quinta-feira, abril 22, 2021

Tag: Thiago Amparo

Thiago de Souza Amparo – Imagem- Veja.com

O golpe de 2022 será com armas

Com ironia, aqui vai um alerta de gatilho (literalmente): todos os fatos futuros narrados aqui jamais ocorrerão e as instituições estão funcionando perfeitamente. Todos os fatos pretéritos, no entanto, ocorreram. Vejo a panela em que o sapo da democracia, lentamente, cozinha. Ali está o sapo banhando-se na água do autoritarismo, como quem flutua na santa paz de um mercado e de um centrão felizes, apesar de você. 30 de outubro de 2022. Quando Jair Bolsonaro perdeu o segundo turno da eleição presidencial com 45% dos votos, apesar do apoio em segundo turno do DEM e do PSDB, de uma oposição dividida e de fake news de fraude eleitoral, as coisas começaram de fato a ficar feias. Não que elas já não estivessem feias, dadas as 400 mil mortes pela pandemia e a vacinação que deslanchou só em 2022. Carnaval em 2022, como no ano anterior, não houve. Tal qual um ...

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Thiago de Souza Amparo – Imagem- Veja.com

Brasil, um torto arado de violência política

“Sofri atentado político ontem, com tiros disparados na madrugada, em frente de casa.” Estas são as palavras no último dia 27 da covereadora Carolina Iara, primeira pessoa intersexo eleita no país, pela Bancada Feminista do PSOL-SP. Antes, sua colega de partido, Erika Hilton - primeira vereadora trans em SP e a mulher mais votada da capital em 2020 – sofrera dois ataques graves em seu gabinete, fora outras dezenas de intimidações online. A estes episódios devemos dar o nome que lhes cabe: violência política. Constituem um ataque à integridade da democracia, um regime que pressupõe o dissenso pacífico e não a política pela bala. Não há democracia sem o fim da violência política contra mulheres, e do racismo, sexismo e transfobia que a sustenta. Seja o racismo sofrido pela primeira prefeita eleita de Bauru, Suéllen Rosim (Patriota), sejam as ameaças de morte contra a deputada federal Taliria Petrone (PSOL), corpos de políticas, em especial negras ...

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Thiago Amparo (Foto: Marcus Leoni/CLAUDIA)

O Brasil é uma enfermeira preta vacinada

Na política e na vida, imagens importam. Neste domingo (17), a cara do Brasil não é a do presidente da República espumando sandices pela boca ou a de seu ministro da Saúde, abestalhado, isolado no alto palco de sua irrelevância em uma entrevista coletiva que nada explica. Ofuscados pela genialidade imagética do governador João Doria (PSDB), um ex-aliado feroz, Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello tornam-se hoje o que sempre foram: irrelevantes. Perigosos, mas irrelevantes. Ao investir na semiótica da decência política calcada na vida, Doria sai desta gigante, como merece sair, apesar dos atropelos marqueteiros. Na entrevista em São Paulo, tanto a linguagem empregada quanto a imagem veiculada por Doria contrastaram dramaticamente com um ministro da Saúde acanhado, apequenado e deveras irritado, como uma criança gigante cujo doce fora dela roubado. Em democracias competitivas como é o Brasil, paixão e autointeresse se controlam e se anulam; em outras palavras: foi o marketing doriano que acabou controlando ...

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Thiago Amparo (Foto: Marcus Leoni/CLAUDIA)

Isto são os EUA

Os Estados Unidos da América creem tanto em sua imagem como a maior democracia liberal do mundo que esquecem que essa imagem, vista por eles próprios como excepcional no panteão internacional, é, de fato, uma autoimagem. Quando nos olhamos muito no espelho, esquecemos a diferença entre o que é reflexo, edificado sobre o arenoso solo das nossas aspirações, e o que é realidade, construída com os escombros das nossas próprias contradições. Não há nada de excepcional do ponto de vista moral num país onde presidentes pressupõem que o poder de executar civis por drones faz parte do seu trabalho diário presidencial (em sua recente biografia, ao descrever de forma franca e brutal o ofício de ordenar a morte por drone, Obama revela que o horror é bipartidário). Não há nada de excepcional, ou mesmo democrático, no fato de os EUA terem auxiliado na consolidação de ditaturas ao redor do mundo, ...

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Thiago de Souza Amparo – Imagem- Veja.com

Quem mandou matar Emilly e Rebeca?

Chega um tempo em que a dor não basta. Chega um tempo em que nossos ombros negros suportam o mundo e, como escreveu Drummond, "ele não pesa mais que a mão de uma criança". Se pudéssemos parar o tempo, as primas Emilly Victoria Silva dos Santos, 4, e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, 7, ainda estariam ali brincando na porta de sua casa em Duque de Caxias (RJ), e não atravessadas pelo genocídio em curso. Uso o termo em sua acepção jurídica: homicídio com intenção de destruir, no todo ou parte, pobres e pretos. Chega um tempo em que devemos recusar escrever elegias, porque num mundo onde a morte de crianças pretas é uma ordem que as dilacera, resta lutar por justiça. Justiça, escrevera Cornell West, é como o amor se apresenta em público. Balas não são perdidas, porque sempre acham os mesmos corpos negros para os quais foram disparadas. ...

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Foto: Reprodução/ Carrefour

A polícia privada que guarda as vidraças do Carrefour

Para o pescoço esmagado pelo joelho do agente fardado por longos quatro minutos, que diferença faz se o uniforme é policial ou privado? João Alberto não foi apenas morto por ser negro. João Alberto foi morto porque, sendo negro, a sua carne é, para seus algozes privados, a mercadoria mais barata na gôndola. Sem desmantelar o capitalismo policial por trás do racismo, vidas negras continuarão a ser alvejadas por algozes particulares, protegidos por trás de vidraças que ofuscam, mas não eliminam a distinção entre humanidade e barbárie. Há no Brasil um exército de 1 milhão de vigilantes aptos a trabalhar, 51% deles formalmente inativos, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020. Inativo não significa inoperante. O setor de segurança privada é marcado por trabalhos informais (“bicos”), tolerados, mas não permitidos por lei para policiais, oficiais ou praças. Regulado pela portaria 3233/2012 da Polícia Federal, o controle sobre o setor ...

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Thiago Amparo (Foto: Arquivo Pessoal)

Pelo fim de cotas para homens brancos nas eleições

Qual a cara do poder político no Brasil? Vejamos os números. Metade da Câmara possui patrimônio superior a R$ 1 milhão, no Senado número chega a 66%. Brancos representam quase 70% do total de congressistas, e mulheres apenas 15%. Ocupamos a posição 132 entre 190 países em termos de participação de mulheres no Parlamento, atrás da Arábia Saudita, diga-se. Poucos parlamentares, como Senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES), são pessoas com deficiência. Disparidades na política não devem ser naturalizadas. Homens brancos milionários não são seres políticos natos dotados de poderes mágicos, exceto o poder de controlar os cofres partidários. Em 2018, negros figuraram em apenas 23,9% das candidaturas com mais recursos apesar de representarem 34,2% das candidaturas nos 11 maiores partidos, segundo jornal O Globo. Na próxima terça-feira (25), o Tribunal Superior Eleitoral deverá concluir julgamento sobre o tema, em consulta apresentada pela deputada federal Benedita da Silva ...

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Thiago Amparo (Foto: Arquivo Pessoal)

Borba Gato deve cair

Por quais estátuas os sinos do nosso luto dobram, e por quais não? Foi sem choro que Hilter, na Alemanha, Franco, na Espanha, Hussein, no Iraque, foram arrancados dos panteões públicos. Ao ver que por aqui ainda choram a morte das figuras engessadas de Leopold II, na Bélgica, Colston, na Inglaterra, e Borba Gato, no Brasil, a ponto de compará-las a imagens religiosas destruídas em guerras entre católicos e protestantes no século 16, nos resta a dúvida àqueles que sofrem de luto. O que nelas ainda consideram sacrossanto, senão a supremacia colonial que, em vida, utilizaram para dizimar centenas e que, em morte, enaltecemos com vergonha insincera? África do Sul, 9 de março de 2015. No centro da praça central da Universidade da Cidade do Cabo jaz uma escultura em bronze do colonizador britânico Cecil John Rhodes. Nela, um dos principais arquitetos da segregação sul-africana se senta em uma cadeira, ...

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Thiago Amparo (Foto: Arquivo Pessoal)

Negros queimam mito da democracia americana

Os EUA estão em chamas. Não são somente os prédios que ardem ali. Nas ruas de Nova York, Minneapolis, Atlanta e tantas outras cidades construídas, literalmente, sobre os ossos de escravizados, negros e negras queimam o mito fundante de um país livre e igual. “Os ideais fundadores da nossa democracia eram falsos quando foram escritos. Foram os negros americanos que lutaram para torná-los realidade”, escreveu no ano passado Nikole Hannah-Jones. Reencena-se a violência racial como espetáculo. Hoje e outrora. 1921, Tulsa, Oklahoma. Aviões particulares jogam bombas sobre comércios na chamada Black Wall Street, destruindo dezenas de quarteirões e matando centenas de pessoas negras. 1963, Birmingham, Alabama. Bombas contra líderes de direitos civis eclodem. Protestos são massacrados pela polícia. Uma foto brutalmente icônica mostra um policial com o joelho enforcando uma mulher negra. Semelhança sombria com a cena de George Floyd sendo assassinado em Minneapolis no último dia 25. Da prisão ...

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Arquivo Pessoal

Utopia para meninos negros

São Gonçalo (RJ), João Pedro Matos Pinto, 14. João brincava com seus primos no jardim. Com que brincava João Pedro? Imaginemos algo que lhe dê alegria. Ali está João Pedro, brincando de videogame com seus primos. João Pedro corre para lá e para cá no jardim de sua casa. João Pedro se deita na grama e ri. João Pedro ri. João Pedro se pergunta quando voltará pra escola. João Pedro quer mesmo é saber o que teremos hoje para jantar. João Pedro vive. Quero imaginar que os 72 tiros contra casa de João Pedro não o definem. Quero imaginar que os meninos negros mortos têm nome, sonhos e viviam. Vinte e quatro adolescentes foram baleados na Grande Rio; desses, 11 morreram, de acordo com o levantamento de abril do laboratório de dados de violência Fogo Cruzado. Em abril deste ano, aumentaram em 58% os óbitos em operações policiais no RJ ...

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arquivo pessoal

Morre-se em casa por Covid-19

“No dia seguinte ninguém morreu.” É assim que começa o livro de José Saramago sobre um país onde a Morte, em pessoa, decide parar de matar. Intitulada “Intermitências da Morte”, a obra joga luz sobre a engrenagem social da morte —médicos, funerárias, cemitérios, igrejas, jornais. Se ali se parou de morrer, aqui se principia a morrer silenciosamente. Em casa, por Covid-19. Enquanto ministros de Estado se enfileiram atrás de um projeto político já defunto e os cavaleiros do apocalipse político desviam nossa atenção da pandemia, a morte não para. E é ela que deveríamos focar neste momento. Reportagem em O Globo deste domingo (26), de autoria de Yan Boechat e Gustavo Basso, sugere o tamanho da tragédia silenciosa. Em São Paulo, o número de mortes em casa dobrou durante a pandemia de Covid-19. Histórias se repetem. Pacientes com sintomas leves procuram serviço de saúde, voltam para casa, e subitamente pioram, ...

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arquivo pessoal

Por que a Covid-19 é tão letal entre os negros?

Raça estrutura condições desiguais de enfrentar pandemia Por Thiago Amparo, da Folha de São Paulo Thiago Amparo (Arquivo Pessoal)   “Como nas pragas anteriores, todos que podiam se dar ao luxo de fugir de Londres o fizeram, mas as classes mais pobres nos subúrbios populosos de ambos os lados do rio Tâmisa foram deixadas para trás e foram elas que mais sofreram.” Não se trata de uma descrição da atual pandemia, mas, sim, do impacto das pestes europeias em Londres no século 17 por Scott e Duncan no livro “Biology of Plagues” (Biologia das pragas), de 2001. Seja a Inglaterra setecentista ou o Brasil de hoje, pandemias agravam desigualdades preexistentes. Fatores de risco, como diabetes e doenças cardíacas, atingem em maior intensidade os mais pobres, demonstram Luiza Pires, Laura Carvalho e Laura Xavier no relatório “Covid-19 e desigualdade”. Ali elas apontam que acesso aos sistemas de ...

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Thiago Amparo - Folha de São Paulo

Truculência nas ruas materializa autoritarismo nada gradual

Para negros, LGBTs, pobres e mulheres, a deterioração democrática é endêmica Por Thiago Amparo, da Folha de S.Paulo Thiago Amparo, pesquisador na área de direitos humanos - Arquivo Pessoal Abra o jornal deste domingo (01). Na noite de sábado (30), em Salvador, um homem entrou num bar LGBT e, arrastando uma mulher pelos cabelos, ameaçou de morte a todas pessoas ali presentes, em sua maioria mulheres lésbicas. Foi preso em flagrante, sendo liberado em seguida. Mesmo dia, em São Paulo, nove pessoas em uma festa morreram pisoteadas em Paraisópolis, sadicamente, no que a PM paulista chamou de “ação de controle de distúrbios civis". No Rio de Janeiro, até outubro deste ano, 1.546 pessoas foram mortas pela polícia, maior índice desde o começo da série histórica em 1998. Spoiler: Bolsonaro não é um democrata. Nunca foi. Não o era quando em 1999 defendeu em entrevista “matar uns 30 ...

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arquivo pessoal

Queimem os livros

Weintraub e Damares preferem lutar contra moinhos de vento a formular políticas sérias Por Thiago Amparo, da Folha de São Paulo Thiago Amparo (Arquivo pessoal) “Vê agora por que os livros são tão odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. As pessoas acomodadas só querem rostos de cera, sem poros, sem pelos, sem expressão.” Este é um dos meus trechos favoritos do livro “Fahrenheit 451” de Ray Bradbury. Publicado em 1953, o livro narra uma sociedade distópica onde livros são proibidos, constantemente queimados por esquadrões de bombeiros. Distopia cada vez mais presente nos dias atuais. O problema de viver em uma distopia é perceber seu caráter irritantemente repetitivo. Quiçá até entendiante. Aos poucos privilegiados o bastante pra se arrogarem o lugar de espectadores, resta morrer de tédio antes de morrer de autocracia. Repetimos o que ocorre na Hungria e Polônia. Desde que ...

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arquivo pessoal

Trincheiras raciais

Experiência internacional aponta alternativas à guerra às drogas Por Thiago Amparo, da Folha de São Paulo Thiago Amparo (Foto: Arquivo Pessoal) Quantos DJs de festas onde dança a elite paulistana estão presos hoje por associação ao tráfico como DJ Rennan da Penha está? Quantas vezes helicópteros policiais atiraram sobre Ipanema ou Leblon como ocorre no Complexo da Maré, no RJ? Quantos empresários foram condenados, com base nas palavras de policiais, a 11 anos por tráfico de drogas por supostamente carregar consigo pequena quantidade de droga como foi Rafael Braga? Quantas pessoas levam jatos de água em operações de zeladoria urbana como na cracolândia, em SP? Ao país falta coragem. Se a tivéssemos, já teríamos avançado no debate sobre guerra às drogas. Na iminência de ter sua constitucionalidade analisada pelo STF, a criminalização do porte pessoal de drogas é a pedra no meio do caminho que nos ...

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arquivo pessoal

Quanto valem os direitos

Entre a austeridade e a defesa de direitos sem lastro econômico, mora a política Por Thiago Amparo, da Folha de São Paulo Thiago Amparo. (Foto: Arquivo Pessoal) Um debate travado no tudo ou nada. Alguns alertam que não está no momento de alterar o teto de gastos. Fazê-lo levaria a uma elevação da carga tributária ou a maiores níveis da dívida pública. Ou seja, caos econômico, segundo eles. Outros sustentam, sob a pecha de sonhadores, que o teto de gastos corrói o mínimo que a Constituição de 1988 dispõe obrigatoriamente para saúde e educação. Ou seja, ou o fim do teto de gastos ou a barbárie social. A esse coro somou-se o STF, que decidiu (com razão) suspender no último dia 11 o teto de gastos do estado de Goiás. Argumento que falta algo entre esse tudo ou nada. Falta política, em sentido genuíno. E aqui ...

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Essas e as outras 6.800 chicotadas

Dentro de uma unidade da rede de supermercados Ricoy, na zona sul de São Paulo, um adolescente negro de 17 anos foi chicotado em vídeo produzido por seus próprios torturadores. Pause por um minuto. Pondere o que comunica a violência, e para quem. Pense no poder da imagem. Do corpo negro adolescente fazemos um palco para o espetáculo da violência: curtido, compartilhado, desumanizado. Não é apenas o corpo negro nu que os torturadores querem açoitar. Filmando-no, querem destituí-lo de sua própria humanidade. No estado de São Paulo, entre 2008 e 2017, 6.800 adolescentes entre 15 e 19 anos foram vítimas de homicídio, sendo que a probabilidade de um adolescente negro ser morto é 75% maior do que a de um adolescente branco. Apesar dos avanços em São Paulo na redução de homicídios da população em geral neste período (15,3 para 10,6/100 mil habitantes), adolescentes tem sido mortos a proporções ainda ...

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https://www.geledes.org.br/caso-agatha-inquerito-da-policia-civil-aponta-que-pm-causou-morte-da-menina/https://www.geledes.org.br/caso-agatha-inquerito-da-policia-civil-aponta-que-pm-causou-morte-da-menina/https://www.geledes.org.br/caso-agatha-inquerito-da-policia-civil-aponta-que-pm-causou-morte-da-menina/

“Pessoas pensam que racismo não é sobre elas”, diz Thiago Amparo, da FGV

Os desafios da diversidade nas empresas foi tema de painéis na Conferência Ethos 360º Por Marina Filippe, do Exame Thiago Amparo, pesquisador na área de direitos humanos - Arquivo Pessoal A diversidade étnico-racial, de gênero e de orientação sexual nas empresas foi tema de dois painéis na Conferência Ethos 360º, nesta terça-feira. Para especialistas, a diversidade racial só acontece quando há essa pauta estruturada na agenda da empresa. Além da contratação, o modelo de inclusão prevê a permanência do profissional negro que encontra desafios externos. Um exemplo é o fato de que 40% dos jovens negros não concluem o ensino médio. A falta de estudo, diretamente atrelada a fatores socioeconômicos, não deve ser vista como falta de competência. “Um jovem que tem o inglês básico talvez tenha mais capacidade de aprender línguas do que alguém que passou uma década estudando numa escola renomada”, diz Thiago Amparo, ...

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Thiago Amparo - Folha de São Paulo

O que nos ensina Shakespeare sobre tirania

Livro de cabeceira de Angela Merkel nos diz como lutar contra autoritarismos de hoje por Thiago Amparo no Folha de São Paulo Thiago Amparo - Folha de São Paulo “Baseando-se na indiferença à verdade, falta de vergonha e autoconfiança hiperinflacionada, o demagogo tagarela entra em uma terra de fantasia —'Quando eu for rei, como rei serei'— e ele convida seus ouvintes a entrar nessa mesma terra da fantasia com ele. Nela, dois e dois não são quatro.” Não, esta não é uma análise política dos tempos atuais, tampouco uma descrição de governos populistas como são os de Maduro, Bolsonaro e Trump. Ao menos, não diretamente. Este é um trecho do livro “Tirano: Shakespeare sobre Política” (ainda sem tradução ao português) de Stephen Greenblatt, professor de Harvard e um dos maiores especialistas do mundo no autor inglês. Nesta semana, Angela Merkel, chanceler alemã de centro-direita, foi fotografada lendo ...

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