quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: universidade

    A professora e pesquisadora Márcia Lima durante entrevista à Folha - Karime Xavier / Folhapress

    Universidade pode tirar negros da mira da bala, diz pesquisadora

    Ser jovem e negro no Brasil é viver sob risco. A taxa anual de homicídios entre homens pretos ou pardos entre 15 e 29 anos é de 185 para cada 100 mil habitantes, segundo o IBGE. Entre brancos, do mesmo sexo e faixa etária, a média é de 63,5 por 100 mil. “Os nossos jovens negros têm que estar dentro das universidades para ficar bem longe da mira da bala”, afirma Márcia Lima, coordenadora do Afro —Núcleo de Pesquisa sobre Raça, Gênero e Justiça Racial do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e professora do Departamento de Sociologia da USP. Em entrevista à Folha, ela defende que a inclusão de pessoas negras no ensino superior é um dos melhores remédios para a violência racial, e que as cotas sociais e raciais são parte essencial dessa agenda de inclusão. Oficializadas em 2012, com a Lei de Cotas, essas medidas poderão ...

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    Estudar não é para filho(a) de pobre, não!

    Inicio esse texto como uma das frases mais marcantes, na minha opinião, do escritor Paulo Freire: “Seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica”.¹ Nesse momento de pandemia e desmontes de Políticas Públicas faz todo o sentido analisarmos como seria nosso País se a educação crítica e libertadora fosse de qualidade para todos e todas. Talvez eu esteja sendo muito otimista ao pensar que se todos nós tivéssemos acesso a boas leituras, escolas equipadas, professores capacitadas e valorizados o Brasil estaria quase próximo de uma nação igualitária. Trago nesse texto vivências na minha memória que carrego até hoje. Essa vivência diz respeito a construção social que muitos carregam como tatuagem ao dizer que ensino superior não é para pobre. Sabemos que o Brasil foi o último País da América do Sul a ...

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    Foto: Aline Reinhardt/ Unipampa

    Roberlaine Ribeiro Jorge é o primeiro reitor negro de universidades públicas do RS

    Em ato simbólico ocorrido na tarde de ontem, Roberlaine Ribeiro Jorge assumiu a reitoria da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com sede em Bagé. Ele recebeu o cargo de Marco Antônio Hansen, que esteve à frente da instituição de 2015 a 2019. Junto à Jorge, também tomou posse o vice-reitor, Marcus Vinícius Morini Querol. A nova gestão, empossada oficialmente em dezembro de 2019, em Brasília, estará à frente da Unipampa pelos próximos quatro anos. Do Jornal Minuano Jorge é professor adjunto da Unipampa desde 2011 (Foto: Aline Reinhardt/ Unipampa) Professor adjunto da Unipampa desde 2011, Roberlaine Jorge é graduado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela mesma instituição. Ao realizar a transmissão de cargo, após quatro anos como reitor, Hansen despediu-se da ...

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    As universidades públicas e a bizarra segregação brasileira

    Depois da declaração do ministro da educação, anunciando que cortaria 30% das verbas de universidades escolhidas por razões ideológicas, um corte letal foi estendido a todo o sistema federal, incluindo ensino básico e superior. Muitas respostas já mostraram, de forma justa e embasada, que as universidades federais fazem pesquisa ou que o Brasil não gasta tanto em educação superior, em comparação com países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Por Tatiana Roque, Da Cult (Foto: Leo Munhoz/Diário Catarinense) Há mais um argumento a ser lembrado. Nas últimas décadas, a expansão do sistema federal e a política de cotas mudaram radicalmente o perfil social dos alunos das universidades federais. Em um país desigual como o Brasil, isso é estratégico. Em 2018, a OCDE divulgou um estudo sobre mobilidade social entre gerações. As conclusões não são nada otimistas, como adivinhamos pelo título “Um elevador social ...

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    Rio de Janeiro - Nicea Quintino representante da Casa Laudelina de Campos Mello-Organização da Mulher Negra, participa do II Diálogo Nacional sobre Violência Doméstica, organizado pelo Fundo Fale Sem Medo, parceria entre o ELAS Fundo de Investimento Social e o Instituto Avon. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

    Menos de 3% entre docentes da pós-graduação, doutoras negras desafiam racismo na academia

    A Gênero e Número ouviu mulheres negras presentes no corpo docente de programas de pós no Brasil; elas apontam racismo institucional e necessidade de cotas para entrada de mais pessoas negras na docência de cursos de mestrado e doutorado Por Lola Ferreira*, Do Gênero e numero  Rio de Janeiro - Nicea Quintino representante da Casa Laudelina de Campos Mello-Organização da Mulher Negra, participa do II Diálogo Nacional sobre Violência Doméstica, organizado pelo Fundo Fale Sem Medo, parceria entre o ELAS Fundo de Investimento Social e o Instituto Avon. (Tânia Rêgo/Agência Brasil) Por insistência, imposição ou resiliência, Solange Rocha é uma mulher preta que chegou ao topo da carreira docente na academia. Coordenadora do programa de pós-graduação em História na UFPB (Universidade Federal da Paraíba), Rocha afirma que o reconhecimento obtido entre pares se deu devido aos longos anos produzindo na mesma temática, e que episódios de racismo não ...

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    Foto: BATH SPA UNIVERSITY

    Como é chegar ao topo acadêmico no Reino Unido, onde negros são menos de 1% dos professores universitários de história

    No último mês, Olivette Otele assumiu uma cadeira de história na Universidade Bath Spa, na Inglaterra. Segundo a instituição, ela se tornou a primeira professora negra de história titular em uma universidade do Reino Unido. Da BBC  Foto: BATH SPA UNIVERSITY E espera não ser a única a segurar sozinha este posto por muito tempo. "Acho que barreiras estruturais dificultam com que pessoas que se aparentam comigo e que têm outras origens étnicas subam certos degraus", diz Otele, uma das nomeadas em 2018 no projeto da BBC #100Mulheres. "Você tem que trabalhar mais duro, muito mais duro". Menos de um em cada 100 funcionários de departamentos de história (entre titulares, professores assistentes e pesquisadores em vias de obter um PhD) trabalhando hoje em universidades no Reino Unido são negros, segundo um estudo deste ano da Royal Historical Society (Sociedade Real de História, em tradução livre). Cerca de ...

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    Suicídio do reitor ou da universidade livre?

    As  universidades públicas brasileiras foram tomadas de estupor com o suicídio cometido pelo Dr. Luiz Carlos Cancellier Olivo, reitor da UFSC.  A tragédia evidencia problemas éticos, científicos e políticos que marcam os tratos entre poder e conhecimento em nossa terra. O primeiro traço a chamar nossa memória encontra-se em algo que desagrega toda sociedade, em especial a reunida nos campi. Trata-se da abjeta delação que volta a ser empregada como instrumento repressivo por agentes do Estado, em setores midiáticos e na própria universidade. No caso em pauta, o estopim da crise reside numa delação contra o reitor. O dirigente foi preso e submetido ao escárnio público sem os mínimos requisitos de justiça, como o direito de ser ouvido antes de encarcerado.  Os repressores e seus aliados da imprensa não se preocuparam um só instante com a sua honra e a dignidade do cargo por ele ocupado. Ele foi exposto à ...

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    O desmonte da universidade pública e branqueamento cultural: outra estratégia do genocídio

    O branqueamento cultural como complemento do genocídio é um ponto de partida interessante para compreender os ataques ao direito à educação materializados pela operação de desmonte das universidades públicas estaduais e federais em curso e cujas consequências já são sentidas com maior intensidade pelos setores mais excluídos Por: Andréia Moassab, Marcos de Jesus e Vico Melo, do Le Monde Diplomatique Sem dúvida, as contribuições de Abdias Nascimento, intelectual e político negro brasileiro, são de fundamental importância à formulação de um quadro mais geral de interpretação a respeito dos retrocessos sociais acelerados pelo golpe civil-parlamentar travestido de impeachment em 2016. Abdias não se limitou a constatar o mais óbvio da violência que recai sobre grupos historicamente marginalizados como o das pessoas negras, a seletividade do direito penal ou sua exclusão do mercado de trabalho, por exemplo, mas almejou descrever e teorizar as artimanhas e as nuances de um poder cujas engrenagens se ...

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    RICHARD HUTCHINGS / Getty Images

    Universitários brasileiros são brancos, moram com os pais e estudam pouco

    Pesquisa traçou perfil do estudante que cursa os últimos semestres do ensino superior Do O Globo  RIO - Os alunos que concluem o ensino superior no Brasil são, em sua maioria, solteiros (68,9%), brancos (59,9%), moram com os pais (56,6%) e dedicam apenas de uma a três horas por semana aos estudos (49%). Os dados são de um relatório divulgado esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O documento "Indicadores de Qualidade da Educação Superior 2015" foi baseado em um questionário aplicado com 447.056 participantes da edição daquele ano do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Todos concluiriam a graduação até, no máximo, o primeiro semestre de 2016. Entre os participantes do questionário que "fogem" do perfil convencional, um em cada quatro é casado. Há, também, uma pequena fatia de separados judicialmente e divorciados (3,4%). Em relação à etnia, 30,1% dos alunos se ...

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    Coletivos feministas denunciam, online, agressões contra a mulher nas universidades

    Estudantes de instituições paulistas se unem em rede para divulgar relatos de racismo, homofobia e agressões contra a mulher por Luiza Souto no O Globo Universidades espalhadas pelo país estão tendo que lidar com uma quantidade maior de denúncias de racismo, homofobia e agressões contra a mulher. Há exemplos em instituições renomadas como a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) — esta última começou o ano com pelo menos quatro queixas contra todos os crimes citados acima, cometidos na unidade paulista da instituição cuja sede é no Rio. Enquanto a direção desses locais solta notas de repúdio a cada denúncia, com promessas de investigação, coletivos feministas surgem dentro das unidades de ensino como opção de “combate contra toda forma de opressão”, segundo seus idealizadores. Nesta semana, alunas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da USP, criaram plataforma online para receber relatos de assédios vividos por ...

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    22/09/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Estudantes da ufrgs ocupam reitoria contra novo programa de cotas. Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Aferição da autodeclaração, uma polêmica necessária para barrar brancos

    A reserva de vagas no ensino superior praticada pela política de ações afirmativas é, a meu modo, um divisor de águas no que tange a evidenciar o mito da inexistência do racismo na sociedade brasileira, este tão difundido de maneira irresponsável pela academia. O Brasil, ironicamente visionário, é pioneiro neste tipo de política com a Lei do Boi, em 1968, reservando vagas em cursos superiores da área agrícola para filhos de fazendeiros. Obviamente, todos brancos. O que me causa espanto quando vejo a comoção nacional quando essa reserva escurece. Aliás, lembrando os ensinamentos do professor Hélio Santos, “eu quero que a cota do 100% branco acabe! ”. Esse é o centro do debate! Por Cilas Machado, enviado para o Portal Geledés  22/09/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Estudantes da ufrgs ocupam reitoria contra novo programa de cotas. Foto: Guilherme Santos/Sul21 Alguns pesquisadores, como Gleidson Dias, vão ...

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    A odisseia de um jovem negro na Universidade

    Nos últimos meses tem sido uma constante falar da perda de direitos que a sociedade brasileira tem enfrentado e que se agudizará daqui pra frente. Já está claro pra quem entendeu as primeiras medidas do Governo Federal que a grande prejudicada com estas medidas será a população mais pobre, uma população majoritariamente negra. Em algumas áreas, a perda será pouca porque não houve uma melhora significativa nos últimos anos. Por LUCIANO CERQUEIRA, do Brasil 247  Quando olhamos para questão do direito à vida, por exemplo, vemos que mesmo quando as finanças estavam melhores houve uma piora significativa, pois o número de jovens negros assassinados só fez aumentar. Na área de saúde, a redução do orçamento proposta pela PEC 241, ou PEC 55, trará o fim de alguns programas que atendem à população mais pobre (como a Farmácia Popular, por exemplo), e aqui já podemos notar que as perdas serão grandes. Mas ...

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    Quem é o racista do banheiro

    “A sociedade brasileira largou o negro ao seu próprio destino, deitando sobre seus ombros a responsabilidade de reeducar-se e de transformar-se para corresponder aos novos padrões e ideais de homem, criados pelo advento do trabalho livre, do regime republicano e do capitalismo”. Por Pedro Borges Do Alma Preta (Florestan Fernandes, 1978: 20) Ultimamente, as constantes denúncias de racismo dentro das universidades e espaços elitizados têm dominado o debate em torno da questão racial, tanto nas redes, como nos movimentos sociais. Mesmo não tendo uma visão empírica da universidade em si, esse texto propõe reflexão ao contexto. Diariamente esbarramos pelas ruas movimentadas, corredores universitários, trabalho e demais espaços, com o ‘racista de banheiro’. Mas de onde ele veio? Pra onde ele vai? Quem é ele na construção social desse país, dessa ideologia odiosa e hegemônica que é o racismo? Ou melhor, como identifica-lo? Para entender o imaginário e suas disposições, é preciso uma ...

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    “O ambiente universitário possui uma cultura que violenta cotidianamente as mulheres”

    O Dia Internacional da Mulher é acima de tudo, um dia de luta pela igualdade. Hoje, 67% das mulheres universitárias admitiram já ter sofrido algum tipo de violência no ambiente acadêmico e 36% deixaram de fazer alguma atividade por causa de medo ou preconceito. Esses são dados da pesquisa do Instituto Avon/Data Popular, apresentados e debatidos na noite da última terça, 8, na mesa-redonda “A violência contra a mulher no ambiente universitário”, como parte dos eventos da Semana da Mulher na UFJF. Do UFJF As pesquisadoras Roseli Rodrigues de Mello (Universidade Federal de São Carlos/SP) e Giselle Cristina dos Anjos Santos (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades/SP) fizeram parte da mesa, juntamente com a Diretora de Ações Afirmativas da UFJF, Carolina dos Santos Bezerra, e compartilharam suas experiências do estudo e vivência do tema. O ambiente universitário possui uma cultura que violenta cotidianamente as mulheres das mais diversas formas. ...

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    Geração Negra e medo Branco na Universidade

    A Universidade está ao alcance de todos? De acordo com a cartilha da meritocracia, sim. Essa resposta afirmativa parte de duas ideias que não encontram base na experiência concreta. Primeira, de que a Universidade comporta todos que tem pretensão de ingressar nela. A verdade é que não há vagas para todos os jovens que estão na faixa etária mais requisitada pelo ensino superior (isso ainda sem considerar aqueles cuja idade está fora do que se convencionou a chamar de “juventude”). Segunda, uma vez que o funil desse déficit de vagas se coloca, que todo esse universo de candidatos os quais concorrem a uma vaga nesse espaço o fazem em igualdade de condições. A primeira ideia é desmanchada sem maiores dificuldades. A segunda, por outro lado, continua sendo reproduzida pelo senso comum a todo tempo, para defender o crivo racista e elitista desses processos seletivos. Por  Marcell Machado / Ilustração: Moska Santana, no Alma ...

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    Getty Images

    As chances das mulheres na universidade

    Estudo sugere que disciplinas com alta presença feminina não garantem às pesquisadoras vantagem para chegar ao topo da carreira Por FABRÍCIO MARQUES, do PrintFriendly Um artigo publicado na revista Dados sugere que desigualdades de gênero têm efeitos mais complexos na carreira acadêmica no Brasil do que a literatura sobre o assunto costuma contemplar. Assinado pela socióloga Marília Moschkovich e por sua orientadora, a professora Ana Maria Fonseca de Almeida, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o trabalho analisou dados sobre a trajetória de professores e professoras da Unicamp e fez alguns achados surpreendentes. Um deles é que o fato de as mulheres serem maioria em determinadas áreas do conhecimento não necessariamente as ajuda a alcançar o topo. O estudo analisou as chances de homens e mulheres chegarem ao nível mais alto da carreira docente da Unicamp em cada uma das 27 unidades da instituição. Constatou-se que professores do ...

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    Wikipedia/Morio

    Filho de pescador entra na universidade pela 3ª vez

    Natural de Cametá, Leonardo Pinheiro dos Prazeres foi aprovado em Licenciatura em Língua Inglesa, na Universidade Federal do Pará (UFPA), com a ajuda de cursinho gratuito da colônia de pescadores da cidade Do Leia Já A colônia de pescadores Z16, de Cametá, município da região do Tocantins, no Pará, com seu cursinho gratuito chamado Rede de Conhecimento, conseguiu ajudar a aprovar no vestibular da Universidade Federal do Pará (UFPA), no campus de Cametá, o estudante Leonardo Pinheiro dos Prazeres, de 20 anos, calouro no curso de Letras - Licenciatura em Língua Inglesa. O projeto visa preparar os pescadores e filhos de pescadores gratuitamente para as provas do vestibular no Estado do Pará. Foi a terceira aprovação do jovem em universidade pública. Leonardo Pinheiro iniciou os estudos na localidade de Mapiraí de Baixo, a cerca de duas horas de distância do centro da cidade, conhecida como a “terra do mapará (peixe ...

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    Da periferia para a universidade: “Sei que vou sofrer preconceito”

    Egressos de escola pública vivem euforia da aprovação em universidades públicas em meio à preocupação sobre como conseguirão se manter em outras cidades e Estados Por Osvaldo de Brito Do Ultimo Segundo A família de Talita Reis ainda está acabando de conseguir o dinheiro para que a jovem viaje até a capital federal para fazer a matrícula na Universidade de Brasília (UnB). Caçula de quatro irmãos e filha de pais que não completaram o ensino médio, a garota é, aos 19 anos, a primeira da casa a chegar no ensino superior. E fez bonito. Conseguiu uma vaga no curso de arquitetura em uma universidade pública. A conquista foi graças à boa nota no Enem. Moradora do bairro dos Pimentas, na periferia de Guarulhos, na Grande São Paulo, ela sempre estudou em escolas públicas. No último ano do ensino médio, os professores indicaram um cursinho comunitário. “Como era gratuito, fiz a inscrição e comecei a frequentar às ...

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    Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Alunos de maior renda podem passar a pagar por universidade pública

    Estudantes de universidades públicas com renda familiar superior a 30 salários mínimos (R$ 26,4 mil) poderão passar a pagar anuidade escolar. A proposta (PLS 782/2015) foi reapresentada no final de 2015 pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e aguarda manifestação das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE), cabendo a esta a votação final. Do Senado  De acordo com o projeto, o cálculo dessa anuidade deverá levar em conta a média do custo per capita dos alunos matriculados no mesmo curso em universidades privadas. Apesar do esforço da política de cotas para democratizar o acesso às universidades públicas, Crivella observou, com base em dados do IBGE, que a parcela de estudantes em melhor situação financeira no ensino superior público passou de 20%, em 2004, para 36,4% em 2014. “A despeito dos esforços para reverter essa contraversão da lógica inicial, a realidade mostra que isso ...

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    A Casa Grande vai ficar pequena

    Ao entrar na universidade, assim como outras estudantes, coloquei em xeque várias questões, entre elas o meu próprio gênero, minha cor de pele e minha condição sócio-econômica. Notei, logo nos primeiros meses, uma ausência assustadora de docentes do sexo feminino na UNESP Bauru – e até hoje, nenhuma professora negra pisou na minha sala de aula. Enviado por Keytyane Medeiros via Guest Post para o Portal Geledés Essa falta de representatividade política e simbólica – que tanto me assusta como mulher parda de militância negra – impressiona ainda mais quando analisamos os quadros das universidades brasileiras. Em 2006, o pesquisador José Jorge de Carvalho, da Universidade de Brasília, fez um levantamento do número de docentes em universidades públicas do Brasil, incluindo os principais pólos de pesquisa do país (como USP, UFRJ, Unicamp, UFSCAR, UnB e UFMG). Entitulada “O confinamento racial do mundo acadêmico brasileiro”, o estudo faz importantes revelações sobre a estrutura da universidade no Brasil. Do total de 18.400 docentes, ...

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