quinta-feira, outubro 29, 2020

    Tag: navio negreiro

    Reprodução/Instagram

    Historiadores negros promovem jornada sobre os 170 anos do fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados

    Há 170 anos, o fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados passou a ser uma prioridade para o Estado brasileiro, que passou a tomar medidas concretas para interrompê-lo. Assim, a promulgação da Lei n. 581, em 4 de setembro de 1850, também conhecida como Lei Eusébio de Queirós, foi um evento crucial na formação e na história da nação brasileira, por razões que vão além da atuação do então ministro cujo nome batizou a lei. Em mais de três séculos, o Brasil se tornou o destino de aproximadamente 5,3 milhões de homens, mulheres e crianças, que foram arrancados da África e submetidos à escravidão em minas e plantações de açúcar, algodão e café, nos serviços domésticos e diversas atividades urbanas. Desse total, 4,8 milhões de pessoas sobreviveram à travessia. Ou seja, cerca de 500 mil vidas humanas foram perdidas em quase 10 mil viagens através do Atlântico. Em termos gerais, ...

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    Alojamento em unidade socioeducativa em Teresina registrado em relatório de inspeção em 2015 (Foto: Divulgação/MP-PI)

    Semelhança entre navio negreiro e unidade socioeducativa não é coincidência 

    Em um quarto escuro, pequeno e úmido, dezenas de meninos se espremem para caber em um espaço limitado demais para todos. Eles estão muito próximos e aprisionados em correntes de julgamentos jurídicos e morais. O mau cheiro, a sujeira, as marcas na pele, as roupas que cobrem seus corpos denunciam que eles não têm condições mínimas de higiene e sobrevivência. O medo, a fome e a sede são constantes, as doenças se espalham com facilidade. Muitos deles morrem e adoecem gravemente em pouco tempo, antes de chegar ao final da travessia da adolescência. O trecho acima foi adaptado, sem nenhuma dificuldade, de uma narrativa sobre como eram as travessias dos navios negreiros para a situação atual de algumas unidades de atendimento socioeducativo que recebem adolescentes considerados responsáveis por prática infracional. De acordo com dados do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), há "quadros graves de superlotação e/ou grande número de ...

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    The Gulf Stream, 1899 - Winslow Homer ©The Metropolitan Museum of Art

    Na barriga do peixe grande

    No próximo dia 4 de setembro devemos relembrar uma data importante na história da nação brasileira: 170 anos do fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Quando em 1850, pressionado pelos ingleses, Euzébio de Queiróz, então ministro da justiça, promulgou a segunda lei de abolição do tráfico negreiro, o Brasil já havia recebido 4,8 milhões do total de mais de 5,3 milhões de africanos deportados como escravos para trabalharem nas minas e plantações de algodão, açúcar e café, nos serviços domésticos e nas diversas atividades urbanas. Na história do comércio de africanos escravizados e de sua repressão, os tubarões protagonizaram boa parte das narrativas que detalham a travessia atlântica. Também na pintura, artistas como: Winslow Homer e Joseph M. W. Turner representaram, realisticamente, esses vorazes predadores que seguiam os navios negreiros, do ponto de compra até o ponto de venda, ávidos por destroçarem, em fração de segundos, os corpos dos ...

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    Adobe

    Do navio negreiro pro voo

    Mas nega você não pode voar. Os seus chegaram aqui de navio negreiro, e você quer dominar o ar? Oh Nega olha pra você. Pergunta quem foi bessie coleman ninguém vai saber, mas Amelia Earhart tem a cara estampada em todo lugar. eu vejo pretas limpando avião, eu vejo pretas limpado o chão, mas querer ir pra disney? haaaaaa é demais… querer dominar a física? é demais. Olha preta, fica quietinha ninguém aqui vai te alforriar, aceita o lugar que cê tá, e para de tentar elevar. Rodoviária é pra preto, aeroporto pra branco e ponto final. Não queremos mais falar sobre isso. Por acaso você tá pensando que vou sentar na primeira classe do lado de um preto fedido? Mas preta não é nada com você, você até que é aceitável dentro do padrão considerável. A típica mulata de exportação, Eu até que gosto de contratar você, porque assim ...

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    Primeiras viagens negreiras

    Um breve resumo do tráfico transatlântico de escravos –Parte IV por David Eltis (Emory University) no Slave Voyages Tendo delineado as principais forças que moldaram o tráfico, podemos agora apresentar um curto relato do tráfico de escravos. Os primeiros africanos forçados a trabalhar no Novo Mundo partiram da Europa e não da África, no início do século XVI. Poucas embarcações transportavam apenas escravos nesta rota inicial, de modo que a maioria atravessava o Atlântico em grupos menores, em embarcações com também muitos outros produtos. Uma tal rota de escravos só foi possível porque um extenso tráfico de escravos africanos da África para a Europa e as ilhas do Atlântico já existia meio século antes do contato colombiano, de modo que dez por cento da população de Lisboa era negra em 1455, (2) e escravos negros eram comuns em grandes propriedades no Algarve português. A primeira viagem negreira que foi direto da África para as ...

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    Divulgação / Comissão de Direitos Humanos da Alerj

    O Legado Espiritual de um Povo

    Estudar as religiões de matriz africana no Brasil e seu universo ritualístico representa um mergulho de quatro séculos da nossa história. Existe uma diversidade ritualística do culto aos orixás entre as diferentes regiões do Brasil, embora toda a tradição provenha da “Mãe África”. Os orixás atravessaram o Oceano Atlântico dentro do coração do negro escravizado, sendo uma das formas de sua resistência cultural. por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite* via Guest Post para o Portal Geledés Foto: Divulgação / Comissão de Direitos Humanos da Alerj   Tratados como animais, os escravos eram transportados nos tumbeiros (navios negreiros), nos quais se misturavam negros de diferentes locais da África, falando dialetos diversos. Esta era forma de dificultar a comunicação entre os mesmos, enfraquecer a sua identidade cultural, enquanto grupo étnico, visando a anular, desta forma, uma articulação de insurreição, durante o transporte, ou uma fuga em massa. O tratamento desumano ...

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    gravura da capa Johann Rugendas no Medium

    Lista com nomes de navios negreiros escancara cinismo dos comerciantes de seres humanos no Oceano Atlântico

    Além de tudo, dissimulados Não há páginas da história da escravidão que não nos envergonhe. Essa, talvez ainda pouco abordada, trata dos dissimulados nomes que os donos das embarcações davam as seus infernos flutuantes, os navios negreiros — ou navios "tumbeiros", que vem de tumba, sinônimo de caixão. As histórias desses barcos de nomes revoltantes estão expostas no mais amplo estudo do comércio transatlântico de seres humanos, iniciado ainda na década de 1960, e reunido pela Universidade de Emory (EUA), no site slavevoyages.org. É partir desta pesquisa que reunimos aqui uma lista com alguns dos mais nojentos nomes encontrados. Wilson Prudente é relator da Comissão da Verdade da Escravidão Negra da OAB do Rio de Janeiro e um dos brasileiros descendentes de escravos mais engajados em recuperar a história do povo de seus antepassados africanos. Ele garante que os abjetos nomes desses barcos não eram por acaso: Imagens retiradas do site: medium.com “Eram para intimidar!” O historiador Daniel Domingues ...

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    Os novos Navios Negreiros

    Por André Godinho Como historiador e professor, sempre achei importante enfatizar a distinção entre trabalho assalariado e escravidão quando ouço ou leio pessoas tratando como a mesma coisa. Tipo “nada mudou com a Lei Áurea, a exploração continua a mesma!”. A isto, costumo responder: você faz ideia do que é a escravidão que existiu até 1888? Do que é uma pessoa ter seus filhos vendidos em leilões para quem pagar mais e você não poder sequer saber onde eles estão? Do que é uma pessoa viver trancada e acorrentada, do que é trabalhar sob a ameaça de armas, de troncos, chicotes e torturas como o pau-de-arara, usado na ditadura, mas cuja origem é escravista? Do que é seu patrão ter o direito legalmente garantido de fazer o que quiser com você (incluindo o estupro cotidiano, que era norma no Brasil), pois você não existe para o sistema jurídico a não ...

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    amistad

    ‘Amistad’: O navio negreiro, porão do liberalismo

    Flávio Ricardo Vassoler* O Amistad O navio negreiro singra através do Atlântico. Em seu porão, os cativos mal conseguem se esgueirar. A fome e as correntes os paralisam. Em meados do século XIX, a Inglaterra, polícia dos mares, havia decretado a proibição do tráfico de escravos. A mãe da Revolução Industrial queria o implemento do livre comércio e do trabalho assalariado para que suas manufaturas pudessem colonizar o mundo de um modo menos bárbaro – os feitores dão lugar aos industriais e financistas. Só faltou avisar aos ingleses que seu vastíssimo império colonial, ao longo de cujo horizonte o sol não se punha, tamanha a sua extensão de oeste a leste do planeta, não poderia participar dos primórdios do liberalismo em pé de igualdade com os gentlemen de Londres. Mas se, como quer Adam Smith, a mão invisível conduz as relações de mercado a um bom termo de equilíbrio, a vista ...

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    Plano de Aula - A travessia do Atlântico: o trafico de escravos

    Plano de Aula – A travessia do Atlântico: o trafico de escravos

    Autor e Coautor (es) Autor: Leide Divina Alvarenga Turini Imagem retirada do site: http://portaldoprofessor.mec.gov.br UBERLANDIA - MG Universidade Federal de Uberlândia Coautor(es):Aléxia Pádua Franco Estrutura  Curricular MODALIDADE / NÍVEL DE ENSINO COMPONENTE CURRICULAR TEMA Ensino Fundamental Inicial História Organizações e lutas de grupos sociais e étnicos Dados da Aula Plano de Aula - A travessia do Atlântico: o trafico de escravos. O que o aluno poderá aprender com esta aula Compreender a diversidade étnica, cultural e regional dos escravos capturados pelos traficantes europeus no continente africano. Analisar as precárias condições da travessia do Atlântico nos navios negreiros, pelos escravos africanos. Identificar formas de luta e de resistência dos trabalhadores africanos ao sistema escravista no Brasil. Duração das atividades 03 aulas de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Fundamentos da colonização portuguesa no Brasil. Estratégias e recursos da aula Aula 1I- Iniciar a aula discutindo a diversidade étnica, cultural e regional dos ...

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    professor Luiz Felipe de Alencastro

    Brasil, um país africano – professor Luiz Felipe de Alencastro

    O Instituto Lula publica hoje uma série de seis vídeos de uma entrevista com o professor Luiz Felipe de Alencastro, da Sorbonne e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Relembrando a história das relações do Brasil e África desde a escravidão até as previsões de boom populacional no continente para a primeira metade deste século. Ele conta que a escala da escravidão no Brasil foi única no planeta. “O poema Navio Negreiro não foi escrito na Argentina, foi escrito no Brasil”, lembra. O professor Alencastro é claro ao dizer que “a África é um continente que está sendo disputado”, e o Brasil tem um papel importante nisso. Além das empresas brasileiras que estão se instalando no continente, o Brasil começou programas de cooperação, especialmente nas áreas de agricultura e saúde e políticas públicas brasileiras de combate à fome e à miséria estão sendo estudadas por governos africanos. Uma delas, o Programa ...

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    Os macuas e a revolta no navio negreiro na Bahia

    Por Malachiyah Ben Ysrayl Malachiyah Ben Ysrayl Prisioneiros de guerra sequestrados do continente africano se revoltam e assumem o controle do navio Negreiro "La Amistad" em julho de 1839 e acabam confiando em dois mentirosos brancos, tripulantes sobreviventes da revolta, que os enganam e após dois meses no mar foram capturados por um navio norte-americano e levado para os USA, onde são acusados de assassinatos e levados a julgamento. Você pode assistir ao filme "Amistad" de 1997, dirigido por Steven Spielberg na nossa seção de cinema, ao lado. Sublevações em navios negreiros ocorreram durante todo o processo do sequestro de africanos. Em 1823, na capital da província da Bahia, Macuas se rebelaram, sobre este fato é que irei escrever um pequeno relato. Para entendermos melhor esta revolta tornar-se-á necessário conhecermos um pouco sobre os Macuas. Os Macuas (Macuas-Lomués) constituem a mais numerosa etnia de Moçambique (cerca ...

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    Navio negreiro trouxe malária para a América do Sul

    Navio negreiro trouxe malária para a América do Sul

    Uma equipe de cientistas descobriu que o mais comum e virulento dos parasitas que causa a malária em humanos, o Plasmodium falciparum, chegou à América do Sul por meio do tráfico transatlântico de escravos capturados na África. Esta conclusão — que pode ajudar a desenvolver drogas eficazes contra a doença — foi possível a partir da análise genética de cerca de mil amostras de sangue infectado com os protozoários. Essa pesquisa é relevante porque o parasita está cada vez mais resistente aos medicamentos atuais. Tanto que cientistas de vários países dedicam-se a pesquisar vacinas contra a doença altamente letal. Só no ano passado, foram registradas 655 mil mortes em todo o mundo, sendo 86% em menores de 5 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A AIDS, para uma comparação, matou 1,8 milhão em 2010. Segundo a equipe internacional liderada por Erhan Yalcindag, do Centre National de ...

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    haiti_ceremonia-vudu_

    O Vodu e a Resistência Negra no Haiti

    Resumo No dia 12 de janeiro de 2010 o Haiti foi atingido por um terremoto que destruiu parte do território do país e deixou milhares de mortos e feridos. O Haiti teve uma árdua experiência de luta contra a colonização e foi o primeiro país das Américas a acabar com a escravidão e se tornar independente. Essa luta protagonizada pela população negra do país desembocou na primeira república negra das Américas. Após esse terremoto declarações de um pastor norte-americano e do cônsul do Haiti no Brasil geraram polêmicas na mídia a nível mundial, ambos associam a catástrofe ambiental a escolha religiosa do povo haitiano, o Vodu. Este presente ensaio aborda a trajetória que levou o Haiti a independência em 1804 e o papel que o Vodu cumpriu nesse processo, além da perseguição religiosa sofrida pelos praticantes do Vodu antes e depois desse período. Palavras-chave: Vodu, Haiti, Intolerância religiosa, negros. Os comunicados ...

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    A Escravidão Negra: da África ao Brasil

    A Escravidão Negra: da África ao Brasil

    Autor Virna Ligia Fernandes Braga - Co-autor: Oswaldo José Bueno Alves da Silva - JUIZ DE FORA - MG - COL DE APLICACAO JOAO XXIII - Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Médio Artes Música: Contextualização Ensino Médio História Processo histórico Ensino Médio História Trabalho Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula A Escravidão Negra: da África ao Brasil. O aluno terá contato com a situação vivenciada pelos negros durante o transporte nos navios negreiros e a consequënte chegada ao Brasil, para o trabalho nas lavouras de cana-de-açúcar. Duração das atividades Duas aulas de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno A Expansão Marítima. O Pioneirismo da Península Ibérica. A Descoberta do Brasil. A lavoura açucareira. Estratégias e recursos da aula 1ª ETAPA: Todo Camburão Tem Um Pouco De Navio Negreiro O Rappa Composição: Marcelo Yuka Tudo começou quando a ...

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    Pés

    Navio Negreiro

    Pensávamos que eram homens vencidos em batalhas. Descobrimos com estas imagens que muitos eram apenas crianças indefesas   Crianças indefesas Navio Negreiro Imagens de um Navio Negreiro Essa imagem é um dos primeiros registros de Africanos sendo resgatados de um navio negreiro pela Marinha Real Britânica.Imagem cortesia dos Arquivos Nacionais Britânicos, Serviço de Arquivos Públicos, Londres.   Essa imagem é um dos primeiros registros de Africanos sendo resgatados de um navio negreiro pela Marinha Real Britânica. Imagem cortesia dos Arquivos Nacionais Britânicos, Serviço de Arquivos Públicos, Londres. This image is one of the earliest photographs of Africans being rescued from a slave ship by the British Royal Navy. Image courtesy of British National Archives, Public Records Office, London.

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    Rotas da escravidão

    É difícil saber quantos africanos foram trazidos para o Brasil ao longo de três séculos de tráfico negreiro. Muitos registros que poderiam tornar os dados mais precisos foram perdidos ou destruídos. As estimativas indicam que entre 3.300.000 e oito milhões de pessoas desembarcaram nos portos brasileiros para serem vendidas como escravas, de meados do século XVI até 1850, quando o tráfico foi efetivamente abolido pela Lei Eusébio de Queiroz. As quatro principais rotas dos navios negreiros que ligaram o continente africano ao Brasil foram as da Guiné, Mina, Angola e Moçambique. Elas concentravam o comércio de seres humanos que, na maioria dos casos, eram aprisionados em guerras feitas por chefes tribais, reis ou sobas africanos para esse fim. Os traficantes, principalmente portugueses, mas também de outras nações européias e posteriormente brasileiros, obtinham os prisioneiros em troca de armas de fogo, tecidos, espelhos, utensílios de vidro, de ferro, tabaco e aguardente, ...

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