segunda-feira, setembro 26, 2022
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Trio dos EUA voa sem recordista mundial: ”Medalha ninguém tira”

Três bandeiras dos Estados Unidos no pódio. E isso porque a  atual recordista mundial ficou em casa. A final olímpica provou que ninguém é melhor do que as americanas na prova dos 100m com barreiras. Lideradas pela campeã Brianna Rollins, Nia Ali (prata) e Kristi Castlin (bronze) tiveram uma noite mágica na pista do Engenhão. Após deixarem todas as rivais para trás no Rio, o trio parecia não acreditar no resultado histórico para o atletismo do país.

Por Amanda Kestelman Fabrício Marques, Helena Rebello e Marcos Do Globo 

– Sou muito grata por termos vindo e conseguido esse momento histórico. Isso mostra como somos fortes. Qualquer uma podia ter vencido, mas conseguimos atingir nossa meta – disse a agora campeã olímpica, Rollins.

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O mais curioso é que a atleta mais rápida de todos os tempos da prova, Kendra Harrison, assistiu toda essa festa pela televisão. Aos 23 anos, a atleta não conseguiu a vaga ao falhar e ser apenas a sexta colocada na seletiva de seu país. Ficar entre as três na competição local é critério de convocação único. Pouco depois da decepção, ela deu a volta por cima e conseguiu a façanha de correr a 12s20 e quebrar o recorde mundial que perdurava 28 anos.

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– Nos sentimos obrigadas a dar o máximo de nós. Não apenas por Keni (Kendra Harrison), mas por termos as principais corredoras do mundo nos Estados Unidos. Concentramos em dar nosso melhor. Se você se concentrar nos outros, perde o foco. Keni quebrou o recorde mundial e ficamos muito felizes. Mas recorde é feito para ser quebrado, e a medalha ninguém tira de nós  – disse Kristi Castlin.

As medalhistas olímpicas também trataram de celebrar o momento positivo das mulheres americanas nos Jogos Olímpicos. Essa foi a primeira vez que um pódio da prova é formado 100% por atletas do mesmo país.

– Estou muito feliz de fazer parte deste momento das meninas negras! Trabalhamos como equipe e conseguimos esse feito. O primeiro na história dos Estados Unidos. Marcamos história – disse Castlin.

– Já vimos Katie Ledecky, Simone Biles e tantos americanos maravilhosos em diferentes esportes, acho que isso nos motivou. Aumentou nossa energia – completou Nia Ali.

Bem longe do Engenhão, Kendra Harrison usou as redes sociais para comemorar o feito das compatriotas. Há pouco mais de três semanas, quando quebrou o recorde em uma competição em Londres, a americana lamentou sua falha na seletiva olímpica, mas garantiu que torceria muito pelas representantes dos Estados Unidos no Rio.

– Meu Deus! Parabéns, vocês fizeram história! Que incrível – postou Kendra.

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