quinta-feira, outubro 29, 2020

    Tag: patriarcado

    Uma mulher segura uma foto em frente a um policial de uma pessoa torturada durante protesto em Minsk neste sábado.(Foto: TUT.BY / REUTERS)

    Mobilizações de mulheres ganham força em Belarus e desconcertam Lukashenko

    As mulheres estão na primeira linha dos protestos em Belarus. Milhares delas voltaram a marchar pelas ruas de Minsk e outras cidades neste sábado para exigir o fim da repressão e a saída de Aleksandr Lukashenko. Em um país profundamente patriarcal, onde seu líder autoritário não economiza comentários sexistas e não há leis específicas contra a violência machista, muitas mulheres se descobrem agora como sujeitos políticos e de direitos. E mesmo que a igualdade de gênero ainda não ocupe um lugar substancial na agenda, suas mobilizações constantes pela democracia plantam as bases de uma incipiente onda feminista. O primeiro protesto de mulheres surgiu de maneira espontânea em um grupo de Telegram no começo das manifestações contra a suposta fraude eleitoral, quando a repressão policial tentava sufocar violentamente os protestos e milhares de presos, em sua maioria homens, mas também muitas mulheres, relataram humilhações e torturas sob custódia. O grupo atraiu ...

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    Ro’Otsitsina Xavante no Acampamento Terra Livre em Brasília. (Foto: LUCAS LANDAU)

    “Dizer que nós mulheres indígenas não enfrentamos violência de gênero é mentira”

    Porta-voz do movimento das mulheres indígenas, Ro’Otsitsina Xavante conta como elas estão se organizando para combater o machismo nas aldeias Por MARINA ROSSI, do El País  Ro’Otsitsina Xavante no Acampamento Terra Livre em Brasília. (Foto: LUCAS LANDAU/El País ) Mulheres indígenas de todo o país sairão em marcha pela primeira vez para chamar a atenção para questões de gênero de seus povos. A decisão foi tomada durante o Acampamento Terra Livre, que terminou na última sexta-feira na capital federal. Elas se juntarão à Marcha das Margaridas, manifestação anual que ocorre todo o mês de agosto em Brasília, liderada por trabalhadoras rurais. “Queremos compor com as Margaridas para mostrar aliança”, contou Ro’Otsitsina Xavante, que, na diversidade do movimento de mulheres indígenas, é uma de suas porta vozes. Durante o acampamento, as "parentas", como elas chamam umas às outras, realizaram uma plenária para debater suas principais demandas. Organizaram-se separadamente por ...

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    Soldados passam roupa em Moscou em 2012. G. PINKHASSOV MAGNUM PHOTOS / CONTACTO

    Homens acomodados no patriarcado

    A transição para a igualdade da mulher abala os homens comodamente instalados na supremacia e nos privilégios. Alguns resmungam e esbravejam. Outros permanecem mergulhados na confusão Por JUAN JESÚS AZNAREZ, do El País  Soldados passam roupa em Moscou em 2012.(Foto: G. PINKHASSOV MAGNUM PHOTOS / CONTACTO) O machista incurável enfrenta a revolução feminista indignado, incapaz de compreender a pressa para desmantelar o patriarcado, uma criação histórica de homens e mulheres que supostamente data do final do Paleolítico e início do Neolítico, quando era desconhecida até a relação entre relação sexual e gravidez. O envergonhado a enfrenta mergulhado na confusão, nas contradições e no silêncio, embora reconheça, com Silvia Federici, que as diferenças não são o problema, que o problema é a hierarquia, e que há milênios as mulheres têm de se vender não só no mercado de trabalho, mas também no mercado do casamento, com a cobertura do amor. ...

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    Eu, feminista, (con)vivo com um homem machista

    Segunda para terça-feira. São 00h14 da noite e eu acabei de lavar a louça. E não é uma louça de um copo de leite e um prato de quem, no auge de sua imaturidade de 30 anos, moraria sozinho. Lavei pratos, garfos, copos, que alimentaram, no mínimo, 4 pessoas. Esfreguei a frigideira que estava encardida – sabe arear panelas? Uma tarefa bem cansativa e desgastante – além de lavar uma panela de pressão. Esse é o preço para que alguém cozinhe para mim quando eu chego tarde. Por Lívia Lima Do Nos Mulheres da Periferia Voltei do último dia de um curso de jornalismo cultural, com diversas ideias e orientações para escrita criativa, e sobre como o tédio é importante para a produção de textos mais inteligentes e inovadores. Mas eu não tenho tempo para ficar entediada. Estou lavando louças à meia noite. Toda essa introdução caótica – e um ...

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    “Na cultura patriarcal, as pessoas aprenderam a odiar a si mesmas”, por Claudio Naranjo

    O psiquiatra chileno Claudio Naranjo tem um currículo invejável. Formou-se em medicina na Universidade do Chile, especializou-se em psiquiatria em Harvard e virou pesquisador e professor da Universidade de Berkeley, ambas nos EUA. por Claudio Naranjo Do Pensar Contemporâneo Desenvolveu teorias importantes sobre tipos de personalidade e comportamentos sociais. Trabalhou ao lado de renomados pesquisadores, como os americanos David McClelland e Frank Barron. Publicou 19 títulos. Sua trajetória pode ser classificada como irrepreensível pelo mais ortodoxo dos avaliadores. Ele foi, inclusive, um dos indicados ao Nobel da Paz em 2015. No vídeo abaixo Naranjo nos propõe importantes reflexões sobre o egoismo, educação e a liberdade (ou a ausência dela, na sociedade contemporânea).

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    Foto: João Godinho

    O peso do patriarcado nosso de cada dia, dia após dia…

    Em tempos de papa “morde e assopra” – sataniza a teoria de gênero e exorta aos homens que ouçam as mulheres – e da misoginia de Donald Trump entronizada na Casa Branca, dá arrepio pensar. Eu vivi os tempos Bush, pai e filho, e Regan. Sei do que falo e do que temo. É quase um desalento. Por Fátima Oliveira, do O Tempo  No horizonte, uma disputa ideológica titânica pertinente às questões de saúde pública – o primeiro ato de Trump foi contra o Obamacare (2010), que garantiu seguro de saúde para milhões de americanos. Trump, em ordem executiva, reduziu a “carga financeira” e regulatória do sistema antes de derrogar a lei e substituí-la. Trump desferirá ataque brutal aos direitos sexuais e aos direitos reprodutivos. De certeza contará com o apoio irrestrito da Santa Sé e do Vaticano! A conjuntura é de somatória de fundamentalismos, lançando tentáculos de modo danoso e ...

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    Filhos saudáveis do patriarcado: a cultura do estupro e a naturalização da barbárie

    Em 1935, um jornal mexicano noticiou que um homem bêbado jogou a namorada numa cama e a apunhalou cerca de vinte vezes. Quando questionado pela polícia sobre o crime, o assassino respondeu que apenas foram umas “facadinhas de nada”. Sensibilizada pelo ocorrido, Frida Kahlo desenhou a cena do crime: o assassino com um punhal ensanguentado na mão e ao seu lado, o corpo nu da mulher marcado pelas facadas; o rastro de sangue está presente na roupa do homem, na vítima, na cama, no chão e alastra até mesmo a moldura da tela. O homem aparenta uma postura brutal no rosto e imobilizada no corpo. A pintora disse a uma amiga que pintou o assassinato com aquela aparência porque no México assassinar é algo bastante satisfatório e natural. Por: Paulinha Cervelin Grassi*, no Marcha Mundial das Mulheres Fico pensando nessa menina perseguida, ridicularizada, ofendida, hostilizada, violentada por 30 homens no Rio de ...

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    Quem é bela, recatada e do lar?

    Comecei a ler “mulher, raça e classe” da Angela Davis e logo nas primeiras páginas, ainda que o primeiro capítulo seja um levantamento da relação entre senhores e homens e mulheres escravizadas vi o quão atual são suas palavras pra essa onda de feminismo que temos hoje, mesmo que a obra tenha sido escrita em 1981. Em especial após a matéria da Veja, na qual tenta impor de forma “sutil” a imagem que a mulher deveria ter, “bela, recatada e do lar”, um trecho em especial me chamou atenção; nele Davis diz: “Enquanto a ideologia do feminismo – um subproduto da industrialização – foi popularizada e disseminada através das novas revistas de mulheres e novelas românticas, as mulheres brancas foram vistas como habitantes de uma esfera cortada do domínio do trabalho produtivo. A clivagem entre a casa e economia pública, trazida pelo capitalismo industrial, estabeleceu a inferioridade feminina mais firmemente ...

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    Feminismo é ideologia?

    Ideologia é igual a mau-hálito: quem tem muitas vezes não sabe Por Joanna Burigo Do Crata Capital  O nível do debate é raso, e suas táticas, pueris. As feministas dizem que as mulheres não são obrigadas a ser dona de casa? Acusam-nos de obrigar outras mulheres a trabalhar fora Dizem que ideologia é igual a mau-hálito: quem tem muitas vezes não sabe. Se o feminismo é uma ideologia, estariam as feministas cientes do próprio bafo?‬‬ Para Márcia Tiburi o feminismo não é uma ideologia, mas uma proposição dialética em que a diversidade é preservada e defendida, bem como um projeto filosófico que coloca em xeque a lógica da dominação. Segundo Tiburi, o feminismo é “uma teoria prática que surge das condições concretas das relações humanas, enquanto essas relações são baseadas em relações de linguagem, que são relações de poder”. O feminismo critica a sociedade patriarcal, e a feminista é alguém que pensa ...

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    Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

    Em meio à crise, o patriarcado contra-ataca

    Este é mais um golpe de tantos outros do patriarcado heteronormativo branco por Joanna Burigo, do Carta Capital  O termo realpolitik refere-se à política feita a partir de considerações práticas em detrimento de noções ideológicas, mas o termo é comumente utilizado de forma pejorativa para indicar políticas coercitivas, imorais ou maquiavélicas. Proponho um desdobramento do conceito para aplicação no nosso atual cenário político: vivemos a era da surrealpolitik, na qual democracia é o que se quer ainda que alguns dos caminhos para chegar nela sejam antidemocráticos, que as famílias dos parlamentares apareçam como justificativa para votar a favor de um novo governo feito pelo povo, e que uma cusparada dirigida a um defensor declarado da ditadura cause mais ultraje do que seu discurso... A maior parte da representatividade política global é marcada maciçamente pelo gênero, classe e cor dos candidatos e representantes eleitos. Até aí, nenhuma novidade, e no Brasil ...

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    SOS Corpo lança livro sobre teorias materialistas do patriarcado

    O SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, de Recife, Pernambuco lançará na próxima sexta, 8 de abril de 2016, uma publicação com a contribuição de feministas materialistas para o debate sobre o patriarcado. O livro “O Patriarcado Desvendado. Teorias de três feministas materialistas – Collete Guillaumin, Paola Tabet, Nicole-Claude Mathieu” é resultado de uma série de debates sobre promovidos pelas organização ao longo dos últimos anos e uma contribuição fundamental para o debate sobre as teorias feministas no Brasil. DA Instituto Patrícia Galvão O evento faz parte do Ciclo de “Debates Pertinentes”, de comemoração dos 35 anos da Organização, que atua pelo fortalecimento do movimento feminista e em defesa da democracia. O SOS Corpo também é uma das organizações que fazem parte do projeto da Universidade Livre Feminista. Ainda não há previsão de compra e envio para todos os estados, mas vale a pena acompanhar nas redes sociais e ...

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    A maré de sizígia das vozes das brasileiras contra o patriarcado

    Desde meados de outubro vivenciamos dias de protagonismo intenso das mulheres, semelhante à maré de sizígia – “de grande amplitude, que ocorre quando o Sol e a Lua estão em sizígia: alinhados em relação à Terra, e a atração gravitacional entre os dois astros se soma”, durante as luas nova e cheia. Por Fatima de Oliveira Do O Tempo Vários fatos detonaram a maré de sizígia das vozes das brasileiras contra o patriarcado e suas escoras, tipo o racismo. Nas redes sociais da web, a insatisfação se avolumou, e o ativismo de sofá chegou às ruas. Não farei uma análise, apenas um registro para que cada pessoa avalie e forme a sua opinião. Sabe-se que “o conservadorismo político não está necessariamente associado a conservadorismo em matéria de costumes” (Albertina Costa); todavia, a conjuntura na qual eclodiram as vozes das mulheres é de pressão contínua do “jaguncismo político” pela manutenção do status ...

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    Foto: Gabriel Brito/Correio da Cidadania

    Reorganizar a esquerda passa por enfrentar o racismo e o patriarcado

    Dia desses tive a honra de dividir uma mesa de debate com o historiador e professor da Unicamp, Leandro Karnal. Dentre as diversas reflexões que trocamos junto a uma grande e qualificada platéia daquela universidade, uma delas me marcou. Ao responder uma questão acerca da conjuntura, Karnal disparou: “Ao afirmar que vivemos uma ‘onda conservadora’, partimos de um pressuposto otimista, afinal, ao considerar que hoje estamos diante de uma onda conservadora, supõe-se que antes ela não existia. Mas ela não existia?” Por Douglas Belchior no Negro Belchior Seria exagero dizer que o conservadorismo é uma característica da própria formação da sociedade brasileira? Somos uma sociedade mais conservadora hoje do que éramos anos atrás? Há mesmo essa tal polarização entre “esquerda” e “direita” do Brasil? O racismo, o machismo ou a homofobia são mais presentes e incidentes hoje que outrora? Há tempos movimentos sociais e especialmente aqueles que se organizam em torno do enfrentamento ao racismo ...

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    É preciso ter coragem de estar sozinha

    Reproduzo aqui um texto que pra mim é e foi muito importante. Perdi a conta de quantas vezes procurei e reprocurei esse texto no Facebook, de quantas vezes printei a tela e enviei esse texto pra amigas minhas. Por Maria Gabriela Saldanha, do Negra Solidão  É preciso ter coragem de estar sozinha também. E sobre isso ninguém nos ensinou. Ninguém vai nos ensinar. Há uma normatividade rígida se impondo sobre a afetividade feminina, mas dessa vez não fala de castração. Simula liberação. Para que ela se efetive, é preciso produzir em massa uma ansiedade quanto ao sexo, um desespero por parceiros, uma incompletude que nos rouba de nosso protagonismo e nos aprisiona – sendo esse o mesmo mecanismo da sensação de insuficiência física produzida pela ditadura estética e da sensação de insuficiência emocional produzida pela cultura romântica. A quem a insuficiência sexual está servindo? A quem o patriarcado serve. Falar disso, ...

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    Sobre a solidão da mulher negra

    Pra falar da militância, eu gosto de utilizar o termo “didatismo”, porque para sermos militantes, temos por obrigação, exercermos a nossa didática diária. Não é nada fácil, eu sei, mas também não é impossível criarmos táticas de socialização do pensamento esquerdista no nosso meio social, entre as pessoas que amamos e/ou convivemos diariamente, na internet, no barzinho, na faculdade.. Por Gleide Fragra Do Feminismo sem Demagogia Entre as opressões mais difíceis de serem trabalhadas, eu, Gleide, tenho o racismo como a segunda problematização mais complicada; as pessoas acham que o racismo já foi superado, as pessoas acham que as questões de classes ligadas à etnia, as desvantagens em relação acadêmica e trabalhistas também ligadas à etnia, são meras normas culturais, as pessoas realmente acham que ser negro e: pobre, morto pela polícia, sem estudos, é normal. Enquanto mulher, negra e periférica, eu tenho uma tripla militância didática todo santo dia para ...

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    Mulheres devem ser o quiserem: uma resposta a Camille Paglia

    Recentemente, no dia 24 de abril , a escritora auto-intitulada feminista (apesar de lutar pelo "direito dos homens", de se opor a todo o feminismo, de desconsiderar as mulheres trans, e de defender um modelo utópico de feminilidade) Camille Paglia deu uma entrevista à Folha de S. Paulo na qual afirmava: "mulheres devem ser mais maternais". Como transfeminista, e ativista brasileira, tomei a liberdade de enumerar os equívocos de Camille: Por Fernando Vieira Do Brasil Post 1. "Feministas de hoje culpam os homens por tudo. Feministas de hoje querem que os homens sejam como mulheres, pensem como mulheres. As feministas de hoje não são como as grandes mulheres dos anos 60". Feministas não culpam os homens por tudo. O feminismo percebeu, e Camille já deveria ter feito isso, que a produção da desigualdade nas relações de gênero é fruto do patriarcado, um sistema de poder, que fundamenta, historicamente, a supremacia do homem ...

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    Por que resistir à feminilidade deveria fazer parte de nossas lutas?

    A gente, mulheres, quer acabar com o patriarcado e a opressão sobre a gente. Só que essa derrubada não virá do céu, só virá com luta. E no entanto é muito comum no feminismo evitar pressão sobre as mulheres para desconstruirem certos vícios e atitudes autodestrutivas para não ofendê-las com “culpabilização”. por Keli Alexandre no A Margem do Feminismo Eu particularmente estou de saco cheio de tudo ser TW entre feministas. Principalmente porque esse melindre é muito coisa de patricinha (moças classe média). Essas moças são muito fãs de uma inércia, comodismo, falta de problematização. Por isso o feminismo liberal é tão mainstream. Só que, para as que realmente se interessam pela queda do patriarcado, acho que certas coisas a gente pode fazer com muita eficácia para ajudar a enfraquecê-lo. Uma delas é o empoderamento financeiro e político das mulheres. A gente não precisa esperar o planeta ficar comunista, ou o ...

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    Deformar-se não é uma vitória contra o patriarcado

    Esses dias, muita gente compartilhou no Facebook o depoimento de Débora Adorno do dia 13/03/2015, relatando como se livrou de uma situação de assédio ostensivo numa rua de Belo Horizonte. Nas palavras dela: Texto da Equipe de Coordenação das Blogueiras Feministas, no Blogueiras Feministas Então, a coisa é que ao andar nessa rua comecei a receber muitas, mas muuitas cantadas mesmo, principalmente dos vendedores mas também dos caras passando.. Cara, a maioria das mulheres aqui entendem perfeitamente do que eu to falando mas homens, ces não tem noção de como é isso de fato, de como a gente se sente invadida, incomodada, oprimida.. é horrível, mesmo. Eu fiquei tensa, fiz o que sempre faço nessas situações, fecho a cara, olho fixamente prum ponto no horizonte e tento andar o mais rápido possível. Mas como falei a rua estava cheia, estava congestionando e eu fui obrigada a passar devagar e ficar escutando de ...

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    A armadilha do machismo na caminhada conservadora

    Nas manifestações que aconteceram neste domingo (15), houve milhares de mulheres participando ativamente. Entre cartazes e camisetas com mensagens, muitas defendiam um modelo de política conservador e dividiam espaço com grupos que pediam por uma nova ditadura militar. Na massa, até mesmo grupos neonazistas estavam presentes. Por Jarid Arraes Do Portal Fórum  Para essas mulheres, participar de um manifestação política, depois de décadas de luta pelos direitos femininos, é algo natural e tomado por garantia. No entanto, mesmo que não se deem conta, a lógica de sociedade conservadora que defendem, mais cedo ou mais tarde, pode se voltar contra elas. Afinal, esse modelo se apoia na figura do patriarca, tanto para estabelecer relações particulares quanto para ostentar figuras de liderança. É uma verdade inquestionável que as defensoras dessa mentalidade são livres para escolher o modelo político em que mais acreditam. Mas nenhuma parece compreender o que pode acontecer com as ...

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    O conceito de gênero por Heleieth Saffioti: dos limites da categoria gênero

    Se, para muitas feministas, o conceito de gênero é central, ganhando uma imensa importância para a compreensão das relações entre mulheres e homens, assim como do próprio questionamento do que se entende por homem e mulher, não podemos dizer que essa abordagem é unânime. Tratarei aqui de uma forte crítica que a socióloga brasileira Heleieth Saffioti, em sua obra Gênero, patriarcado, violência (2004) faz dos usos da categoria gênero. Por Adriano Senkevics Em uma de suas últimas obras publicadas, não podemos dizer que Saffioti inaugura ou reconceitua uma noção de gênero. Em tempo, a autora revisita a construção dessa categoria e, contrapondo-o à utilidade do então desgastado conceito de patriarcado, Saffioti conclui seu livro reivindicando a importância da categoria “patriarcado” em detrimento de “gênero” ou, ao menos, da utilização exclusivista do último. Saffioti atribui à Gayle Rubin a sistematização do sistema sexo/gênero quanto à ideia de que a opressão das mulheres pelos homens não é inevitável. Para Saffioti, Rubin conceituou ...

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