África e sua diáspora

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    Mattiwilda Dobbs

    Mattiwilda Dobbs nasceu em 11 de julho de 1925 em Atlanta, Georgia, Estados Unidos, onde seus pais eram líderes da comunidade afro-americana. É um soprano coloratura e uma das primeiras cantoras negras a seguir importante carreira internacional na ópera. Dona de voz pequena, porém vibrante, foi admirada por sua refinada técnica vocal e por suas expressivas interpretações. Após vencer o Concurso Internacional de Música em Genebra, Suíça, em 1951, estreou profissionalmente na ópera por ocasião do Holland Festival, no papel de Rouxinol, em Le Rossignol, de Stravinsky, em 1952. Em breve ela se apresentava nos principais festivais e teatros de ópera na Europa. Estreou no Festival de Glyndebourne, no papel de Zerbinetta, em Ariadne auf Naxos, em 1953. No mesmo ano apresentou-se no Teatro La Scala, como Elvira, em L´italiana in Algeri. Foi também a primeira vez que um artista negra cantou naquele teatro. Em Londres cantou na Royal Opera...

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    Marie Selika Williams

    Em 1878 o soprano Marie Selika Williams, conhecida como a"rainha do staccato", tornou-se a primeira negra a se apresentar na Casa Branca. Marie Selika nasceu c.1849 em Natchez, Mississipi, Estados Unidos. Logo após seu nascimento, a família mudou-se para Cincinatti, Ohio, onde ela, ainda criança, começou a estudar música, graças à proteção de um rico benfeitor local. Quanto tinha vinte e poucos anos, mudou-se para San Francisco, Califórnia, a fim de estudar com a Signora G. Bianchi, sob cuja orientação fez sua estréia como soprano de concertos, em 1876. Pouco antes de 1878 foi apresentada e se casou com um colega, o barítono Sampson Williams, também conhecido como Signor Velosko, o tenor havaiano. Em 18 de novembro de 1878, apenas dois anos após sua estréia, Marie Selika Williams cantou no Salão Verde da Casa Branca para uma platéia que incluía o presidente Rutherford Hayes e a sra. Hayes. No repertório,...

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    Imagem: Getty Images

    Tratamentos para a pele negra

    O 21º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica tem como tema as cirurgias dermatológicas em afrodescendentes. "Estamos tendo a oportunidade de conhecer um equipamento de raio laser inovador, chamado de LIS, que é a sigla em inglês para estimulação intraderme por laser. Pela fibra óptica, ele contrai a pele por dentro, sem queimá-la. O procedimento pode ser feito até na pele negra, que, normalmente, não aceita bem a utilização do laser", disse Pereira. Afrodescendente, a dermatologista uberlandense Juliana Oliveira disse estar entusiasmada com as inovações cirúrgicas dermatológicas para a pele negra vistas no Congresso. "Tenho muitos pacientes negros. Durante o congresso conhecemos algumas tecnologias novas, como lasers para pele negra e alguns tipos de peelings (tratamentos para a pele) que antes eram restritos aos negros", disse. Ela também está otimista em relação aos cuidados com a própria pele. "É perfeito, porque antes os dermocosméticos eram voltados apenas para a pele branca,...

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    Festival Cultural da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha

    Fonte: Articulação Latinaamericana - Abertas inscrições para Festival Cultural da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha     Estarão abertas, de 06 a 20 de junho, as inscrições para as apresentações artísticas, vídeos, palestras e ações do Festival Conexões Griô 2009, que neste ano tem como tema o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e Caribe, na República Dominicana. Alguns dos objetivos na escolha do tema são: reunir organizações de mulheres afro-latino-americanas e caribenhas e consolidar esta data tão importante para promover algumas transformações nas relações de gênero e raça, além de valorizar e proporcionar auto-estima para as mulheres. Serão três dias de evento com apresentações artísticas, festas, palestras, ações afirmativas e cineclube. A realização do festival é uma parceria entre Griô Produções e Associação Coturno de Vênus, com apoio da Secretaria...

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    A Legitimação do Intelectual Negro no meio Acadêmico Brasileiro : Negação de Inferioridade Confronto ou Assimilação Intelectual – Por: Ari Lima

      Ari Lima** Para Lande e Nelson Maca.Dois intelectuais subalternos.{xtypo_quote}One day I learnta secret art,Invisible-Ness, it was called.I think it workedas even now you lookbut never see me...Only my eyes will remain to watch and to haunt,and to turn your dreams to chaosMeiling Jin{/xtypo_quote}     Qual o homem negro mais conhecido e admirado no Brasil? Parece óbvia a resposta. Este homem é Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, "o maior jogador de futebol do planeta", também eleito o atleta do século.Qual mulher negra é tão conhecida e unanimemente admirada no Brasil quanto Pelé? Esta resposta não é nada óbvia, aliás desconfio que não seja possível alcançá-la. Desconheço qualquer mulher negra brasileira, viva ou morta, cujo nome esteja associado a ímpar intervenção cultural, talento memorável nas artes, universalmente celebrada no mundo acadêmico ou em qualquer outra esfera social. Conhecida e unanimemente alentada e admirada, acredito que temos não uma mulher...

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    Credit: Aaron Gilbert/MediaPunch/IPX

    Esperanza Spalding traz jazz inventivo

    Desde o ano passado, quando lançou o elogiado CD "Esperanza", a contrabaixista e cantora norte-americana Esperanza Spalding, 25, vem roubando a cena em clubes e festivais de jazz pelo mundo, como o último Tim Festival, no Brasil, ou o recente festival de Nova Orleans (EUA). Os paulistanos que ainda desconhecem suas inventivas misturas de jazz, soul, música brasileira e ritmos afro-cubanos podem conferir o talento de Esperanza hoje à noite, no Via Funchal. Ela abre o show do guitarrista e cantor George Benson, em um tributo ao mestre do jazz Nat "King" Cole (1919-1965). "Só de pensar que vou dividir o palco com George Benson fico emocionada. Ele sempre foi uma fonte de inspiração para mim, até porque toca e canta", diz a instrumentista e compositora, que também inclui Nat Cole entre os músicos que a influenciaram. Precoce, Esperanza se destacou aos 20 anos, como a mais jovem professora da...

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    Harriet Tubman

    Harriet Tubman nasceu Araminta "Minty" Ross e seus pais, Harriet ("Rit") Green e Ben Ross eram escravos. Rit pertencia a Mary Pattison Brodess e, mais tarde a seu filho Ben, enquanto Ben pertencia legalmente ao segundo marido de Mary, Anthony Thompson, proprietário de uma grande fazenda perto do Rio Blackwater, em Cambridge, Maryland.2 Conforme ocorreu como muitos escravos nos Estados Unidos, a data e o local de seu nascimento não foram registrados e os historiadores divergem quanto a esta questão. Kate Larson registro o ano de 1822, baseada em um pagamento feito a uma parteira e em vários outros documentos históricos,3 enquanto Jean Humez afirma que "as evidências à nossa disposição sugerem que Tubman nasceu em 1820, mas isto pode ter ocorrido um ou dois anos mais tarde".4 Catherine Clinton observa que a própria Tubman declarou que o ano de seu nascimento foi 1825, ao passo que sua certidão de óbito menciona 1815...

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    RETRATO DAS DESIGUALDADES DE GÊNERO E RAÇA – IPEA

    RETRATO DAS DESIGUALDADES DE GÊNERO E RAÇA - 3ª EDIÇÃO Análise preliminar dos dados Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada  Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres   Apresentação O presente documento apresenta uma análise preliminar de dados da 3ª edição do Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, estudo elaborado pelo Ipea desde 2005 com informações sobre a situação social brasileira sob a ótica dos dois determinantes principais das desigualdades existentes em nosso país. A terceira edição completa apresentará os dados das Pnads de 1993 a 20071 sobre diferentes temáticas, com o recorte de sexo e de raça. Desta forma, será produzida uma série de cerca de 200 tabelas, disponibilizadas em Microsoft Excel, que retratam a realidade de brancos, negros, homens e mulheres em nosso país, e as mudanças ocorridas na última década. Os temas abordados são: População; Chefia de família; Educação; Saúde; Previdência e assistência social;...

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    Subserviência e indignidade… E o cortejo fúnebre seguiu!!! – por profa. silvany euclênio

    Profa. Silvany Euclênio   É. Nós estivemos lá, acompanhando a reunião do chamado "Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra", no dia 05/06/2009. 400 km de viagem e presenciamos o que consideramos a cena mais ignota, mais indigna da nossa história e do nosso povo.   Pela primeira vez encontramos todo um aparato tecnológico montado. Ao abrir a reunião, a presidenta fez questão de tentar intimidar os conselheiros e as conselheiras, avisando que tudo seria gravado (já executando o escrito pelo seu patrão o Governador Serra "o Movimento Negro deve ser reprimido"). Falou também da própria emoção ao participar no dia anterior da cerimônia em que o governador apresentou o arremedo da Lei Caó enviada ‘a Assembléia Legislativa. Bem se vê que sua saúde realmente não anda boa...   Seguiu-se algumas falas mornamente constrangidas do Sr. Leandro da Silva Rosa, da Assessoria de Gênero e Etnias e do...

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    Entrevista a María Lamadrid

    Por Viviana Marcela Iriart De acuerdo con el censo realizado por la "Fundación África Vive", en Argentina hay 2 millones de hombres y mujeres de raza negra, descendientes de los esclavos y esclavas de la época de la Colonia, que conviven con 34 millones de argentinos de raza blanca que, misteriosamente, desconocen o niegan su existencia. Para que su existencia se hiciera visible y para reclamar por sus derechos, fue que María Lamadrid, argentina, negra, descendiente de la etnia Zulú de Sudáfrica, fundó "Africa Vive" en 1997, una ONG que durante tres años recibió el apoyo financiero de la Fundación Kellog's. Pero su lucha contra la discriminación empezó en su infancia, cuando estuvo pupila dos años en un colegio católico de niñas blancas, clase media alta, y ella era la única negra y pobre. Destino de negra y de pobre, María sólo pudo estudiar la primaria. Después su escuela fue...

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    34 morrem em protesto indígena no Peru

    Fonte: Folha de São Paulo Confronto motivado por repúdio a decretos que facilitam exploração da selva vitimam 25 manifestantes e 9 policiais Presidente García diz que autoridade cumpriu dever; indígenas fazem 38 policiais reféns e ameaçam queimar trecho de oleoduto no norte Ao menos 34 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas ontem, num confronto entre a polícia do Peru e manifestantes indígenas que bloqueavam uma estrada no norte do país. A interrupção é parte de uma série de protestos contra decretos do governo Alan García que facilitam a exploração de petróleo e minério na selva peruana.   No episódio mais sangrento do governo conservador García, nove policiais, segundo o Ministério do Interior, e ao menos 25 indígenas morreram, segundo o Colégio de Médicos da região (Estado) do Amazonas. O embate se deu em uma área conhecida como "Curva do Diabo", próximo da cidade de Bagua ( a 710 km de...

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    (Foto: Divulgação/ Revelations Entertainment)

    Filme sobre Mandela estreia em dezembro

    Anteriormente chamado The Human Factor, o filme sobre Nelson Mandela dirigido por Clint Eastwood ganhou agora um nome definitivo, além de data de lançamento: Invictus deve chegar aos cinemas no dia 11 de dezembro deste ano. O filme mostra a Copa Mundial de rugby de 1995, que aconteceu na África do Sul e é considerada um marco na luta contra a segregação racial e na construção de uma nova imagem do país perante o resto do mundo. Na época, Nelson Mandela, interpretado por Morgan Freeman, havia sido recém-eleito presidente, após 26 anos preso. A festa foi ainda mais marcante porque a seleção do país, liderada pelo capitão Fraçois Pienaar (Matt Damon) foi a campeã. Invictus é baseado no livro Playing the Enemy: Nelson Mandela and the Game that Made a Nation, de John Carlin.  

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    (C. M. Battey/Getty Images)

    W.E.B. Du Bois

    William Edward Burghardt "W. E. B." Du Bois (Great Barrington, 23 de fevereiro de 1868 — Acra, 27 de agosto de 1963) foi um sociólogo, historiador, ativista, autor e editor. Nascido no interior do estado de Massachusetts, Du Bois cresceu em uma comunidade relativamente tolerante e integrada. Casou-se com Nina Gomer em 1896, com quem teve dois filhos: Burghart e Yolanda. Um ano depois da morte de Nina, casou-se com Shirley Graham. Du Bois recebeu um diploma em 1888 pela Universidade Fisk, e um segundo diploma pela Harvard em 1890. Depois de dois anos de estudo na Universidade de Berlim, recebeu seu Ph.D (título de doutor) pela Harvard em 1895. W.E.B. Du Bois foi um autor prolífico, que publicou mais de vinte livros ao longo de sua vida. Além das publicações acadêmicas, escreveu novelas e poesia. Foi também um ativista ferrenho da justiça social e racial. Ele foi o principal...

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    Depoimento de Escravos

    Depoimentos de Escravos Brasileiros

    Em julho de 1982, o estudante de história Fernando de Mello entrevistou Mariano dos Santos, ex-escravo nascido entre 1870 e 1880 que, alegre e gentilmente, falou de seu passado. O depoimento é muito importante, pois revela que os escravos brasileiros tinham um código lingüístico próprio, além de preciosas informações para uma melhor compreensão do escravismo colonial. Aqui está um pequeno trecho da entrevista: E: E o feitor batia, sem mais nem menos?   M: Batia! E ali não tinha, não podia parar. Então, é o que eu conto: rançando raiz de pinheiro, raiz de madeira, arando terra, cultivando. E se fosse madeirinha fina, cada madeira! Que agora só no sertão que tem. Caviúna, ipê, aquele pau-de-alho, alequim, chifre-de-carnero, madeira que prestasse, dava pra fazer um cabo de machado... Não tinha o que não tivesse naquele mato. O roçador que dissesse, hoje, "eu tiro doze e meia", não tirava. Não tirava nem...

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    A África na Europa

    A África nos museus na Europa Face aos desafios e à complexidade da mundialização, a arte africana ocupa o centro de um vivo debate cultural e político sobre a sua representação nos museus europeus e o destino dos bens artísticos pilhados em África durante a época colonial. Funções educativas, transcendência da abordagem etnográfica, necessidade de renovar os percursos das exposições, atenção às exigências de um novo público multicultural. Os museus de África na Europa confrontam-se hoje com novos desafios. O debate sobre o lugar da arte africana nos museus europeus não é de agora, mas a construção do Museu do Quai Branly veio reacender as paixões dos especialistas em torno de um projeto cultural monumental apoiado pelo antigo presidente francês Jacques Chirac e reunindo as colecções do Museu das Artes de África e da Oceania e as do Museu do Homem. Inaugurado em 2006 num clima de controvérsia, o Museu...

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    Andrevruas [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

    Lima Barreto e a crítica (1900 a 1922) a conspiração de silêncio

    Por: Alice Áurea Penteado Martha Universidade Estadual de Maringá/Brasil A conspiração de silêncio O escritor em seu tempo O início do século XX no Brasil, no que se refere às tendências críticas e, notadamente, no período entre 1907 e 1922, pode ser observado como reflexo e mesmo continuidade das idéias positivistas, deterministas e cientificistas que dominaram o século anterior. Denominada por Carmelo Bonet (Bonet, 1969) de Pré-modernista, a crítica tem em José Veríssimo sua estrela maior que, com sua dupla face de Jânus, conforme estudo de João Alexandre Barbosa (Barbosa, 1974, p.161), pode ser visto através de um jogo entre o crítico, interessado sobretudo na avaliação e no julgamento das obras, e o historiador literário, que tenta unir o impressionismo crítico e o modelo naturalista, tendo entre essas duas tendências o crítico social e o político. O impasse crítico constatado na produção de Veríssimo, e presente no homem de seu tempo,...

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    Lima Barreto: Imagem e Linguagem

    Imagem e Linguagem Sumário Introdução Capítulo I - O Escritor e seu tempo - A virada do séuclo XIX na Europa e no Brasil - A literatura brasileira na virada do século XIX - A crítica literária na virada do século XIX Capítulo II - Encontros e Desencontros - Apresentação de Lima Barreto - Lima Barreto e a crítica literária - Lima Barreto e Machado de Assis - Lima Barreto e os Contemporâneos - Graça Aranha, Euclides da Cunha e Monteiro Lobato Capítulo III- Lima Barreto: um erscritor moderno - Lima Barreto: a inovação pela linguagem - Lima Barreto, e os moderniostas. Capítulo IV - A construção da figura do escritor - Lima Barreto: uma imagem - Recordsações do escrivão Isaías Caminha: a Linguagem Leia o livro na íntegra:  Selo Universidade Lima Barreto- Imagem e Linguagem

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    Lima Barreto, um Intelectual Negro na Avenida Central

    Autora: CELI SILVA GOMES DE FREITAS Filiação Institucional: UERJ Suas crônicas espelham esse desafio: um intelectual negro e ao mesmo tempo um homem de opinião. Valéria Lamego 1 O presente trabalho é parte de nossa dissertação de Mestrado, "Entre a Vila Quilombo e a Avenida Central: a dupla exterioridade em Lima Barreto", defendida e aprovada em 8/5/2003, sob orientação da Prof(a) Dr(a) Lená Medeiros de Menezes, no Programa de Pós-Graduação em História-IFCH/UERJ. Nosso objeto de estudo é a trajetória de deslocamentos de Afonso Henriques de Lima Barreto como ator do político, nas posições de intelectual e de negro. Na perspectiva teórico-metodológica, a comunicação situa-se no campo multidisciplinar que interliga a História Política - com incursões no campo biográfico - e a Análise do Discurso. Privilegiamos no corpus os artigos e as crônicas de Lima Barreto, publicados nos periódicos cariocas entre 1902 e 1922, acrescidos da correspondência ativa e passiva. O contexto da República...

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    Os imigrantes nas crônicas de Lima Barreto: tensões e contribuições na cidade do Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX

    Por: Celi Silva Gomes de Freitas* A imigração representa um dos temas de interesse para a pesquisa histórica que se debruça sobre os processos de transformação da sociedade brasileira nas primeiras décadas do século XX. Os imigrantes assumiram papéis diversos, fizeram história e se tornaram personagens de histórias relatadas em inúmeros artigos e crônicas, dos quais selecionamos alguns, escritos por Lima Barreto (1881-1922), para se constituírem em corpus documental de estudo da imigração na vida social brasileira, especialmente na carioca. Lima Barreto e seus interlocutores, como Antônio Noronha Santos, viveram quase todo o tempo na cidade do Rio de Janeiro, dela afastando-se muito pouco e, por conseguinte, mantendo com ela uma relação de profunda intimidade: "Aqui vivíamos enjaulados num sempiterno quadrilátero: avenida, Ouvidor, Uruguaiana, São José, de dia. Ao cair da tarde, o Largo de São Francisco, as petisqueiras. À noite, a Lapa." (SANTOS, 1961: 9). Estão postos na citação os limites do Centro...

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    Lima Barreto

    Afonso Henriques de Lima Barreto,  (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - Rio de Janeiro, 1 de Novembro de 1922), melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores libertários brasileiros. Era filho de João Henriques de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1º à 4º séries. Ela morreu cedo e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência...

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