terça-feira, maio 18, 2021

Tag: #memoriatemcor

Crédito: Reprodução/Twitter @georgegalloway

Sejamos honestos as ruas são preciosas demais para abandoná-las aos perversos

ESTAMOS VIVENDO UM DAQUELES MOMENTOS HISTÓRICOS DECISIVOS. Aquele ponto a partir do qual, nada mais será como antes. A pergunta que está aberta neste momento é qual a intensidade da piora ou se há chances de reverter o jogo: um governo genocida, miliciano e corrupto, eleito por fake news, que opta por boicotar medidas sanitárias diante de uma crise pandêmica sem precedentes (levando milhares à morte); aproveita a comoção para privatizar bens públicos e legalizar a grilagem de terras indígenas e áreas de proteção ambiental; um governo perverso que tem um projeto de ultra-direita que caminha declaradamente na direção de um recrudescimento antidemocrático, amparado pelos já conhecidos (e nunca sancionados) militares brasileiros e um empresariado que tem saudades da escravidão . ATÉ ANTES DE ONTEM, a principal oposição política à essa calamidade era composta pelo Dória (da pior facção do PSDB), o Witzel (que atirava na favela, de helicóptero) e ...

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Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Quem cala é cúmplice: o que racismo nos EUA e atos anti-STF têm em comum

"Ficar em silêncio, sem interferir, é ser cúmplice", disse o chefe da polícia de Minneapolis (EUA), Medaria Arradondo, ao afirmar que todos os quatro policiais envolvidos no assassinato de George Floyd foram demitidos e deveriam ser julgados e punidos. Floyd, um homem negro, foi morto por um policial branco, Derek Chauvin, diante de outros três oficiais, que nada fizeram nos oito minutos em que durou seu sufocamento. Arradondo deu essa resposta ao vivo a uma emissora de TV, neste domingo (31 de maio), ao ser questionado pelo irmão de Floyd sobre justiça, em uma entrevista comovente, no meio dos protestos contra a violência racial que tomaram os Estados Unidos. O chefe da polícia de Minneapolis é negro. É o primeiro homem negro a alcançar a chefia do departamento de polícia da cidade do estado de Minnesota, que tem longo histórico de violência racial. Arradondo levou 28 anos até conseguir alcançar ...

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Imagem: Fábio Rocha/TV Globo

Thiago Oliveira faz discurso ao vivo no ‘Hora Um’: ”Não é vitimismo, é realidade”

Jornalista da TV Globo, Thiago Oliveira usou o espaço do telejornal 'Hora Um' para fazer um importante discurso sobre o racismo. Ao lado de Roberto Kovalick, os dois debatiam sobre o caso de George Floyd, homem negro que foi morto nos Estados Unidos (EUA) após ser asfixiado por um policial. Quando questionado pelo colega o que ele achava de toda a situação, Thiago refletiu: "Chocante é você imaginar que isso sempre aconteceu, mas não tinha na ocasião um celular para gravar o vídeo e áudio. É isso que nos machuca. Isso acontece diariamente lá nos Estados Unidos, no mundo todo, e sobretudo, aqui no Brasil", começou. Sobre as manifestações que estão acontecendo ao redor do mundo, o jornalista foi direto ao expressar a sua opinião. "Tem uma coisa que é extremamente importante da gente dizer, os atos que estamos acompanhando são extremamente importantes para fazer barulho, mas atos pacíficos para ...

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Jae C. Hong/Shutterstock

Não peçam o fim dos levantes, diz Alexandria Ocasio-Cortez

Se você deseja o fim dos levantes, mas não acredita que o acesso à saúde seja um direito humano, se você tem medo de dizer que vidas negras importam, se você tem medo demais para denunciar a brutalidade da polícia, então você não quer o fim das revoltas. Você quer que a injustiça continue e que os seus continuem a apoiar a violência da pobreza, a violência da falta de acesso a moradia, a violência da brutalidade policial e que não se fale mais sobre isso. É isso o que você quer. Então, se você pede por um fim do conflito, é bom você também exigir o acesso à saúde como um direito humano, que você peça mais responsabilidade do nosso sistema policial, é bom você começar a apoiar os conselhos de avaliação da sua comunidade, é bom você apoiar o fim da discriminação habitacional, é melhor você se posicionar ...

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O PREFEITO BRUNO COVAS (PSDB). FOTO: GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Bruno Covas cita protestos por João Pedro e George Floyd: “Racistas não passarão”

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), repudiou os assassinatos do menino João Pedro, de 14 anos, no Rio de Janeiro, e de George Floyd, nos Estados Unidos, e afirmou que “racistas não passarão”. A declaração ocorreu nesta quarta-feira 3, durante coletiva de imprensa com o governador João Doria (PSDB). “Embora a gente esteja diante do maior desafio do planeta nos últimos 100 anos, que é a pandemia do coronavírus, mas diante dos recentes acontecimentos, dos assassinatos do menino João Pedro, no Rio de Janeiro, e de George Floyd, nos Estados Unidos, eu me sinto no dever, como prefeito da cidade de São Paulo e como cidadão, de falar sobre racismo”, afirmou. O prefeito declarou que considera os protestos antirracistas nos Estados Unidos e no Brasil como “tocantes” e que trazem uma pauta urgente para a sociedade. Leia Também: Letalidade da Rota cresceu 98% em 2019, segundo Ouvidoria ...

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(Foto: Geledés)

Quanto vale a vida de uma pessoa negra?

Num país que recentemente elegeu como Presidente da República alguém que já comparou pessoas negras a animais e disse que seus filhos não se relacionariam com uma mulher negra porque foram bem educados, rapidamente se chega a uma resposta para a pergunta feita no título desse texto. E ela pode variar entre “muito pouco” e “quase nada”. Mas, como nossa sociedade ainda não se reconhece racista apesar de todas as evidências, façamos o esforço de expor o óbvio ululante à vista de todos, na tentativa de que mais pessoas se levantem contra o preconceito e se tornem agentes na luta antirracista. No Brasil, as desigualdades raciais saltam aos olhos. Estão expostas como feridas abertas por séculos de escravidão e opressão até os dias atuais. No entanto, o enfrentamento ao racismo, que se manifesta das mais diversas maneiras em nosso país, ainda está distante de ser um movimento que envolve grande ...

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Luana Barbosa (Reprodução Marcha das Mulheres)

O tempo todo

Desde 2016, que abril passou a ser um mês maldito para nós. Um mês triste que a gente se esforça para comemorar um aniversário de alguns sobrinhos, mas que infelizmente o que prevalece mesmo é a imensa dor da lembrança que foi dia 13 de abril, há quatro anos, que minha querida irmã caçula Luana, faleceu após ter sido covardemente espancada por policiais militares. A Luana não é só minha irmã, ela também é filha, é mãe, é tia, é madrinha... e eu digo é (com o verbo no presente) porque ainda que ela não esteja mais aqui, os laços continuam, ela ainda ocupa o mesmo lugar em nossos corações. E é por isso que dói tanto a falta dela. Eu sempre me lembro do sorriso lindo que ela tinha e do jeito manso como ela costumava falar e até caminhar. Às vezes eu ficava brava porque ela sempre andava ...

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(Imagem: Reprodução / Globo)

Maju Coutinho se posiciona sobre racismo no JH

Maju Coutinho usou o Jornal Hoje (JH), da Globo, nesta segunda-feira, 1º, para se manifestar a respeito dos protestos em defesa das vidas negras, que ocorreram no Brasil e os que vêm acontecendo nos Estados Unidos. A apresentadora exibia uma reportagem sobre os protestos do último domingo, 31, no Rio de Janeiro (RJ), e disse, em tom de desabafo, que os movimentos são uma luta de todos contra o racismo. “E essa não é uma luta só de negros, não. É uma luta de todos que acreditam que não é normal uma pessoa já imobilizada morrer e um garoto de 14 anos morrer baleado em casa”, disse Maju em referência às mortes do norte-americano George Floyd e do menino João Pedro, respectivamente. A matéria mostrou, ainda, as mortes dos mototaxistas Diego da Silva Linhares e de Matheus Oliveira, no final de semana em comunidades da zona oeste da capital fluminense. ...

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Carta antiviolência racial - (Foto reprodução Phil Roeder via Flickr)

Mais de 70 entidades LGBT assinam carta antiviolência racial

Uma carta antiviolência racial veio à tona depois dos recentes assassinatos de negros americanos, incluindo George Floyd, um homem de 47 anos que foi morto após um policial branco chamado Derek Chauvin colocar o joelho no pescoço por oito minutos e 46 segundos. Tony McDade, um homem negro transgênero, também foi morto por policiais brancos na Flórida. Agora, acredita-se que seu assassinato seja a 12ª morte violenta de um transgênero do ano de 2020 nos Estados Unidos. Desde então, protestos e manifestações eclodiram em 140 cidades nos Estados Unidos – e no mundo – contra a brutalidade policial, o racismo e a supremacia branca, com mais de 4000 pessoas sendo presas (em 31 de maio de 2020). “‘Se você é neutro em situações de injustiça, escolheu o lado do opressor. ‘Essas palavras, escritas há mais de 30 anos pelo arcebispo Desmond Tutu, lembram-nos que a indiferença nunca pode superar a ...

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30.mai.2020 - Ajoelhados, oficiais se juntam a protesto contra a violência policial e o racismo em Coral Gables, Flórida, nos Estados Unidos Imagem: Eva Marie Uzcategui/AFP

Protestos por justiça para George Floyd recebem apoio de policiais

Em meio aos crescentes registros de forte repressão policial aos protestos por justiça a George Floyd, morto na última segunda-feira (25) em Mineápolis, nos Estados Unidos, alguns policiais resolveram participar das manifestações em vez de agir contra elas. Em Coral Gables, na Flórida, oficiais se ajoelharam (foto acima) durante um ato na cidade, se solidarizando com a luta dos manifestantes. Um policial também integrou protestos antirracistas no Condado de Camden, em Nova Jersey. "Chef Wysocki na passeata hoje, junto aos cidadãos que servimos, para lembrar e honrar George Floyd. #JuntosSomosMaisFortes #CamdenForte", diz a publicação feita pela polícia local no Twitter. Chief Wysocki on the march today, standing together with the residents we serve to remember and honor George Floyd. #StrongerTogether #CamdenStrong pic.twitter.com/UJAjxXkxrx — Camden County Police (@CamdenCountyPD) May 31, 2020 À ABC News, Joseph Wysocki disse nunca ter considerado não participar da manifestação. "Não há alternativa. Não podemos impor nossa ...

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Concurso visa à propagação do debate contra todas as formas de discriminação (Foto: Michelle Tantussi/Efe)

Caso George Floyd: Protestos antirracistas saem dos EUA e chegam a Berlim, Londres e Toronto

Aos menos três países, além dos Estados Unidos, registraram manifestações antirracistas ontem. Os protestos ocorreram em Berlim (Alemanha), Londres (Inglaterra) e Toronto (Canadá). As manifestações começaram após de um homem norte-americano negro, George Floyd, 46, na última segunda-feira (25), em Minneapolis, no estado norte-americano de Minnesota. Floyd morreu após um policial branco imobilizá-lo com o joelho sobre seu pescoço. Nos EUA, os protestos já duram cinco dias, com atos violentos e três mortes registradas. Em Berlim, a concentração foi em frente à Embaixada dos Estados Unidos. A manifestação organizada por apoiadores do movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) reuniu milhares de pessoas, que gritaram frase contra o racismo. Thousands now chanting “black lives matter” in front of the US Embassy in Berlin #GeorgeFloyd pic.twitter.com/Jh65RKhTLo — Carl Nasman (@CarlNasman) May 30, 2020 Em Londres, milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Peckham, bairro que reúne grande número de negros e ...

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Jurema Werneck (Foto: Acervo Geledés Instituto da Mulher Negra/ Alma Preta)

Opinião: As vidas de George Floyd e João Pedro importam

A cena chocante do segurança George Floyd, 46, sendo asfixiado pelo policial Derek Chauvin na cidade de Minneapolis, noroeste dos Estados Unidos, é uma grave violação de um direito humano fundamental: a vida. Mais grave ainda perceber que a história se repete e a vítima continua sendo negra. Não só na megapotência norte-americana, como também no Brasil. A cada 23 minutos, morre um jovem negro no nosso país, segundo levantamento feito pela Anistia Internacional na campanha Jovem Negro Vivo. A comoção pelo assassinato de George tomou as ruas em protestos nos estados Minnesota, Geórgia, Kentucky, Nova York, Califórnia, Ohio e Colorado. E ainda que sejam legítimas as manifestações e a indignação tenham razão de acontecer, vimos uso excessivo da força por agentes do Estado contra manifestantes. Jornalistas que praticam o direito à liberdade de expressão e reunião foram presos por simplesmente fazer seu trabalho e o presidente dos Estados Unidos, ...

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Protesto perto do local da morte de George Floyd, em Minneapolis, com cartaz que diz “Eu não consigo respirar” (Foto: Kerem Yucel – 26.mai.2020/AFP)

O direito de respirar em um mundo racista

Não consigo respirar. Mais um homem negro foi assassinado por um policial branco nos EUA, na segunda-feira passada. Menos um homem negro no mundo. Sem ar, erro: escrevo “mais um homem negro foi assassinado…”. Está errado. É preciso dar nomes. Não normatizar genocídios. George Floyd, 46 anos, trabalhador, pagador de impostos, assassinado no último sábado, por um policial branco em Minneapolis, EUA. Suas últimas palavras enquanto era enforcado por seu assassino: – Não consigo respirar. Morreu em 5 minutos. Segundo a medicina forense, uma eternidade dividida em 4 fases. Primeiro, sente-se enjôo, vertigem, sensação de angústia, inconsciência. Dois minutos depois, a medula colapsa, causando convulsão, contrações na musculatura (tanto da face quanto a respiratória) e os relaxamentos dos esfíncteres. A vítima se urina e se defeca inteira. No terceiro minuto, a fase respiratória, o ar que falta. Lentidão e superficialidade dos movimentos respiratórios. Insuficiência ventricular esquerda. O último minuto de ...

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(Foto: Geledés)

Policiais investigados por homicídio de João Pedro mudaram versões sobre disparos

Os três policiais civis investigados pelo homicídio do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, mudaram as versões que deram sobre a quantidade de tiros que dispararam no dia do crime. Os agentes, lotados na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), deram dois depoimentos sobre o caso. No primeiro, logo após o crime, afirmaram terem dado, juntos, 23 disparos. Uma semana depois, no último dia 25, eles voltaram à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) e afirmaram que atiraram um total de 64 vezes no dia do homicídio. Os novos depoimentos foram prestados após a polícia concluir e divulgar que o menino havia sido morto por um tiro disparado por um fuzil calibre 556 — o projétil ficou alojado no corpo do menino, foi apreendido e periciado. Um dos agentes — justamente o que ia à frente dos demais na incursão e fez mais disparos — ...

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Reprodução/Facebook

João Pedro e George Floyd

Eles têm compulsão e gozo pelo jorro do nosso sangue. Eles não nos deixam respirar, quebram nosso pescoço e se regozijam com nossa dor. Eles atiram em nossos meninos rendidos dentro de casa, pelas costas. Eles fazem publicidade do genocídio como mecanismo de controle, de domesticação dos corpos negros-alvo. Eles nos matam por prazer e sadismo, investidos da condição de heróis, exterminadores do inimigo gestado nos porões de seu imaginário branco, podre e encurralado. Nós emudecemos. O abate tem mesmo essa função, é diuturno, imparável, incansável, é disparado de todas as direções em nossa direção. Nós portamos um alfanje para incisões precisas e profundas, uma cabaça com ervas para cuidar da úlcera, punhados de pólvora e sabedoria para fazer fogo, para explodir em fogo esse mundo que nos aniquila. Nós somos búfalos, uma manada de búfalos. Nós temos a força que faz o leão chorar, e o esmaga, feito barata. ...

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Arquivo Pessoal

Utopia para meninos negros

São Gonçalo (RJ), João Pedro Matos Pinto, 14. João brincava com seus primos no jardim. Com que brincava João Pedro? Imaginemos algo que lhe dê alegria. Ali está João Pedro, brincando de videogame com seus primos. João Pedro corre para lá e para cá no jardim de sua casa. João Pedro se deita na grama e ri. João Pedro ri. João Pedro se pergunta quando voltará pra escola. João Pedro quer mesmo é saber o que teremos hoje para jantar. João Pedro vive. Quero imaginar que os 72 tiros contra casa de João Pedro não o definem. Quero imaginar que os meninos negros mortos têm nome, sonhos e viviam. Vinte e quatro adolescentes foram baleados na Grande Rio; desses, 11 morreram, de acordo com o levantamento de abril do laboratório de dados de violência Fogo Cruzado. Em abril deste ano, aumentaram em 58% os óbitos em operações policiais no RJ ...

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Jovem com cartaz durante o enterro de João Pedro (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

É preciso dar um basta ao genocídio dos negros

Nesta terça-feira (26) lembramos, revoltados, a memória de João Pedro Matos Pinto, 14, assassinado na casa da família, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). No último dia 18, ele brincava com primos quando agentes das polícias Federal e Civil alvejaram o imóvel e o atingiram. Ao completar uma semana dessa morte brutal, nos unimos à dor desta família negra brasileira: a professora Rafaela Pinto, mãe; o autônomo Neilton Pinto, pai; e Rebecca, a irmã de 4 anos. O crime bárbaro é mais um a confirmar a necropolítica do Estado brasileiro. A rotina de violentas operações em favelas e periferias não foi interrompida nem na mais mortal pandemia que o país já viveu. João Pedro e os primos obedeciam à orientação de distanciamento social do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e da Organização Mundial de Saúde para se protegerem da Covid-19. Mas, para eles, assim como para inúmeras ...

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Rodrigo foi morto por PMs na Providência Foto: Reprodução/O Globo

PMs não citaram ação social em depoimento sobre morte de jovem na Providência

Dois PMs investigados pelo homicídio do jovem Rodrigo Cerqueira, de 19 anos, durante operação que interrompeu a distribuição de cestas básicas no Morro da Providência, no Centro do Rio, no último dia 21, não citaram a ação social no relato que deram à Polícia Civil no dia do crime. O soldado Eduardo de Souza Paiva e o cabo Rafael Santos Amaral, ambos lotados na UPP da Providência, alegaram, na Delegacia de Homicídios (DH), que "faziam patrulhamento para repreender o tráfico de drogas" num local próximo à Rua Rivadávia Corrêa e que "perceberam uma correria de um número elevado de pessoas, talvez uns seis suspeitos". De acordo com os relatos, "ao avistarem a guarnição, os suspeitos efetuaram disparos de arma de fogo, o que foi imediatamente revidado". Ainda segundo os PMs, "após cessarem os disparos, os policiais progrediram e logo encontraram o corpo". Ao todo, os agentes afirmam ter dado sete ...

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Bianca Regina de Oliveira Imagem: Reprodução

Jovem de 22 anos é baleada na cabeça enquanto dormia na Cidade de Deus

Uma jovem de 22 anos foi baleada na cabeça na manhã de hoje na Cidade de Deus, favela da Zona Oeste do Rio. Bianca Regina de Oliveira foi ferida dentro no barraco de madeira onde vivia na localidade do Brejo, área mais pobre da favela, logo depois de acordar. No momento dos disparos, policiais militares acompanhavam uma ação do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) no Centro de Treinamento do Vasco da Gama, localizado próximo à comunidade. A corporação nega que os agentes tenham feito disparos. Em um vídeo divulgado pelo conselheiro tutelar de Jacarepaguá, Jota Marques, o namorado da vítima, identificado apenas como Júnior, relata como Bianca foi baleada. As imagens foram feitas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da comunidade. Bianca foi socorrida na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Cidade de Deus e depois foi transferida para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio. ...

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Coalizão Negra por Direitos

Manifesto Luto em Luta por João Pedro

Manifesto Luto em luta por João Pedro e todas pessoas negras vítimas da violência do Estado “Eles não mataram só o João, mataram o pai, uma mãe, uma irmãzinha de 5 anos” - Neilton Pinto, pai de João Pedro Mattos Pinto, 20 de maio de 2020. O que aconteceu com João Pedro tem nome: é genocídio. Por ser um jovem negro, seu corpo foi alvo fácil! Nosso manifesto é por João Pedro e também por todas as pessoas que estão na mira do genocídio! Não estamos, nem ficaremos calados diante do genocídio! Exigimos providências! Este crime bárbaro é mais um, que por comover todo país, torna-se símbolo da necropolítica colocada em prática pelo Estado brasileiro, capaz de manter violentas operações policiais em favelas e periferias mesmo em tempos da mais mortal pandemia que o país da viveu. Pedro e sua família obedeciam a orientação do Governador Witzel e dos organismos ...

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