quinta-feira, outubro 29, 2020

    Tag: transexuais

    'As universidade são ainda um lugar de exclusão', diz Marina Reidel, diretora de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (Arquivo Pessoal)

    ‘Ser exceção sempre dificulta’: conquistas e barreiras vividas pela crescente parcela de transexuais nas universidades

    Provas, leituras, prazos, novas pessoas — estar em uma universidade traz desafios para qualquer um. Entretanto, para um grupo pequeno porém crescente, estes desafios costumam se somar ainda ao preconceito, à incompreensão e a angústias. Esse é o relato de transexuais (pessoas que cuja identidade de gênero difere daquela designada no nascimento) que, em um fenômeno recente, estão chegando às universidades brasileiras, seja como alunos, professores ou pesquisadores. De acordo com a antropóloga Brume Dezembro Iazzetti, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela própria transexual, o ingresso de pessoas trans em instituições de ensino superior é recente no país, datando dos últimos dez anos. Isso é visto tanto em inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e em outros vestibulares, quanto no aumento da quantidade de defesas de dissertações e teses escritas por eles. "Os temas abordados são diversos, havendo a presença de transexuais em todas as áreas de conhecimento, ...

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    Imagem: iStock

    Aumento do número de suicídios entre população trans preocupa ativistas

    No primeiro semestre de 2019, foram registrados 12 suicídios de pessoas transgênero no Brasil. Já no mesmo período de 2020, foram 16 suicídios mapeados prepresentando um aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo 6 homens trans/transmasculines e 10 travestis/mulheres trans. Os dados são da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, a Antra. Segundo a Associação, o suicídio é muito difícil de mapear, porque não são publicados. Então, este número representa os casos que conseguiram ser alcançados pela Antra. O tema é tabu, mas revela a necessidade de discutir e promover políticas públicas afirmativas voltadas e a questão da saúde mental para a população trans. A associação defende que esses números se devem ao fato de que as pessoas LGBTs comumente são excluídas de vários grupos sociais, seja pelos próprios pais, familiares ou pela sociedade, tendo constantemente sua orientação e/ou identidade questionadas. O bullying transfóbico começa ...

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    Mulher trans que esteve presa por cinco anos em um presídio masculino de São Paulo relata casos de abuso emocional e sexual. — Foto: Fábio Tito/G1

    Estupro e tortura: relatório inédito do governo federal aponta o drama de trans encarceradas em presídios masculinos

    Pela primeira vez encomendado pelo Governo Federal, estudo mostra que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são pessoas mais vulneráveis aos efeitos da precariedade do sistema prisional brasileiro. Por Laís Modelli, do G1 Mulher trans que esteve presa por cinco anos em um presídio masculino de São Paulo relata casos de abuso emocional e sexual. — Foto: Fábio Tito/G1 Uma pesquisa inédita do governo federal publicada na quarta-feira (5) sobre a realidade da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) no sistema carcerário mostra que travestis e transexuais sofrem constantes violências emocionais, físicas e sexuais, assim como práticas de tortura específicas da sua condição de gênero, dentro das prisões masculinas. Encomendado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos por meio de uma chamada pública, o relatório “LGBT nas prisões do Brasil: Diagnóstico dos procedimentos institucionais e experiências de encarceramento” mostrou ser uma ...

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    Fundo que já captou R$ 26 milhões para projetos de mulheres tem edital aberto para lésbicas, bissexuais e trans

    Desde 2000, o Elas, do Rio, leva investimentos a iniciativas desses grupos, que têm mais dificuldades para acessar recursos devido à discriminação Por Daiane Costa, Do O Globo (Foto: Reprodução/Twitter) Perto de completar 20 anos de atuação, o Fundo Elas, do Rio, já conseguiu captar em torno de R$ 26 milhões para investimento em projetos sociais liderados por mulheres de todo o Brasil, com atenção especial aos protagonizados por lésbicas, bissexuais e trans, os LBTs. A seleção é feita por meio de editais públicos. No último, o Elas recebeu 127 propostas de 20 estados e selecionou dez. Todas focadas no protagonismo de lésbicas , bissexuais e trans. Até o próximo 10 de julho podem ser feitas inscrições para mais uma seleção — o edital está disponível aqui. Dos 25 projetos que serão escolhidos para receber investimentos, a previsão é que 15 sejam liderados por LBTs. Convencer empresas e instituições a destinar dinheiro para estes projetos é o trabalho da ...

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    Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

    OMS retira a transexualidade da lista de doenças mentais Publica

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) removeu da sua classificação oficial de doenças, a CID-11, o chamado “transtorno de identidade de gênero”, definição que considerava como doença mental a situação de pessoas trans – indivíduos que não se identificam com o gênero que lhes foi atribuído no nascimento. A decisão foi celebrada por especialistas das áreas de saúde pública e direitos humanos. Da ONU Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper A Organização Mundial da Saúde (OMS) removeu da sua classificação oficial de doenças, a CID-11, o chamado “transtorno de identidade de gênero”, definição que considerava como doença mental a situação de pessoas trans – indivíduos que não se identificam com o gênero que lhes foi atribuído no nascimento. Em 25 de maio, a OMS aprovou uma resolução para remover o “transtorno de identidade de gênero” da CID-11 e ...

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    Antônio Cruz/ Agência Brasil

    Transexuais da América Central buscam refúgio nos EUA

    As duras histórias de quem tem medo de perseguição e morte em seus países de origem Da Carta Capital  No Brasil 70% dos transexuais assassinados são profissionais do sexo (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil) Joanne Stefani, de 27 anos, deixou Honduras há um mês e, após viajar em uma caravana migrante, chegou, junto com dezenas de transsexuais centro-americanas, à cidade mexicana fronteiriça de Tijuana (nordeste) com o sonho de obter refúgio nos Estados Unidos. "Somos as mais vulneráveis, por discriminação, por medo de que nos matem (...) Tive amigas, muitas amigas que foram assassinadas por homofóbicos e pela polícia militar", comenta Joanne enquanto está sentada junto com um reservatório de água da casa onde passaram a primeira noite. No domingo passado, chegou um grupo de cerca de 75 transsexuais e alguns homossexuais a Tijuana. Foram os primeiros a chegar à fronteira com os Estados Unidos depois de percorrerem o México como parte de uma caravana ...

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    Luis Eduardo Noriega A. / EFE

    Parlamento do Uruguai aprova direitos a transexuais

    A Câmara de Deputados do Uruguai aprovou, em decisão histórica, a lei que garante uma série de direitos às pessoas transgêneros, na madrugada desta sexta-feira (19) quando o Projeto foi sancionado através de sessão tomada por aplausos dos presentes no Parlamento. Por Rangel Querino, do Observatório G Luis Eduardo Noriega A. / EFE A medida tem o intuito de combater a discriminação contra travestis e transexuais, criando mais possibilidades de acesso a trabalho e moradia, obrigando os poderes Legislativo, Executivo e Judicial, governos departamentais, entidades autônomas e outras repartições públicas que destinem, por ano, 1% de vagas de emprego para esta parcela da população. A legislação também estabelece facilidades para a mudança de nome das pessoas trans no Registro Civil. Com a presença da coalizão governamental Frente Ampla (FA, de esquerda), além dos representantes da oposição, a lei foi aprovada por 66 votos a 88. O projeto, que já havia ...

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    Natalha sofreu xingamentos e agressões por funcionários de uma pastelaria em Brasília; em vez de indenização, ela preferiu dar uma aula a seus agressores

    A professora transexual que trocou indenização de R$ 20 mil pela chance de dar aula a seus agressores

    A professora de matemática transexual Natalha Claudinei Silva Nascimento deu, na última sexta-feira, uma aula inusitada: dentro de uma sala do Fórum de Justiça de Brasília, falou não para alunos adolescentes, mas sim para 40 funcionários de uma pastelaria de onde ela era xingada diariamente. por Noemia Colonna no BBC Natalha sofreu xingamentos e agressões por funcionários de uma pastelaria em Brasília; em vez de indenização, ela preferiu dar uma aula a seus agressores - Imagem: LEOPOLDO SILVA Na aula, em vez dos números que ensinou por mais de dez anos como professora de ensinos médio e fundamental, Natalha lecionou sobre gênero, aspectos biológicos e comportamentais dos transgêneros, direitos, violência contra os desiguais e a importância de denunciar atos discriminatórios. "Foi a ignorância que me fez sofrer por todos esses anos e quero acabar com ela com a eduçação", diz a maranhense de 35 anos. O motivo ...

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    Mulheres travestis e transexuais começam a impor presença no mercado de trabalho

    Advogadas, médicas, delegadas e professoras são algumas das posições que ocupam, antes inimagináveis para elas por Cássia Almeida no O Globo Elas ainda são exceção, mas começam a impor sua presença em profissões que fecham as portas para mulheres travestis e transexuais. Advogadas, médicas, secretárias municipais, diretoras em ministérios, professoras universitárias, delegadas, comissárias de bordo, diretoras de escolas, executivas de partido político são algumas posições antes inimagináveis para elas. É o começo para naturalizar situações que já deveriam ser comuns na sociedade. — Há uma paralisia facial de cinco segundos quando se deparam comigo — diz Bárbara Pastana, secretária na Câmara Municipal de Belém, ao descrever a reação das pessoas ao vê-la no gabinete onde trabalha como assessora parlamentar. Segundo estimativas da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% delas ainda estão empregadas na prostituição. Mas já são vistas no mercado de trabalho formal. — São exceção. Estamos muito distantes ...

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    Um crime de ódio é registrado a cada 12 horas na cidade de São Paulo

    A Polícia Civil registrou um crime de intolerância a cada 12 horas na capital entre janeiro de 2016 e agosto deste ano. Ataques de ódio contra negros, gays, imigrantes ou por motivações religiosas ocorreram com mais frequência na região central da cidade e foram cometidos, principalmente, por homens brancos e jovens. por William Cardoso na Folha O levantamento feito pela reportagem é baseado em dados fornecidos via Lei de Acesso à Informação e leva em consideração 1.091 crimes de intolerância no período, até 15 de agosto. Todos os boletins de ocorrência que têm como motivação o ódio do agressor recebem uma marcação específica desde 2014. Ainda não há um registro distinto para a homofobia. Os números mostram que oito entre os dez distritos policiais com maior incidência de crimes de intolerância estão na região central da capital, que concentra grande quantidade de imigrantes e muitos pontos de diversão e cultura ...

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    Foto: Sergio Zalis/Globo

    Taís Araújo recebe título de defensora de Direitos das Mulheres Negras

    No posto, a atriz terá a missão de apoiar iniciativas da organização no combate ao preconceito no Noticia aos Minutos Conhecida por levantar a bandeira da luta contra o racismo e por dar voz a mensagens de cunho político em geral, a atriz Taís Araújo vai receber da ONU Mulheres Brasil o título de defensora dos Direitos das Mulheres Negras. s redes sociais são o espaço primordial para as causas que Taís Araújo defende. Com 4,3 milhões de seguidores no Instagram e a descrição “a pessoa sai do Méier, mas o Méier não sai da pessoa” (a atriz nasceu na Zona Norte, mas foi criada na Zona Oeste), ela gosta de fazer jus ao nome escolhido para a conta: @taisdeverdade. Recentemente, por conta do dia 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT, ela fez um post com "textão", conclamando seus seguidores a terem "orgulho do que são". "Quando falamos sobre orgulho, estamos ...

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    35 anos é a expectativa de vida de transexuais no Brasil

    “A pessoa não consegue lidar com as diferenças, então, precisa matar. Ela precisa extirpar, aniquilar o outro”, afirma a psicanalista Almira Rodrigues. Por Larissa Bortoni Do Huffpost Brasil Marroni levou 18 facadas. Samilly foi baleada, assim como Gaby. Hérica morreu de tanto apanhar e ser jogada do alto de um viaduto. Depois de agredida com murros, pedradas e pauladas, Dandara levou dois tiros. Essas são algumas das 54 transexuais brasileiras assassinadas até maio de 2017. Mais do que estatísticas, são seres humanos, com vidas, sonhos, irmãos, mães, pais e até filhos. Esta reportagem encontrou algumas mães de vítimas da transfobia. Uma delas é Patricia dos Santos Pereira, de Gravataí (RS), de 36 anos. Ela perdeu a filha Gabrielle Marchiori, de 19. O corpo da jovem foi encontrado em chamas. Meu sofrimento é pela crueldade da forma como ela foi morta. Se tivessem me dito que ela tomou um tiro e morreu, ...

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    Justiça do Pará garante que mulheres trans sejam protegidas pela Lei Maria da Penha

    “Nosso objetivo foi levar aos desembargadores que vivemos em um novo momento de admissão e promoção de direitos das minorias." Por Ana Beatriz Rosa Do Huffpost Brasil A Lei Maria da Penha vale para transexuais? No Pará, a Defensoria Pública do Estado garantiu que sim. De acordo com o G1, uma vítima trans de violência doméstica procurou a Delegacia da Mulher, em Belém, para solicitar as medidas protetivas da Lei, porém, um juiz recusou o pedido. Ela recorreu e o pedido foi acolhido pelo defensor público Fabio Rangel, que ingressou com uma ação assegurando que se tratava de uma mulher. "A instituição defendeu o que a própria lei impõe. Nosso objetivo foi levar aos desembargadores que vivemos em um novo momento de admissão e promoção de direitos das minorias. Então, nada mais justo que permitir à pessoa que se identifica no gênero, o seu direito assegurado pelo Estado", argumentou Rangel. Para ...

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    Brasil já tem 61 transexuais e travestis assassinados em 2017

    O país segue pelo sexto ano consecutivo como o que mais mata essa população no mundo; entidade nacional criou mapa com todos os casos registrados este ano Por Juliana Baeta Do O Tempo "O primeiro contato de uma transexual ou travesti com a vida humana e a sociedade é a violência", informa a secretária de Articulação Política da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Bruna Benevides. Só este ano, foram assassinadas 61 transexuais e travestis por causa de transfobia no Brasil. Estes dados foram coletados pela entidade a partir de notícias de jornais e informações de movimentos LGBTs de cada Estado, uma vez que não há uma tipificação específica de crime de transfobia e homofobia no Brasil. Os dados foram transformados em um mapa (clique aqui para acessar) e disponibilizados pela Antra para facilitar a visibilidade da situação de transexuais e travestis no país. Por meio dele, é possível ...

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    22 países europeus ainda tinham esterilização obrigatória para pessoas trans

    Esterilização não é mais obrigatória para pessoas trans em países da Europa no 24 Horas News Na semana passada, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos decidiu que a exigência de esterilização de indivíduos que buscam uma mudança em seu reconhecimento legal de gênero viola os direitos humanos e não pode mais ser obrigatória para pessoas trans em 22 países europeus 22 países na Europa ainda obrigam a esterilização como forma de ter acesso ao reconhecimento da identidade de gênero. Mas as decisões recentes exigirão que todos mudem suas leis e políticas relativas à isso. Segundo o site "PinkNews", este acordo resulta de três processos contra a França apresentados em 2012 e 2013, que alavancaram o artigo 8º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, o "Direito ao respeito dos direitos privados e familiares", o artigo 3º da Convenção, a "Proibição da Tortura" e o Artigo 14 de "Proibição de discriminação". ...

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    Diversus consultoria dará 5 bolsas de estudo em desenho para pessoas trans

    A Diversus, criada em 2016, é uma empresa de consultoria que presta serviços para auxiliar a compreensão das diversidades. Ela fez parceria com a Quanta Academia de Artes, uma escola de artes gráficas e digitais na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. A Quanta é uma escola comprometida a promover o respeito aos direitos de todos e incentiva a diversidade. por Isabela Faggiani no Ondda As duas empresas estão oferecendo cinco bolsas de estudo para transsexuais e travestis que querem fazer aula de desenho. A Diversus anunciou as bolsas em sua página no Facebook: As inscrições para o curso de aprimoramento em desenho abriram hoje, 31 de janeiro, e irão até o dia primeiro de março. O resultado com as cinco pessoas que receberam a bolsa sairá no dia 6 de março. A seleção dos vencedores da bolsa será feita por um sorteio. Para se inscrever, é preciso ser uma pessoa trans, ...

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    Força Tarefa Jovens Lideranças estreia no Facebook com websérie em homenagem ao Dia da Visibilidade Trans

    O Força Tarefa Jovens Lideranças (FTJL) é um movimento de jovens brasileiros que atua no enfrentamento de todo e qualquer tipo de discriminação, estigma e preconceito. Nesta segunda-feira (30), em parceria com o canal Prosa Positiva, o FTJL estreia sua página oficial no Facebook com uma websérie em homenagem ao Dia da Visibilidade Trans. Da Agência Aids   Isabella Santorini, durante as gravações (reprodução/ Agência Aids ) Com o título “Transvisão”, serão publicados 4 episódios com depoimentos de duas mulheres e dois homens trans. Em cada dia uma história diferente será contada. O primeiro episódio é sobre Brenda Oliveira, um homem transgênero que, com bom humor, compartilha como é ser jovem e trans. Assista abaixo. “A visibilidade trans não tem apoio. Infelizmente, esse é um grupo que sofre muito preconceito. Pensamos que a falta de debate sobre o tema colabora com os estigmas. Trazer histórias como essas ajuda a ampliar a discussão”, disse Daniel ...

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    “A travesti é convidada a sair à cidade apenas como ‘bicho noturno’”

    Conversamos e escutamos pessoas trans, travestis, familiares e militantes da causa. Ouvimos suas histórias de infância, de adolescência, de transição, de estudo, de trabalho e de convivência dentro dessa sociedade – e da cidade. Seus relatos estão abaixo, com pequenas alterações em construção de frases e palavras para facilitar a narrativa. Do Cida de Ludica Eu sempre me vi fora do padrão, do “normal”. Sempre me senti uma mulher, podia não saber o que era, mas me sentia mulher. Lembro um dia no Ensino Fundamental quando umas amigas foram usar o banheiro feminino e eu naturalmente fui com elas. Aí falaram: – Não, você não pode, tem que usar outro banheiro! – Como assim? Eu posso, sou que nem vocês! Eu me sentia uma aberração. A gente nasce com uma condição e a sociedade diz que é errado e ficamos nos perguntando: por que eu nasci assim? É violento uma pessoa pensar ...

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    SÃO PAULO 24/01/2017 - CIDADE METRÓPOLE - CASA 1 - GAY - LÉSBICAS - Casa de acolhimento para LGBTs expulsos de casa que funciona em um sobrado na Bela Vista - Na foto Iran Giusti (barba) e Otávio Salles (camiseta verde) - coordenadores da casa - Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

    Casa para abrigar LGBTs expulsos pela família é inaugurada após ‘vaquinha’

    Espaço na Bela Vista pode receber até 20 pessoas e oferece apoio psicológico e médico a gays, lésbicas, travestis e transexuais por Juliana Diógenes  no O Estado de S. Paulo Eles foram expulsos de casa. Entre os moradores, há filhos e filhas de pastores e policiais. Há quem tenha levado um soco e sido ameaçado de morte pelo próprio tio. Vítimas de violência - física, psicológica ou ambas -, gays, lésbicas, travestis e transexuais ganharam uma nova opção de lar. Em uma esquina da Bela Vista, bairro no centro da capital, um sobrado verde onde antes funcionava um bar no térreo e uma ocupação no andar de cima, a partir desta quarta-feira, 25, passa a abrigar LGBTs expulsos pela família. A Casa 1, república de acolhimento e centro cultural, nasceu de financiamento coletivo e será inaugurada nesta quarta. Em um mês e meio, o projeto arrecadou R$ 112 mil em uma plataforma ...

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    ‘Há meninas com pênis e meninos com vaginas’: a polêmica campanha sobre transexuais na Espanha

    Campanha faz parte de iniciativas de conscientização da população sobre a transexualidade Durante seis dias, de 10 a 16 de janeiro, 150 cartazes com o desenho de quatro crianças nuas e sorrindo foram colocados em ônibus e estações de metrô nas comunidades autônomas (Estados) de País Basco e Navarra, no norte da Espanha. Neles, lia-se: "Há meninas com pênis e meninos com vagina. É simples assim. A maioria deles sofre diariamente, porque a sociedade não conhece essa realidade". O objetivo da organização por trás deles, a Chrysallis, uma associação de famílias de menores transexuais, é dar visibilidade à situação em que vivem crianças transexuais e combater o preconceito contra elas. Mas a campanha causou polêmica. De acordo com Beatriz Sever, porta-voz da Chrysallis, um dos cartazes foi rasgado, uma cruz foi colocada sobre outro, e, em um terceiro, foi desenhado um pênis e uma vagina. "Mas isso só aconteceu com ...

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