terça-feira, julho 5, 2022
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Há 89 anos, a cantora Josephine Baker começava carreira em Paris

Apresentação Dilson Santa Fé

Há 89 anos, a cantora, dançarina e ativista dos direitos civis, Josephine Baker, começou a carreira em Paris. Ela tinha um jeito especial de seduzir o público e uma forma de cantar como se fosse um pássaro tropical.

 

Josephine Backer nasceu em 1906, em Saint Louis, Missouri, Sul dos Estados Unidos. A mãe, uma lavadeira que havia sonhado em se tornar bailarina; o pai era músico. Ele abandonou a família assim que Josephine nasceu.

Desde os 8 anos, Josephine trabalhou como babá e limpava mansões de brancos ricos, para ajudar no sustento da família. Era sempre mal tratada pelos patrões. Aos 13 anos, fugiu de casa. Encontrou trabalho de garçonete numa casa noturna.

Aos 15 anos, se casou com William Baker, de quem manteve o sobrenome, mesmo depois do divórcio. Depois da separação, Josephine saiu de Saint Louis por causa da grande discriminação racial que havia na cidade.

Em Nova Iorque, fez parte do grupo de dancarinas do Music Hall e depois foi morar na França. Escolheu Paris por influência dos pais, que eram da Martinica, um pedaço francês no Caribe. Eles diziam que na capital francesa Josephine encontraria opiniões liberais, liberdade de pensamento e uma visão mais natural do corpo.

No principio, mesmo na liberal Paris, houve alguns protestos depois das primeiras apresentações da artista americana. Mas o entusiasmo foi muito mais forte pela maneira completamente nova de dançar e ela rapidamente conquistou o público francês. Durante os anos 1930, Josephine Baker fez tournées pela Europa.

De volta aos Estados Unidos, o talento dela não alcançou a mesma receptividade no próprio país e em Nova Iorque, e a artista negra chegou a ser expulsa de um restaurante “só para brancos”. Decepcionada, retornou a Paris.

Além dos preconceitos raciais, a carreira de Josephine Baker foi afetada pela Segunda Guerra Mundial e ela foi trabalhar como espiã para a Resistência Francesa. A participação na Resistência durante a guerra e a luta contra o racismo renderam a Josephine Baker as duas mais altas condecorações da França.

Nos anos 1950, a popularidade de Josephine Baker serviu na luta contra o racismo, apoiando o movimento dos Direitos Civis de Martin Luther King, nos Estados Unidos. Josephine chegou a contracenar com Grande Otelo em 1952 e voltou outras vezes ao Brasil. Também conhecida como Vênus Negra, Pérola Negra e a Deusa Crioula, Josephine Baker morreu aos 68 anos, em Paris, quando estava se preparando para comemorar 50 anos de palco.

 

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Fonte: EBC

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