. “Quero elucidar características históricas para que as pessoas possam se relacionar com o conceito de forma mais esclarecida, para além da esfera do senso comum, e dialogar sobre esses temas sem cair nas armadilhas da manutenção de discursos machistas”, afirma. Ao abordar o que ...

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Vamos conversar sobre gênero?

Teoria, ideologia e a urgente necessidade de pensar contra a má fé Por Marcia Tiburi, da Revista Cult O teólogo André Musskopf defende que os fundamentalistas têm ajudado o feminismo e os movimentos pela diversidade sexual e de gênero. Em artigo (que pode ser lido na íntegra aqui:http://andremusskopf.blogspot.com.br/2016/02/sobre-como-fundamentalistas-tem-ajudado.html), ele defende que “talvez o mais surpreendente seja que aqueles e aquelas que não queriam falar sobre o assunto de repente se veem obrigadas e obrigados a estudar e conhecer – e até falar sobre ele”. De fato, a gritaria de alguns pastores evangélicos, deputados e vereadores homofóbicos tem esse outro lado, um efeito inesperado de colocar a questão em pauta, de levar muita gente a repensar o modo como a questão de gênero afeta suas vidas cotidianas. A vida e a sociedade são dialéticas, digamos assim, tudo pode ter dois lados, e o olhar otimista ajuda todos os que sobrevivem a seguir ...

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Marcia Tiburi: novo trabalho sugere o diálogo como ferramenta democrática para evitar uma radicalização dos discursos

O desafio de reconhecer o outro

Filósofa e cronista destes tempos de intolerância, a professora e escritora Marcia Tiburi reflete sobre o cotidiano e propõe o diálogo como chave-mestra Por Henrique Araújo, do O Povo  Em um ano marcado por atitudes em cuja origem está a negação do outro como possibilidade de discurso,"Como conversar com um fascista" propõe, um pouco em tom de galhofa, o impensável: desfazer-se provisoriamente das diferenças a fim de estabelecer contato com esse lado intransigente. Levada ao pé da letra, a ideia parece fadada ao fracasso. Para a filósofa Marcia Tiburi, 45 anos, porém, o exercício de enxergar-se na hipotética situação de dialogar com esse fascista é uma condição primeira na busca por resolver impasses que levaram a sociedade brasileira a produzir cenas como a que viveu o artista Chico Buarque no final de 2015. Para a escritora, o episódio é sintomático destes tempos de inviabilidade do que temos de mais básico: a ...

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Filósofa Márcia Tiburi diz que ‘o feminismo tem muito a ensinar à política’ e ensina a conversar com um fascista (VÍDEO)

A filósofa, professora e artista plástica gaúcha Márcia Tiburi acredita que o feminismo tem muito a ensinar à sociedade no Brasil. Esse foi um dos pontos abordados por ela em entrevista ao programa Espaço Público, da TV Brasil. De acordo com ela, é preciso compreender que o feminismo não se trata de privilégios, mas sim a ‘grande desconstrução epistemológica’ dos preceitos que imperam na sociedade brasileira. Por Thiago de Araújo, do Brasil Post “A gente precisa do feminismo. O feminismo tem muita coisa pra ensinar à política, à sociedade”, disse Márcia ao falar do seu coletivo, a PartidA. “A PartidA é o meu movimento que funciona como partido, está sendo construído por muita gente. Assim, acho que o que tive de contribuição é que dei uma ideia e causei uma provocação, que é o que os filósofos podem fazer na nossa cultura, e muita gente resolveu inventar esse negócio. É um movimento ...

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Novo livro de Marcia Tiburi, Feminismo em Comum, da editora Record. Foto Simone Marinho.

Morte da educação – a política anti-educacional e o futuro das crianças

Ninguém seria capaz de negar a importância dos livros e da leitura na vida de cada pessoa. Isso implicaria negar a importância da educação. Ao mesmo tempo, poucos realmente se preocupam com o evidente desaparecimento dos livros na vida cotidiana. Poucos realmente se preocupam com o declínio da educação. Por Marcia Tiburi, da Revista Cut Foto: SIMONE MARINHO A diminuição da leitura é realmente preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação das pessoas. O descaso com a educação tornou-se violência simples que qualquer um pratica. Em nossa época a leitura diminui vertiginosamente (pelo menos é o que percebo como professora e escritora) enquanto, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Nesse contexto, não bastasse o descaso com a leitura, vemos o descaso com a educação assumir uma forma aviltante. Em um gesto de violência evidente, o governador do estado ...

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‘Que homem conseguiria realmente ser feminista?’ Márcia Tiburi

Em um cenário político onde o fascismo domina as estruturas sociais, a artista plástica, escritora e filósofa Márcia Tiburi nos desafia ao diálogo e torna a filosofia mais uma vez acessível - uma das maiores características de sua obra: "O diálogo é o cerne da filosofia. Não há filosofia sem diálogo. Se morre o diálogo, morre a filosofia, como pensamento que busca o conhecimento, busca que só acontece com o outro enquanto posição de diferença. Ao mesmo tempo, a tarefa história da filosofia é, a meu ver, colocar o diálogo dentro da sociedade". Por Alisson Prando Do Disco Punisher  Depois de lançar 'Filosofia Prática' pela Editora Record, livro onde ela discursava sobre como todas as nossas práticas foram e são teorizadas, além de oferecer reflexões sobre ética, a era digital e as redes sociais, agora Márcia Tiburi dispõe às prateleiras 'Como Conversar com um Fascista?'. Com prefácio de Jean Wyllys, nesse ...

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Conversar com um fascista: um desafio

Em Adorno, a ignorância, a ausência de reflexão, a identificação de inimigos imaginários, a transformação dos acusadores em julgadores (e vice-versa) e a manipulação do discurso religioso são, dentre outros sintomas, apontados como típicos do pensamento autoritário. Por Rubens Casara, do Justificando  Pensem, agora, na naturalização com que direitos fundamentais são afastados e violados no Brasil, na crença no uso da força (e do sistema penal) para resolver os mais variados problemas sociais, na demonização de um partido político (que, apesar de vários erros, e ao contrário de outros partidos apontados como “democráticos”, não aderiu aos projetos a seguir descritos), no prestígio novamente atribuído aos “juízes-inquisidores”, nos recentes linchamentos (inclusive virtuais), no número tanto de pessoas mortas por ação da polícia quanto de policiais mortos e nos projetos legislativos que: a) relativizam a presunção de inocência; b) ampliam as hipóteses de “prisão em flagrante” em evidente violação aos limites semânticos da ...

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Teoria que não se diz teoria

A separação entre teoria e prática é um histórico problema filosófico. Em diversos contextos, a prática é supervalorizada enquanto a teoria é diminuída. A prática é tida como urgente, e a teoria colocada como uma inutilidade, como perda de tempo. A supervalorização da prática serve ao mundo da produtividade capitalista que precisa achatar a importância da teoria e com isso qualquer coisa que diga respeito ao pensamento. Por Marcia Tiburi,  no Revista Cult A separação entre teoria e prática serve para ajustar o imaginário coletivo. Há teorias por trás de todas as ações práticas, mas isso não deve ser revelado. E há teorias por trás das “inações” de uma sociedade acomodada que, por mais que possam parecer nada práticas, são muito, mas muito práticas.

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Educação para o machismo

Para Maria Luiza, Milena, Geórgia, Teodora e Maria Clara que sabem que a luta contra o preconceito sexista recém começou. Por Marcia Tiburi, do Revista Cult  Tenho ouvido várias histórias de garotas em idade escolar relatando o mesmo fato. Parece ter se tornado uma tendência generalizada a proibição do uso de certas peças de roupa nas escolas: shorts, minissaias, bermudas curtas e tudo o que possa “evidenciar” o corpo das meninas. As jovens andam estarrecidas e se questionam sobre o absurdo dessas decisões. Várias vezes querem “manifestar”. Já perceberam o poder do ativismo. Pensam em “manifestar”, pois sua geração pegou o sentido da política enquanto coisa que se faz tomando as ruas. Essas jovens despertaram para o básico elemento da política já na infância. Vivem nos tempos de Malala Youzafzai e sabem muito bem quem ela é. Sabem que o poder precisa da voz. E que é preciso dizer o que ...

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Viviany Beleboni em performance na Parada gay – SP, 2015.

Vítimas: inversão e banalização

A questão das vítimas é das mais delicadas. Nunca será uma questão resolvida, porque a vítima é aquela pessoa para a qual a justiça é sempre tardia. Vítima é o termo que implica uma marca, uma condição cujos efeitos podem até vir a ser passageiros, mas são sempre marcantes em intensidades diversas no amplo espectro em que podemos falar da condição de vítima. A condição da vítima é complexa e sua existência, que sempre pode ser a nossa própria, precisa ser olhada com muito respeito. Por Marcia Tiburi, do Revista Cult Há, em que pese o respeito devido por todos a todas as pessoas que são vítimas, um uso abusivo da condição de vítima, na forma de discursos que são proferidos atualmente sem vergonha alguma. Por meio deles, somos testemunhas de um processo crescente de banalização da condição de vítima. Os exemplos que nos permitem pensar nisso são os seguintes. O ...

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Ético-política feminista

Às companheiras de #partidA Transformação social Por: Marcia Tiburi, do  Revista Cult  Feminismo é um daqueles termos que, ao ser pronunciado, incomoda. Seu alto potencial de transformação social não agrada aos conservadores que pensam e atuam a partir da lógica da dominação masculina. No senso comum há um discurso estrategicamente misógino. Fala-se mal do feminismo para sustentar uma posição que ele põe em perigo. Ora, se o feminismo é uma potência de transformação radical da sociedade é porque abala a estrutural dominação masculina e tudo o que ela envolve. A estratégia misógina é reacionária, busca abalar o feminismo para que ele não perturbe a ordem estabelecida. Precisamos resgatar e introduzir a força transformadora do feminismo no cotidiano. A promessa de transformação social radical só se realizará se nos comprometermos com o feminismo como ético-política. A ético-política feminista envolve aspectos e objetivos sobre os quais precisamos conversar.   A intuição e a ...

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A #partidA: uma aventura feminista na política nada tradicional

Hoje (quinta-feira), às 19h30, tem encontro para discutir feminismo negro e a formação da #partidA, um partido feminista que pretende se embrenhar nas fissuras da política e torná-la democrática de fato. Conversamos com a filósofa Marcia Tiburi, uma das pensadoras do movimento, para entender: faz sentido misturar o feminismo nas práticas de governo tradicionais? Por quê? Por  ISABELA FRAGA, do Vozerio 1 Qual o lugar da #partidA como um partido em meio à crise da representação partidária? Eu entendo que existem muitos afetos em jogo na política hoje em dia. E a política sempre foi construída na base de afetos, embora ela apareça para as pessoas como se uma construção puramente lógica, racional e estratégica. É claro que o caráter lógico e estratégico permeia os processos, mas a #partidA surge propondo outro afeto político, na contramão do afeto que sustenta, por exemplo, a estrutura autoritária na qual a gente vive e ...

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O partido feminista de Márcia Tiburi

A filósofa Márcia Tiburi é foda. Simplesmente porque ela coloca a filosofia onde ela deve estar: na ação. E a tolerância e compreensão que ela tem com ideias diferentes fazem dela uma pessoa muito agregadora. Lembro que em 2012 palestramos juntas sobre o pós-feminismo no evento Rock e Filosofia no CCBB SP (assista aqui )e discordamos em muitos pontos ao longo do debate. A maneira elegante e inteligente com a qual ela lidou com nossas discordâncias foi tão interessante – diferente de alguns filósofos que ficam enclausurados em suas certezas estáticas, ela entende o poder da dialética para a evolução de uma ideia, de uma sociedade. É assim nas palestras dela, era assim no programa Saia Justa quando ela era uma das apresentadoras e está sendo assim com seu novo projeto que está conseguindo reunir todas as vertentes do feminismo no país. Por Carol Texeira , do A Obscena Senhorita C ...

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Democracia feminista

à generosidade de cada feminista que se reuniu no dia 2 de junho para pensar uma São Paulo feminista e a [email protected] as que quiseram ir, e não puderam. Por Marcia Tiburi na Revista Cult Pessoas que, em suas vidas, praticam a política do feminino que é o feminismo, se reuniram no dia 2 de junho em São Paulo justamente para pensar essa política. E para conversar sobre o que pode significar uma “partidA” feminista. Estamos chamando de #partidA essa ideia de partido. É uma fantasia, um sonho. Poderá ser uma realidade. Mas é desde já, sobretudo, um encontro. Conversamos para saber o que um encontro como esse pode ser. E o que podemos produzir entre nós a partir dele.  Eu defendo a ideia da #partidA porque considero uma inovação bastante inusitada. Essa inovação pode fazer bem ao nosso momento histórico. Penso na #partidA como um movimento que funcione como partido. ...

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