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Vigília contra o assassinato de pessoas negras na Avenida Paulista nesta sexta-feira (11). (Foto: Divulgação/Coalizão Negra por Direitos)

Coalizão Negra por Direitos faz vigília na Avenida Paulista em memória da população negra assassinada no Brasil

A Coalizão Negra por Direitos realizou, na tarde desta sexta-feira (11), em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), uma vigília em memória de Kathlen Romeu, jovem negra assassinada nesta terça-feira (8), e Gilberto Amancio de Lima, homem negro morto no último dia 14 de maio. Kathlen tinha 24 anos, era designer de interiores e estava grávida de 14 semanas. Ela levou um tiro de fuzil no tórax durante uma ação da Polícia Militar (PM) na comunidade de Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio de Janeiro. A PM negou que estivesse em uma operação e alegou que os agentes foram atacados. A família da vítima, porém, contestou a versão, disse que não houve troca de tiros e que os disparos partiram da polícia. Gibinha, como era conhecido Gilberto, de 30 anos, era pedreiro e tatuador. O rapaz estava indo fazer uma tatuagem em um vizinho, na Favela da Felicidade, ...

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Flávia Oliveira (Foto: Arquivo/ O Globo)

No luto há luta

Não quero ser a comentarista que chora e se desespera e brada contra a necropolítica de segurança nossa de cada dia. Os assassinatos de Kathlen Romeu, oitava grávida abatida a tiros no Grande Rio em cinco anos, e do bebê que ela nem teve a chance de descobrir se era Maya ou Zayon me alcançaram intimamente. Sou filha da mãe negra, como a jovem gestante cuja vida foi interrompida no quarto mês de gestação. Como Jaqueline Lopes, sou mãe da filha negra nascida em 1996. Como dona Sayonara de Oliveira, sou avó de uma criança negra. Cresci num conjunto habitacional do subúrbio, conheço o medo da violência cometida por criminosos e policiais. Experimentei a mobilidade social pela educação e festejei o diploma de minha cria, tal como os parentes da moça recém-formada em design de interiores, agora silenciada. Das coincidências que atravessam a vida das famílias negras brasileiras, brotaram as ...

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Kathlen de Oliveira Romeo (Reprodução/Instagram)

Violência no RJ vitimou 15 grávidas desde 2017, afirma plataforma Fogo Cruzado

A morte de Kathlen Romeu, grávida de quatro meses, na última terça-feira (8) é a 8ª morte de gestante na Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde 2017. Segundo a plataforma Fogo Cruzado, 15 mulheres grávidas foram baleadas no Grande Rio, sete delas morreram. Desses 15 casos, nove bebês não resistiram. Segundo a Fogo Cruzado, apesar de todas terem sido vítimas da violência armada, as 15 grávidas baleadas no Grande Rio foram vitimadas de diferentes formas: 6 delas foram vítimas de balas perdidas, 4 foram vítimas de execução/homicídio, 3 foram baleadas durante roubo ou tentativa de roubo, 1 foi baleada com indícios de tortura e 1 não teve motivação identificada. Até março de 2021, a plataforma, que compila dados de segurança pública no estado do Rio, registrou 681 mulheres baleadas na Região Metropolitana do Rio: 258 delas não resistiram e morreram. Os motivos dos tiroteios que mais deixaram mulheres baleadas foram operação ou ação policial, que fez 194 ...

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Kathlen Romeu foi morta pela polícia do Rio (Foto: Reprodução/Instagram_@rogeriojorgeph)

Passar pano para o genocídio negro: não em meu nome

"Grávida morre após ser baleada durante troca de tiros em comunidade no RJ". A manchete do UOL foi a gota que faltava para eu encerrar minha contribuição com a publicação Ecoa UOL. Há semanas não tenho conseguido manter ritmo de escrita semanal, já havia anunciado para minha editora a possibilidade de interromper a coluna, mas avaliamos que dava para esperar um pouco antes de decidir. Com a cobertura perversa da execução de uma mulher negra grávida em uma favela do Rio de Janeiro, mais um alvo do genocídio negro, fica evidente que a exaustão de repetir semanalmente a mesma coisa, em palavras diferentes, na tentativa de contribuir com o debate público sobre o genocídio tem sido pouco efetiva. Nem o próprio veículo se constrange em noticiar uma mentira como mais um fato isolado. Há um mês, logo depois da chacina de Jacarezinho, a home noticiava: "Ação da polícia deixa 25 ...

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Kathleen Romeu, baleada durante operação policial no Rio. (Foto: Reprodução/ INSTAGRAM)

Kathlen e seu bebê, mais duas vidas negras interrompidas no Brasil

“Bom dia, neném”. Este foi o último post da Kathlen Romeu em seu perfil no Instagram, na manhã desta terça-feira, 8 de junho. Quem vê as fotos, se depara com uma jovem feliz com a recente descoberta da gravidez, relatando um misto de surpresa, alegria e medo. Kathlen tinha medo dos desafios da maternidade, das coisas que uma mãe de primeira viagem ia descobrir pelo caminho. Mas não deu tempo. Ela foi morta aos 24 anos em meio a uma ação policial em Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro. Curiosamente, o bairro é um dos poucos onde ainda há Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP, que foi estrela da política de segurança na última década e faliu. Moradores foram às ruas protestar contra a morte da jovem designer de interiores. E na capa de um dos maiores portais de notícias do país era possível ler a manchete “Protesto fecha autoestrada Grajaú-Jacarepaguá”. A ...

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Adobe

O Jacarezinho que existe em cada um de nós

Quando uma chacina como a de Jacarezinho acontece, não tem como não mexer com todo tipo de brasileiro, em todo lugar. Todo mundo fica um pouco movido. Foram 28 mortos. Mesmo num país onde se morre tanto por causa da violência, não é todo dia que a segurança pública entra em uma favela e sai de lá carregando 28 cadáveres.  Uma autoridade disse que era tudo bandido e muita gente fez coro: “a polícia fez bem de matar”. Tudo bandido? Bom, parece que se viu de imediato que nem todos eram. No mínimo, porque um policial morreu também (vou resistir a entrar na discussão sobre bandidagem na polícia e vou dar ao servidor morto o benefício da inocência como princípio – algo que muita gente negou aos demais executados).  Além do policial, comprovou-se que nem todos os mortos tinham ficha criminal ou passagem pela polícia. Isso é garantia de que ...

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Comissão ARNS (Divulgação )

Comissão Arns faz apelo à ONU pela segurança de testemunhas das mortes do Jacarezinho

A Comissão Arns ingressou nesta semana com um "apelo urgente” na Organização das Nações Unidas (ONU) para denunciar graves violações de direitos humanos na operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou 28 mortos na favela do Jacarezinho. O grupo é formado por personalidades do mundo jurídico, acadêmico e político, incluindo ex-ministros de Estado. Integrantes da Comissão explicaram na última terça-feira (1) que a decisão de acionar a ONU foi motivada pela urgência de proteger a lisura da investigação e garantir a segurança das testemunhas do caso. A expectativa do grupo é que a petição intensifique a pressão por transparência na investigação e mudança de protocolos em operações policiais por parte do governo brasileiro. O jurista Oscar Vilhena, diretor da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas, afirmou que, se mantida, a postura adotada pelo governo brasileiro com relação aos organismos multilaterais pode ter consequências políticas. Nos últimos anos, o país ...

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Perifa Connection/Divulgação

Um ano depois do assassinato de Floyd, negros ainda sofrem com violência policial

Há um ano, em Minneapolis (EUA), George Floyd, homem negro, pai, segurança e conhecido por seu jeito afetuoso e por gostar de basquete e de futebol, foi assassinado pelo policial militar branco Derek Chauvin. O crime foi cometido sem nenhum pudor diante da câmera do celular da adolescente negra Darnella Frazier. Caso a garota de 17 anos não tivesse publicado o vídeo em uma rede social, possivelmente o crime não teria tido a grande repercussão em nível global, causando revolta e indignação, da população mais humilde a empresários, artistas, organizações sociais e sociedade civil. Em tempos de pandemia, a frase “eu não consigo respirar”, dita pela vítima, virou reivindicação em várias partes do mundo pelo combate ao racismo estrutural. Derek Chauvin foi condenado e espera sua sentença final que pode chegar a 40 anos de reclusão. Nos Estados Unidos, aumentou-se a vigilância ao trabalho de profissionais de segurança pública e ...

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(Foto: REUTERS - RICARDO MORAES)

Polícia do Rio impõe sigilo de 5 anos a documentos de operações, inclusive a do Jacarezinho

A Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro impôs sigilo de cinco anos a todos os documentos de operações desde junho de 2020, inclusive a do Jacarezinho. A operação mais letal da história do Rio de Janeiro deixou 28 mortos e muitos questionamentos sobre a ação policial. Moradores relataram invasão de casas, celulares confiscados, cenas de crime desfeitas e o mais grave: denúncias de execuções. Policiais foram acusados de matar suspeitos que já tinham sido rendidos. Mas as informações sobre o que aconteceu na favela do Jacarezinho, no dia 6 de maio, não vão ser conhecidas pela população tão cedo se depender da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Secretaria de Polícia Civil impôs sigilo reservado de cinco anos a qualquer informação sobre a operação na favela e a todas as outras operações policiais feitas nos últimos 12 meses. Foi a resposta a pedidos de acesso às informações ...

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Pessoas levantam os punhos enquanto marcham durante um evento em memória de George Floyd em Minneapolis, Minnesota, em 23 de maio de 2021 Foto: Kerem Yucel / AFP

George Floyd, um ano depois: qual o efeito das cenas de violência racista nas vidas das pessoas negras? Uma psicanalista explica

Há exatamente um ano, o americano George Floyd foi assassinado brutalmente por Derek Chauvin, policial branco que, por mais de nove minutos, manteve o joelho sob o pescoço da vítima, mesmo após ouvir inúmeras vezes a frase “eu não consigo respirar”. Toda a ação foi filmada e rapidamente os protestos começaram nos EUA. Em poucos dias, ultrapassaram fronteiras e, em algumas semanas, já era evidente que acabava de começar a maior mobilização contra o racismo desde a morte de Martin Luther King. Mas, para o caso ganhar notoriedade, foi exposta exaustivamente uma dor recorrente entre a população negra: a de terem no imaginário social apenas imagens de seus corpos sendo violentados sem nenhum pudor. Para a doutora em psicologia social e psicóloga do Instituto AMMA Psique e Negritude, Clélia Prestes, a repetição constante das cenas de violência pode causar traumas psicológicos e sociais à pessoa negra. De acordo com ela, ...

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Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Um ano da morte de Floyd: antirracismo precisa avançar também no Brasil

Desde que George Floyd foi morto, sufocado pelo joelho do policial branco Derek Chauvin, há um ano, nos Estados Unidos, o movimento antirracista não só se consolidou como também se ampliou. De imediato, tomou as ruas e se tornou uma grande mobilização social em diversos estados americanos, mesmo durante a grave pandemia de coronavírus que acometia o país. Os protestos foram uma das forças mais importantes para a troca de liderança na presidência dos Estados Unidos. O então presidente Donald Trump, que negava a existência do racismo e sua influência como motor da violência policial, foi derrubado. Em maio de 2021, outro fato histórico: o ex-policial Derek Chauvin foi considerado culpado pelo júri, por unanimidade, em três categorias de homicídio. Pela primeira vez, o estado de Minnesota responsabilizou um policial pela morte de uma pessoa negra. O reconhecimento da culpa do ex-agente abriu também a possibilidade de revisão de outros ...

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Sasha Johnson, ativista do movimento Black Lives Matter, durante manifestação em Londres Foto: Thabo Jaiyesimi/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Ativista do Black Lives Matter está em estado crítico após ser baleada na cabeça

A ativista britânica do movimento Black Lives Matter, Sasha Johnson, está em estado crítico depois de ser baleada na cabeça em Londres, disse seu partido político neste domingo (23). "É com grande tristeza que informamos que nossa Sasha Johnson foi brutalmente atacada e recebeu um tiro na cabeça", disse o Taking the Initiative Party (TTIP) em um comunicado. "Ela está atualmente em tratamento intensivo e em estado crítico." O comunicado diz que o ataque aconteceu "após inúmeras ameaças de morte como resultado de seu ativismo". A Polícia Metropolitana de Londres respondeu a relatos de tiros no sudeste de Londres por volta das 3 da manhã, horário local, neste domingo, segundo um comunicado. A polícia disse que os paramédicos transportaram uma mulher de 27 anos com ferimentos à bala para um hospital no sul de Londres e que o incidente parece ter acontecido perto de uma festa em uma casa em ...

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Manifestação marca o primeiro aniversário da morte de George Floyd em Minneapolis, nos EUA Imagem: REUTERS / Nicholas Pfosi

Passeata marca um ano da morte de George Floyd em Minneapolis, nos EUA

Familiares de George Floyd e cidadãos de Minneapolis organizaram uma passeata no domingo para marcar o primeiro aniversário da morte do afro-americano por um policial branco, um fato que desencadeou protestos históricos contra a injustiça racial nos Estados Unidos. Quase 1.500 manifestantes ouviram discursos e se uniram aos integrantes da família Floyd e de outras pessoas que morreram em ações da polícia. Floyd, 46 anos, foi assassinado em 25 de maio 2020 pelo agente Derek Chauvin, que se ajoelhou sobre o pescoço da vítima por mais de nove minutos. O agora ex-policial, condenado por um júri por assassinato e homicídio culposo, receberá a sentença em 25 de junho. A passeata começou com discursos nas proximidades do Hannepin County Government Center, no centro de Minneapolis, onde Chauvin foi julgado. "Foi um longo ano, um ano doloroso. Tem sido muito frustrante para mim e para minha família", disse a irmã de George, ...

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Morte de Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, dançarino do Esquenta (Foto: Redes Sociais/Reprodução)

Família de ‘DG’ ganha processo contra o Estado e vai receber indenização pela morte do dançarino em operação policial

A família do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o 'DG', ganha processo contra o Estado e vai receber indenização por danos morais e materiais pela morte do filho, em 2014, no Pavão Pavãozinho. A decisão foi dada pela juíza Aline Maria Gomes, da 10ª Vara da Fazenda Pública, e chega depois de o processo se arrastar na Justiça desde 2015. À época, DG morreu após ser baleado por um policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade durante uma operação policial no local. De acordo com a decisão, o Estado vai ter que pagar pensão à filha do dançarino, de 11 anos, até ela completar 25, no valor correspondente a 2/3 do salário de DG em vida. Na época, Douglas Rafael era dançarino do programa dominical da Rede Globo"Esquenta", apresentado pela atriz Regina Casé. Por danos morais, o Estado vai arcar com os custos do sepultamento de Douglas. Sob ...

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Divulgação

Parcialidade das investigações compromete combate à violência policial

Ser ameaçado, agredido e torturado pela polícia, denunciar à Justiça e ver os colegas fardados de seus agressores serem responsáveis pela investigação dos crimes. Este cenário é a realidade da maioria das pessoas presas em flagrante  e que denunciam a violência policial em audiências de custódia. De acordo com o relatório “Investigações em labirinto: os caminhos da apuração das denúncias de violência policial apresentadas em audiências de custódia”, produzido pela Conectas em parceria com o IDDD (Instituto de Defesa do Direitos de Defesa) a partir de uma análise qualitativa de casos denunciados em São Paulo, via de regra, a resolução e responsabilização destes crimes é nula. Isso enfraquece  um dos principais objetivos das audiências: o combate à tortura e maus-tratos por agentes de segurança do Estado. Em outubro de 2017, a sanção da lei 13.491 mudou a forma como os casos de violência policial eram julgados após denúncia nas audiências de custódia. ...

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Cada vez surgem mais dados técnicos a reforçar a tese de que uma chacina aconteceu em Jacarezinho - Foto: Roberto Parizottim / Fotos Públicas

Boletins médicos de Jacarezinho indicam extermínio policial, não mortes em confronto

Boletins médicos sobre os corpos de parte dos 28 mortos na operação Exceptis no Jacarezinho, a mais letal da história do Rio de Janeiro, mostram que as vítimas foram atingidas por disparos de armas de fogo no rosto, abdômen e nas costas. As descrições, de acordo com informações do jornal Extra, constam em 25 Boletins de Atendimento Médicos (BAMs). Os documentos foram produzidos pelos hospitais municipais Evandro Freire e Souza Aguiar, duas das três unidades para as quais foram levados os baleados na operação. Os registros mostram que no Hospital Souza Aguiar, que recebeu a maioria das vítimas, 20 homens, em pelo menos três documentos há descrição de corpos eviscerados. Isto é, que chegaram à unidade com as vísceras para fora. Os relatórios do Hospital Evandro Freire ainda apontam que cinco vítimas tiveram as “faces dilaceradas”. As primeiras análises vêm colocando em xeque a narrativa de confronto levantada pela Polícia Civil desde o dia 6 de maio, quando foi ...

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João Pedro Mattos Pinto, morto em operação em São Gonçalo — Foto: Reprodução/TV Globo

João Pedro, que gostava de pizza e igreja, morreu há um ano, e caso pouco avançou

O irmão de Rebeca, 5, adorava comer pizza portuguesa no shopping, ver o Neymar fazer gol e de ir à sua igreja evangélica. Ela sente falta dele. Às vezes, vê seu rosto na TV, em algum noticiário, por exemplo. "A reação dela muda", diz o pai, Neilton Pinto, 41. Rebeca faz a mesma pergunta sempre: "Papai, por que a polícia matou meu irmão?". Neilton e a esposa, a professora Rafaela Matos, então, respondem que "foi um erro que eles cometeram e que agora o irmão dela tá com o papai do céu". Há um ano, no dia 18 de maio de 2020, João Pedro Matos Pinto foi jogar videogame na casa de um primo, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). Três policiais civis, em operação conjunta com a Polícia Federal, rondavam a região de helicóptero. Do ar dispararam 29 vezes, como contaram depois, em depoimento. Um dos tiros de fuzil ...

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Perifa Connection/Divulgação

Deus está com os oprimidos, não com aqueles que apoiam o genocídio negro

Vivemos o fim dos tempos, do mundo, e de vidas. O Brasil que conhecemos está terminando ciclos: universidades públicas com risco de encerrarem as atividades, mais de 400 mil mortes por Covid-19, desemprego batendo recorde com 14 milhões de pessoas desocupadas, insegurança alimentar chegando na casa dos 125 milhões de brasileiros e o sistema de saúde pública em colapso. Enquanto isso, o presidente da república encomenda o quilo da picanha a R$ 1.799. O Brasil do fim do mundo é o país que, no pior momento da pandemia, fez uma operação policial que assassinou aproximadamente 30 pessoas. É um país que amanhece com gente negra e periférica lavando sangue da sua sala e das suas calçadas. É onde homens brancos à frente de grandes corporações e do governo autorizam verdadeiras chacinas . Nós crentes costumamos dizer diante da tragédia: “é o fim do mundo, Jesus está voltando”. Se olharmos os dados sabemos que os assassinatos nas terras indígenas e nas operações ...

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Manifestantes protestam contra racismo e genocídio negro em Salvador — Foto: Rildo de Jesus/TV Bahia

Grupo protesta contra racismo e genocídio negro em Salvador

Manifestantes se reúnem no Centro de Salvador, na manhã desta quinta-feira (13), para protestar contra o racismo e o genocídio negro na capital baiana. Além de ser marcado pela assinatura da Lei Áurea, em 1888, o 13 de maio também é o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo. Com cartazes e máscaras de proteção, os manifestantes se reuniram na Praça da Piedade. O grupo caminha sentido à Praça Castro Alves. O trânsito está livre na região. Nas faixas, os grupos pedem o fim da violência policial e chamaram a atenção o extermínio de pessoas negras, como o recente caso dos jovens Bruno e Yan Barros, que foram entregues a traficantes para serem executados, depois de roubarem carne no supermercado Atakarejo. Os manifestantes também cobraram outras ações ao governo, como o auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia. Manifestantes protestam contra racismo e ...

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Diante de pôster de Marielle, manifestante participa de protesto contra violência policial e racismo no Rio - Ricardo Moraes/Reuters

Ato no Rio critica governador e lembra mortes no Jacarezinho

Um ato contra o racismo e a violência policial contra pessoas negras marcou as manifestações pelo 13 de Maio na noite desta quinta-feira (13), no Rio. Com pedidos pelo fim da Polícia Militar e palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador Cláudio Castro (PSC), os manifestantes percorreram o trajeto de aproximadamente 1 km entre a Igreja da Candelária e a Cinelândia, no centro. A manifestação acontece uma semana após a operação policial que matou 28 pessoas, entre elas um policial civil, na favela do Jacarezinho, na zona norte. Organizado pela Coalizão Negra por Direitos, movimento que reúne cerca de 200 organizações do movimento negro em todo o país, o ato foi marcado pelo depoimento de mães de vítimas de ações policiais em favelas cariocas. Houve protestos em várias outras capitais do país, entre elas São Paulo. Moradora da favela do Chapadão, na zona norte, Jaqueline Fernando, 43, foi ...

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