Tag: Nei Lopes

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    Nei Lopes, que tem vida misturada à cultura afro, apresenta cem negros

    Escritor, pesquisador e compositor finalista do prêmio Oceanos lança livro em que faz perfil de brasileiros Por Bruno Molinero, Da Folha de S. Paulo escritor, pesquisador e compositor Nei Lopes em São Paulo -(Foto: Claudio Belli - 26.jan.2018/Valor/Globo) No início eles eram objetos, vendidos em praças, anunciados em jornais. Com o fim da escravidão, aqueles que conseguiam obter algum destaque quase sempre tinham um apelido gozado: Cartola, Noite Ilustrada, Jamelão, Grande Otelo... Foi só depois, com o século 20 já mais do que em curso, que os negros no Brasil ganharam nome, sobrenome e subjetividade —processo que é visto por todo o novo livro de Nei Lopes, “Afro-Brasil Reluzente: 100 Personalidades Notáveis do Século XX”. “De modo geral, as pessoas me definem antes como sambista. Não por maldade, mas por falta de sensibilidade”, diz ele, em entrevista por telefone. E como, aos 77 anos, Nei Lopes ...

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    Foto Marta Azevedo

    Nei Lopes, substantivo

    É intelectual absolutamente fundamental Por FLÁVIA OLIVEIRA, do O Globo   Nei Lopes (Foto: Hudson Pontes/O Globo) Nei Braz Lopes. Substantivo próprio. Nome completo do compositor, cantor, escritor, africanista e dicionarista também conhecido como Nei Lopes. As três letras do primeiro nome tornaram-se sinônimo de mestre. Filho de Eurydice de Mendonça Lopes, dona de casa, e de Luiz Braz Lopes, pedreiro, nasceu em maio de 1942 no subúrbio carioca de Irajá, bairro surgido da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, fundada em 1644. A igreja em honra da santa, de 1613, é a mais antiga da capital fluminense ainda de pé — antes dela foram erguidas a primeira Candelária, demolida no século XIX, e as paróquias de São Sebastião e do Colégio dos Jesuítas, no igualmente destruído Morro do Castelo. Nei Lopes é mais novo de uma família de 13 irmãos. Formou-se em Direito ...

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    Nei Lopes, músico especialista na cultura africana e sua diáspora, é o supervisor da supersérie, adaptada por Maria Camargo/Divulgação

    ‘Um Defeito de Cor’, épico sobre passado escravagista, vira supersérie na Globo em 2021

    Épico narrado por uma senhora negra que relembra sua trajetória desde a chegada ao Brasil, ainda criança, em um navio negreiro, o livro “Um Defeito de Cor” será produzido como supersérie (ou novela das onze) na Globo em 2021. por Cristina Padiglione no Telepadi Nei Lopes, músico especialista na cultura africana e sua diáspora, é o supervisor da supersérie, adaptada por Maria Camargo/Divulgação A adaptação está nas mãos de Maria Camargo, que já levou à TV os livros “Dois Irmãos”, de Milton Hatoum, e ” A Clínica: a Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”, de Vicente Vilardaga, resultado na minissérie “Assédio”. “Estamos imaginando uma coisa bem complexa para 2021: estamos  trabalhando num grande épico, uma coisa bem complexa, que o Ricardo (Waddington, responsável pelo funcionamento dos Estúdios Globo) tá quebrando a cabeça pra resolver “, disse o diretor-geral da Globo Calos Henrique Schroder durante entrevista na ...

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    Aos 75 anos, Nei Lopes lança ‘Dicionário de História da África’

    Sambista, compositor e escritor prepara outros cinco livros e dois novos discos Por Leonardo Cazes Do O Globo Na tranquilidade do seu escritório, na casa onde vive, em Seropédica, na Baixada Fluminense, o escritor, pesquisador, compositor e cantor Nei Lopes, 75 anos recém-completados na terça-feira passada, mantém uma rotina que ele classifica como “doideira mansa”. Nesta segunda-feira, ele lança o “Dicionário de História da África — Séculos VII a XVI” (Autêntica), em parceria com José Rivair Macedo. Em setembro chega às livrarias seu novo livro de contos, “Nas águas da baía há muito tempo” (Record). E Nei tem dois romances engatilhados, dois discos encaminhados, um livro com as letras de suas canções em andamento e trabalha no próximo volume do dicionário sobre História da África, do século XVII em diante. O ritmo pode parecer exagerado para um septuagenário, mas ele brinca que em Seropédica não tem o que fazer. Sem teatros ...

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    Autoestima contra o racismo

    A ideia de museu é bem-vinda, desde que contribua para que a evocação da escravidão seja, no futuro, apenas o pano de fundo para nossas importantes contribuições Por Nei Lopes, do O Globo Em nossa opinião, uma das melhores armas no combate ao racismo é possibilitar aos atingidos por ele a aquisição de uma autoestima positiva. Somente altivos e “resolvidos” é que povos historicamente vítimas desse tipo de ofensa tornaram-se aptos a desmoralizar as causas de seu infortúnio, evitando que elas permanecessem e se reproduzissem. No caso brasileiro, descendentes de africanos continuam sendo as vítimas preferenciais. Para esse segmento — no qual nos incluímos —, o mito da “democracia racial” e a focalização de nossa história apenas na condição escrava de nossos ancestrais, reais ou supostos, têm nos impedido de perceber nossa relevância e, a partir dela, moldarmos nossa autoestima. A escravidão de africanos no Brasil foi um fenômeno histórico importante, ...

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    Joyce Fonseca

    Aparição distorcida do negro na literatura reforça preconceito

    Os escritores Nei Lopes, Conceição Evaristo, Paulo Lins e Ana Maria Gonçalves por Rodrigo Caesarian no UOL A pesquisadora Regina Dalcastagnè leu, entre 1990 e 2004, um total de 258 romances de escritores nacionais publicados por três das principais editoras do país. Sua leitura resultou no livro "Literatura Contemporânea - Um Território Contestado" (2012), no qual aponta que 94% dos autores brasileiros são brancos --mesma cor de 92% dos personagens. Dalcastagnè encontrou pouco mais de 5% de protagonistas negros, e quase sempre apresentados como bandidos, empregados domésticos ou escravos e que, em mais da metade dos casos, morrem assassinados. Na vida real, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa) apontam que a população que se declara negra no Brasil é de aproximadamente 53%. Cruzando os dados, é fácil notar: a representatividade do negro na literatura nacional está muito aquém da sua presença e importância na sociedade brasileira. "O ...

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    Romance ‘Rio Negro, 50’ aborda autovalorização da cultura negra no Brasil

    Descendentes de escravos são protagonistas do processo de reidentificação com raízes culturais nos anos 1950, período retratado por Nei Lopes em livro Do UAI  No fatídico 17 de julho de 1950, depois da derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo, em pleno Maracanã, um homem com características de banto africano é supostamente confundido com o lateral Bigode, da seleção fracassada, e apanha até a morte na Rua Larga (atual Marechal Floriano) no centro do Rio. É o ponto de partida para o intelectual e artista Nei Lopes apresentar no romance 'Rio Negro, 50' o protagonismo do negro em um efervescente período de 10 anos, quando os descendentes dos escravos começaram a dar importância à sua cultura na formação do povo brasileiro. Leia Também: Religiões afro-brasileiras, uma questão filosófica – por Nei Lopes Novo romance de Nei Lopes resgata movimento negro no Brasil da década de 1950 O ...

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    Rio Negro, 50: Nei Lopes mostra o Rio dos anos 50 pelo olhar dos negros

    Novo romance de escritor e sambista é contado por personagens negros e mulatos Por RUAN DE SOUSA GABRIEL, do Época  Na manhã de 17 de julho de 1950, um dia após a derrota da seleção brasileira na final da Copa de 1950, um jovem negro salta do trem na Central do Brasil, mas não vai muito longe. É cercado por jovens que o confundem com Bigode, o meio-campo da seleção. Xingamentos se transformam em socos e pontapés e o jovem negro é linchado por um grupo de pessoas furiosas, convencidas de que só o sangue dos jogadores brasileiros, quase todos negros, poderia expiar a nação da vergonhosa derrota para os uruguaios. É com violência que o começa Rio negro, 50 (Record, R$ 35), o novo romance do escritor e sambista Nei Lopes. Nas páginas de Rio negro, 50, a história do Rio de Janeiro da década de 1950 é contada ...

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    Novo romance de Nei Lopes resgata movimento negro no Brasil da década de 1950

    Misturando ficção e pesquisa histórica, livro mostra momento de efervescência cultural e luta por direitos POR BOLÍVAR TORRES, do O Globo  Fincado em uma travessa obscura da Esplanada do Castelo, o Café e Bar Rio Negro foi o reduto da negritude carioca, aquela “dos poetas africanos e antilhanos de fala francesa”. Era lá que artistas e intelectuais negros se reuniam para discutir os rumos da política e da sociedade nos anos 1950. Entre duas rodadas de chope gelado, uísque escocês e sanduíche de pernil assado, seus frequentadores construíam um espaço de resistência em um Centro da cidade cada vez mais branco e elitizado. Embora apareça em detalhes nas páginas de “Rio Negro, 50”, novo romance de Nei Lopes (dá quase para sentir o cheiro de pernil assado dominando o ar), a casa nunca existiu na vida real. Trata-se de um espaço fictício, criado pelo escritor e compositor para resgatar uma ...

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    O samba era visto como instrumento de controlo das massas, entrevista a Nei Lopes

    Em 1942 a Música Popular Brasileira ganharia novos rumos com o nascimento de Nei Lopes, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Paulinho da Viola. De todos esses talentosos nomes, quisemos conhecer um pouco da vida e obra deste senhor que dá voz às questões da negritude brasileira. Quem disse que intelectual não samba? Por Marta Lança, publicado em buala.org No Esquerda.net Nei Lopes é a prova de que, para pensar a música, pode-se também compor e cantar e, para pensar a origem das palavras, pode-se escrever. As culturas africanas, no continente de origem e na Diáspora, têm estado na matriz da sua reflexão, que muito contribuiu para conhecermos melhor as ligações culturais e históricas entre o Brasil e África. Porque resolveu centrar a sua obra na temática africana e afro-descendente? Desde muito cedo, ainda na pré-adolescência, chamou a minha atenção a má imagem daqueles a que então chamávamos de “pretos” e ...

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    Sesc Vila Mariana propõe resgate da herança africana

    O projeto Sankofa - Memórias de Mão Dupla enfoca diversas linguagens, com destaque para a música de matriz africana Durante todo o mês de Novembro, o Sesc Vila Mariana apresenta o projeto Sankofa - Memórias de Mão Dupla, que busca a ressignificação das tradições e heranças africana mundo afora. O projeto conta com doze apresentações musicais, propondo uma amostra das releituras possíveis da rica tradição musical africana. Já na primeira semana do mês, os trabalhos iniciam-se com as apresentações de Lei Di Dai, que, em formato DJ e MC, apresenta a sonoridade Dancehall Reggae, e de Fernanda de Paula, enfocando cânticos de candomblé e também composições de nomes consagrados como Baden Powell, Vinícius de Moraes e Pixinguinha. As apresentações, gratuitas, acontecem na Praça de Eventos, às 13h30, nos dias 1, sábado (Lei Di Dai - também no dia 9, domingo) e no dia 2, domingo (Fernanda de Paula - também ...

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    O samba era visto como instrumento político, de aglutinação e controlo das massas

     Marta Lança entrevista Nei Lopes Em 1942 a Música Popular Brasileira ganharia novos rumos com o nascimento de Nei Lopes, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Paulinho da Viola. De todos esses talentosos nomes, quisemos conhecer um pouco da vida e obra deste senhor que dá voz às questões da negritude brasileira. Quem disse que intelectual não samba? Nei Lopes é a prova de que, para pensar a música, pode-se também compor e cantar e, para pensar a origem das palavras, pode-se escrever. As culturas africanas, no continente de origem e na Diáspora, têm estado na matriz da sua reflexão, que muito contribuiu para conhecermos melhor as ligações culturais e históricas entre o Brasil e Angola.  do Combate Racismo Ambiental* Porque resolveu centrar a sua obra na temática africana e afro-descendente? Desde muito cedo, ainda na pré-adolescência, chamou a minha atenção a má imagem daqueles a que então chamávamos de “pretos” e “mulatos”, na sociedade brasileira. Nos jornais ...

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    A Torcedora do Grêmio Somos Nós

    Foto: SYNTIKA VIA GETTY IMAGES Por: Verônica Daminelli Quem nunca chamou um negro de macaco, quem nunca chamou uma mulher de puta, quem nunca chamou um nordestino de paraíba, quem nunca chamou um homossexual de veado, quem nunca falou "tinha que ser brasileiro", quem nunca chamou louras de burras ou criticou coroas com os seus garotinhos, aceitando tiozinhos com suas Lolitas? Quem nunca chamou um judeu de avarento, uma pessoa lenta intelectualmente de retardada ou um pobre de pobre, transformando adjetivo em substantivo? Quem nunca? Claramente, muitas pessoas já o fizeram, mas não no Brasil, gigante e miscigenado pela própria natureza. Claramente, todos os nazistas da Alemanha e do mundo, mas não no Brasil, um paraíso multirracial e sexualmente livre, imaginário dos sonhos de todos os liberais de plantão. Daí, ter que concordar que a torcedora gremista mereça ser praticamente linchada por expressar o que essa nação-mãe-gentil ...

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    A desafricanização do samba - Por Nei Lopes

    A desafricanização do samba – Por Nei Lopes

    Contra obstáculos que o afastam das raízes, ritmo baiano ganhou o mundo. Pixinguinha (centro), recebe homenagem no Rio de Janeiro em 1968 Por Nei Lopes, sambista, escritor e autor, entre vários outros livros, 
da Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana (4ª ed., Selo Negro, 2011) — publicado na edição 79, de setembro de 2013 *********** A palavra "samba", presente no cotidiano brasileiro desde, pelo menos, o século XIX, quando era definida simplesmente como "um tipo de dança de negros", tem inegável origem africana. Arte eminentemente popular, aos poucos foi sendo estudada e compreendida. Na década de 1940, já era vista como "dança de salão, aos pares, com acompanhamento de canto, em compasso 2/4 e ritmo sincopado", como definiu o poeta e folclorista Mário de Andrade. Finalmente, em 2001, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa trazia a informação de que "o nome designa, também, um tipo de canção popular de ritmo geralmente 2/4 ...

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    Os Editais do MinC e o espírito do direito - Nei Lopes

    Os Editais do MinC e o espírito do direito – Nei Lopes

    “O Direito é a arte de atribuir a cada um o que é seu” (Ulpiano, Roma, séc. III d.C.) Uma recente decisão judicial suspendeu a vigência dos editais de incentivo aos projetos de cultura afrobrasileira, lançados pelo Ministério da Cultura em novembro passado. E o fez atendendo a uma ação, ajuizada no Maranhão, segundo a qual os editais abririam “um acintoso e perigoso espectro de desigualdade racial”. Mas o MinC declarou em nota que vai recorrer da decisão. Se o recurso fosse elaborado aqui no Lote, data venia, a argumentação estaria límpida e clara, em muita coisa que já se sabe e que já dissemos. E nossa exposição, começaria pela citação do trecho inicial de um livrinho de bolso, tão pequenino na forma quanto grande no conteúdo. Trata-se de “Cotas Raciais: por que sim?”, publicado pelo IBASE (Rio, 3ª. ed., 2008) sob a coordenação da “sobrinha” Cristina Lopes, autora do texto, que assim ...

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    Hoje na História, 1942, 17 de agosto nascia Nei Lopes

    Hoje na História, 1942, 17 de agosto nascia Nei Lopes

    1942 foi um ano estelar para a Música Popular Brasileira. Nei Lopes nasceu em maio; Gilberto Gil chegou em junho, Caetano Veloso em julho e no dia 12 de novembro, Paulinho da Viola. Senhores absolutos da sua história, cada um desses criadores chega aos 70 anos de idade expondo publicamente suas maneiras de pensar e construir o país. Neste contexto, Nei Lopes, na condição de primogênito, se destaca. Esta edição do Musicograma homenageia o artista e sua obra, verdadeiro retrato da memória carioca. Foi na convivência familiar, nas festas realizadas no bairro e no contato com os tipos populares do subúrbio de Irajá que veio o interesse para a música. Não apenas a arte como entretenimento, mas como ação política, herança do pai, o pedreiro Luiz Brás Lopes, fundador do Grêmio Pau-Ferro. Foi a partir das atividades organizadas no grêmio, junto com os irmãos, que Nei ampliou sua vocação artística. ...

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    Compositor e escritor Nei Lopes abre hoje a programação do projeto Conexão África Brasília

    Compositor e escritor Nei Lopes abre hoje a programação do projeto Conexão África Brasília

    por Gabriela de Almeida e Maíra de Deus Brito É de Irajá, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, de onde vem Nei Lopes, músico, historiador e escritor, que deixou de lado os carnavais no Salgueiro e na Vila Isabel para se aventurar em um bloco de rua em Piraí, município localizado no Vale do Médio Paraíba, também no Rio. Cantor e compositor, Nei é um dos responsáveis pela exaltação da cultura negra na música popular brasileira, com seus textos e canções com temática afro. Com todo o seu samba na veia, Nei Lopes vem a Brasília para abrir o projeto Conexão África Brasília, nesta quinta-feira (3/11), na Sala Cássia Eller, da Funarte. A programação também conta com shows das cantoras brasilienses Cris Pereira, Ligiana Costa, Renata Jambeiro; da goiana Camilla Faustino e da carioca Zezé Motta, que encerra o evento dia 25. Ao lado de Wilson Moreira, Nei Lopes ...

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    Nei Lopes - Brasil é "altamente preconceituoso, racista e excludente"

    Nei Lopes – Brasil é “altamente preconceituoso, racista e excludente”

    O Brasil é uma sociedade "altamente preconceituosa, racista e excludente", classifica o escritor, compositor e intelectual de estudos afro-brasileiros, Nei Lopes, um dos participantes da Bienal Internacional do Rio de Janeiro. Nei Lopes esteve no domingo ao lado do escritor angolano Pepetela, a participar num debate sobre "África -- Brasil: transas literárias, transes existenciais" no espaço do "Café Literário" da Bienal. "Temos que admitir que o Brasil é composto por uma sociedade altamente preconceituosa, racista e excludente. Chegou a hora de reescrever essa história, somos protagonistas dela também, assim como o continente africano é protagonista nos momentos importantes do mundo. Isso tem que ser dito, se não fosse a África, o mundo ocidental não teria crescido do jeito que cresceu". O autor lembra que antes era uma "ofensa" dizer que alguém tinha origem afro descendente. "A aproximação da cultura africana era, para os meus pais, extremamente desfavorável. Não era alguma ...

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    Nei Lopes - Além do samba? Pra quê?

    Nei Lopes – Além do samba? Pra quê?

    Tempos atrás se publicou no Brasil um livro tentando provar as origens ameríndias do samba. Sem muito sucesso, é claro, principalmente entre os que conhecem, em línguas de Angola e do Congo, a voz samba com os significados de "cabriolar, brincar, divertir-se como cabrito"; "espécie de dança em que um dançarino bate contra o peito do outro", etc. Um grande reforço à nossa opinião nos chega, agora, no livreto que acompanha o CD Música y Canto de las Comunidades Negras de Bolívia, de 1988, trazido por um amigo. Sobre o termo zemba, corrente no ambiente focalizado, diz o livrinho que é alteração de samba , palavra existente em diversas línguas congo-angolanas, sempre dentro do universo semântico da dança. O samba é africano, sim, e está presente até na Bolívia, país de africanidade muito pouco conhecida. E muito antes de ganhar o alto estatuto de componente fundamental da identidade nacional brasileira, ...

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    Nei Lopes – Retratos do Brasil Negro

    Nei Lopes – Retratos do Brasil Negro

    Poeta, compositor, sambista, pesquisador e escritor, Nei Lopes é uma referência da cultura e da arte no Brasil. Sua vasta obra intelectual e musical constitui um rico acervo de informações e ideias sobre a cultura afro-brasileira, além de refletir de maneira magistral a luta antirracista no país. No livro Nei Lopes, primeira biografia da Coleção Retratos do Brasil Negro, o jornalista Oswaldo Faustino conta em detalhe a trajetória desse grande intelectual brasileiro e aborda com maestria todas as facetas de sua vida. "Ele é uma usina do pensar", revela o autor. Como admirador, Faustino aceitou com entusiasmo o convite para escrever a biografia do intelectual. Foram quatro meses de trabalho, incluindo contatos por telefone, troca de e-mails e dois encontros, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, para reunir as histórias que mostram os diversos talentos do homem que é hoje a grande referência no estudo da cultura afro-brasileira ...

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