quarta-feira, janeiro 20, 2021

Tag: tráfico de drogas

Bibi Perigosa: glamourização da mulher no tráfico de drogas ou realidade social?

A novela da Rede Globo “A força do querer”, que começou no mês de abril, trouxe na figura da personagem da atriz Juliana Paes, Bibi Perigosa, apelido de Fabiana Escobar, ex-mulher do traficante Saulo de Sá Silva, chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha no Rio de Janeiro. Por Henrique Oliveira e Victória Dias Do Justificando A trama em torno da personagem de Juliana Paes se espelha no envolvimento que Fabiana Escobar teve com o tráfico de drogas, após a prisão do seu companheiro. Mas Fabiana contou que se envolveu com a criminalidade em dois momentos distintos da sua vida, a primeira vez quando ajudou um namorado a escapar da cadeia, porém depois ele foi assassinado. A segunda vez foi quando já casada com Saulo de Sá, o mesmo resolve entrar para o tráfico de drogas e se tornou o ‘Barão do Pó’. Fabiana Escobar conta que não chegou a ser presa, ...

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Anistia Internacional e juízes criticam Estado brasileiro por mortes em Manaus

A Associação Juízes para a Democracia (AJD), criticou o Estado brasileiro pelas 60 mortes de presos registradas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) de Manaus a nos últimos dias, classificando o fato como uma “tragédia anunciada”. Fonte: Jornal do Brasil Segundo a AJD, entidade civil sem fins lucrativos, a chacina resulta da postura nacional de tratar os problemas sociais como meros casos de polícia e do emprego de um modelo meramente punitivo que, além de não ressocializar quem é condenado à prisão, perpetua as condições para que ocorram massacres como o registrado na capital manauara. “A tragédia do Compaj corrobora a necessidade da sociedade e do Estado brasileiro refletirem sobre tal política punitivista. É necessário desvencilhar-se da crença no Direito Penal como solução de problemas estruturais, como a violência decorrente da pobreza e das desigualdades”, sustenta a associação em nota divulgada nesta terça-feira (3). A AJD também defende o fim ...

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Do Carandiru a Manaus, Brasil lota presídios para combater tráfico sem sucesso

Política de encarceramento em massa decorrente da guerra às drogas vai na contramão da tendência mundial Fonte: Él País por, Gil Alessi A realidade medieval do sistema penitenciário nacional, invisível para parte da população, por vezes explode como uma bomba e traz à tona a indiferença com que o Brasil trata a questão. O país, que já foi citado em diversos relatórios de Direitos Humanos da ONU pelas condições deploráveis de seus cárceres, tem um histórico de tragédias ocorridas atrás das grades. A maior delas no Carandiru, em 2 de outubro de 1992, quando a intervenção desastrosa da Polícia de São Paulo para conter uma rebelião na Casa de Detenção, na capital paulista, terminou com 111 presos assassinados. Mais de 24 anos depois, no primeiro dia de 2017, ocorre o segundo maior massacre do sistema carcerário: uma briga de facções deixou 56 detentos mortos no Complexo Penitenciária Anísio Jobim (Compaj), ...

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‘Convergência de dois tipos de dominação’, por Ignacio Cano

Contra atuação de traficantes como milicianos, Estado deve investigar, repreender e regular atividades econômicas Por Ignacio Cano Do O Globo A notícia de que os traficantes da Rocinha estão obrigando os comerciantes a comprar de determinados fornecedores representa um passo a mais na convergência de dois tipos tradicionais de dominação ilegal sobre as comunidades populares do Rio. Desde o surgimento das milícias como fenômeno consolidado, ficou claro que algumas delas, a despeito de sua tentativa de se apresentar como uma cruzada libertadora em relação ao tráfico, vendiam drogas ou toleravam essa atividade em troca de pagamentos regulares, numa espécie de “arrego miliciano”. Uma das diferenças entre as duas formas de dominação era justamente o fato de que os traficantes não costumavam se intrometer na vida dos moradores, desde que estes não atrapalhassem o seu negócio, enquanto que a voracidade econômica da milícia impunha taxas e ágios a atividades econômicas. À ausência ...

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Suspeito de tráfico de Ipanema vendia droga para ‘alta sociedade’, diz polícia

Patrick Rubio, de 27 anos, foi denunciado por moradora do Alemão. Jovem de classe média alta foi preso dentro da casa onde vivia com os pais. Por Lívia Torres Do G1 O jovem Patrick Rubio, suspeito de integrar uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, vendia entorpecentes para a pessoas com alto poder aquisitivo, diz a polícia. Ele foi preso nesta quinta-feira (8) no apartamento onde morava com os pais em Ipanema, na Zona Sul do Rio. De acordo com o delegado Fábio Asty, da 45ª DP, no Conjunto de Favelas do Alemão, traficantes da região estavam negociando com Patrick novos tipos de drogas em busca de sofisticação. "O público alvo dele é da alta sociedade carioca. Pelo local onde ele reside, que é em Ipanema, e o alto valor financeiro do grama dessas drogas. Para se ter uma ideia, o haxixe marroquino é comercializado para venda aqui por R$ 200 ...

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Guerra às drogas na Maré

Discutir políticas públicas e a não proibição de drogas consideradas ilegais no Brasil inclui diretamente o pobre, negro e favelado. Mesmo que seja aquele que não transporta ou comercializa, ou seja, a maioria. Utilizar algo considerado criminoso já marginaliza quem utiliza. E nada se fala sobre álcool, remédios ou cigarro. Que matam milhares de pessoas por dia, e ainda assim sua publicidade e comercialização são valorizadas. por Thaís Cavalcante da Silva via Guest Post para o Portal Geledés Grande variedade de drogas pode ser encontrada em uma favela, motivo justificado pelo Estado para a intensa onda de prisões arbitrárias, investimento em forças armadas e a massiva violência contra quem mora em periferias. Quando esse tipo de assunto é uma das vertentes para o extermínio, não é interessante investir em educação, emprego ou saúde para pessoas que têm seu direito violado apenas por morar lá. Isso é insistentemente colocado todos os dias pela mídia comercial ...

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Um governo que quer acabar com o crack, mas não tem moral pra vetar comercial de cerveja

Um jovem morre após ingerir demasiadas doses de álcool, e o que a justiça faz? Investiga os jovens que organizaram a festa que ocasionou a morte. Mais uma vez, como sempre, a justiça pega o problema pela ponta mais simples; mais uma vez - como sempre - a justiça atravessa a via mais rápida em busca de um tratamento indolor, indolor para quem? A família sente a dor da perda, os amigos sentem a dor da perda também e o peso de uma culpa que não deve e não pode recair só sobre seus ombros. Sabe quem não sente nada a respeito? A indústria do álcool. por Ana Vitoria Prudente  via Guest Post para o Portal Geledés Diversas festas foram canceladas após essa morte, um sinal de respeito ou de medo – respeito pelo outro, medo das consequências das próprias escolhas e das escolhas individuais de outrem, extremamente necessário nesse momento. Mas, quantos comerciais ...

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Como a guerra às drogas alimenta o racismo no Brasil e no mundo?

18 de Junho de 1971 – o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, fazia um discurso histórico e declarava: - As drogas são nosso inimigo público número um. Por João Costa, no Paraiba.com Tais afirmações viriam acompanhadas de severas medidas contra o porte, o consumo e a venda de diversas substâncias psicoativas naturais e sintéticas – era o início da política de “guerra às drogas”. O modelo imposto por Nixon foi rapidamente adotado ao redor do mundo. Em questão de pouco tempo, vendedores de plantas e compostos químicos começaram a ser tratados como terroristas em ameaça à segurança e à saúde pública. Juntamente com as substâncias, foram também enquadrados seus portadores e consumidores, aumentando exponencialmente a lotação dos presídios: só nos Estados Unidos, a população carcerária aumentaria mais de 140% só nos primeiros 10 anos de aplicação da política. 43 anos depois, a guerra às drogas continua de pé – assim como o tráfico e ...

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“O grande consumidor de cocaína e maconha está nos condomínios”

Coordenador da Pastoral Carcerária, padre prega descriminalização das drogas para barrar o encarceramento em massa de jovens pobres no Brasil Por GIL ALESSI do El Pais Ao contrário da maioria dos padres, Valdir João Silveira, de 62 anos, não cuida de nenhuma paróquia. Coordenador Nacional da Pastoral Carcerária, ele passa seus dias viajando pelo país e visitando alguns dos lugares mais brutais e violentos de nossos tempos: os presídios. "Cristo também foi preso e torturado. Do nascimento à morte, foi tratado como um marginal pelas autoridades da época", afirma o catarinense nascido em Antônio Carlos, que é crítico ferrenho da política de encarceramento vigente no país. “Quanto mais presídios você constrói, mais aumenta a violência. Há uma propaganda enganosa de que existe um déficit de vagas nas cadeias, e que esse é o problema. Na verdade são os presídios, quase todos comandados por facções criminosas que também atuam nas periferias, que alimentam o ...

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Tráfico de drogas é principal causa de encarceramento de mulheres na América Latina

Tráfico de drogas é principal causa de encarceramento de mulheres na América Latina

Apesar de mulheres não chegarem a 10% da população carcerária mundial, em países como México, Argentina, Chile e Brasil a maioria delas está presa por delitos relacionados ao tráfico Por Corina Giacomello, no Opera Mundi Quando a jovem colombiana protagonista do filme “Maria Cheia de Graça” decide engolir “pepas” (cápsulas com cocaína ou heroína) para transportá-las aos Estados Unidos, ela repete a experiência de muitas mulheres que cresceram em países que produzem drogas ou por onde elas transitam. A maioria delas, seja atuando no tráfico ou como consumidoras, compartilha a precária existência comum a muitas mulheres pobres em todas as Américas: exclusão social, violência, sexismo e feminização da pobreza. “Tenho quatro filhos e sou mãe solteira”, disse Nelsy, no documentário “Cocaine Unwrapped” , de 2011. Ela trabalhava como “mula” para traficantes no Equador. “Nós não o fazemos porque queremos nos tornar milionárias, mas porque estamos desesperadas.” ...

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Os novos Navios Negreiros

Por André Godinho Como historiador e professor, sempre achei importante enfatizar a distinção entre trabalho assalariado e escravidão quando ouço ou leio pessoas tratando como a mesma coisa. Tipo “nada mudou com a Lei Áurea, a exploração continua a mesma!”. A isto, costumo responder: você faz ideia do que é a escravidão que existiu até 1888? Do que é uma pessoa ter seus filhos vendidos em leilões para quem pagar mais e você não poder sequer saber onde eles estão? Do que é uma pessoa viver trancada e acorrentada, do que é trabalhar sob a ameaça de armas, de troncos, chicotes e torturas como o pau-de-arara, usado na ditadura, mas cuja origem é escravista? Do que é seu patrão ter o direito legalmente garantido de fazer o que quiser com você (incluindo o estupro cotidiano, que era norma no Brasil), pois você não existe para o sistema jurídico a não ...

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A filipina Muriel conseguiu recuperar o filho que estava abrigado / Foto Ruy Fraga

Maternidade condenada

por Andrea Dip Mesmo protegidos por diversas leis e tratados internacionais, mães encarceradas e seus filhos têm direitos violados Clarice* abre a porta de casa com o filho no colo, um menino bonito e falante de dois anos de idade, que mostra a roupa nova, o cachorro, se agarra no pescoço dela e diz “ó, essa é minha mãe”. Lá dentro, a avó ajuda a dar conta dos outros dois filhos, uma menina de 15 e um menino de 13, que chegam da escola. Quando a entrevista começa a avó tira as crianças da sala e o sorriso desaparece do rosto de Clarice. “Eu tive dois filhos dentro do sistema penitenciário. O primeiro algemada pelos pés e pelas mãos”, diz. “Morava na rua por causa do crack e aos 18 anos me chamaram para participar de um assalto a um ônibus. Estava doente e grávida, e quando você está na fissura, ...

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O usuário de crack da Maré e o usuário de crack de São Paulo

Por:Walmyr Junior Estamos em meio a uma nova tentativa de erradicação da dependência do consumo de crack no Brasil. Já sabemos que nosso país é considerado o maior consumidor de crack  do mundo, com cerca de um milhão de dependentes. Em meio a tanta tristeza e impotência das forças políticas brasileiras, vemos a prefeitura de São Paulo encampar um belo projeto, denominado ‘Braços abertos’, que tem por finalidade acabar com as conhecidas ‘cracolandias’ na cidade. Em contraponto com a dinâmica da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, o programa da prefeitura de São Paulo vem proporcionando uma verdadeira reinserção social do usuário de crack. Afirmo essa argumentação por que convivo com uma dinâmica sociopolítica de limpeza urbana todos os dias no Complexo da Maré, onde a concepção da nossa prefeitura é totalmente diferente. Em diversas favelas do Rio de Janeiro, infelizmente vemos as marcas do tráfico desta droga. Vemos ...

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