Imprensa internacional repercute massacre no Jacarezinho

Enviado por / FonteBrasil 247

A chacina resultante de uma operação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, repercutiu na imprensa internacional. Além dos 25 mortos, os jornais também destacaram a decisão do Supremo tribunal Federal (STF) que proíbe operações em comunidades durante a pandemia.

Em uma reportagem sobre o massacre, o espanhol “El País” ressaltou que a operação “se tornou no segundo maior massacre da história do estado” e que “a ação policial desta quinta demonstra que, inclusive durante a pandemia de coronavírus, a política de segurança pública do governador Cláudio Castro (PSC) no Estado do Rio segue se guiando pelo enfrentamento direto com os narcotraficantes nas favelas e nos bairros periféricos, ignorando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

O jornal New York Times, um dos mais influentes do Estados Unidos, observou que que “o número de mortos da operação pode entrar para os recordes”. O veículo de comunicação também destacou que “residentes e ativistas dos direitos humanos acusaram a polícia de usar força excessiva e questionaram por que a operação foi feita, dado o impedimento do Supremo Tribunal Federal em operações policiais na cidade durante a pandemia”.

Já a britânica BBC, relembrou que as “forças de segurança no Brasil têm sido frequentemente acusadas de excesso de uso de força contra a população civil durante operações contra o crime nas grandes cidades”. O Guardian destacou a reação de ativistas e defensores dos direitos humanos, além de especialistas em segurança pública, “quando a escala da carnificina se tornou clara”.

O jornal norte-americano Washington Post, destacou que no Brasil as “operações policiais têm sido encorajadas por líderes políticos que ganharam eleições recentes concorrendo com uma mensagem que táticas ‘de guerra’ são necessárias para frear o crime e recuperar controle de territórios perdidos para gangues”. Nesta linha, o periódico cita que, em 2018, Jair Bolsonaro defendeu ações do gênero ao afirmar que “policial que não mata não é policial”.

+ sobre o tema

Sueli Carneiro reforça na ONU ideia de Programa de Desenvolvimento Econômico e Social para afrodescendentes

Sueli Carneiro, coordenadora e fundadora de Geledés, participou virtualmente...

“Há ameaça contínua à população afrodescendente decorrente de um projeto de extermínio”

Representantes de Geledés-Instituto da Mulher Negra participaram entre a...

Mais de 5 mil municípios realizam eleições para conselhos tutelares neste domingo

Eleitores dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros e...

para lembrar

Pixador racista da Unicamp será investigado apenas por dano ao patrimônio

Apesar de ter pichado símbolos nazistas e feito ameaças,...

Justiça Militar arquiva caso de Luana dos Reis

MP diz que não há materialidade do crime; caso...

Policial mata segurança negro que deteve atirador branco em bar nos EUA

CHICAGO (EUA) — O segurança Jemel Roberson, de 26...

De azul ou de rosa, crianças negras na linha de tiro do Estado genocida

Qualquer pessoa que tenha perdido uma criança na família...
spot_imgspot_img

O enigma da esfinge baiana que nos devora

O Brasil descobriu, perplexo, a brutal política de segurança pública adotada pelos governos petistas baianos. Os conservadores festejam a descoberta e retiram das costas o fardo...

Defensoria compara ação da PM em Guarujá a ‘Esquadrão da Morte’ e aciona Justiça para obrigar uso de câmeras

A Defensoria Pública de São Paulo e a organização da sociedade civil Conectas Direitos Humanos ingressaram na madrugada desta terça (5) com uma ação...

O genocídio nosso, de todo dia

Não aguentamos mais.  Era assim que eu queria começar a escrever essa coluna, para falar da mortandade da gente preta neste mês de agosto de...
-+=