quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: violência

    Foto: Sérgio Lima/Poder360

    Cores da violência

    Registrou-se, no ano de 2018, uma mais que bem-vinda queda do vergonhoso número de homicídios no Brasil, repetida com maior vigor no ano passado. O detalhamento dos números, no entanto, revela desigualdades cruéis nessa melhora. Foram assassinados 58 mil brasileiros em 2018, o que correspondeu a uma taxa de 27,8 por 100 mil habitantes. Do total de mortos, nada menos de 75,7% eram negros (pretos e pardos), segundo o recém-divulgado Atlas da Violência 2020, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma década antes, em 2008, a participação dos negros no total de vítimas de homicídio se mostrava significativamente menor, 65,5%. Dito de outro modo, a violência fatal aumentou no período para os pretos e pardos, enquanto caía para os demais grupos. Não se pode afirmar que são sempre brancos a matar negros —inexistem dados a respeito dos homicidas. Mas resta evidente a deprimente vulnerabilidade dos segundos ...

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    Foto: Marta Azevedo

    Crime sem trégua, que cansa

    O racismo não dá trégua. Nunca deu. Por muito tempo, não dará. Na esteira dos protestos nos Estados Unidos pelo assassinato de George Floyd, homem negro asfixiado até a morte por um policial branco, o assunto entrou no raio de visão de uma sociedade, a brasileira, até então acomodada aos antolhos da democracia racial. Dimensões variadas do racismo nacional passaram a ser percebidas e escancaradas e denunciadas. De uma hora para outra, avolumam-se os episódios, num processo assemelhado à multiplicação dos registros de violência doméstica após a Lei Maria da Penha, de assédio sexual a partir da campanha Me Too, de intolerância religiosa depois que a Região Metropolitana do Rio de Janeiro explodiu em ataques aos terreiros de candomblé e umbanda. Como resumiu o ator Will Smith, sobre os EUA, o crime não aumentou, está sendo filmado. A vocês, preciso confessar: é tão relevante quanto exaustivo. Para pessoas negras, usando ...

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    (Foto: Geledés)

    Jovem que foi agredido e ameaçado com arma em shopping do Rio diz que ‘chorou muito’; mãe fala em racismo

    O entregador Matheus Fernandes, de 18 anos, afirmou nesta sexta-feira (7) que chorou muito após ter sido confundido com um ladrão dentro de um shopping na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Ele foi agredido e imobilizado por dois homens, que se identificaram como policiais militares para fazer a abordagem. “Eu chorei muito, muito. A gente tem que levar no sorriso. Acontece, mas não era para acontecer. Não era para acontecer”, disse o jovem ao RJ1. O rapaz, que tinha ido ao Ilha Plaza Shopping para trocar um relógio para o Dia dos Pais, foi agredido e ameaçado pelos homens. A mãe de Matheus, Alice Fernandes Bione, afirmou que o filho foi vítima de racismo. “Foi por causa da cor da pele. Não tem outra explicação. Eu não sou tão negra, então eu posso ir no shopping, mexer em todas as roupas, posso provar as coisas de graça. ...

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    A pesquisadora americana Safiya Noble estuda como os algoritmos amplificam o racismo e o sexismo na sociedade (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

    ‘Algoritmos têm responsabilidade pela violência contra mulheres e pessoas negras’, diz pesquisadora da UCLA

    Já imaginou que qualquer pesquisa que faça no Google ou em outra ferramenta de busca na internet está mediada pelos mesmos preconceitos e vieses inconscientes que pautam as nossas relações sociais? Ao notar que a busca por Black girls (meninas negras) sempre resultava em imagens hipersexualizadas e até pornográficas de mulheres negras americanas, a americana Safiya Noble decidiu estudar o funcionamento dos algoritmos que estão por trás dessas ferramentas. Seis anos de pesquisas resultaram no livro "Algorithms of Oppression" (Algoritmos da opressão, ainda sem tradução brasileira), lançado em 2018, em que examina como as ferramentas de busca, o Google em particular, reforçam o racismo e o sexismo das sociedades. Professora do Departamento de Estudos da Informação na Universidade da Califórnia, onde dirige o Centro para Investigação Crítica da Internet, ela afirma que a opressão e os preconceitos algorítmicos existem também nas redes sociais. Safiya Noble participa do Festival Oi Futuro, ...

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    Foto Getty Images

    Aos amigos do rei, as munições

    Na segunda-feira (29/06), a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro abriu uma consulta pública para que a sociedade civil faça recomendações sobre normas de marcação de armas de fogo e munições e sobre seus dispositivos de segurança. Essas normas são fundamentais para ampliar nossas capacidades de controlar e rastrear as armas e munições, contribuindo para as investigações dos crimes violentos e para o enfrentamento do seu tráfico ilícito. Em um país onde cerca de 70% dos homicídios são cometidos por armas de fogo e onde armas de guerra são utilizadas por organizações criminosas no controle de territórios, essa é, sem dúvida, uma agenda que requer toda a responsabilidade em sua condução. A consulta pública acontece pouco mais de dois meses depois da publicação e revogação de três portarias do Exército sobre esses mesmos pontos, e que incluíam melhorias recomendadas pelo Tribunal de Contas da União, que desde ...

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    (Foto: Geledés)

    PMs são flagrados espancando jovem rendido na zona norte de SP 

    Policiais militares foram flagrados agredindo na madrugada de hoje, com socos, chutes e cassetetes um jovem que estava rendido e que, ao tentar se defender, dizia ser trabalhador e que estava na casa da namorada. O caso aconteceu na zona norte da capital paulista, próximo do cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã. Além de agredir o jovem, os policiais ameaçaram moradores que viram as cenas e, inconformados, decidiram gravar a ação. Os policiais foram identificados e afastados do serviço operacional após as imagens das agressões terem repercutido nas redes sociais. Graças as imagens, que mostraram a numeração da viatura, foi possível identificar que os PMs são do 43º batalhão, no Jaçanã. Por meio de nota, a PM afirmou à reportagem que "assim que tomou conhecimento das imagens, instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) por abuso de autoridade contra os policiais, que foram imediatamente afastados do serviço operacional". Ainda segundo a ...

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    Edifício Pier Maurício de Nassau em Recife, de onde o menino Miguel caiu do 9º andar (Reprodução / TV Globo)

    Miguel e a pedagogia do racismo 

    Longe da mãe, Miguel, ainda pequeno, não sabe que não pode se expressar naquele espaço. Não sabe que não há direitos ali. Que ele é uma extensão do corpo de sua mãe e também pertence, a sua maneira infantil, ao mundo do trabalho. A insistência de Miguel em ir atrás da mãe, que levava o cachorro da patroa para passear, feriu a etiqueta daquelas relações. Ele não sabe se portar. Não aprendeu o lugar de negro. E nem terá tempo. Miguel cometeu uma infração: atrapalhou a manicure da patroa. Perturbou a distinção tácita entre quem fala e quem deve calar. Mas a criança não desiste de sua voz. Não sabe exatamente com quem está falando. Não aprendeu o seu lugar. Ele é pequeno. Sarí Corte Real abandonou o menino no elevador de um prédio de mais de 30 andares. As imagens das câmeras do edifício parecem acentuar ainda mais as ...

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    (Foto: Geledés)

    Policiais investigados por homicídio de João Pedro mudaram versões sobre disparos

    Os três policiais civis investigados pelo homicídio do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, mudaram as versões que deram sobre a quantidade de tiros que dispararam no dia do crime. Os agentes, lotados na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), deram dois depoimentos sobre o caso. No primeiro, logo após o crime, afirmaram terem dado, juntos, 23 disparos. Uma semana depois, no último dia 25, eles voltaram à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) e afirmaram que atiraram um total de 64 vezes no dia do homicídio. Os novos depoimentos foram prestados após a polícia concluir e divulgar que o menino havia sido morto por um tiro disparado por um fuzil calibre 556 — o projétil ficou alojado no corpo do menino, foi apreendido e periciado. Um dos agentes — justamente o que ia à frente dos demais na incursão e fez mais disparos — ...

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    Helicóptero da Polícia Militar sobrevoa a comunidade do Jacarezinho, no Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)

    Justiça decide que ‘caveirões do ar’ não podem voar sobre escolas e creches no RJ

    A Justiça do Rio de Janeiro determinou, na quinta-feira (28), que os "caveirões do ar" – apelido dado a helicópteros da polícia – não podem voar sobre escolas e creches. A decisão atende, parcialmente, a pedidos em ação civil movida pela Defensoria Pública do estado, em fevereiro deste ano. De acordo com a decisão da juíza Claudia Leonor Jourdan, da 1ª Vara da Infância da Juventude e do Idoso, os réus devem se abster "de realizar voos de helicópteros (caveirões aéreos) sobre escolas, respeitando-se a distância horizontal de 2.000 m de cada estabelecimento escolar". A magistrada também determinou que seja cumprida uma instrução normativa da extinta Secretaria estadual de Segurança que impede a realização de ações policiais em todo o estado "nos horários de maior fluxo de entrada e saída de pessoas". Também ficou estabelecido que caso, "por alguma razão excepcionalíssima"e comprovado perigo "iminente e concreto", ocorra operação próximo a ...

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    Quem era Sandra Maria, que morreu porque um homem não queria usar máscara

    Sandra Maria Aparecida Ribeiro, 45 anos, foi vítima da irresponsabilidade. Separada e filha única, ela era o alicerce da família. Criava sozinha os dois filhos adolescentes e cuidava dos pais, ambos idosos e com problemas de saúde. Mas na última terça-feira (28), a ignorância tirou a vida de Sandra. Fiscal do hipermercado Condor em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ela levou um tiro após uma briga ocasionada por um cliente que se recusou a usar máscaras de proteção contra o coronavírus – o uso do equipamento é obrigatório em todo Paraná. Causador da confusão, o empresário Danir Garbossa, 58 anos, não aceitou ser impedido de entrar no mercado sem máscara e até recusou usar uma oferecida gratuitamente pelo estabelecimento. Garbossa agrediu um funcionário e partiu para cima do segurança, Wilhan Soares, 28 anos, até um disparo da arma atingir Sandra, que morreu ainda no local. Os dois envolvidos foram presos em flagrante no dia. Segundo ...

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    Violência, intolerância e a falsa cordialidade dos brasileiros

    A escritora e antropóloga Lilia Schwarcz fala sobre a conjuntura política do país e coloca em xeque a imagem de cordialidade projetada pelos brasileiros no exterior Por Marcelo Menna Barreto, Do Extra Classe “A grande ideologia do branqueamento no Brasil esconde uma sociedade de privilégios muito estabelecidos. E são privilégios brancos” (Foto: Renato Parada) Professora titular do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) e visitante em Princeton, a escritora e antropóloga Lilia Schwarcz declina do rótulo de historiadora mais importante da atualidade no Brasil. “Agradeço, mas não sou”, avisa a autora de Raça e Diversidade e As barbas do Imperador. Modéstia à parte, seu mais recente trabalho, Sobre o autoritarismo brasileiro (Cia. das Letras, 2019, 280 p.) foi publicado pela Princeton University Press sete meses após o lançamento no Brasil e, agora em abril, será lançado em Portugal pela Objectiva. Doutora em Antropologia ...

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    Projeto reduz em 40% o tempo de fechamento de escolas por causa de tiroteios

    Em um dos municípios atendidos, o tempo que escolas e unidades de saúde ficam fechadas por causa de tiroteios caiu 40% Por André Shalders, Da BBC News Brasil Alunos de creche de Duque de Caxias (Foto: Marizilda Cruppe/ CICV) No começo de julho deste ano, uma escola no bairro de Manguinhos, na zona norte do Rio, teve de interromper as aulas durante três dias seguidos por causa de tiroteios nas imediações. E não é um problema restrito: no primeiro semestre de 2017, nada menos que uma em cada quatro escolas da rede municipal carioca perdeu algum dia de aula por causa da violência urbana, de acordo com levantamento da Folha. Para tentar amenizar o problema, o CIVC (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) criou um método chamado AMS (Acesso Mais Seguro). Consiste em adaptar para a realidade de escolas e unidades de saúde brasileiras os métodos que ...

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    As mães ‘órfãs’ de filhos que o Estado levou

    Em plena democracia, policiais matam cidadãos e não assumem a responsabilidade pelo crime, muitas vezes acusando a vítima. Mães se unem para dar visibilidade a seus filhos mortos e cobrar a dignidade de terem a memória deles reparada Por Felipe Betim e Toni Pires, Do EL País Cr protesta em Goiânia com outras mães, no dia 20 de maio. (Foto: T. PIRES) Maria de Jesus da Silva, mãe de Renayson. Bruna Mozer, mãe de Luciano. Marilene Araújo, mãe de Eliezer. Marcia Jacinto, mãe de Henry. Cleonice de Freitas, mãe de Daniel. Arlete Roque, mãe de Alex. Bruna da Silva, mãe de Marcos Vinícius. Adriana de Farias, mãe de Wallacy. Gláucia dos Santos, mãe de Fabrício. Maria do Carmo Silveira, mãe de Thiago. Luciana Pimenta, mãe de Kauan. Luciana Lopes, mãe de Lucas. Ana Paula Oliveira, mãe de Johnatha. Marinete Silva, mãe de Marielle Franco — e, desde que ...

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    Quem é Carmen Silva, a líder dos sem-teto que a (in)Justiça quer prender

    Admiradores, amigos e parceiros revelam a mulher que pretende reinventar a cidade de São Paulo, usando criatividade, diálogo e inclusão Por Patrícia Zaidan e Martha Raquel, Do Jornalistas Livres Foto: Imagem Retirada do site Jornalistas Livres Quem desconfia de Carmen Silva Ferreira  – baiana, 5 anos, mãe de 8 filhos, retirante que dormiu nas ruas de São Paulo no início dos anos 1990 e tornou-se líder do Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC) – pode entender melhor esta mulher ouvindo personalidades importantes que a viram transitando no Congresso Nacional, em gabinetes de juízes, prefeitos e governadores, falando em audiências públicas, universidades, unidades do Sesc… Ela é conhecida por levar reivindicações e apresentar soluções criativas em todos os lugares onde são tomadas decisões que afetam o povo sem endereço e sem visibilidade. Para além da injusta e desnecessária decretação de sua prisão, em 24 de junho, sob acusações de ...

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    Ameaçada de morte, deputada federal relata omissão do governo do Rio

    Parlamentar Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirma que governo de Wilson Witzel (PSC-RJ) não se manifestou diante de pedidos de escolta Por Victor Ohana, Do CartaCapital (Foto: Ricardo Albertini/Câmara dos Deputados) A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) denunciou novas ameaças de morte, nesta quinta-feira 27. Segundo a parlamentar, em abril deste ano, a Polícia Federal já havia recebido informações de conversas ofensivas na deep web. Desde então, ela é escoltada por agentes da Polícia Legislativa em Brasília, mas seu pedido de proteção no Estado do Rio de Janeiro ainda não foi atendido pelo governador Wilson Witzel (PSC-RJ). Talíria relata que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), enviou dois ofícios ao governador Witzel, nos dias 23 de abril e 10 de maio, solicitando que ofereça proteção e escolta 24 horas quando a parlamentar estiver no Estado. A bancada do PSOL também teria enviado documento com a mesma demanda, porém, ...

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    Ro’Otsitsina Xavante no Acampamento Terra Livre em Brasília. (Foto: LUCAS LANDAU)

    “Dizer que nós mulheres indígenas não enfrentamos violência de gênero é mentira”

    Porta-voz do movimento das mulheres indígenas, Ro’Otsitsina Xavante conta como elas estão se organizando para combater o machismo nas aldeias Por MARINA ROSSI, do El País  Ro’Otsitsina Xavante no Acampamento Terra Livre em Brasília. (Foto: LUCAS LANDAU/El País ) Mulheres indígenas de todo o país sairão em marcha pela primeira vez para chamar a atenção para questões de gênero de seus povos. A decisão foi tomada durante o Acampamento Terra Livre, que terminou na última sexta-feira na capital federal. Elas se juntarão à Marcha das Margaridas, manifestação anual que ocorre todo o mês de agosto em Brasília, liderada por trabalhadoras rurais. “Queremos compor com as Margaridas para mostrar aliança”, contou Ro’Otsitsina Xavante, que, na diversidade do movimento de mulheres indígenas, é uma de suas porta vozes. Durante o acampamento, as "parentas", como elas chamam umas às outras, realizaram uma plenária para debater suas principais demandas. Organizaram-se separadamente por ...

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    Foto- Guito Moreto : Agência O Globo

    Combate ao feminicídio passa pela reinvenção do masculino

    Desconstrução de padrões de masculinidade tóxicos está na ordem do dia para reduzir violência contra mulher e o feminicídio por Paula Ferreira no O Globo Foto- Guito Moreto : Agência O Globo - Curso aborda questões relativas à masculinidade e ao papel do homem perante a sociedade A transformação da "masculinidade hegemônica" entrou na ordem do dia do combate ao feminicídio no quinto país do mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), com maior número de mortes violentas de mulheres. Grupos de discussão coordenados por Tribunais de Justiça país afora promovem rodas de conversa entre agressores e abordam temas relacionados a gênero para incentivar mudanças no comportamento. Neles, está em xeque o estereótipo do homem incapaz de demonstrar fragilidade, não chorar ou falar sobre seus sentimentos. Os padrões de masculinidade em que grande parte dos meninos são forjados carregam, dizem especialistas no tema, características ...

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    Homicídios no Brasil superam o número médio de mortes na Guerra Civil da Síria, destaca coronel da reserva / Arquivo Pessoal

    “Quanto menos armas, menos violência”, diz coronel da PM

    Secretário de Defesa Social de Aracaju rechaça proposta de Bolsonaro de liberar o porte de armas de fogo Por Juca Guimarães e Emilly Dulce, do Brasil de Fato Homicídios no Brasil superam o número médio de mortes na Guerra Civil da Síria, destaca coronel da reserva / Arquivo Pessoal Armar o chamado "cidadão de bem" como resposta à violência significa abrir brechas para um genocídio no país, na opinião do coronel da reserva da Polícia Militar (PM) Luís Fernando Silveira de Almeida. A liberação de compra e posse de armas para a população é proposta pelo presidenciável de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL) como principal medida para reduzir a criminalidade no país. Em entrevista ao Brasil de Fato, o coronel, que também é secretário municipal de Defesa Social em Aracaju (SE), destaca que a equação "mais armas, menos violência" é o argumento mais falacioso que já ouviu ...

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    Violência, pobreza, cultura e potência. A periferia e as tentativas de transformação da realidade. Entrevista especial com Tiaraju D’Andrea

    “A periferia paulistana passa por um período de transição”. Esse é um dos diagnósticos do sociólogo Tiaraju D’Andrea, que acompanha as transformações nas periferias nos últimos 25 anos. Segundo ele, embora o lulismo tenha representado “uma melhoria nas condições de vida” na periferia, “o desemprego ronda esta população, sendo as condições de trabalho uma preocupação concreta”, e “há uma descrença generalizada nos partidos políticos e no sistema representativo como um todo”. Por Por: Patricia Fachin, do IHU Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, D’Andrea explica as principais transformações ocorridas na periferia paulistana em duas décadas e meia, como o surgimento do Primeiro Comando da Capital - PCC, o crescimento dos evangélicos e a explosão de coletivos artísticos. “Esses três fenômenos foram saídas encontradas pela própria população da periferia para superar o contexto de violência e pobreza da década de 1990. Foram formas de superar o esgarçamento do tecido social ...

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    “Casamento infantil não é cultura, é violência”, afirma ativista cigana

    Por defender os direitos das mulheres em sua comunidade, Rebecca Taina perdeu sua identidade perante tradicionalistas Por Nana Queiroz Do Azmina Esta é uma das investigações patrocinadas pelo Programa de Bolsas de Reportagem da Revista AzMina que você ajudou a tornar realidade. Leia a série completa aqui. E nos ajude a continuar fazendo investigações assim aqui. Imagem retirada do site AzMina Para muitos ciganos tradicionalistas, Rebecca Taina perdeu o direito de ser cigana porque resolveu falar contra o machismo. “Tive minha identidade sequestrada de mim”, protesta ela. Mas ela insiste em ocupar um lugar de vanguarda dentro de uma comunidade que, por enfrentar tantos preconceitos, resiste em deixar-se mudar. Uma de suas bandeiras pessoais é o combate ao casamento infantil Ilustração: AzMina As mulheres ciganas calon, de Boa Vista do Tupim, sertão baiano, nos relataram que casam-se entre 12 e 14 anos, em geral. Você considera isso um problema? Ou esta prática faz sentido ...

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