Tag: Tereza de Benguela

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Tecendo histórias e poemas: a consciência negra na educação

No dia 20 de novembro do ano de 2020 participei, a convite da Thalita Pinho (assistente social e professora da FPO), da mesa que dá título a este texto, compartilhei fala com as queridas Valéria Lourenço (escritora e professora do IFCE-Crateús) e Patrícia Matos (pretagoga na COPPIR-Fortaleza).  Divido com vocês a minha fala. Esta parece ser uma informação muito pessoal. Mas tal informação, aparentemente “confidencial”, não é nada privada. (Grada Kilomba) Quero iniciar considerando acerca do título desta mesa - Tecendo histórias e poemas: a consciência negra na educação - título poético, carregado de força, de sentidos. Tem um sentido de nós, mulheres negras, estarmos em espaços que nos foram negados: literatura, invoco Maria Firmina dos Reis; escola, invoco Bernardina Maria Elvira Rich. Tem um sentido de contar nossas histórias, de sermos referências positivas de dedicação, trabalho, intelectualidades, sensibilidades, belezas e tudo de bom e bonito que nós, pessoas negras, ...

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Arte: Portal Geledés

EUA terão ativista negra na nota de US$ 20; listamos 7 mulheres para o real

À frente de muitas lutas por direitos iguais na sociedade, as mulheres negras nem sempre têm seus méritos reconhecidos. Os Estados Unidos pretendem mudar essa realidade: nesta semana, a Casa Branca anunciou que dará seguimento ao projeto de mudar a figura da nota de US$ 20 para a da ativista negra Harriet Tubman, ex-escravizada que ajudou outras pessoas negras a se libertarem do mesmo destino antes e durante a Guerra Civil. Com isso, se tornou uma importante figura no movimento abolicionista dos EUA. O governo Biden retomará a proposta de colocá-la no dinheiro que circula por aí. Segundo o porta-voz presidencial estadunidense, Jen Psaki, "é importante que nossas cédulas, nosso dinheiro... Reflitam a história e a diversidade de nosso país". A mudança, se confirmada, colocará Tubman no lugar do rosto do ex-presidente americano Andrew Jackson, que teve uma estátua com sua figura atacada durante protestos pela morte de George Floyd. No Brasil, ...

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Arquivo Pessoal

25 de julho comemoração do Mês da Mulher Negra Latino -Americana e Caribenha e de Tereza de Benguela : a clínica do testemunho

Como você se percebeu Negra? Você falou que era Negra ou te gritaram Negra? Na construção da sua identidade racial você se sente escutada? Você se sente invisível nas suas relações afetivas, se sente acolhida? Sente-se com espaço para expressar seus sentimentos, suas afetações? As pessoas com quem se relaciona lhe reconhecem no que tange espaço para você ser? Ou somente percebem como objeto de subalternização ou sexual? Você se sente representada nos movimentos sociais? E como percebe seu laço com o Social? Esta e muitas perguntas a partir do vídeo impactante da poeta Victoria Santa Cruz sobre a descoberta de Ser através do outro/ Outros me convocam uma para uma escuta como “Testemunho, Instrumento” da dor e reverberações do racismo estrutural, fenômeno social com característica de negação no nosso país, que apesar do inconsciente não ser racista, machista e misógino, mas é atravessado pela reprodução destas construções da estrutura ...

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Tereza de Benguela (Imagem: Wikimedia Commons)

Sobre sambas-enredo e ensino

Esta é uma publicação especial motivada pelo Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. O 1º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas ocorreu na República Dominicana, entre os dias 19 e 25 de julho de 1992. O evento acolheu representações de 70 países e seu principal objetivo era discutir e deliberar sobre as problemáticas e demandas das mulheres negras nas Américas. Durante o encontro foi criada a Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, bem como o dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, com comemoração em 25 de julho. No Brasil, a partir das primeiras décadas do século XXI, devido ao significativo ativismo das mulheres negras, a data passou a ser comemorada com mais frequência e, em 2014, 25 de julho passou a ser também o dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, por meio da Lei 12.987, assinada pela presidenta Dilma Rousseff. Tereza de Benguela ...

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Tereza de Benguela (Imagem: Wikimedia Commons)

Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha: tempos de luta, de luto, e de resistência à violência contra as mulheres negras

Nesse momento de grandes sobressaltos e de tantas incertezas, venho oferecer meu afetuoso abraço a todas aquelas que fazem deste mundo um lugar de acolhimento, compreensão e de concórdia. Pois, são inúmeras as atribulações, a correria que mal temos tempo de olhar para nós mesmas e de nos reconhecermos como aquelas que também precisam de cuidados, de atenção e de escuta. Afeto é doação, é compartilhar o que se tem, independente de quantidade, mas sim, o valor legítimo dessa afetuosidade em forma de empatia. Mulheres negras se levantam todos os dias do ano para enfrentar o racismo o sexismo, mas no 25 de julho Dia da Mulher Afro Latino e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela, são mais altivas para que outras mulheres negras não precisem passar pelas mesmas situações vexatórias, as quais muitas já vivenciaram. É necessário rememorar que as principais conquistas neste campo foram auferidas por ...

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Foto: Banner Divulgação

Semana Tereza de Benguela discute o mundo do trabalho da mulher negra

Uma reunião de mulheres negras que têm o objetivo principal de discutir as diversas nuances do mundo do trabalho. Este será o tema central da Semana Tereza de Benguela. O evento acontece de 22 a 26 de julho, nas cidades de Santos e Cubatão, na Baixada Santista. Idealizado por diversos grupos dos movimentos sociais, em conjunto com o Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital, da Universidade de São Paulo (USP), a semana de atividades culturais e acadêmicas em comemoração ao Dia Tereza de Benguela traz para reflexão “O que é o trabalho da mulher negra e como ele é visto e percebido pelo mundo do trabalho, a partir do olhar das mulheres negras”. A programação é a seguinte: 22 de julho – 18 às 22 horas 18 horas- SLAM PIRA VDC; 18h30 – Ornella Rodrigues; 19 horas – “História, Luz e Som: memórias de velho engenho”; 19h30 – “O Trabalho ...

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Hoje na História, 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha

Apesar de corresponder a 53% dos brasileiros, a população negra ainda luta para eliminar desigualdades e discriminações. São cerca de 97 milhões de pessoas e, mesmo sendo a maioria, está sub-representada no Legislativo, Executivo, Judiciário, na mídia e em outras esferas. Em se tratando do gênero, o abismo é ainda maior. Apesar da baixa representatividade de Mulheres Negras na política e em cargos de Poder e de decisão, cada ascensão deve ser comemorada como reconhecimento. por Fabiana Yuka no Palmares Para a presidenta da Fundação Cultural Palmares (FCP-MinC), Cida Abreu, o Brasil ainda se revela racista. As demandas do movimento social negro passaram a fazer parte da agenda política, a partir do governo ex-presidente Lula. O Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), serviu de base para a elaboração do PPA. Tem sido a referência para as cotas nos concursos públicos e nas universidades, como um dos caminhos, a se percorrer para reduzir ...

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Tereza de Benguela (Imagem: Wikimedia Commons)

Tereza de Benguela, uma heroína negra

Dia 25 de julho é data para celebrar o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. O nome é, segundo a ex-senadora e autora do texto Serys Slhessarenko, uma forma de criar um ícone para as mulheres negras do país. “É preciso criar um símbolo para a mulher negra, tal como existe o mito Zumbi dos Palmares. As mulheres carecem de heroínas negras que reforcem o orgulho de sua raça e de sua história”, afirmou Serys ao site da Câmara dos Deputados. "Rainha Tereza", como ficou conhecida em seu tempo, viveu na década de XVIII no Vale do Guaporé, no Mato Grosso. Ela liderou o Quilombo de Quariterê após a morte de seu companheiro, José Piolho, morto por soldados. Segundo documentos da época, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, com aproximadamente 79 negros e 30 índios. O quilombo resistiu da década de 1730 ao final do século. ...

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Dani Costa Russo/Divulgação

25 de Julho: toda mulher negra é um quilombo – Por: Jarid Arraes

Tereza de Benguela foi uma mulher negra guerreira, líder do quilombo de Quariterê, em Cuiabá. Nessa sexta-feira, ela é símbolo do 25 de Julho, Dia da Mulher Negra no Brasil; no entanto, é necessário muito ímpeto de pesquisa para conhecer mais a seu respeito, já que sua história foi completamente ignorada e apagada. Embora neste ano o reconhecimento oficial finalmente tenha chegado, no final das contas, Tereza ainda é mais uma mulher negra negligenciada pela história brasileira. A história das mulheres negras no Brasil nunca foi dignamente contada: para a maioria das crianças e jovens negras, há pouca esperança de que aprendam sobre figuras femininas negras em quem possam se espelhar. Mas não por falta de referências reais – pois, à exemplo de Tereza de Benguela, existiram e ainda existem muitas -, e sim porque o racismo brasileiro encontra na misoginia um mecanismo eficiente de silenciamento, tentando varrer para debaixo ...

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Câmara aprova Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (1º de abril), em caráter conclusivo, proposta do Senado (PL 5746/09) que institui a data de 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A proposta segue para sanção presidencial. O relator do projeto, deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), ressalta que Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu no Mato Grosso do Sul. “Sob sua liderança, o Quilombo Quariterê resistiu à escravidão por duas décadas, e sobreviveu até 1770”, sustenta. América Latina A autora do texto, ex-senadora Serys Slhessarenko, destaca que, em toda a América Latina, apenas o Brasil ainda não comemora o Dia Internacional da Mulher Negra em 25 de julho. “É preciso criar um símbolo para a mulher negra, tal como existe o mito Zumbi dos Palmares. As mulheres carecem de heroínas negras que reforcem ...

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