terça-feira, julho 7, 2020

    Afro-brasileiros

    Mãe Stella morreu nesta quinta-feira aos 93 anos. — Foto- Alan Tiago Alves:G1

    Mãe Stella de Oxóssi morre aos 93 anos na Bahia

    Morreu na tarde desta quinta-feira (27) a ialorixá Mãe Stella de Oxóssi. Ela estava internada desde a sexta-feira (14) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Incar (INCAR) de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo. Ela tinha 93 anos. A informação foi confirmada ao CORREIO pela assessoria da unidade de saúde. Mãe Stella faleceu por volta de 16h. Ainda de acordo com o INCAR, o atestado de óbito com as causas da morte está sendo preenchido pela equipe médica responsável pelos cuidados ds ialorixá, que estava internada desde o dia 14 de dezembro. A companheira dela, a psicóloga Graziela Domini Peixoto, disse à reportagem que Mãe Stella havia sido internada após apresentar um quadro de infecção. Um dia após dar entrada no hospital, ela chegou a sair da UTI, mas retornou após piora no quadro de saúde. Mãe Stella era ialorixá do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, no bairro de...

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    imagem- Hana Luzia

    Muniz Sodré ginga palavras para alcançar algo da vida

    Dona Cida! Licença! Hoje quando meti meus chinelos e fui comprar abóbora e quiabo (que a senhora me ensinou a escolher, pelo talinho), quando ouvi o megafone da Variant vermelha do Tomás Parrudo passando arriada de frutas e legumes, larguei o livro que tinha terminado justo naquela hora. Tava eu paquerando o céu, as pipas e sabiás daqui da beira do córrego, tocado na barriga pela leitura. Na rua, te encontrei e desci com a tua sacolona pesada, foi um prazer. Ontem perdemos a feira, aquela onde eu te vendia bananas quando era gurizinho, lembra? Carreguei a compra até à tua morada, sempre a mais arrumadinha da quebrada. Na função, já encontrei o seu Messias tratando os passarinhos, versando sobre a personalidade do pintangol, do canário-do-reino, do coleirinha. Consegui evitar comentar sobre o cárcere, a senhora percebeu na minha goela descendo seca, e fiquei bem. Observava o seu Messias limpando...

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    (Foto: Reprodução/ Facebook)

    Brasileiros fazem a diferença: Marcos Romão deixa um legado dos dois lados do Atlântico

    Dias conturbados, acontecimentos trágicos que fazem difícil cair no sono. E quando você finalmente consegue cair na cama para aquele dia finalmente acabar, durante a madrugada no horário berlinense, chega a notícia do fim da trajetória que exige respeito e admiração, para dizer ao mínimo. O Blog tem um tópico sobre, Brasileiros que fazem a diferença“, neste caso, o diferencial vem de Hamburgo. De um brasileiro que viveu mais de 20 anos na Alemanha. Marcos Romão, niteroiense de coração e cidadão da cidade hanseática de Hamburgo (norte da Alemanha) perdeu a luta contra o câncer na madrugada de 04/09. Uma das muitas lutas que travou durante a vida de afrodescendente e pobre no RJ e estrangeiro, afrodescendente e pobre em sua vida no Hemisfério Norte. Seu corpo descansou. Sua instigante (e por vezes irritante) teimosia, fará muita falta num mundo de valores tão equivocados, convicções tão pérfidas e avassaladores regressos...

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    Marco Romão - Reprodução Facebook

    Marco Romão chega ao Orun

    Com pesar Geledés comunica que Marco Romão, companheiro, militante, articulista incansavel entra no Orun e de lá continuará olhar por nós.  Leia alguns texto de Marco Romão A mulatice intelectual e o racismo no Brasil Responda-me rápido: Mérito é hereditário? por Marcos Romão Privacidade e vida pública de Joaquim Barbosa, não é “casa de mãe Joana” – por Marcos Romão Pare de chorar negro! REAJA! Por Marcos Romão

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    Machado em dois momentos: em foto de 1893 atribuída a Juan Gutierrez (esquerda) e em foto encontrada em uma edição da revista argentina "Caras y Caretas" de 1908 Foto: Reproduções / Agência O GLOBO

    Foto inédita de Machado de Assis reaquece polêmica sobre embranquecimento do autor

    Há tempos a cor da pele de Machado de Assis é tema controverso entre pesquisadores e biógrafos. Em seu atestado de óbito, o escrivão marcou que o autor, morto em 1908, seria de “cor branca” — uma prova, segundo muitos, de que o neto de escravos teria sofrido um processo de embranquecimento durante a vida, e mesmo após a morte. A querela ganhou um novo capítulo na semana passada, com o surgimento de uma foto até então desconhecida. Encontrada pelo pesquisador Felipe Rissato em um exemplar da revista argentina “Caras y Caretas” de janeiro de 1908, a imagem mostra Machado de pé em um jardim, com a mão na cintura, num raro momento de informalidade. ‘Não há texto ou registro algum de Machado em que ele diz ser branco. Ainda assim, por causa do nosso racismo institucional, a elite sempre fez de tudo para apresentá-lo como tal. Esse é um...

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    Foto: Imagem enviada pelo autor ao Portal Geledés)

    O Negro na Política: A trajetória do vereador Leopoldo Silvério da Rocha

    O NEGRO NA POLÍTICA: A TRAJETÓRIA DO VEREADOR LEOPOLDO SILVÉRIO DA ROCHA – GOVERNADOR MANGABEIRA - BAHIA(1983-2000)* RESUMO: O presente artigo visa analisar a participação do negro na política brasileira, utilizando-se como estudo de caso a trajetória do Vereador Leopoldo Silvério da Rocha, que exerceu essa função no período de 1983-2000, no município de Governador Mangabeira, localizado na região do Recôncavo da Bahia, sendo um dos primeiros negros e o único adepto de religião de matriz africana a ocupar uma cadeira no Parlamento municipal no período analisado. Para tanto, utilizou-se como fontes os livros de atas da Câmara de Vereadores, decretos, leis e outros documentos, bem como, os depoimentos de pessoas que conviveram com o Vereador Leopoldo nesse momento de sua vida, foi possível analisar a sua atuação enquanto parlamentar, principalmente no que se referem as suas ações voltadas para as áreas de educação, saúde e infraestrutura para o bairro...

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    André Rebouças (Foto: Wikimedia Commons)

    Quem foi André Rebouças, abolicionista que batiza a Avenida Rebouças

    Formado em engenharia civil, André Rebouças serviu na Guerra do Paraguai e projetou a estrada de ferro que liga Curitiba ao Porto de Paranaguá, no Paraná. Abolicionista, ajudou a fundar a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, com Joaquim Nabuco e José do Patrocínio. Monarquista, teve de se exilar na Europa após a Proclamação da República, em 1889. Junto com o irmão Antônio, também engenheiro, batiza a Avenida Rebouças, que atravessa a Zona Oeste da capital. Morreu em 1898, aos 60 anos. André Pinto Rebouças nasceu em plena Sabinada, a insurreição baiana contra o governo regencial. Seu pai era Antônio Pereira Rebouças, um mulato autodidata que obteve o direito de advogar, representou a Bahia na Câmara dos Deputados em diversas legislaturas e foi conselheiro do Império. Sua mãe, Carolina Pinto Rebouças, era filha do comerciante André Pinto da Silveira. André tinha sete irmãos, sendo mais ligado a Antônio, que se tornou...

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    Milton Santos em entrevista para o Jornal do Brasil, em 1977 (Foto: Imagem retirada do site Milton Santos)

    Milton Santos | 13 livros em PDF para download

    Milton Santos (1926 – 2001) destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970. Sua obra caracterizou-se por apresentar um posicionamento crítico ao sistema capitalista, e seus pressupostos teóricos dominantes na geografia de seu tempo. Em Por uma Outra Globalização, livro escrito dois anos antes de sua morte, o autor realiza uma abordagem crítica sobre o processo de globalização capitalista, ao qual corresponde, segundo o geógrafo, a produção de novos totalitarismos e o pensamento único, que transformam o consumo em ideologia e os cidadãos em meros consumidores, massificando e padronizando a cultura e concentrando a riqueza nas mãos de poucos. Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra do autor, segue abaixo o link para download de 13 de seus livros em PDF: A cidade como centro da região – CLIQUE AQUI! A Natureza...

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    (Foto: Reprodução/ Editora Perspectiva)

    ROSA DE LIMA analisa livro de ABDIAS NASCIMENTO, Genocidio do Negro

    O racismo nunca saiu da pauta nacional e o conceito da "democracia racial" já foi desestabilizado há anos, desmoralizado. Ainda assim, há aqueles que ainda o defendem ou se não o defendem abertamente com receio de serem enxovalhados, o praticam nos seus atos e na surdina. Felizmente, o Brasil avançou bastante em conquistas para a comunidade negro-mestiça, ainda não a ponto do que merece, isso, graças as lutas e organizações dos negros e mestiços com seus grupos estabelecidos em diversos segmentos da sociedade, das artes aos meios juridicos; da politica a religião, e de um florescente sentimento de empoderamento. Até para continuar entendendo esse processo e atualizar-me das questões relacionadas ao racismo reli, recentemente, o clássico da literatura nacional "O Genocídio do Negro Brasileiro - Processo de um Racismo Mascarado", de Abdias Nascimento, com textos complementares de Florestan Fernandes, Wole Soyinka e Elisar Larkin Nascimento (Ed Perspectiva, 2017, apoio do...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    USP homenageia Luiz Gama 167 anos após impedi-lo de frequentar aulas de direito

    A partir do dia 1º de dezembro deste ano, o nome de Luiz Gama vai batizar uma das salas de aula da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo. A homenagem será marcada por uma celebração dentro da universidade à partir das 11 horas da manhã, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP. Silvio Almeida, advogado, filósofo e presidente do Instituto Luiz Gama considera que a homenagem é repleta de simbolismos, já que a USP historicamente representou o poder dos escravocratas por fornecer, do ponto de vista técnico e jurídico, todos os instrumentos para a manutenção da escravidão. "A celebração na USP ocorre contra o que ela representa, aquilo e a quem a USP representa. É um espécie de refundação do significado da Faculdade do Largo São Francisco", diz. Em 1850, Luiz Gama, que foi um dos maiores líderes abolicionistas do Brasil, tentou frequentar...

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    Assumpção é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores poetas do Brasil (Foto: Sonia Regina Bischain)

    A consciência negra de Carlos Assumpção: um legado de vida

    "As fronteiras do 20 de novembro deve se estender pelos 365 dias do ano" Anualmente, o 20 de novembro reaviva o debate acerca da consciência negra e deve-se à recusa de grande parcela da população brasileira em desapegar-se do já ultrapassado conceito de democracia racial tão bem consolidado pelo polímata Gilberto Freyre em seu mais famoso livro, o Casa Grande e Senzala. Os dados socioeconômicos e culturais referentes à população negra brasileira escancaram o imenso abismo social existente entre brancos e negros no Brasil, evidenciando a falácia da democracia racial. Tal contexto fortalece a necessidade da "Consciência Negra". A Consciência Negra à qual me refiro é aquela que extrapola as fronteiras do mês de novembro e estende-se pelos 365 dias do ano. É reconhecer que 54% da população brasileira é negra e, portanto, somos um país negro. É questionar-se o porquê de, mesmo sendo maioria, ainda estarmos invisibilizados nas universidades, na política, nos espaços de...

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    Mãe Stella (Foto: Alan Tiago Alves/G1)

    Mãe Stella é internada em Salvador

    A ialorixá baiana Maria Stella de Azevedo Santos, conhecida como Mãe Stella de Oxóssi, 92 anos, foi internada na manhã desta sexta-feira (27), no Hospital da Bahia, em Salvador. Por meio de nota, a assessoria do Hospital da Bahia informou que Mãe Stella foi internada na UTI Cardíaca da unidade de saúde para avaliação médica especializada, controle de sintomas e realização de exames complementares para diagnóstico do quadro clínico neurológico, após dar entrada no hospital com mal estar, seguido de intensa dor de cabeça e desorientação. Ainda segundo a nota Mãe Stella está consciente e conversando, mas não há previsão de alta. A religiosa comanda o terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador, e é uma das mais importantes mães de santo do país. No mês passado, lançou um canal no YouTube, onde faz vídeos com ensinamentos e referências da cultura iorubá, memórias, depoimentos e textos sobre a sua vida....

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    Milton Santos em entrevista para o Jornal do Brasil, em 1977 (Foto: Imagem retirada do site Milton Santos)

    Milton Santos | O mundo visto do lado de cá

      O documentário “Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá” procura analisar as contradições e os paradoxos deste modelo econômico e cultural chamado globalização. A linha geral do documentário é a entrevista com geógrafo baiano Milton Santos que se debruça sobre questões como: globalização, sociedade de consumo, território, as desigualdades da globalização e crises que esta promove, as barreiras físicas e simbólicas impostas pelo capitalismo como efeito da globalização e o papel da grande mídia como intermediária desta relação. Ao longo do documentário são apresentados diversos episódios em que a os efeitos da globalização são evidenciados com maior clareza como, por exemplo, a tentativa de privatização da água potável em Cochabamba, Bolívia, em 2000, que gerou uma forte onda de protestos. Trata-se de um ótimo documentário para se refletir não só sobre questões relativas à globalização mas, também, para refletir sobre conceitos como capitalismo, território, sociedade de consumo, etc. Direção:...

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    (Foto: Léo Azevedo)

    “Merê”, filme de Urânia Munzanzu, une religiosas da Bahia e Benin em torno da tradição Jeje Mahi!

    Tudo que se falava da nação eram as vozes masculinas que bradavam, falando sobre nosso jeito, nosso pensamento – digo nós as mulheres – nossa habilidade com a feitiçaria…e nós – as mulheres – caladas. Silenciadas numa máxima travestida de “tradição” (…). Depois a cisma: me estranhava muito TODAS as casas de Jeje Mahi da Bahia serem rompidas, brigadas há mais de meio século e, na verdade, ninguém sabe direito o motivo  Assim surgiu o projeto “A Ponte – diálogos entre dois mundos”, idealizado pela jornalista soteropreta, cineasta, poeta e militante do movimento negro desde os anos 80, Urânia Munzanzu. Mestranda em Antropologia na Universidade Federal da Bahia, Urânia é Dabosi no Terreiro do Bogum, de tradição Jeje, localizado no Engenho Velho da Federação, em Salvador. Sua ideia era a de pensar e realizar conexões entre sujeitos na diáspora e o continente africano – especificamente África do oeste. O projeto surgiu daí e chegou no filme “Merê”, que significa...

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    A filósofa e educadora Sueli Carneiro (Foto Marcus Steinmayer)

    Sessão Especial na Câmara celebra 25 anos do Instituto Steve Biko e traz Sueli Carneiro a Salvador

    Na próxima terça-feira (12), a partir das 18h30, o Plenário da Câmara dos Vereadores receberá a Sessão Especial “Instituto Steve Biko – 25 anos”, proposta pelo vereador e presidente de Honra do Instituto Steve Biko, Silvio Humberto (PSB). A Sessão - que também é uma homenagem aos 40 anos da morte de Steve Biko na África do Sul (12/9/1977) -  contará com a presença da filósofa, escritora e ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro, Sueli Carneiro. A Sessão será aberta ao público e contará com a abertura musical do cantor, Lazzo Matumbi. Na ocasião, o Instituto divulgará Campanha Biko + 25 Anos, destinada a angariar recursos para a finalização da primeira etapa da construção da nova sede da Biko, localizada no Campo Grande. Lá, um sonho está se tornando realidade a cada dia: a Faculdade Steve Biko. A construção – até então – conta com patrocínio da Coca Cola Foundation, que entregará...

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    Maria Felipa comandou mulheres que conseguiram expulsar tropas portuguesas da Ilha de Itaparica (Imagem: Filomena Modesto Orge/Arquivo Público do Estado da Bahia)

    Quase um século depois, moradores incluem nome de Maria Felipa entre os heróis

    Não faz muito tempo que moradores de Itaparica recorreram a uma atitude, no mínimo, audaciosa: incluir o nome de Maria Felipa de Oliveira, considerada por muitos deles como a principal heroína da batalha local, numa lápide que já levava o nome de outros heróis. A homenagem foi instalada na parede da Capela da Piedade, em 1923. “Nós tivemos a ousadia, tomamos a liberdade e contratamos um calígrafo que fez uma letra rigorosamente igual à que está lá e acrescentou o nome de Maria Felipa entre os nossos heróis”, confessa, aos risos, o pesquisador Augusto Albuquerque, morador de Itaparica. É que a mulher negra, corpulenta e estabanada - descrição do historiador Ubaldo Osório - passou muito tempo esquecida, mas é especial para os itaparicanos. Não se sabe quando ela nasceu, mas seria natural do povoado de Ponta das Baleias e morrido em 1873. Lápide com nome dos...

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    (Foto: Reprodução/ Google)

    Doogle do Google faz homenagem a Machado de Assis

    Nesta quarta-feira (21), o doodle do Google homenageia um dos maiores escritores brasileiro: Machado de Assis, em seu 178º aniversário. Machado de Assis é o grande homenageado do Google nesta quarta-feira, dia 21 de junho. A data comemora o 178º aniversário do artista, que é considerado, por muitos especialistas, o maior escritor brasileiro de todos os tempos. A página inicial tem alcance apenas no Brasil e o doodle pode ser conferida pelos internautas até as 23h59 deste dia. Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro. Era filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis, neto de escravos alforriados. Apesar de não ter frequentado regularmente à escola, em 1854, aos 15 anos, foi trabalhar em uma tipografia, estabelecimento onde imprimiam-se livros e folhetos; e, assim, começou a fazer poemas e escrever histórias. Sua extensa obra é formada...

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    Ilustração de Luísa Mahin. (Ilustração: Thiago Krening/TVE/RS)

    17 pessoas negras da História que você não viu na escola

    Na escola, provavelmente, você não ouviu falar sobre os guerreiros e guerreiras ou líderes quilombolas que desenharam a História do Brasil. Ao contrário da ênfase na trajetória dos imperadores Dom Pedro I e II, por exemplo, pouco se estuda dentro da sala de aula a influência negra de nosso país além da escravidão. Pensando nisso, a plataforma educacional gratuita Quizlet convidou Stephanie Ribeiro, estudante de Arquitetura da PUC de Campinas (SP) e ativista feminista negra, para elaborar uma lista com 17 pessoas importantes da cultura negra do Brasil. No site interativo é possível aprender sobre cada uma delas de forma dinâmica. “Quem é quem na história negra do Brasil” te leva a descobrir o quanto você conhece sobre as personalidades negras brasileiras. Clique aquipara acessar a plataforma e jogar. O conteúdo também traz os marcos da história negra (confira aqui). Abaixo, veja alguns dos nomes reunidos: Abdias Nascimento ...

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    Carlos Marighella (Foto: Imagem retirada do site Diálogos do Sul)

    Filme de Wagner Moura sobre Marighella abre seleção de atores

    O filme “Marighella”, que será dirigido por Wagner Moura, abriu processo de seleção de atores. Em comunicado, a produtora O2 Filmes divulgou os perfis procurados e todas as exigências para quem quer conquistar um papel no longa que contará a história do guerrilheiro e escritor baiano. “Na produção de Casting estamos realizando a pesquisa para compor o elenco do filme, que tem personagens crianças, adolescentes e adultos; para atores e também não-atores”, diz o texto. E completa: “Para poder participar do filme, o artista precisa passar por um ou mais testes neste processo de seleção de elenco e para isso precisamos conhecê-los e visualizar o perfil de cada um. Gostaríamos de conhecer novos artistas, que tenham vontade de fazer cinema, assim como atores mais experientes ou conhecidos”. Para participar, clique aqui. Foto em destaque: Reprodução/ Diálogos do Sul 

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    Foto: Imagem retirada do site Revista Cult

    Lima Barreto e o racismo do nosso tempo

    Negro, morador do subúrbio, desleixado e contraditório: era assim que o próprio Lima Barreto se definia. Ignorado em seu tempo, o autor de Triste fim de Policarpo Quaresma (1915) e Clara dos Anjos (1948) entrou para o cânone da literatura brasileira depois de muito tempo esquecido: neste ano, além de ser homenageado na FLIP, ele ganha uma nova biografia, com previsão de lançamento para junho: Lima Barreto, triste visionário, da historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz. No livro, Schwarcz investiga os motivos pelos quais Barreto ficou tanto tempo relegado ao esquecimento. “Deixá-lo no lugar de vítima é muito pouco”, disse à CULT na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP), onde apresentou trechos de sua pesquisa de uma década sobre o autor, na última segunda (8). Nascido em 13 de maio de 1881, o autor era filho de ex-escravos, e vinha de uma família monarquista, protegida pelo visconde de Ouro Preto. Logo cedo, perdeu a mãe, Amália, para a pneumonia...

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