terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: violência obstétrica

    CLASSEN RAFAEL / EYEEM VIA GETTY IMAGES

    Violência obstétrica: outra face da violência contra as mulheres

    As redes sociais possibilitaram que mulheres de lugares diferentes e níveis sociais distintos compartilhassem experiências de humilhação, maltrato e violência vivida no meio médico-hospitalar em uma etapa particular de suas vidas: o parto. Compartilharam experiências de desrespeito, de procedimentos realizados sem anestesia ou sem seu consentimento, de uso de técnicas agressivas, de falta de intimidades e confidencialidade, entre várias outras. Identificaram suas vivências como maltrato ou violência; contudo o que viveram não tinha um nome. Nos últimos anos, essa experiência começou a ser nomeada, especialmente por movimentos de mulheres na América Latina: violência obstétrica. Em geral, considera-se violência obstétrica aquela sofrida por mulheres durante a atenção ao parto nos centros de saúde. Essa violência é objeto de questionamentos. Ainda não há um consenso internacional acerca do termo para nomear certas condutas violentas na atenção ao parto, e se questiona se referidas condutas poderiam configurar um tipo de violência. Essas discussões ...

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    Getty Images

    Mulheres negras sofrem mais com a violência obstétrica; ouça debate

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 140 milhões de partos são feitos todos os anos no mundo, No entanto, é difícil precisar quantos foram violentos. O termo violência obstétrica vem ganhando fôlego no mundo e ajudando a estabelecer limites na relação entre gestante e equipe médica. Aqui no Brasil, um levantamento da Fundação Perseu Abramo aponta que violência obstétrica atinge uma em cada quatro mulheres brasileiras. As agressões, no entanto, são ainda maiores quanto há um recorte racial. Mulheres negras têm mais chances de terem atendimento negado, peregrinar até achar uma maternidade, serem impedidas de ter acompanhante durante o parto, não receberem anestesia para alívio da dor e ouvirem diferentes agressões verbais. Os exemplos acima são alguns dos citados pela doula Daniela Rosa, mestre em sociologia pela Unicamp e educadora e pela médica Denise Ornelas, mestre em saúde da família pela Unifesp. Elas participaram do episódio desta semana. Ouça ...

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    Bongekile Msibi tinha 17 anos quando os médicos retiraram seu útero sem que ela soubesse

    ‘Meu útero foi removido sem eu saber e só descobri 11 anos depois’

    Uma mulher sul-africana contou à BBC como ela foi vítima de uma esterilização forçada depois de dar à luz sua primeira filha, aos 17 anos. Ela só descobriu que seu útero havia sido removido 11 anos depois, quando tentou engravidar novamente. No BBC Bongekile Msibi tinha 17 anos quando os médicos retiraram seu útero sem que ela soubesse (Foto: BONGEKILE MSIBI/ARQUIVO PESSOAL) Bongekile Msibi é uma de 48 mulheres que foram esterilizadas sem consentimento em hospitais públicos do país, de acordo com a Comissão para Igualdade de Gênero. Embora seja uma entidade criada por lei, a Comissão diz que sua investigação foi dificultada pelo "desaparecimento" de prontuários de pacientes e que os investigadores tiveram uma "recepção hostil" de funcionários do hospital. A Comissão disse que visitou 15 hospitais depois que um grupo de direitos civis levou os casos à entidade. Há casos que vão até o ...

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    Paciente vai receber R$ 5 mil por danos morais após médicos denunciarem suspeita de aborto. Investigação apontou aborto espontâneo Imagem: Getty Images

    Grávida, ela teve hemorragia e foi presa no hospital, acusada de aborto

    Em 2014, a paciente S. deu entrada com fortes dores em um hospital em Marília, interior de São Paulo. Ela estava grávida e foi atendida pelos médicos. Horas depois, saiu presa em flagrante sob acusação de ter feito um aborto. por Marcos Candido no Universa Paciente vai receber R$ 5 mil por danos morais após médicos denunciarem suspeita de aborto. Investigação apontou aborto espontâneo Imagem: Getty Images De lá para cá, foram anos em busca de uma indenização pelo constrangimento. A paciente não quis dar entrevista para Universa, mas a reportagem teve acesso às idas e vindas do processo que envolveu Ministério Público e a Justiça de São Paulo. Na última segunda (19), ela venceu a ação de danos morais contra o hospital. A Justiça ordenou pagamento de uma indenização de R$ 5 mil. Ela chegou na emergência com dores, febre e taquicardia, de acordo com o ...

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    CLASSEN RAFAEL : EYEEM VIA GETTY IMAGES

    Um guia para entender o que é violência obstétrica, como denunciar e combater a prática

    Em maio, Ministério da Saúde emitiu despacho em que orientava que a expressão fosse evitada em diretrizes e dados de políticas públicas. Ana Ignacio no HuffPost Classen Rafael / EyeEm via Getty Images O termo já é usado há anos e oficializado no Brasil há quase uma década para designar um tipo de violência contra a mulher, que acontece no momento do parto. Mas, recentemente, foi ameaçado. Em despacho oficial publicado em maio deste ano, o Ministério da Saúde orientou que a expressão fosse evitada e, possivelmente, abolida de documentos de políticas públicas do governo. Segundo o MS, “a expressão ‘violência obstétrica’ não agrega valor e, portanto, estratégias têm sido fortalecidas para a abolição do seu uso com foco na ética e na produção de cuidados em saúde qualificada”. À época, o despacho também afirmou que “tanto o profissional de saúde quanto os de outras áreas não ...

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    Foto: Nappy

    Ministério da Saúde reconhece legitimidade do uso do termo ‘violência obstétrica’

    Reconhecimento aconteceu após recomendação do MPF, depois de a pasta assinar um despacho pedindo que a expressão fosse evitada e, possivelmente, abolida em documentos de políticas públicas. Do G1  Após recomendação do MPF, Ministério da Saúde reconhece legitimidade do uso do termo 'violência obstétrica' — Foto: Diana Yukari/G1   Após recomendação do Ministério Público Federal, o Ministério da Saúde (MS) reconheceu, através de um ofício enviado na sexta-feira (7), o direito legítimo de as mulheres usarem o termo "violência obstétrica" para retratar maus tratos, desrespeito e abusos no momento do parto. Embora o termo não apareça nem uma única vez no documento, texto afirma que "o MS reconhece o direito legítimo das mulheres em usar o termo que melhor represente suas experiências vivenciadas em situações de atenção ao parto e nascimento que configurem maus tratos, desrespeito, abusos e uso de práticas não baseadas em evidências científicas, assim ...

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    Foto: Nappy

    Conselho Nacional dos Direitos Humanos recomenda volta do termo ‘violência obstétrica’ em políticas públicas

    Expressão passou a ser considerada imprópria pelo Ministério da Saúde no início de maio, justificando que profissionais não têm a intenção de prejudicar ou causar dano às grávidas e seus bebês. Do G1 Recomendação do CNDH pede maior participação da sociedade civil em programas que envolvem a saúde da mulher — Foto: Nappy O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) recomendou ao Ministério da Saúde que volte a usar o termo "violência obstétrica" nas políticas públicas de saúde da mulher e saúde materna. A orientação foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (3). Segundo o CNDH, a abolição do termo, sinalizada pelo ministério em documentos oficiais, representa "um retrocesso nas políticas públicas de saúde da mulher e saúde materna". Além disso, a recomendação pede maior participação da sociedade civil em programas que envolvem a saúde da mulher para que se chegue à "tipificação das condutas que ...

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    Imagem- Getty Images:iStockphoto

    Ministério da Saúde extingue termo violência obstétrica; entidades repudiam

    O Ministério da Saúde decidiu abolir o uso do termo "violência obstétrica" e afirmou, em um despacho divulgado na sexta-feira (3), que "estratégias têm sido fortalecidas" para que a expressão pare de ser usada pelo órgão. por Camila Brandalise da Universa Imagem- Getty Images:iStockphoto A explicação, segundo o documento, é de que o termo é inadequado por que "tanto o profissional de saúde quanto os de outras áreas não têm a intencionalidade de prejudicar ou causar dano." O termo se refere a uma série de procedimentos considerados violentos, praticados durante o parto por parte de profissionais da saúde. Por exemplo: cesáreas feitas sem necessidade ou consentimento da parturiente e o corte entre a vagina e o ânus, para aumentar o canal de parto, chamado de episiotomia (cuja necessidade é discutida). "Mulher ficará mais vulnerável", diz especialista Para organizações que estudam e combatem a violência obstétrica, a normativa pode ...

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    Foto:@_WILLPOWER_/Nappy

    Violência obstétrica, uma forma de desumanização das mulheres

    O fenômeno é muito mais comum do que a novidade da palavra parece sugerir: são muitas as mulheres que ignoram ter sofrido com isso Por DEBORA DINIZ e GISELLE CARIN, no El País  Foto:@_WILLPOWER_/Nappy A expressão “violência obstétrica” ofende médicos. Dizem não existir o fenômeno, mas casos isolados de imperícia ou negligência médicas. O que aconteceu com a brasileira Adelir Gomes, grávida e forçada pela equipe de saúde a realizar uma cesárea contra sua vontade, dizem ser um caso extremo, escandalizado pelas feministas como de violência obstétrica. Não é verdade. A violência obstétrica se manifesta de várias formas no ciclo de vida reprodutiva das mulheres. Em cada mulher insultada verbalmente porque sente dor no momento do parto ou quando não lhe oferecem analgesia. Na violência sexual sofrida em atendimento pré-natal ou em clínicas de reprodução assistida. No uso de fórceps, na proibição de doulas ou pessoas de confiança na sala de ...

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    Foto: Carla Raiter / Projeto 1:4

    Uma em cada quatro mulheres é vítima de violência obstétrica no Brasil

    Não há dúvidas, ser mulher no Brasil é uma missão arriscada. Morar em dos países mais machistas do mundo é conviver diariamente com todos os tipos de agressões. Entre elas está uma prática comum, mas silenciosa e que atinge cada vez mais mulheres. Do Hypeness  Foto: Carla Raiter / Projeto 1:4 Um levantamento feito pela pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, comandado pela Fundação Perseu Abramo e o Sesc, aponta que uma em cada quatro mulheresjáfoi vítima de violência obstétrica. Parte dos costumes de uma sociedade acostumada com métodos opressivos, ela atinge a paciente por meios e formas diversas e caracteriza-se pela apropriação do corpo e processos reprodutivos da mulher pelos profissionais da saúde. Desumanização, abuso de medicamentos, ofensas e até mesmo abusos sexuais, são tipificados como violência obstétrica. Foto: Carla Raiter / Projeto 1:4 Para jogar luz sobre o assunto, as advogadas Maria ...

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    Mulheres negras têm maiores chances de um pré-natal inadequado (Foto: Thinkstock)

    #SerMãeNegra: “Enquanto fingimos que o racismo não existe, essas mulheres estão morrendo”

    A pesquisadora Fernanda Lopes e a parteira Ariana Santos levantam ideias sobre o que poderia ser feito para diminuir a desigualdade na maternidade negra Por Aline Melo com Vanessa Lima no Revista Crescer Mulheres negras têm maiores chances de um pré-natal inadequado (Foto: Thinkstock) “Mulheres negras morrem duas vezes mais por causas relacionadas à gravidez”. A manchete com que iniciamos nosso especial #SerMãeNegra é fruto de um aumento considerável de pesquisas raciais no Brasil de dois anos para cá. Se reconhecer o problema é o primeiro passo para solucioná-lo, a caminhada até lá ainda é longa e repleta de percalços. Fernanda Lopes, que estuda a manifestação do racismo na saúde e integra o grupo de Racismo e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), reforça que esses dados não são novidade. A pesquisa Nascer no Brasil, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por exemplo, traz informações ...

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    African Descent Family House Home Resting Living

    Sobreviventes da Violência obstétrica – Saiba o que fazer!

    A opinião de Getúlio Costa Melo Do Barbacena Online RAWPIXEL VIA GETTY IMAGES A característica física que a mulher possui em carregar consigo um outro ser humano durante nove meses é extremamente peculiar e sublime. O ato de engravidar e colocar no mundo uma pessoa é bíblico. No Livro Sagrado dos Cristãos, por exemplo, em João capítulo 16, versículo 21, é afirmado que: “A mulher que está dando à luz sente dores, porque chegou a sua hora; mas, quando o bebê nasce, ela esquece a angústia, por causa da alegria de ter vindo ao mundo.”. No campo legal, existem leis que resguardam a mulher antes, durante e depois do nascimento de uma criança. Contudo, infelizmente ainda existem muitos casos de violações contra os direitos humanos da mulher em período de gestação, como é o caso da violência obstétrica. Conforme orientações do Ministério da Saúde, a violência obstétrica ...

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    Janis Christie/Getty Images/Photographer's Choi

    Cesarianas desnecessárias refletem baixo nível de conscientização das mulheres

    O medo da dor no parto vaginal e possíveis danos ao corpo da mãe levam a um aumento no número de cesáreas no País Do Jornal USP   Foto: Janis Christie/Getty Images/Photographer's Choi A preferência de mulheres pela cesariana em detrimento do parto normal é o tema da coluna “Saúde Feminina” desta semana, de Alexandre Faisal, médico do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP. Segundo o doutor, 6,2 milhões de cesarianas desnecessárias são realizadas por ano no mundo. Isso representa, além de um custo alto, um aumento no risco de complicações para a saúde da mãe e do bebê. Trata-se, portanto, de uma questão de saúde pública. Na tentativa de inverter essa tendência, desmistificando a questão da dor do parto normal e possibilidades de danos físicos ao corpo da mãe, estão em discussões estratégias inovadoras para conscientização das mulheres, principalmente as mais ...

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    Janis Christie/Getty Images/Photographer's Choi

    Violência obstétrica atinge 25% das mulheres no Brasil

    Projeto estadual prevê que hospitais fixem cartazes informando o que caracteriza a prática ANA PAULA PEDROSA, do O Tempo Foto: Janis Christie/Getty Images/Photographer's Choi Entre a internação de Juliana Reis, 36, então grávida do seu primeiro filho, Paulo, em uma maternidade pública, e o nascimento dele, se passaram mais de 36 horas. A situação, que já era delicada porque ela não tinha dilatação para um parto normal, ficou ainda pior devido ao tratamento que recebeu. Juliana relata que o hospital não permitiu a entrada de seu marido na sala de pré-parto, que cada exame de toque era feito por quatro pessoas – o médico plantonista, uma médica professora e dois estudantes de medicina –, recebeu medicamentos de indução do parto sem saber do que se tratava, teve os braços amarrados durante o trabalho de parto e ainda foi xingada pela equipe médica pela demora na evolução ...

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    Mortalidade materna no Brasil tem raízes no racismo, na falta de pré-natal e de parto adequado

    Alyne Pimentel, 28 anos, mulher negra, estava grávida de 27 semanas quando procurou uma clínica em Belford Roxo (RJ) após sentir fortes dores abdominais e ter vômitos. No atendimento, o médico prescreveu remédios para náuseas, contra infecção vaginal, vitamina B12 e a encaminhou de volta para casa. Dois dias depois, Alyne voltou a se sentir mal. Na nova consulta, foi constatado que o bebê que carregava na barriga estava morto. Ela passou por um parto induzido e, 14 horas depois, por uma cirurgia para a retirada dos restos da placenta. Alyne teve hemorragia, vomitou sangue e sua pressão arterial caiu. Depois de oito horas de espera por uma ambulância, foi transferida para um hospital em Nova Iguaçu, outra cidade. Por falta de leito, aguardou mais várias horas no corredor da emergência. Cinco dias depois de procurar ajuda pela primeira vez, faleceu em 16 de novembro de 2002. A causa da morte: ...

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    Com medo de violência no parto, mãe leva pistola para a maternidade

    Ela foi presa depois da cesárea e separada do bebê Por  RITA LISAUSKAS, do Estadão  A dona de casa Paula de Oliveira Pereira, 28 anos, mãe de quatro crianças que têm entre 11 anos e 11 meses, tem as piores recordações do parto dos filhos, todos feitos em hospitais públicos da grande São Paulo. “Foram pesadelos”, conta. Mas o nascimento do terceiro bebê, em 2015, ela classifica como “traumatizante” e o “pior de todos”. Ficou 14 horas em trabalho de parto, sem acompanhante, embora tenha direito a um, segundo a lei. Pediu anestesia para aguentar as contrações. Não foi atendida. Desorientada, caiu da maca, de barriga no chão. “Não sei como meu filho não morreu no tombo”, lembra. Lá pelas tantas ouviu que ele não nascia porque ela era “fraca” e “não fazia força suficiente”. “Daí a enfermeira subiu em cima de mim, para empurrar o bebê. Fiquei sem ar, minha ...

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    As tristes e signficativas estatísticas das mortes nos partos

    Na segunda-feira pela manhã (29), o plenário da Câmara de Vereadores recebeu especialistas, pesquisadoras e ativistas, além de  familiares de mulheres vitimadas por problemas decorrentes de complicações durante ou após o parto, para a realização de um debate público sobre o tema da "Mortalidade Materna e Violência Obstétrica". Por Mônica Francisco, do Jornal do Brasil  O debate, conduzido pela vereadora Marielle Franco(PSOL), presidente da Comissão da Mulher, trouxe ao foco do debate uma série de estatísticas vergonhosas sobre a mortalidade materna no município do Rio de Janeiro. O vídeo apresentado como provocador do debate, e que antecedeu as exposições, dá conta de que aumentaram de 62 para 72  os casos de mortalidade materna para cada 100 mil nascidos vivos. Que o Rio de Janeiro é a 6ª pior capital para uma mulher engravidar, já que 36% das mortes do Brasil acontecem na cidade. A Zona Oeste apresenta taxas elevadas e se ...

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    Mulheres sofrem violência no parto: Veja como indentificar

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), todas as mulheres têm direito ao mais alto padrão de saúde atingível, incluindo o direito a uma assistência digna durante toda a gravidez e o parto, assim como o direito de estar livre da violência e discriminação. Segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo e SESC, 25% das mulheres que tiveram filhos pelas vias naturais na rede pública e privada sofreram violência obstétrica no Brasil. no A Tarde Os abusos, os maus-tratos, a negligência e o desrespeito durante o parto equivalem a uma violação dos direitos humanos fundamentais das mulheres, como descrevem as normas e princípios de direitos humanos adotados internacionalmente. Em especial, as mulheres grávidas têm o direito de serem iguais em dignidade, de serem livres para procurar, receber e dar informações, de não sofrerem discriminações e de usufruírem do mais alto padrão de saúde física e mental, incluindo a saúde ...

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    Violência Obstétrica: Ela existe ou é mais uma ‘invenção de feministas’?

    O tampão foi esquecido. Thamara não poderia ter saído do hospital com um tampão no corpo. Por Debora Diniz, do HuffPost Brasil Os médicos não gostam da expressão "Violência Obstétrica". A consideram ofensiva; já outros rejeitam qualquer acusação de que médicos possam violentar mulheres. Uns tantos dizem ser a palavra uma invenção de feministas.   REPRODUÇÃO/FACEBOOK Poucas histórias nos mostram com tanta dor os sentidos de ser uma vítima de violência obstétrica no Brasil quanto a agonia vivida por Thamara Macêdo, uma mulher recém-parida em Teresina. Thamara passou por uma cesariana, e já no quinto dia depois do parto começou a sentir dores, febre, e o que descrevia como um cheiro diferente no corpo. A dor só aumentava. Não sei detalhes de como viveu as dores do corpo e o cuidado do recém-nascido entre o dia do parto e o 20o dia, quando não mais suportando as dores resolveu procurar um médico ...

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    @BRIT/Nappy

    Lei cria mecanismos para combate à violência obstétrica

    Informação e proteção à gestante e parturiente contra a violência obstétrica é o que determina a Lei Estadual nº 17.097/2017, sancionada no final de janeiro pelo governador  de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD). O projeto de lei foi proposto em 2013 pela então deputada Estadual Angela Albino (PCdoB). Do Vermelho  Foto: @BRIT Ao dispor sobre implantação de medidas para evitar a violência, a nova lei considera violência obstétrica todo ato praticado pelo médico, equipe hospitalar, familiar ou acompanhante que ofenda, de forma verbal ou física, as mulheres gestantes em trabalho de parto ou no período puerpério. O projeto que deu origem à lei é de autoria da ex-deputada estadual Angela Abino (PCdoB) efoi apresentado pela ex-parlamentar em 2013. Em dezembro de 2016 o projeto de lei foi aprovado graças à mobilização de mulheres e entidades e profissionais ligadas ao combate à violência obstétrica e à promoção do parto ...

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