Tag: violência

Pieter Cnoll com a família e seus criados escravizados — pintura de Jacob Coeman (Foto: RIJKSMUSEUM)

Exposição retrata passado de violência colonial da Holanda que inclui Brasil

Os magníficos retratos de corpo inteiro de Oopjen Coppit e seu marido Marten Soolmans, de autoria de Rembrandt (1606-1669), são dois dos bens mais preciosos do Rijksmuseum em Amsterdã — o renomado museu nacional de arte e história da Holanda. Vestidos com elegância requintada e pintados da forma que apenas os mais ricos poderiam pagar, o casal é a personificação da era de prosperidade econômica e florescimento artístico conhecida como "a Idade de Ouro Holandesa". Mas estes retratos também contam uma história mais complexa e perturbadora, uma vez que a riqueza dos Soolmans era proveniente do refino do açúcar produzido por uma mão de obra escrava em plantações de cana de açúcar no Brasil. Por mais de 250 anos, a Holanda teve vastas colônias nas regiões que hoje são conhecidas como Indonésia, África do Sul, Curaçao, Nova Guiné — para citar algumas —, onde homens, mulheres e crianças escravizadas eram ...

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"É preciso em meio a tanta dor aprendermos a conjugar o verbo esperançar" - (Foto: Pixabay)

As cores e as vidas que se esvaem no ralo da necropolítica

Sinto falta de meu tempo para escrever o que me vai na alma, sinto falta de meu tempo de poder desejar feliz aniversário para meus amigos e amigas; sinto falta de meu tempo de poder sentir saudades dos que se vão. A grave crise sanitária provocada pelo novo coronavírus e agravada pela irresponsabilidade e necropolítica do governo brasileiro, me roubaram o que tenho de mais precioso: o tempo de ser e sentir. Aprendi desde muito cedo que nenhum mal é para sempre Quando penso em escrever algo para um/a ou outro/a amigo/a, vem a o atropelo e preciso parar todo o planejado para cuidar de alguém com fome, doente ou de algum parente de quem morreu. Há mais de um ano tem sido assim, acabo tendo que substituir meus escritos, que tanto gosto de fazer, pela escrita de anúncios necrológicos, notas de pesares e de falecimento. E o pior, notas ...

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O neurocientista Carl Hart, da Universidade Columbia, em Nova York (EUA) (Foto: Acervo pessoal)

Parem a matança: regulamentem as drogas

As histórias que contamos a nós mesmos sobre as drogas costumam ser muito simples: “as drogas são perigosas, assim como as pessoas que as usam”. Quando eu era um jovem soldado do Exército, eu acreditava que eu estava fazendo o trabalho de Deus ao dizer às pessoas para ficarem longe das drogas. Eu acreditava que a pobreza e a criminalidade que assolavam as comunidades pobres, como aquela de onde vim, eram um resultado direto das drogas. Essa crença me inspirou a estudar neurociência e dependência química. Passei mais de duas décadas conduzindo pesquisas de laboratório em busca de evidências que comprovassem a narrativa que diz que “drogas são ruins”. Ganhei bolsas multimilionárias do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (NIDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos para realizar pesquisas, e o que descobri é que a história real sobre as drogas não é tão simples quanto as narrativas populares podem ter levado ...

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Martine Moïse, primeira-dama do Haiti, fotografada ao lado de seu marido, o presidente Jovenel Moïse, assassinado nesta quarta (Foto: HECTOR RETAMAL / AFP/23-5-2018)

Presidente do Haiti, Jovenel Moïse, é assassinado a tiros em sua casa em Porto Príncipe

Os piores presságios chegaram ao Haiti na manhã desta quarta-feira. O presidente Jovenel Moïse foi assassinado a tiros na madrugada, por homens armados que invadiram e atacaram sua residência, no bairro de Pelerin, em Porto Príncipe (capital do país), segundo informou no início da manhã o primeiro-ministro interino, Claude Joseph. A primeira-dama, Martine Moïse, também foi baleada no atentado, mas foi socorrida com vida e encaminhada a um hospital. Um comunicado divulgado por várias embaixadas do Haiti no exterior aponta que o ataque foi cometido por pessoas não identificadas, e que muitas delas “falavam em espanhol”. Um dos filhos do presidente testemunhou o ataque, mas saiu ileso. Em nota assinada pelo primeiro-ministro interino, o Governo haitiano pediu calma à população e garantiu que tanto a polícia quanto o Exército foram convocados para garantir a ordem no país. “A situação está sob controle. Estou em uma reunião para garantir a segurança e tomar todas as medidas ...

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Erika Hilton, eleita vereadora em São Paulo (Foto: Karime Xavier - 3.dez.19/Folhapress)

Justiça determina quebra de sigilo de perfil que ameaçou Erika Hilton de morte

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a quebra de sigilo dos dados de um homem que usou as redes sociais para ameaçar de morte a vereadora de São Paulo Erika Hilton (PSOL). A decisão afirma ser necessária “a correta identificação do autor das mensagens, uma vez que o anonimato não pode servir para acobertar mensagens de ódio ou práticas ilícitas”. ATRÁS DA TELA Em maio deste ano, a parlamentar foi alvo de ataques transfóbicos após a exibição de uma reportagem pela TV Globo sobre preconceito e violência política, em que foi entrevistada. Na ocasião, ela ameaçou processar seus detratores —entre eles, o perfil no Twitter que agora é alvo da quebra de sigilo— e registrou boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial da Polícia Civil.

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(Foto: Virojt Changyencham/Getty Images)

Patrão é preso em flagrante por manter empregada doméstica em situação análoga à escravidão

Uma operação para resgatar trabalhadora doméstica em situação análoga à escravidão há 20 anos terminou com a prisão em flagrante de um empregador em São José dos Campos (SP) nesta sexta (18). Segundo o Ministério Público do Trabalho, a vítima não recebia salário e teve seus documentos pessoais retidos pelos patrões. O MPT afirma que ela era privada de qualquer convivência social desde a adolescência, prestando serviço de segunda a domingo. De acordo com o MPT, o empregador afirmou que fazia o pagamento do salário à mãe da trabalhadora, com quem ela teria pouco contato. Também participaram da força-tarefa para o resgate a Secretaria de Inspeção do Trabalho e a Polícia Federal.

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Kathleen Romeu, baleada durante operação policial no Rio. (Foto: Reprodução/ INSTAGRAM)

Caso Kathlen: o silêncio das autoridades alimenta o racismo que mata

É por volta das 14 semanas de gestação que a mãe geralmente consegue sentir os primeiros movimentos da pequena vida que cresce em seu ventre. Nessa fase, o feto tem cerca de 9 centímetros (um pouco maior que um pêssego), seu corpo é quase que só coração. Na entrada do segundo trimestre de gravidez, a gestação se torna mais concreta, mais aparente. O corpo muda, as curvas de cintura se alargam e brota — de repente — uma barriguinha. Com isso, se misturam sentimentos, o amor se expande e até angústias habitam os pensamentos da mãe. Nessa montanha-russa de emoções, a mulher se torna a maior protetora daquela pequena vida. Nessa altura, os riscos da gravidez são menores. Talvez por isso, a designer de interiores Kathelen Romeu, 24 anos, tenha escolhido a semana passada para anunciar a alegria da gestação, ao lado do companheiro. Mas a vida da Kath e ...

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“Sentimento de impotência” foi o que motivou ida de Maria Clara ao Aeroporto de Vitória  (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

‘Sabia do risco de levar até porrada’, diz jovem ofendida por bolsonaristas no ES

Uma jovem de 27 anos se destacou, na manhã desta sexta-feira (11), em meio a militantes trajados de verde e amarelo no Aeroporto de Vitória. Vestindo uma camiseta preta em homenagem ao Sistema Único de Saúde (SUS), Maria Clara Gama, de 27 anos, carregava um cartaz e se manifestava contra o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), que fez sua primeira visita ao Espírito Santo como ocupante do cargo. A intenção era dar “boas-vindas” à sua maneira, mas isso não foi possível depois dos ataques sofridos por ela. As palavras de Maria Clara, que é mestranda em Direito na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), foram poucas. Seu objetivo era comunicar somente com o cartaz, olhar no olho de Bolsonaro e evitar atritos com os apoiadores do presidente. No pedaço de papelão em sua mão, estava escrito “Bem-vindo. 500.000.”, com cruzes abaixo da saudação, em referência ao número ...

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Coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

A Pandemia de Covid 19 e a banalidade do mal

A expressão arendtiana “tempos sombrios” pode ser usada desmedidamente a muito tempo, mas desde o início de 2019 até os dias de hoje, vem sendo corriqueira, pontual e verdadeiramente compreendida por diversos indivíduos do planeta Terra. É tempo de guerra, sonhamos com a paz. É tempo de choro, enquanto almejamos os sorrisos. O bem quer espaço e o mal passeia livremente nas ruas, abraçando, sufocando impiedosamente. Hannah Arendt escreveu o polêmico livro “Eichmann em Jerusalém” em 1999, resultado da narrativa sobre o processo e o julgamento de Adolf Eichmann, feito em 1961. Ele organizava as deportações de judeus, levando-os sem desvios para os campos de concentração. O que nos faz imediatamente demoniza-lo. Pensar o quanto ele foi monstruoso, logo, um ser humano terrivelmente ruim. A autora, criou sua tese central, sobre o conceito de banalidade do mal e apresentou ao mundo. Sobre o conceito de Banalidade do mal, Andrade (2010, ...

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Atila Roque (Foto: Reprodução Fopir/Youtube)

Respondemos com vida ao Partido da Morte

Eu tinha 23 anos quando experimentei pela primeira vez o gosto da morte violenta. A notícia me chegou sem aviso nem preparação, a quente. Meu pai tinha sido assassinado. Um único tiro, no coração, aos 51 anos, tinha encerrado a sua vida. No dia seguinte, antes mesmo do funeral, na delegacia, a morte me foi outra vez oferendada, agora a frio: “Se você quiser, nós damos um jeito no bandido que fez isso”. Com o coração partido, um gosto amargo na boca, disse que não. Se soubessem quem era o assassino que arrancou para sempre um pedaço da vida de tantos que amavam o meu pai, que o prendessem. Até hoje me sinto mal por não ter continuado a conversa para saber até onde ela iria. E me culpo por não ter tido a força emocional de pressionar por uma investigação. As razões e circunstâncias do assassinato de meu pai ...

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Foto: Arquivo Pessoal

Jacarezinho, por Antonia Quintão

No início deste ano assumi a vice-presidência do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP), onde organizo e coordeno desde 2016, os eventos sobre a Década Internacional de Afrodescendentes. A Década foi criada em Assembleia Geral pela ONU (Organização das Nações Unidas) que proclamou o período entre 2015 e 2024 como a Década Internacional de Afrodescendentes (resolução 68/237), com o objetivo de garantir os seus direitos civis, econômicos e políticos, bem como sua participação igualitária em todos os aspectos da sociedade. Aliás, no I Encontro da Década, cujo tema foi Cultura Negra em São Paulo: Histórias e Resistências, tivemos a honra de contar com a presença da Suelaine Carneiro, coordenadora do Programa de Educação do Geledès, que nos apresentou uma brilhante palestra sob re os principais objetivos da Década de Afrodescendentes. É neste contexto que nos deparamos com as notícias estarrecedoras que chegam da Comunidade do Jacarezinho, no Rio ...

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O escritor Misha Glenny. (Foto: FERNADO CAVALCANTI)

Misha Glenny: “Os grandes traficantes brasileiros não moram nas favelas”

Os caminhos da cocaína desde que a folha da coca é colhida por camponeses latino-americanos até chegar às narinas dos exigentes consumidores da Europa ou dos Estados Unidos deixam um rastro de morte no terceiro mundo. E o Brasil, com seus 50.000 homicídios anuais, não é exceção. Não se trata, no entanto, de óbitos provocados pela overdose da droga. São uma consequência direta das infinitas batalhas por rotas e mercados, embates travados em nome da chamada "guerra às drogas". Crítico da política proibicionista liderada por Washington e Europa e imposta aos países produtores e distribuidores, o jornalista inglês Misha Glenny, que já mergulhou na rede do crime organizado transnacional em McMáfia (Companhia das Letras), agora aborda a o impacto do "fracasso da guerra às drogas" na vida de um indivíduo em particular: o traficante de drogas Nem da Rocinha. Sua história é contada no livro O Dono do Morro: Um ...

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Foto: Reginaldo Pimenta / Agência O DIA

Operação no Jacarezinho deixa 25 mortos; passageiros são feridos no metrô 

A Polícia Civil realiza hoje uma operação contra o tráfico que atua na comunidade do Jacarezinho, na zona norte do Rio. A ação deixou ao menos 25 mortos —um agente baleado na cabeça e outras 24 pessoas que, segundo a polícia, seriam suspeitas. A identidade delas contudo não foi divulgada. Até o começo da tarde, havia confronto na região. Dois policiais foram feridos —na perna e de raspão no braço. Dois passageiros ficaram levemente feridos ao serem atingidos dentro de uma composição do metrô na região da estação Triagem. Uma das ações mais letais da polícia do Rio, ela ocorre após o STF (Supremo Tribunal Federal) restringir operações durante a pandemia e menos de uma semana da posse definitiva do governador Cláudio Castro (PSC) depois do impeachment de Wilson Witzel (PSC). Segundo a decisão do STF, a polícia é obrigada a comunicar a realização da operação ao MP-RJ (Ministério Público ...

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Bruno e Yan em imagem divulgadas nas redes sociais antes de serem assassinados por traficantes. (Foto: Imagem retirada do site El País)

Execução sádica de tio e sobrinho em Salvador atrela, outra vez, um hipermercado a racismo que mata

Quatro pacotes com 5 quilos de carne condenaram à morte Bruno Barros, de 29 anos, e Yan Barros, 19. Flagrados enquanto tentavam furtar os produtos em uma loja do Atakadão Atakarejo em Salvador, tio e sobrinho foram vítimas de um tribunal do crime patrocinado pelo próprio supermercado. O gerente e seguranças do estabelecimento entregaram Yan e Bruno a traficantes, que torturaram, assassinaram e depois deixaram os corpos dos dois no porta-malas de um carro. O caso, ocorrido na última segunda-feira (26) na comunidade do Nordeste de Amaralina, mostra como supermercados no Brasil podem ser cenários de atos de violência praticados por seus próprios funcionários. Casos assim não são incomuns, como os de João Alberto e Pedro Gonzaga, asfixiados até a morte por seguranças do Carrefour e do Extra, respectivamente. Em comum, um marcador racial: todas as vítimas eram negras. Mas no Atakarejo, entretanto, a situação ganha um novo componente: a ...

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Movimentação de policais militares durante operação no Rio de Janeiro (Foto: Wilton Junior/Estadão)

Ministério Público do Rio cria grupo que mira redução da letalidade e da violência policial

O Ministério Público do Rio de Janeiro criou um grupo de atuação para promover ações voltadas à redução da letalidade e da violência policial no Estado. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira, 23. Em princípio, a iniciativa está programada para durar um ano, mas pode ser prorrogada. Na prática, o grupo vai concentrar as demandas relacionadas ao controle externo das polícias e ao monitoramento da regularidade das operações policiais durante a pandemia, que estão suspensas por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Três servidores e três promotores vão se revezar em regime de plantão, 24h por dia e sete dias por semana. Os promotores devem trabalhar em representações, inquéritos civis, termos de ajustamento de conduta, recomendações, ações civis públicas ou de improbidade administrativa, recebimento de denúncias, registro de notícias de violações de direitos fundamentais durante operações, interlocução com entidades da sociedade civil e órgãos públicos, entre outras ...

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Foto: Reprodução/ TV Justiça

ADPF das Favelas: falas de Jacqueline Muniz, Daniel Hirata, Michel Misse e mais

A audiência pública sobre a ADPF 635, conhecida como a ADPF das Favelas, reuniu 66 participações como de amici curiae em dois dias (16 e 19 ) no STF. O objetivo é coletar informações que subsidiem um plano de redução da letalidade policial no estado do Rio de Janeiro, incluindo a proibição das operações policiais durante a pandemia. Abaixo é possível ler trechos e acessar os discursos completos de Jacqueline Muniz, Daniel Hirata, Michel Misse, Pablo Nunes, Felipe Freitas, Juliana Farias, Cecília Olliveira e Gabriel Feltran. Jacqueline Muniz – Professora da da UFF e fundadora da Rede Fluminense de Pesquisadores da Segurança Pública Foto: Reprodução/ TV Justiça “As operações policiais acontecem sem coordenação e articulação. Cada polícia faz a sua. Como cada polícia tem sua própria guerra a ser travada, o governante acaba por assinar cheques em branco que o obriga a gastar todo seu capital ...

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A advogada Luanda Pires é porta-voz da Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexo  (Foto: Imagem retirada do site Universa)

“Leis para violência contra lésbica não funcionam na prática”, diz advogada 

Lesbofobia, lesbocídio, estupro corretivo: esses são nomes de violências cometidas especificamente contra mulheres lésbicas, e o Brasil tem leis que protegem contra esses crimes. Mas, por falta de dados, mapeamento dessas agressões e políticas públicas, ainda é difícil fazer valer esses direitos na prática, segundo a ABMLBTI (Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexo). Em entrevista a Universa, Luanda Pires, advogada especialista em direitos humanos e porta-voz da ABMLBTI, explica quais são as principais ferramentas jurídicas que protegem as vítimas desse tipo de violência. Lei Maria da Penha: reconhece violência doméstica e intrafamiliar contra mulheres lésbicas (e também transexuais); ou seja, pode ser acionada em caso de agressão entre um casal de lésbicas, mas também quando o agressor é outro membro da família, como pai, primo, tio. Lei de Racismo: desde 2019, a lei reconhece também a homofobia, ou seja, criminaliza o preconceito e a violência contra pessoas ...

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Viviane A. Pistache (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma Self com Filtro Feminista

Digamos que chegar numa cidade pela buceta é desafiador para qualquer uma. Que lufada embaraçosa! Não que eu seja totalmente contra constrangimentos, alguns até me parecem bem medicinais, mas é que me encharcaram de afrodisíaco. Além disso, a boa e velha discrição há muito me abandonou (embora eu nem conte com ela normalmente); mas experimente caminhar pelas ruas como uma árvore de copa frondosa, ramos, troncos e raízes fortes, que facilmente te pintam de exótica. É... meu corpo, minhas regras é luta de todos os segundos. Mas explicar isso pra macho é tão fácil quanto respirar debaixo d`água. E o asfalto está cheio de besta querendo comer a carne da gente. Alguns até se acham refinados, com caras de gato de plástico que defendem privilégios com a elegância de quem passeia pela orla com seu leão de estimação. E quando não querem se sujar de merda, sempre podem contar com ...

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Bar em Osasco onde ocorreram 10 das 17 mortes (Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)

Dois acusados pela chacina de Osasco são absolvidos por júri popular

Dois acusados de participar da chacina de Osasco, na Grande São Paulo, em 2015, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri. Este foi o segundo julgamento do policial militar Victor Cristilder e do guarda civil municipal Sérgio Manhanhã. No primeiro jugamento, ambos haviam sido condenados, respectivamente, a 119 anos e 94 anos de prisão, mas conseguiram anular a sentença em segunda instância e ao novo julgamento por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. O crime, que ficou conhecido como chacina de Osasco, é a maior chacina ocorrida em São Paulo, e aconteceu em agosto de 2015 nos municípios de Osasco e Barueri. Os dois réus foram julgados por participação nas 17 mortes ocorridas em Osasco e Barueri, num intervalo de apenas duas horas. No total, 23 pessoas foram mortas no mesmo mês. No dia 8 de agosto de 2015, seis pessoas foram assassinadas em Itapevi, Carapicuíba e Osasco. No ...

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Arquivo Pessoal

Choremos pelas crianças que vão morrer a tiros de fuzil como Emily e Rebeca

É como se tudo estivesse previsto em um roteiro que todos temos que seguir. Primeiro a tragédia: as primas Emily, de 4 anos, e Rebeca, de 7 anos, são assassinadas em uma comunidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a tiros de fuzil. A partir desse flagelo, já sabemos tudo o que vai acontecer - e tudo o que não vai acontecer. O crime ocorreu na noite de sexta-feira. Lídia Santos, avó de Rebeca, conta que voltava do trabalho e iria ao encontro das meninas, que a esperavam na calçada para cumprir a promessa de comprar um lanche. Assim que desceu do ônibus, Lídia viu um carro da Polícia Militar. Em seguida, foram feitos os disparos. A avó e outras testemunhas acusam os PMs de terem atirado. Em nota, a corporação nega que os policiais tenham apertado o gatilho. Um projétil atingiu Rebeca na cabeça. Outro tiro acertou o ...

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